Coluna Propaganda&Arte

“Ah, eu tô maluco” com os anos 90 e você precisa ficar “antenado” nisso

É natural, a cada duas décadas a moda, os estilos musicais e a propaganda precisam relembrar alguns elementos do passado e, pelo jeito, chegou a vez dos anos 90.

O estilo despojado com muito jeans (saia, blusa e macacão), calças altas, camisas grandes e largas, cores chamativas e adereços como gargantilhas, estão de volta na moda. As playlists dos anos 90 estão em alta, os filmes da época estão ganhando remakes ou gerando conteúdos, e até alguns brinquedos estão ganhando novas roupagens. Isso tudo ainda é só o começo de um grande movimento de resgate aos anos 90 que deve aumentar ainda mais nos próximos três anos.
Como comunicólogos, precisamos ouvir de tudo: moda, música, filmes, literatura, comportamento etc. Ficar “antenados”, para não “queimar o filme” e nem “pagar sapo” na hora de criar uma propaganda “animal”.

Além dessas gírias que até hoje estão em alta, vemos um fenômeno interessante na internet, como o vaporwave, estilo que nasceu 100% on-line em 2010 e traz elementos de música e vídeo criados a partir de comerciais televisivos, videogames e computadores, que juntos lembram muito “sons de elevadores”. Alguns dizem que ao usar comerciais clássicos dos anos 90, o movimento visa criticar o capitalismo e o consumo, porém, o que vemos é uma mistura de referências na tentativa de criar algo novo e divertido, valendo inclusive adicionar elementos da cultura japonesa, afinal tudo é meio non-sense hoje em dia.

Para que você comece a estudar todos esses movimentos e inspire o seu próximo job, criei uma playlist especial. Dê o play e aproveite essa década que para mim “é o bicho”!

 

Coluna Propaganda&Arte

O que eu acho sobre a exposição Queer que foi cancelada após críticas na internet

Eu sempre me preocupo em selecionar temas ligados à arte para expor aqui nesse espaço. Porém, hora ou outra, acabo esbarrando em assuntos polêmicos do momento como o caso do banco que patrocinava uma exposição Queer e após críticas e repercussão negativa acabou sendo cancelada.

O que aconteceu?
Uma exposição Queer (tema ligado a gays, lésbicas, trans – todos que não seguem um padrão de heterossexualidade), estava acontecendo em Porto Alegre e algumas obras acabaram caindo na internet acompanhadas de acusações de apologia à pedofilia, zoofilia e ataques à religião cristã. Para se defender dos ataques de diversos clientes, o banco decidiu se desculpar e cancelou o patrocínio que deveria manter a exposição aberta até outubro.

O que eu acho das obras polêmicas?
As poucas imagens disponíveis na internet mostram que são obras provocativas. Falam de sexualidade, infância, religião, dentre outros pontos que podem ferir e não agradar muitas pessoas. Analisando friamente a parte técnica das obras, cada uma tem o seu valor. Algumas mais simples, pobres, outras mais ricas e interessantes, mas no geral não vi nada de especial ou inovador.

O que eu acho desse tipo de arte?
Por mais polêmica que uma instalação ou quadro sejam, precisamos pensar na intenção do artista. Ele se ocupou, ele pensou, ele agiu e finalmente teve um aval para expor seu trabalho. A qualidade, a forma, as ideias por trás daquela peça podem sofrer interpretações diversas, inclusive serem consideradas ofensivas. A arte não tem forma, mas tem gosto. A arte que aborda assuntos polêmicos vai ser sempre polêmica e gerar reações diversas. No passado, muitas obras foram censuradas e criticadas, por exemplo, por mostrar o nu, hoje são expostas em grandes museus, o que mostra um caminho natural da arte e da sociedade.

O que eu acho sobre a repercussão?
No geral, não acho que provocam tanto como dizem as repercussões da internet. Vejo aqui um exagero nesse sentido, tendo em vista conteúdos muito piores que as crianças e todos nós podemos ter acesso por outros meios fora do museu. Lugar esse, aliás, dedicado à reflexão, experimentação e análise de novos conceitos. Se você ficou pessoalmente ofendido com uma arte ou exposição, a melhor maneira de expressar isso é não indo ou não divulgando a exposição. Vejo aqui uma reação totalmente contrária e incoerente. Os que são contra a exposição acabaram tornando-a nacionalmente conhecida, na luta em proibi-la (mesmo que tenham conseguido).

O que eu acho disso tudo?
Estamos passando por uma fase social bastante conturbada. Não sabemos nos portar e respeitar a opinião dos outros (sejam liberais ou conservadores). As marcas não sabem se posicionar e estão morrendo de medo da internet. Estamos todos cuidadosos ao emitir uma opinião, pois poderemos ser incompreendidos ou pior, compreendidos e agredidos por pensar diferente. Para o público, falta essa noção de que somos todos diferentes. Para o artista, falta o entendimento de que ele poderá ofender muitas pessoas com sua provocação e precisa saber enfrentar as críticas. Afinal, esse é o mundo em que vivemos, onde a polêmica dá mais likes do que a própria arte ou reflexão.

E você? O que achou do assunto? Você acha que a arte deve ou não expor assuntos polêmicos e até “ofensivos” para alguns?

