Patrocínio deixa de ser vitrine de marca e se consolida como plataforma de negócios

Discussões no Sponsors Day, promovido pela APBR, apontam as tendências de mudanças no papel das marcas, crescimento da profissionalização do setor, maior cobrança por resultados, reputação e conexão com públicos

O mercado de patrocínios passa por uma reestruturação, onde as marcas buscam mais do que ampliar visibilidade, mas também projetos capazes de gerar relacionamento, reputação, engajamento e resultados de negócio. A avaliação foi um dos destaques da mais recente edição do Sponsors Day, promovido pela Associação Patrocínio Brasil (APBR), que reuniu profissionais e especialistas para discutir a evolução do setor, os novos critérios que orientam os investimentos e os desafios para consolidar o patrocínio como uma plataforma estratégica de geração de valor.

Com o tema “O Mundo do Patrocínio”, o encontro apresentou um panorama sobre a transformação do mercado no Brasil e no exterior, marcado pelo crescimento dos investimentos, pelo fortalecimento das leis de incentivo e pela profissionalização das estratégias de patrocínio. Ao longo da programação, os participantes acompanharam uma análise sobre a trajetória do setor nas últimas décadas e sobre a mudança no papel das marcas, que deixaram de atuar apenas em busca de exposição para utilizar o patrocínio como ferramenta de posicionamento, relacionamento, reputação e negócios.

A apresentação foi conduzida pelo presidente da APBR, Adauto Gudin, e pelo vice-presidente de Marketing da entidade, Roque A. Horta de F. Mendes, que destacaram como o patrocínio vem ganhando relevância dentro das estratégias corporativas à medida que cresce a cobrança por resultados mais concretos e alinhados aos objetivos das empresas. Nesse cenário, o encontro reforçou que a escolha de projetos patrocinados passa, cada vez mais, pela capacidade de gerar valor para a marca e estabelecer conexões consistentes com diferentes públicos.

Entre os principais pontos debatidos esteve a definição dos territórios estratégicos de atuação das marcas. Os especialistas abordaram como áreas como esporte, cultura, impacto social e negócios se consolidam como ambientes capazes de criar conexões relevantes, desde que estejam alinhados à estratégia da empresa e ao posicionamento que ela deseja construir.

Outro eixo central da discussão foi a ativação de patrocínios. Mais do que associar a marca a um evento, projeto ou propriedade, os palestrantes destacaram a necessidade de transformar esse investimento em experiências, conteúdo e relacionamento, ampliando o engajamento dos públicos antes, durante e após cada ação patrocinada.

A mensuração de resultados também esteve entre os destaques do Sponsors Day. A programação abordou indicadores que extrapolam o retorno financeiro e incluem métricas ligadas à reputação, influência, reconhecimento de marca, relacionamento e geração de valor no longo prazo, reforçando que a avaliação de um patrocínio exige a combinação entre dados quantitativos e qualitativos.

Como exemplo da transformação do setor, a Fórmula 1 foi apresentada como um case de reposicionamento estratégico. A categoria ampliou sua relevância global ao investir em produção de conteúdo, experiências para o público, presença digital e inteligência de dados, tornando-se referência para propriedades esportivas e patrocinadores que buscam ampliar valor e conexão com suas audiências.

O Sponsors Day também abriu espaço para reflexões sobre temas que devem orientar o futuro do setor, como governança, compliance, ESG, uso de dados, inovação e a integração entre estratégia de marca e estratégia de negócios. A discussão reforçou que o patrocínio vem deixando de ser apenas uma ferramenta de comunicação para se consolidar como um ativo estratégico capaz de impulsionar posicionamento, relacionamento e desenvolvimento econômico.

“O patrocínio está passando por um processo de amadurecimento. As marcas estão cada vez mais atentas à capacidade de gerar conexão, reputação, resultado e valor de longo prazo, e isso exige uma atuação mais estratégica, profissional e integrada aos objetivos de negócio”, afirma Adauto Gudin, presidente da APBR.

