Coluna {De dentro pra fora}

A vizinha fifi

Vitor coluna
É triste, mas me convenceram de que é verdade: as pessoas estão lendo menos. Toda vez que tento emplacar um texto um pouquinho mais longo, na hora o cliente saca esse argumento da cartola. Não acredito muito, mas tenho outro que me convenceu pra valer: a atenção é mais dividida atualmente.

Antes, falávamos de rádio + TV + outdoors + anúncios. Hoje, com a tecnologia na palma da mão, temos os zilhões de aplicativos e as redes sociais. A concorrência está extremamente desleal. E aí mora um grande perigo: a vizinha fifi. Com essa distribuição de informações e diferentes fontes gerando conteúdo, os boatos crescem e se espalham rapidamente. Imaginou isso no ambiente corporativo? Os boatos de demissões, de mudanças, de compra e venda, etc. e tal. Olha a fofoca aí, meu povo.

Nesse cenário, a necessidade de comunicar é ainda mais forte.

E agora? O que fazer?
Falar na cara!

Em CI, essa comunicação direta é o face a face. Ou seja, é a comunicação que cada líder deve fazer com sua equipe. Para isso, precisamos de líderes preparados para ser comunicadores. Esse é o novo atributo de um líder conectado!
A comunicação face a face é mais eficaz, exatamente por conseguir a atenção integral do empregado. Para isso, esse líder precisa estar muito bem informado e desenvolver suas habilidades de falar em público, apresentar, debater, argumentar e por aí vai.

Preparar esse líder virou um desafio de quem? Da CI, é claro.

Outro ponto importante é que, geralmente, os boatos são mais fortes que a voz da empresa. Por que isso? Os canais de comunicação das empresas muitas vezes não têm credibilidade, não transmitem segurança. É igual post de morte no facebook. Todo mundo presta atenção, mas todo mundo espera um veículo oficial. A CI precisa dar esse passo e ser reconhecida como a voz da empresa, a informação oficial. Os canais precisam ter credibilidade, transmitir informações concretas, manter sua periodicidade; os líderes precisam estar alinhados aos valores da empresa, aos comportamentos esperados e sempre informadíssimos.

Ou seja, precisamos pensar nesses líderes como um público diferenciado e primordial. Afinal, são eles que irão cascatear as mensagens.

Mais comunicação face a face. Mais credibilidade. Menos espaço para boatos. Pronto!
Tudo isso sem abandonar a criatividade, okay?

Coluna {De dentro pra fora}

Comunicação Interna além das 4 paredes

Vitor coluna
Um dos primeiros critérios que a gente quer saber na hora de construir uma mensagem é o público-alvo, certo? Com base nele, conseguimos definir um tom para a comunicação, o visual mais adequado, o argumento que será atrativo e por aí vai.

Fácil! Porém, como o mundo muda o tempo todo, essa visão de público também mudou. Antes, ao pensar em CI, nós pensávamos no perfil dos empregados, no perfil da empresa, na sua relevância para a sociedade. Hoje, nós pensamos em tudo isso, mas não podemos parar aí. Precisamos analisar as comunidades em que essa empresa está inserida, o quanto seus processos interferem na vida das pessoas e, o mais importante, com quem o público interno se relaciona.

Espera aí, Vitor! Se o nosso foco é o público interno, por que você quer saber tudo isso?

Eu retruco: hoje em dia, qual mensagem fica apenas com seu receptor?

Todo mundo está conectado o tempo todo. Qualquer experiência é registrada, postada, compartilhada e comentada. Ainda mais se for uma boa experiência! A gente pode comprovar isso ao dar uma olhadinha na timeline: todo mundo é feliz! Eba!

Resumindo: a CI vai falar diretamente com o empregado, porém ele é uma pessoal sociável. Ele compartilha suas experiências nas redes, ele comenta com os amigos no churrasquinho do fds, ele chega em casa e desabafa com a mulher. Eu repito: ele é a propaganda da empresa e interfere na imagem dela perante o mercado. Parece bobeira, mas esses pequenos comentários e posts têm o poder de interferir na imagem corporativa, sim.

Aqui, vale outra reflexão: o funcionário trabalhou o dia inteirinho, chega em casa cansado, estressado e vai contar seu dia pra mulher. Se ela estiver bem informada, souber os benefícios da empresa e tudo o que ela faz pelo funcionário, essa mulher vai ouvir as reclamações e reforçar o lado positivo da empresa. Afinal, ela sabe como o emprego é importante para a família se manter.

Por outro lado, se ela não tiver informações, ela vai concordar com o marido e incentivá-lo a buscar outro emprego. O que isso significa? A empresa terá que contratar outro empregado, treiná-lo novamente, esperar o tempo de adaptação e todo esse processo de integração. Isso custa dinheiro! Além de interferir no turnover* da empresa, claro.

