Via Vale recebe a exposição ‘Não precisa sorrir” e ressalta o Setembro Amarelo

Dados sobre o índice de suicídios no Brasil é preocupante e a exposição promove o diálogo sobre o tema

Ainda considerado um tabu, o suicídio é um problema de saúde pública e o diálogo sobre o assunto ainda parece ser esquecido embora o número de vítimas tenha aumentado, consideravelmente, nos últimos anos. Em todo o país, o tema é abordado no Setembro Amarelo que oferece informação e principalmente o diálogo sobre o tema. Pensando nisso, o Via Vale Garden Shopping recebe a exposição “Não precisa sorrir”, de 25 de setembro a 01 de outubro.

A mostra é assinada pela fotografa Luiza Carelli e está disponível para visitação próximo a Polo Wear, piso 1, durante o horário de funcionamento do shopping. Entre os registros de Luiza, o objetivo é fazer com que o assunto seja discutido sem discriminação e ressaltar que muitos casos podem e devem ser evitados. “Precisamos promover o diálogo e oferecer ajuda a quem precisa. A cada dez casos de suicídio nove podem ser prevenidos, caso a pessoa tenha a atenção dos outros a seu redor e busque ajuda, ressalta a fotografa.

Números preocupantes

No Brasil, 11 mil pessoas em média tiraram a própria vida por ano. É a quarta maior causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos, informam dados do Ministério da Saúde divulgados na última quinta-feira (21). Entre 2011 e 2015, o número de suicídios cresceu 12%.

Principal causa do suicídio, a depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes a 2015. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

SERVIÇO
Exposição ‘Não precisa Sorrir” – Luiza Carelli
DATA: de 25 de setembro a 01 de outubro
HORÁRIO: durante funcionamento do shopping
LOCAL: próximo a Polo Wear, piso 1

Coluna Propaganda&Arte

O que eu acho sobre a exposição Queer que foi cancelada após críticas na internet

Eu sempre me preocupo em selecionar temas ligados à arte para expor aqui nesse espaço. Porém, hora ou outra, acabo esbarrando em assuntos polêmicos do momento como o caso do banco que patrocinava uma exposição Queer e após críticas e repercussão negativa acabou sendo cancelada.

O que aconteceu?
Uma exposição Queer (tema ligado a gays, lésbicas, trans – todos que não seguem um padrão de heterossexualidade), estava acontecendo em Porto Alegre e algumas obras acabaram caindo na internet acompanhadas de acusações de apologia à pedofilia, zoofilia e ataques à religião cristã. Para se defender dos ataques de diversos clientes, o banco decidiu se desculpar e cancelou o patrocínio que deveria manter a exposição aberta até outubro.

O que eu acho das obras polêmicas?
As poucas imagens disponíveis na internet mostram que são obras provocativas. Falam de sexualidade, infância, religião, dentre outros pontos que podem ferir e não agradar muitas pessoas. Analisando friamente a parte técnica das obras, cada uma tem o seu valor. Algumas mais simples, pobres, outras mais ricas e interessantes, mas no geral não vi nada de especial ou inovador.

O que eu acho desse tipo de arte?
Por mais polêmica que uma instalação ou quadro sejam, precisamos pensar na intenção do artista. Ele se ocupou, ele pensou, ele agiu e finalmente teve um aval para expor seu trabalho. A qualidade, a forma, as ideias por trás daquela peça podem sofrer interpretações diversas, inclusive serem consideradas ofensivas. A arte não tem forma, mas tem gosto. A arte que aborda assuntos polêmicos vai ser sempre polêmica e gerar reações diversas. No passado, muitas obras foram censuradas e criticadas, por exemplo, por mostrar o nu, hoje são expostas em grandes museus, o que mostra um caminho natural da arte e da sociedade.

O que eu acho sobre a repercussão?
No geral, não acho que provocam tanto como dizem as repercussões da internet. Vejo aqui um exagero nesse sentido, tendo em vista conteúdos muito piores que as crianças e todos nós podemos ter acesso por outros meios fora do museu. Lugar esse, aliás, dedicado à reflexão, experimentação e análise de novos conceitos. Se você ficou pessoalmente ofendido com uma arte ou exposição, a melhor maneira de expressar isso é não indo ou não divulgando a exposição. Vejo aqui uma reação totalmente contrária e incoerente. Os que são contra a exposição acabaram tornando-a nacionalmente conhecida, na luta em proibi-la (mesmo que tenham conseguido).

O que eu acho disso tudo?
Estamos passando por uma fase social bastante conturbada. Não sabemos nos portar e respeitar a opinião dos outros (sejam liberais ou conservadores). As marcas não sabem se posicionar e estão morrendo de medo da internet. Estamos todos cuidadosos ao emitir uma opinião, pois poderemos ser incompreendidos ou pior, compreendidos e agredidos por pensar diferente. Para o público, falta essa noção de que somos todos diferentes. Para o artista, falta o entendimento de que ele poderá ofender muitas pessoas com sua provocação e precisa saber enfrentar as críticas. Afinal, esse é o mundo em que vivemos, onde a polêmica dá mais likes do que a própria arte ou reflexão.

E você? O que achou do assunto? Você acha que a arte deve ou não expor assuntos polêmicos e até “ofensivos” para alguns?

Carros antigos tomarão conta do Via Vale

Shopping receberá exposição gratuita com nove modelos diferentes, entre eles, clássicos e modificados

A paixão nacional, carros, está de volta ao Via Vale Garden Shopping para arrancar suspiros de homens e mulheres. O Garden receberá, a partir desta terça-feira (5), uma exposição com nove carros antigos que promete abalar os corações dos seus admiradores.