Segundo Gudin, o Sponsors Day busca justamente contribuir para esse avanço do mercado. “Nosso objetivo é ampliar o debate sobre o papel do patrocínio no ambiente de negócios, compartilhar conhecimento e estimular uma visão cada vez mais qualificada sobre como marcas, propriedades e organizações podem construir valor a partir dessa plataforma”, completa.

Sobre o Sponsors Day APBR | Patrocínio em Movimento

Voltado à executivos de marcas patrocinadoras, detentores de direitos, clubes, federações, eventos, projetos culturais, esportivos, sociais e ambientais, agências, consultorias, plataformas e profissionais que atuam na estratégia, comercialização, ativação, gestão e mensuração de projetos de patrocínio.

Sobre a APBR

A Associação Patrocínio Brasil (APBR) reúne profissionais e empresas patrocinadoras, instituições, agências, veículos de mídia, proponentes e detentores de direitos ligados a patrocínios culturais, esportivos, sociais e de negócios em todo o país. Com a missão de inspirar, conectar e desenvolver o setor, a entidade atua na profissionalização do mercado por meio de iniciativas de educação, informação e geração de negócios, promovendo o reconhecimento da excelência e a disseminação das melhores práticas em patrocínio. Ao estimular o pensamento inovador e valorizar ativações estratégicas, a APBR também contribui para formar a próxima geração de profissionais de marketing, fortalecendo o papel do patrocínio como ferramenta relevante de conexão entre marcas e públicos.

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Marketing emocional: como essa conexão pode aumentar as vendas das empresas?

Por Márcia Assis*

Quantas vezes você já se emocionou com uma campanha de marketing? Pessoas se conectam com pessoas, algo que está cada vez mais presente nas estratégias corporativas para fortalecer essa conexão sentimental com seus clientes. Quando uma marca consegue transformar sua mensagem em uma história envolvente, ela deixa de ser apenas uma opção no mercado e se torna parte da vida do público, algo que, se for bem executado, poderá trazer resultados excelentes para a reputação da marca e para as vendas.

O consumidor moderno está mais informado, mais exigente e com menos paciência para marcas que só “empurram” produtos. Vivemos a era da personalização, do propósito e da transparência, onde as marcas que conseguem humanizar sua comunicação e oferecer experiências autênticas, certamente, saem na frente. Isso, aliado ao crescimento da inteligência artificial e da automação, fez com que o fator humano passasse a ser ainda mais valorizado, ressaltando a importância de unir a tecnologia à sensibilidade a fim de criar experiências memoráveis que gerem diferenciais competitivos.

Nesse cenário, muitas empresas criam conexões emocionais tão fortes que seus clientes se tornam verdadeiros fãs, se conectando não apenas com os produtos ou serviços ofertados, mas com os seres humanos por trás de tudo isso. De acordo com estudos de neuromarketing, como prova disso, campanhas com conteúdo puramente emocional tiveram desempenho cerca de duas vezes melhor do que aquelas com conteúdo apenas racional. Mas, um bom storytelling vai além apenas desta conexão emocional.

Quando bem construída e aliada a uma narrativa bem contada, essa conexão desperta desejo e necessidade, fazendo com que o cliente se identifique com os valores da marca, sinta que ela entende suas dores e desejos, que conversa com ele e perceba que há um propósito maior por trás daquela comunicação – algo que pode ser decisivo para gerar uma conversão.

Marcas que criam fortes sentem o impacto diretamente nas vendas. Afinal, consumidores fiéis tendem a comprar mais vezes e defender aquela empresa, recomendando para familiares e amigos. Além disso, essa fidelidade ajuda a reduzir a sensibilidade a descontos e promoções, pois você paga por aquilo que enxerga valor. Clientes que se sentem compreendidos e valorizados também têm menos chances de migrar para concorrentes, melhorando também a taxa de retenção.

Agora, como as empresas podem fortalecer essa conexão emocional e conquistar todos esses benefícios? Comece conhecendo, profundamente, seu cliente. Use dados para entender suas dores, desejos e comportamentos. Quanto mais personalizado for o conteúdo, maior a chance de gerar uma conexão real.