Viu? As consequências vão longe. É melhor manter esse funcionário dentro da empresa. E, mais que informado, é importante deixar a família dele e os amigos também informados. Na hora do aperto, todo mundo vai ajudá-lo a refletir.
Quanto mais experiências positivas com seus empregados, mais eles vão compartilhar com amigos e familiares e, consequentemente, mais suporte ele terá para continuar na empresa.

E ainda tem gente que acha que CI é só para funcionário.

* Turnover é a percentagem de substituições de funcionários antigos por novos. Isso reflete na capacidade da empresa em manter seus empregados. Se o turnover é alto, pode indicar que algo na empresa está errado.

Coluna {De dentro pra fora}

Redator e Planejador = BFF

Vitr Coluna

Sem dúvidas, redação e planejamento precisam ser best friends forever. Um não consegue andar sem o outro ao lado. Diferentemente de propaganda (na maioria das vezes), o conteúdo de CI é mais complexo e pesado. São muitas informações a serem transmitidas. Tudo precisa ser muito bem pensando, organizado e dividido, senão corremos o risco de bombardear o funcionário de informações e acabar não comunicando nada.

Para pensar estrategicamente em conteúdo e em estrutura de campanha, precisamos sentar juntos e definir alguns pontos:

• Mensagem principal
• Prioridade das informações
• Tempo necessário para compreensão

A partir dessas informações, definimos a estrutura adequada para a campanha, pensando na verba, na realidade do público, na importância do assunto e no tempo necessário para retenção da mensagem. Ufa!

Agora, já pensou se o planejamento decide definir as fases de uma campanha sozinho? O redator teria que encaixar as mensagens nessas fases, respeitando o raciocínio do planejador. Tudo sem trocar uma ideia, sem discutirem juntos? Impossível! O planejador não consegue definir sozinho a melhor maneira de dividir essa mensagem geral. Da mesma forma, o redator precisa de alguém que sempre o lembre das limitações do cliente e do projeto. A conta só fecha com os dois juntos. Redator cede um pouco. Planejador cede um pouco. Portanto, se eles não se entendem, o projeto não anda. Se essa dupla aí não pensar mais ou menos igual, qualquer decisão vira uma discussão infinita.

Se você é redator, seja melhor amigo do planejador. Se você é planejador, tenha paciência com o redator, no final ele vai entender seus argumentos.

Agora, se você não é redator nem planejador, sai de perto! Deixe esses dois se entenderem.

Estratégia em Comunicação Interna

Recebemos uma colaboração voluntária de um dos seguidores do blog. Ricardo Souza, da Supera Comunicação, nos enviou este artigo:

Comunicação Interna não se faz de trás de uma mesa

Artigo Ricardo Souza

Se todos caminhos levam a Roma, não podemos dizer o mesmo de uma Comunicação Interna sem os corretos direcionamentos. O Diagnóstico de CI utiliza técnicas de pesquisa, estudos de percepções e vivência em campo para explorar as diversas frentes da Cultura Organizacional de uma empresa, identificando as principais lacunas que geram desalinhamento entre o discurso e a prática; entre o que ela é e o que ela quer ser.

Entenda como funciona em 4 etapas:

Etapa 1 -Imersão: o primeiro passo do processo é fazer a análise geral do cenário organizacional, conversando com empregados-chave e entendendo como se dá a rotina da empresa. As percepções iniciais surgem nessa etapa, direcionando assim, os esforços das entrevistas (etapa 2) para assuntos que tenham aparecido com maior relevância.

Etapa 2 -Entrevistas: o processo envolve pesquisas qualitativas, quantitativas e aplicação de outras técnicas, como o Focus Group, dinâmicas e análises semióticas. Tudo isso, para se aprofundar em questões importantes para os diferentes públicos de empregados, processos internos, Cultura Comunicacional e Cultura Organizacional da empresa.

Etapa 3- Diagnóstico: as informações coletadas são tabuladas e analisadas a fundo. Começam a ganhar forma e a desenhar o Diagnóstico de Comunicação Interna, que tem como principal objetivo gerar o alinhamento estratégico da empresa com seus empregados.

Etapa 4 – Planejamento: com a conclusão da etapa 3 (Diagnóstico), o planejamento estratégico de CI é traçado, usando os resultados obtidos como principal base de informação, comprovada em campo. Para o direcionamento da área de Comunicação Interna são entregues soluções para canais e veículos internos, campanhas institucionais, adequação de conteúdo e postura que devem ser adotados, além de iniciativas a médio e longo prazo para tornar a Comunicação da organização cada vez mais eficaz.

Ao final do processo, fica evidente que os ambientes corporativos têm suas peculiaridades, suas características e seus desafios internos, que são únicos e envolvem mais do que técnica: envolvem pessoas. Não tem como entender os passos de um operador agrícola se você não pisou na terra vermelha. Não existe forma de conhecer a rotina de um encarregado industrial se você não utiliza luvas e capacete para trabalhar. Então, se você nunca parou para entender a realidade que ele vive, não espere que ele entenda a mensagem que você comunica.