De saída pra Sampa

A ainda quartoanista de publicidade e propaganda da Unitau, Juliana Matheus, está de malas prontas para encarar o mercado publicitário da capital de São Paulo.

juliana

Após passagens pela Triadaz e pela Johnson & Johnson, a garota vai encarar a função de Assistente de Atendimento Sênior na conceituadíssima Ogilvy Brasil, a partir do mês que vem.

A tal bola da vez

Está em todo lugar. Nas publicações de negócios, nas de economia, nas de propaganda e até nos telejornais. A bola da vez é a classe C. Várias pessoas subiram de status financeiro e passaram da chamada classe D para a C. E isso, obviamente, significa um novo e grande contingente de consumidores ávidos por produtos e serviços.

Todo este movimento de mudança e crescimento de classes sociais está obrigando os profissionais de propaganda e marketing a tentar conhecer e entender  melhor esse novo consumidor da classe C.. Pipocam estudos e pesquisas de várias e diferentes origens. E isso é salutar. Precisamos mesmo entender os anseios e necessidades destes consumidores. E rápido. Afinal de contas, eles já superam, em volume, o consumo da classe A brasileira.

Um aspecto importante desta mudança está relacionado a criação de mensagens publicitárias para este público. Como “falar” com esse pessoal? Quais ao seus ídolos ou refrências? Como não parecer “fake”? As regionalidades ficam ainda mais importantes? É claro que não temos todas as respostas, mas devemos trabalhar com urgência para consegui-las.

Devemos fazer o pessoal de criação ler mais pesquisas e acompanhar mais de perto essa nova classe C. Devemos fazê-los prestar atenção nos programas populares de TV, nas novas publicações (jornais e revistas) orientadas para as classes emergentes e, principalmente, incentivá-los a, como dizia Julio Ribeiro, colher as verdades de maneira direta, no dia a dia. Prestar atenção nas conversas na padaria, no supermercado, na feira. Bater papo com sua empregada doméstica, com seu officeboy (ainda existem, né?), com o zelador de seu condomínio também são ótimas dicas para buscar idéias criativas para gerar conversa com esses novos consumidores.

Uma coisa que me parece importante na comunicação para essa renovada classe C é a sinceridade, a transparência. Mais do que nunca as marcas e produtos tem que SER e não só PARECER. Outro aspecto é a informação. Esse público precisa ter mais e melhor informação. Precisa ser orientado, principalmente quanto a serviços e produtos com muita tecnologia embarcada. Como li na obra “O declínio da mídia de massa”, um dos novos papéis da propaganda é emancipar o consumidor.

É um bom desafio. E normalmente marketing e propaganda são movidos por novos desafios.

Novo filme criado pela Molotov

Molotov Propaganda cria “Sonâmbulo”, o novo filme da Celmar Mais
 
Ficha Técnica
Tipo: TV
Título: Sonâmbulo
Agência: Molotov Propaganda
Anunciante: Celmar Mais Móveis Planejados
Criação: Eduardo Spinelli e Fabiano César
Planejamento: Fernando H. Carvalho / Diretor de planejamento: Fernando Griskonis
Aprovação pelo cliente: Mário Moreno e Douglas Costa
Coordenação de produção: Luana CavalcanteCoordenação técnica: Zé MonteiroMontagem e finalização: Ricardo Marques Perosa
Direção de filme: Ricardo Marques Perosa e Zé Monteiro
Produtora de filme: Madre Studio
País: Brasil
Veiculação: 01/08/11
 
Link para vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=-Exr7RHG7uY

Baixa renda no e-commerce

Baixa renda já representa 61% dos novos consumidores do e-commerce brasileiro

A baixa renda vem ganhando cada vez mais espaço no e-commerce brasileiro. De acordo com dados levantados pela e-bit, empresa especializada em informações do setor, 61% dos novos entrantes no primeiro semestre de 2011 possuem renda familiar igual ou menor a R$ 3 mil. Nos últimos anos, a entrada desse público no comércio eletrônico aumentou de forma significativa, comprovando que o consumidor das classes menos abastadas está conectado e fazendo suas compras via web. Para se ter uma idéia do avanço, em 2009, 44,6% do total de e-consumidores do mercado pertenciam, na melhor das hipóteses, à classe C. No primeiro semestre de 2011, esse mesmo número subiu para 46,5%, o que corresponde a aproximadamente 5 milhões de novos consumidores durante esse intervalo de tempo. “O crescimento da baixa renda no e-commerce é relevante e deve continuar em evidência para os próximos anos. Percebemos que esse consumidor chega ao novo canal já adquirindo produtos de alto valor agregado como eletrodomésticos, eletrônicos e artigos de informática. A partir dessa primeira experiência, muitas vezes parcelada em 12 vezes sem juros no cartão de crédito, esse indivíduo passa a considerar a internet como novo canal de compras no seu repertório de opções”, avalia Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit. Um dos fatos que comprovam as compras de produtos mais caros por parte desses consumidores é o tíquete médio elevado. Apesar de possuírem uma menor freqüência de compra e menor renda, o tíquete médio registrado no primeiro semestre de 2011 foi de R$ 320,00, contra R$ 355,00 do total de compradores da internet. Se analisarmos apenas as pessoas dessa faixa de renda que fizeram sua primeira compra no mesmo período, o valor médio é ainda maior: R$ 340,00. Já em 2009, os novos consumidores dessa classe social gastaram R$ 330,00, em média, por compra. É relevante destacar a maioria feminina desse novo consumidor. Ao longo dos seis primeiros meses de 2011, 55% dos novos entrantes da Classe C pertenciam a esse gênero. No que diz respeito à idade, 24% dos que fizeram a primeira compra, possuíam entre 35 e 49 anos – faixa mais representativa também para o comércio eletrônico como um todo. Ainda de acordo com dados da pesquisa, 22% dos consumidores possuíam ao menos o ensino superior completo, enquanto que 78% não possuíam ainda graduação. A região Sudeste possui a maior fatia dos novos e-consumidores de baixa renda – 64% do total – seguida das regiões Nordeste e Sul com 14% e 12%, respectivamente.