Estratégia para sobreviver no mercado

Startups: como fazer o negócio dar certo
Porcentual de sobrevivência ainda é baixo no Brasil; professor do ISAE — Escola de Negócios dá dicas para boa administração

As startups continuam sendo as apostas do mundo dos negócios e vêm ganhando cada vez mais espaço e incentivo no Brasil: nesta semana, a Financiadora de Pesquisas e Estudos (Finep), do Ministério da Ciência e da Tecnologia, anunciou um plano para investir em pelo menos 50 startups no país que faturem até 3,6 milhões anuais (cada uma receberá até R$ 1 milhão). Fomentar o mercado é essencial, porém, é preciso estratégia além do capital para sobreviver — pesquisa do Sebrae mostra que 50% das startups no Brasil morrem em menos de cinco anos.

Businessman looking at drawings on a wall

São vários fatores que levam a esse alto porcentual, mas há quatro principais, diz o professor de estratégia e inovação do ISAE — Escola de Negócios, Sérgio Itamar: produtos pouco criativos, capital insuficiente/ausência de viabilidade do negócio, sócios sem sintonia e equipe despreparada. “Ainda há uma falta de preparo do empreendedor para o mundo dos negócios. Uma preparação adequada economiza muito tempo e dinheiro. O empreendedor não pode negligenciar o estudo e a sua preparação como executivo, inclusive buscando experiências anteriores”, salienta.

Como a startup já nasce com vocação para grandes proporções e alcance, os erros podem causar impactos significativos, salienta Itamar. “Os erros de gestão e estratégia, na administração e no controle e prioridade de gastos e fluxo financeiro e no acordo com acionistas devem ser tratados com o devido cuidado”, comenta o professor.

O que fazer

Sérgio Itamar frisa que o empresário que começou uma startup deve buscar em primeiro lugar uma organização de apoio a empreendedores — o ISAE, por exemplo, conta com o programa Aceleradora ISAE Business, que apoia projetos e empresas de alunos com ações que incluem networking, capacitação e mentoria, realizada por profissionais, consultores e professores da instituição (todos os anos é aberta também uma vaga para a comunidade). “Consulte empreendedores com experiência e aprenda o máximo que puder. Um empreendedor de sucesso jamais deixa de aprender e buscar fontes de aperfeiçoamento. Seja humilde em admitir e buscar o conteúdo que lhe falta”, frisa o professor.

Itamar lembra: o empreendedorismo é, acima de tudo, uma postura. “Então, apesar da importância indelével do preparo pessoal e das competências administrativas, é preciso realizar, fazer acontecer. Não esquecer de seu papel na liderança e protagonismo nessa aventura pelo mundo dos negócios”, completa o especialista.

As três fases de uma empresa

Criança, adolescente ou adulta: as 3 fases do desenvolvimento de uma empresa

por Luiz Fernando Garcia

Existe uma maneira eficiente e certeira de aumentar a capacidade gestora e transformar a realidade de uma empresa. É o que eu consigo fazer por meio do meu trabalho, aplicando as escolas da psicologia contextualizadas ao ambiente de gestão e negócios. E um dos passos fundamentais para conseguir isso é identificar a fase em que se encontra uma empesa: criança, adolescente ou adulta. Para isso, é preciso fazer algumas perguntas simples e se basear nos sintomas que a empresa apresenta.

Obviamente, existem diversos fatores a serem analisados dentro de uma corporação para definir em qual destas fases ela está. Elas geralmente duram de cinco a sete anos, mas há momentos em que suas características se confundem. Por esse motivo, comumente nos deparamos com empresas que possuem 20 anos, mas que trazem características típicas da fase criança.

As 3 fases e seus sintomas

Um dos sintomas de uma empresa criança é a presença do “showman”, ou seja, o proprietário empreendedor. Essa pessoa apresenta uma carga horária de trabalho que vai de 12 a 17 horas por dia. O showman carrega a empresa para casa, para o banho, e isso vai engolindo a vida dele. Esse período costuma durar até 7 anos, mas pode ser de apenas 3 anos em empresas de tecnologia.

Na segunda fase, a adolescência, já começa a surgir alguma sobra de dinheiro. Neste momento, surge um sintoma muito típico, que eu chamo de “nós contra eles”. Esse sintoma é visto nas primeiras crises na equipe de liderança. Em meio a esses problemas, se o dono não estiver preparado para mexer corretamente nas cabeças da empresa, o melhor da equipe se perde e essas pessoas vão embora. É também na adolescência que surge uma escassez de profissionais qualificados, e por isso é necessário investir em treinamento.

Se tudo correr bem nessas duas primeiras fases, surgem as dificuldades da fase adulta. É aí que desavenças entre os sócios e a alta liderança começam a aparecer, e surge a necessidade de fazer reuniões de feedback, por exemplo, além de análise de competências para formar um time com mais autonomia.