Via Vale Garden Shopping recebe Exposição Internacional de Leonardo da Vinci

Clientes poderão ver de perto réplica da Mona Lisa e da Santa Ceia, além de outras 60 peças do acervo

A exposição ‘Da Vinci – A Exibição’, que integra o roteiro das grandes mostras internacionais chega agora a Taubaté. Com abertura ao público a partir do dia 01 abril, cerca de 60 peças, sendo 44 interativas, vão proporcionar aos visitantes do Via Vale Garden Shopping uma experiência única, assim como as vivenciadas nos grandes museus do mundo.

As peças são de um acervo internacional e foram trazidas ao Brasil especialmente para essa exposição com o intuito de transportar o visitante para um ambiente completamente diferente de um simples passeio pelo shopping. “Trazer um projeto desta magnitude para localidades que estão fora do circuito cultural das grandes capitais, é dar oportunidade para todas as pessoas conhecerem a obra e a mente de um dos maiores gênios de todos os tempos, em uma exibição educacional, cultural e interativa. É um privilégio poder oferecer essa oportunidade única aos taubateanos”, destaca Renato Gonçalves, Superintendente do Shopping.

O público terá a chance de conferir e interagir com as obras idealizadas pelo gênio e executadas por artesãos especialistas que deram vida às suas invenções, muitas das quais nem chegaram a ser construídas devido à falta de tecnologias no século XVI. O parafuso aéreo (princípio do voo de helicóptero), tanque, polias, além de máquinas das áreas de robótica e mecânica, são algumas das peças interativas.

A exibição é uma parceria com do Instituto Tenco com Exhibition Club e traz, ainda, as réplicas da Mona Lisa, Anunciação e Santa Ceia. Excursões de escolas poderão ser agendadas em horários diferenciados, para que as crianças possam aprender sobre arte e estudar sobre um dos mais importantes artistas do Alto Renascimento.

Itinerância
A exposição foi escolhida pelo Instituto Tenco para levar cultura, educação e entretenimento ao público de dez cidades do interior do Brasil, percorrendo mais de 20 mil quilômetros em dois anos, na maior itinerância de Da Vinci pelo país. “Com isso, fortalecemos a nossa missão de promover o desenvolvimento nos locais onde atuamos, por meio de uma atividade extraordinária de conhecimento e reflexão”, destaca a presidente do Instituto Tenco, Adriana Gribel.
Além de Taubaté, a mostra vai passar por Juazeiro do Norte (CE); Boa Vista (RR); Macapá (AP); Arapiraca (AL), Lages (SC), Juazeiro da Bahia (BA), Varginha (MG) e Itaquaquecetuba (SP).

Serviço
Exposição Da Vinci – A Exibição
Data: 01 de abril a 15 de maio
Horário: Horário de funcionamento do Shopping
Local: Próximo a loja Mística, piso 1
Bilheteria: R$25,00 inteira, R$12,50 meia, pacote família (4 pessoas): R$60,00 – Crianças até 3 anos não pagam. Classificação: Livre

Fonte: Pilares RP – Juliane Bernini

Por do Sol foi sucesso

Festival Pôr do Sol Musical chega ao fim em Ilhabela
Evento atraiu mais de 8.000 pessoas por noite na Praia do Perequê e reuniu grandes nomes da MPB

Sucesso de público, a terceira edição do Festival Pôr do Sol Musical atraiu, em média, mais de 8.000 pessoas por noite à beira do mar, na praia do Perequê, em Ilhabela, entre quinta-feira e domingo.

O evento reuniu nomes consagrados, como Toquinho, Zélia Duncan, Guilherme Arantes e Zeca Baleiro, com artistas regionais, como Beto di Franco, Larissa Cavalcanti, Renato Barsa e Felipe Blues Band. Sempre a partir das 18h30, cada noite do festival reuniu um músico da região e um astro da MPB. Zeca Baleiro encerrou o Por de Sol Musical na noite de domingo.

“É um prazer muito grande se apresentar em Ilhabela. É uma energia incrível, uma plateia fantástica, um cenário maravilhoso. Festivais como esse devem acontecer sempre”, disse o compositor, ainda no palco.

Zeca não falou sozinho

Todos os artistas que estiveram no palco da praia do Perequê elogiaram o evento e a alegria do público. “Vocês são um público fantástico”, disse Zélia Duncan. Para Toquinho, cantar em Ilhabela e na praia é uma experiência fantástica. “O mar, o cenário, o astral das pessoas influenciam a gente de uma forma incrível”, disse o músico, com 50 anos de carreira. “O show foi uma delícia, tinha gente de todas as idades, foi bem gostoso fazer”, afirmou Guilherme Arantes.

O festival foi uma realização da Prefeitura de Ilhabela, Fundação Arte e Cultura e Secretaria Municipal de Cultura, Sucesso com direção da RCS Music.

Aprovado

O prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, disse ter ficado satisfeito com o resultado do festival. “Em menos de 50 dias de governo ter um evento com essa qualidade é muito bom. É desse tipo de evento e de público, diferenciados, que Ilhabela precisa”, disse o prefeito.

Para o secretário de Cultura de Ilhabela, Nuno Gallo, a cidade é um celeiro musical importante. “Por isso, todo evento realizado através da música, abre espaço para nossos artistas e valoriza a nossa cultura”, afirmou.

Fonte:Matéria Consultoria & Mídia – Nathália Barcelos