Isadora Fialho assume posto de redatora na criação da Mestra
A jovem e competente redatora Isadora Fialho, que já teve passagem pela Mestra, atuou na Arriba!Comunicação e ficou um tempo trabalhando como freelancer está de volta a Mestra Comunicação.
Ela chega para reforçar a equipe de criação da agência comandada por Seigi Yamauchi e localizada em SJCampos.
O Festival do Clube de Criação de São Paulo vai rolar nos dias 20, 21 e 22 de setembro, na Cinemateca Brasileira, localizada ao Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, em São Paulo.
O Festival terá a participação de importantes profissionais do mercado publicitário nacional e internacional, bem como de personalidades ligadas à música, fotografia e artes plásticas, entre outras áreas.
Serão três dias repletos de atividades, como debates e palestras, workshops, revisão de portfólios de jovens profissionais e estudantes, e exibição de vídeos, longas e curtas-metragens.
Serviço:
Festival do Clube de Criação de São Paulo
Quando: dias 20, 21 e 22 de setembro (sábado, domingo e segunda-feira)
Onde: Cinemateca Brasileira, Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, em São Paulo
Venda de ingressos: http://loja.ccsp.com.br/
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo fone 55 11 3030-9322 ou pelo email ccsp@ccsp.com.br.
Este último fim de semana participei da vigésima sexta do Festup, Festival Universitário de Propaganda.Para quem ainda não conhece, esse evento é focado em estudantes de comunicação (especialmente os de propaganda)e traz vários profissionais de agências, fornecedores e veículos para palestrar.
Embora voltado para estudantes o evento é um bom termômetro do mercado. Um bom sinalizador das mudanças que ocorrem e ocorrerão no mercado. De todas as palestras que assisti pude notar algumas coisa interessante e que estão meio que ditando o tom do mercado.
A primeira coisa é que as agências já sabem que precisam mudar, reestruturar, repensar. Saber elas sabem. Conseguir mudar são outros quinhentos. Em uma ou mais palestras ficou claro que para as grandes agências a mudança é bem mais complicada. Mudar a cultura de uma grande organização é bem mais difícil do que criar uma cultura, uma filosofia de trabalho do zero. Ou seja, novas agências, enxutas, ágeis e nativas digitais levam vantagem.
Um slide da apresentação de Beth Furtado da Alia que ilustra bem o momento que vivemos
A segunda coisa que notei é que se a tecnologia e a criatividade ainda não se casaram (pelo menos não no Brasil) estão noivos e com data marcada. É irreversível. Boa parte das ideias e soluções para marcas, produtos e serviços passa hoje pelo desenvolvimento de um app ou outro recurso tecnológico.A tecnologia fará parte das estrutura das agências. Na verdade, já faz parte em algumas novas agências. Um dos modelos de agência que mais me chamou a atenção foi a BETC (rede de agências francesa que pertence ao Grupo Havas), apresentada pela competente Gal Barradas logo na primeira palestra que assisti no Festup. Não vou me alongar. Pesquisem. É bem interessante.
Ao mesmo tempo, falou-se muito em verdade e transparência. As marcas e propostas de comunicação têm que ser extremamente verdadeiras e sinceras. Não há mais espaço para mentiras e falsas propostas. Com um simples click elas se desmancham e a marca toma imenso prejuízo de imagem. É preciso comunicar missão, valores e causas reais e críveis.
Para encerrar devo dizer que fiquei muito feliz com as palestras de alguns veteranos da propaganda. A “old school” esteve bem representada. Destaco a palestra do Ruy Lindenberg que, sem diminuir a importância dos novos formatos e novas tecnologias, fez a defesa do velho e bom conceito que dá origem a boas peças e ações de comunicação. Isso tem tudo a ver com algo que sempre defendi e já foi alvo de um artigo aqui no blog (intitulado “A base de tudo é a base”): muita coisa pode mudar mas os fundamentos da profissão serão sempre essenciais e decisivos na hora de fazer boa comunicação.
Ruy Lindenberg defendendo o velho e bom conceito
Foi, mais uma vez, um grande evento. Fico bastante satisfeito de seguir aprendendo bastante ao lado dos meus alunos ano após ano. E contribuir com algumas linhas para o mercado refletir sobre os rumos da atividade de propaganda.
De dentro pra quê? Calma, gente. Vocês já vão entender o motivo desse simples nomezinho. Esta coluna terá a missão de falar sobre Comunicação Interna, com o grande desafio de provar que CI (a partir de agora, CI será Comunicação Interna pra gente, ok?) não precisa ser chata. Isso mesmo: CI sem chatice!
O funcionário vem em primeiro lugar
Antes de tudo, precisamos entender a importância que a CI pode ter para uma empresa. Sabe quando você vai fazer trabalho em grupo e tem aquele colega bem legal que não faz a parte dele direito? Aquele que só atrapalha, faz piada fora de hora, é preguiçoso. Enfim, ele não está envolvido com o trabalho, não está engajado. As empresas têm o mesmo problema: funcionário sem engajamento. E funcionário sem engajamento não veste a camisa, não se esforça, não tem proatividade, não colabora. Isso afeta no clima de trabalho, no desenvolvimento da equipe e, claro, nos resultados.
E o que a comunicação tem a ver com isso? Tudo! Além de informar as coisas básicas do dia a dia, a CI tem a difícil missão de envolver esse colega desorientadinho do grupo. Ou seja, ela precisa estabelecer um diálogo com o funcionário, trazê-lo para perto da empresa, fazê-lo entender as decisões, envolvê-lo e convencê-lo de que ele é importante. Isso só é possível se a gente for além do jornalzinho e do e-mailzinho, concorda? Afinal, todas as experiências dele na empresa serão compartilhadas com a família, com os amigos e nas redes sociais. Ele é a melhor propaganda da empresa! E também interfere na imagem dela perante o mercado.
Quando a Comunicação Interna é estratégica, ela ganha visibilidade e reconhecimento dentro da empresa. Deixa de ser algo do dia a dia e vira uma área fundamental para o sucesso do negócio. Golaço! Pode comemorar.