Com essas informações em mãos, construa um storytelling autêntico. Conte histórias reais, com personagens, desafios e emoções. Uma boa narrativa engaja porque espelha situações da vida do público, despertando empatia e identificação. Uma dica para construir isso é utilizar gatilhos emocionais dos consumidores, afinal, emoções como pertencimento, nostalgia, superação e empatia, quando usados com sensibilidade, tornam a mensagem mais marcante.

Crie experiências multicanais e memoráveis, independentemente da plataforma investida. As campanhas devem refletir o tom emocional da marca, e a experiência precisa ser fluida, coerente e encantadora em todos os pontos de contato. Tudo isso deve estar alinhado a um propósito e valor muito claros, pois os consumidores modernos valorizam marcas que se posicionam. Transparência, inclusão, sustentabilidade e responsabilidade social são temas que criam engajamento quando comunicados com verdade.

Colha o máximo de informações possíveis sobre os comportamentos e necessidades de seus clientes, entenda os gatilhos que mais funcionam para esse público, mensure os resultados e entenda os impactos disso com as métricas de conversão. Marcas que conseguirem equilibrar esses dois universos (razão e emoção) com estratégia e sensibilidade, não só venderão mais, como também conquistarão algo ainda mais valioso: lealdade emocional.

*Márcia Assis é Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

ESPM e BALT Consultoria lançam curso sobre Trend Planning

Com a curadoria de profissionais inspiradores, o programa une as metodologias desenvolvidas pela BALT e o DNA da ESPM

A ESPM, uma das escolas de negócios mais conceituadas do país, em parceria com a BALT Consultoria, empresa que realiza pesquisas de mercado e tendências, acaba de lançar o curso da grade Dynamics “Trend Planning: como transformar tendências em estratégia”. O programa tem início em 29 de janeiro de 2024 e ocorrerá de segunda a quinta-feira, das 19h30 às 22h30, de forma online ou presencial, na ESPM Tech, em São Paulo. Os interessados podem se inscrever no site da instituição.

O curso “Trend Planning” foi modelado com metodologias desenvolvidas pela agência BALT – que visa apresentar uma forma inovadora de pesquisar e aplicar tendências nas estratégias corporativas – e com os diferenciais metodológicos da ESPM, como conceitos e ferramentas fundamentados na experiência dos professores e a aplicação de métodos científicos provenientes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM (PPGCOM ESPM). Ele é destinado a publicitários e criativos, profissionais de tendências, marketing e CMI, além de ingressantes no mercado de trabalho e estudantes.

O programa se divide em 4 módulos que serão ministrados por profissionais inspiradores e transformadores do mercado, como: Lucas Fraga, co-founder e head de estratégia da BALT, mestre e doutorando em comunicação e consumo pela ESPM e diretor do Laboratório de Consumer Insights da ESPM; Ana Catarina Holtz, co-Founder e head de pesquisa da BALT, mestre em semiótica, doutora em comunicação e consumo pela ESPM, e professora de propaganda e marketing; e Emmanuel Publio Dias, experiente publicitário, professor decano da ESPM e consultor associado da BALT.

Durante o curso, os alunos poderão compreender a pesquisa de tendências a partir sociologia, psicologia social e antropologia do consumo e da aplicação de técnicas inovadoras; aprender a aplicar pesquisas de tendências e comportamentos emergentes no planejamento de marcas, produtos e comunicação; desenvolver ferramentas para a leitura cultural dos consumidores; testar as validades das tendências em diferentes mercados, e aplicá-las no marketing estratégico de empresas a partir de workshops de co-criação.

Serviço: Curso “Trend Planning: como transformar tendências em estratégia”

Data: 29, 30, 31/01 e 01/02

Dia da semana: De segunda a quinta-feira

Horário: Das 19h30 às 22h30

Local presencial: ESPM TECH- Rua Joaquim Távora, 1240 – Vila Mariana, São Paulo – SP

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Fonte: NovaPR