Na medida em que você sabe diagnosticar em que fase está a sua empresa, você consegue determinar qual a prioridade e os planos de ação necessários para evoluir o negócio. Existe uma ferramenta capaz de diagnosticar em que fase está a empresa, com base em algumas perguntas. Você pode acessá-la aqui. Com essa análise, você vai saber verdadeiramente as suas prioridades de ação, e entender se ela está propensa a quebrar ou crescer nos próximos anos.

Fonte: Grecia Baffa – Sigma Six Comunicação

Mais um curso do Projeto Empreende

Gestão Financeira, mais um curso do Projeto Empreende Taubaté

Vai acontecer na próxima semana, de 03 a 07 de abril, das 18h às 22h, o curso – Na medida: Gestão Financeira, mais uma capacitação do projeto Empreende Taubaté desenvolvido pela Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT) em parceria com o Sebrae.

Este curso capacita o empresário a conhecer os movimentos financeiros que são primordiais no gerenciamento do dia-a-dia na empresa, desenvolvendo nos participantes atitudes proativas para um gerenciamento eficiente e eficaz dos aspectos financeiros.

Serão trabalhados temas como: Planejamento Financeiro, Fluxo de Caixa, Preço de Venda, Demonstrativo de Resultados e Análise de Resultados.

O curso tem carga horária de 20 horas e acontecerá no auditório da ACIT. É voltado especialmente à empresários, gerentes, e funcionários que ocupam posição estratégica de Gestão Financeira. As vagas estão abertas mas são limitadas, e as inscrições podem ser realizadas diretamente na ACIT. Associados tem desconto e facilidades no pagamento.

Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail cursos.acit@taubate.com.br ou pelos telefones (12) 2125-8201 e 99189-7964.

Projeto Empreende – Foi implementado em 2016 e surgiu da necessidade de desenvolver e capacitar os empresários de Taubaté, oferecendo cursos, oficinas e treinamentos de qualidade, voltados para cada setor especificamente. Para 2017, o Projeto mantém o mesmo formato e traz novidades nos temas das atividades, que acontecerão ao longo de 2017, com realização da ACIT em parceria com o SEBRAE.

Fonte: Acontece Comunicação e Eventos

Coluna Branding: a alma da marca

A marca adolescente do Brasil

É fato que quem trabalha com gestão de marca reconhece em muitas vezes a relação dessa prestação de serviço com os exemplos da vida cotidiana. Parece que construção de marca imita a vida, que relacionamento com o consumidor não é assim tão diferente de relacionamento interpessoal.

Na vida pesa o conhecer-te a ti mesmo, o saber das características naturais de sua personalidade, o reconhecer desfeitos de carácter e o saber dos valores “familiares”. São fundamentais tais virtudes para corrigir possíveis erros comuns na adolescência e vida adulta, quando escolher depende de uma visão de responsabilidade por si e pelo coletivo. É necessário ter referenciais.

Estamos vivendo um momento onde o Brasil vê suas marcas filhas, pagar por uma péssima herança no carácter de família deste país.
O caso das carnes fez novos filhos aparecerem para os olhos do mundo como desviados do caminho certo.
Procuro analisar essa situação como um gestor de marcas analisaria a situação de um cliente, e deixo aqui minhas impressões:

1- Está na hora das grandes marcas nacionais deixarem a adolescência para trás e começarem a se preocupar com as atitudes que acontecem em seu quintal. Não dá mais para assistir marcas como Petrobras, OGX-“Eike Batista”, Odebrecht, Perdigão e Sadia, entre as tantas outras, estarem nos noticiários desvalorizando seu capital de marca e achar que isso é assim mesmo.

Está faltando adultecer a visão do empresariado brasileiro. Se temos um odor ruim na política a relação estreita entre o segmento industrial brasileiro e este meio fede ainda mais.

Que nossa política é um pai que bebe, historicamente conhecemos essa realidade, mas seus filhos seguirem esse caminho, me parece escolha.

2. Sabe aquele garoto que sofreu bulling durante anos e quando cresce fica rico e se perde na vaidade!? Também estamos vendo isso acontecer com nossa sociedade e, por consequência formando uma imagem amadora do nosso país.

Jânio de Freitas disse no começo de março que o “Brasil é o país em que o presidente é produtor oficial de notícias falsas”, que não há uma preocupação com os princípios do jornalismo nessa imprensa digital. E não é só nela, acabar com a exportação de carne do Brasil me parece uma reação não avaliada pela polícia federal, seja por inocência ou por ânsia de mostrar competência na divulgação da operação Carne fraca. Me parece que continuamos repetindo os erros de nossos pais e desprestigiando o que é nosso. Toda família tem problema, mas roupa suja se lava em casa.

Não é uma questão de esconder o que está errado, é questão de que as provas, as comprovações e principalmente as punições precisam ser maiores do que o espetáculo, senão seremos aquele que late, mas não morde.

3. Por fim, uma análise da própria marca Brasil. Esse país que é filho bastardo da nobreza europeia, com a escravidão africana, pode parar de sentir-se vítima do destino e começar a construir um caminho diferente, mas para isso tem que deixar a adolescência. Ser adulto é reconhecer nossos valores, mas principalmente trabalhar para corrigir as maldições da nossa história.