A exibição estará disponível no corredor da Essência, próximo a Praça de Eventos e trará ao mall clássicos como o Belair 1954, que se manteve original, Brasília e o Fiat 147. Carros modificados, conhecidos como ‘Hot Rod’ também estarão no local para apreciação do público.

Entre os outros modelos em exposição estão o Fusca e o Chevette, que também são amados por todos nós, além de caminhonetes originais e modificadas. Outra atração é a famosa ‘Moto de Sogra’, uma vassoura customizada que arrancará risadas e flashs de quem visitar o local.

Para aqueles que se interessarem, a atração é gratuita e os carros ficarão expostos até o dia 15 de setembro, durante o horário de funcionamento do shopping.

Serviço:
Exposição de Carros Antigos – Via Vale Garden Shopping
Data: De terça-feira (5) a sexta-feira (15)
Horário: Funcionamento do shopping
Local: Corredor da Essência, próximo a Praça de Eventos

Criador do Photoshop no Brasil

Adobe e MIS trazem criador do Photoshop para exposição de fotografias no Brasil

Lançamento da exposição é neste sábado (05/08), com painel que terá a participação de Thomas Knoll para debater a fotografia, digitalização e edição de imagens

Há mais de 27 anos, Thomas Knoll, junto com o irmão John, uniam duas de suas principais paixões – a fotografia e a programação em computadores – para criar uma ferramenta capaz de realizar ajustes em imagens. Mal sabiam eles que estavam desenvolvendo o principal software de edição de imagens do mundo – o Adobe Photoshop. Para celebrar tantos anos de sucesso desde a criação dos irmãos Knoll, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), Instituição da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Adobe, realiza entre os dias 5 a 20 de agosto, a exposição fotográfica “Infinitude” – uma coletânea de imagens de diversas viagens pelo mundo registradas por Thomas Knoll, que visita o Brasil para o dia da abertura da exposição.

O lançamento ocorre neste sábado (05/08), a partir das 17h00, com programação especial e entrada gratuita (sujeito à lotação). Thomas Knoll estará presente no MIS para um painel em que debaterá fotografia, digitalização e edição de imagens, seguido de um coquetel de abertura. Os ingressos para o público podem ser retirados na recepção do MIS uma hora antes do início do painel, que tem início programado para as 18h00.

Infinitude

“Infinitude” propõe um passeio criativo pelas imagens de Thomas Knoll, que desde garoto é um amante da fotografia. “No meu aniversário de 11 anos, meu pai me deu minha primeira câmera e criamos um laboratório analógico no nosso porão, onde ele me ensinou a revelar filmes e fazer impressões em preto e branco. Passei muitas horas tirando fotos e mais horas ainda trabalhando dentro do laboratório”, relembra Thomas.

Na exposição, o visitante poderá conhecer 12 imagens, 4 delas reproduzidas em um cubo retroiluminado. Dentre as fotografias em destaque estão vistas das Montanhas Amarelas, na China, e do Deserto de White Sands, nos EUA.

Nascimento do Photoshop

Sobre a criação do Photoshop, Knoll conta como foi essa união de dois hobbies – fotografia e programação – e o nascimento da ferramenta. “Estava fazendo um doutorado no campo da visão computacional, que é o processo de ensinar um computador a enxergar como um humano. O primeiro passo em muitos algoritmos da visão computacional é o processamento de imagem. Meu irmão John também estava começando a pesquisar esse assunto, então coloquei meus algoritmos em um aplicativo e dei a ele uma cópia”.

Após ajustes para entrar com o Photoshop no mercado (inicialmente com o nome ImagePro), veio a parceria com a Adobe e o lançamento do Photoshop 1.0, na época exclusivamente para Macintosh. Knoll afirma que com a comercialização e sucesso do software, ficou totalmente focado no desenvolvimento da ferramenta durante 12 anos. “Até que em 2002 comprei minha primeira câmera digital de alta qualidade. As câmeras digitais me fizeram redescobrir meu amor pela fotografia. Desde então, fiz diversas viagens a lugares longínquos ao redor do mundo, registrando algumas das fotos que agora estão nessa exposição”.

Como o primeiro engenheiro do desenvolvimento do Adobe Photoshop, Thomas Knoll colaborou com a codificação de seis versões do famoso software. Depois disso, colaborou com a Adobe no desenvolvimento do Adobe Color Engine para um gerenciamento de cores mais consistente no Photoshop e criou a tecnologia Adobe Camera Raw. Ele também é o criador do formato de arquivo Digital Negative (DNG) que resolveu o problema crítico de diferentes formatos exclusivos proprietários dos fabricantes de câmeras. Em 2012, Thomas Knoll passou a integrar a seleta comunidade de consultores executivos da Adobe, ajudando a definir estrategicamente o roteiro de produtos da empresa para imagens digitais e explorando fluxos de trabalho alternativos e novas interações com os serviços e dispositivos da Adobe Creative Cloud.

Serviço

Exposição Infinitude, por Thomas Knoll
Data 05 a 20 de agosto de 2018
Horário 11h às 20h (terça a sexta-feira/permanência até às 21h); 10h às 21h (sábados/ permanência até às 22h); e 10h às 19h (domingos e feriados/ permanência até às 20h). A bilheteria abre uma hora antes da visitação
Local Espaço Expositivo 2º andar
Ingressos R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia]. Terças-feiras gratuitas. O acesso à exposição Infinitude se dá pela exposição Steve Jobs – O Visionário

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18
Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado