Coluna “Discutindo a relação…”

Hora de mostrar jogo

Josué coluna correto

Em minhas aulas sempre abuso dos paralelos entre a comunicação e o esporte. Isso por acreditar muito na importância da educação esportiva para quase tudo na vida, inclusive o desempenho profissional. Uma das coisas que penso e por vezes digo é que o grande atleta, o grande jogador, aquele que decide aparece sempre nos momentos em que a coisa não tá facil. É nessa hora que o cara mostra que, além de craque, tem poder de decisão.

Fazendo o paralelo com o nosso momento no mercado regional de comunicação, momento em que a crise morde nossos calcanhares, acredito que seja a hora daqueles profissionais e empresas que são craques e têm personalidade e atitude pra encarar o jogo. Agora vamos ver quem se preparou, quem treinou com afinco, batalhou para diminuir as deficiências e limitações e quem tem a atitude para encarar a hora decisiva.

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Na minha última coluna falei sobre aquelas agências, veículos e fornecedores que fizeram a lição de casa. Lição de casa pra mim é isso. É tudo isso: atender bem seus clientes, entregar o que promete, entregar técnica e eficácia, entregar inovação, entregar resultado. Fazer a lição de casa é ter boa gestão. É ser ético e transparente em suas relações comerciais (e pessoais). É saber montar time escolhendo muito bem quem vem batalhar ao seu lado. Ter construído imagem sólida e positiva ao longo dos últimos anos.

Um jogador de basquete que põe a bola embaixo do braço e decide o jogo nos últimos segundos. O cara que puxa o time inteiro para um gás final pra garantir a vitória no finzinho do jogo. O corredor que resolve fazer a última volta na pista a sua melhor volta em toda sua vida… É hora disso tudo no mercado de comunicação!

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Nosso jogo vai ser duro não só em 2015. Teremos temporadas difíceis nos próximos anos. Não creio numa recuperação rápida da economia. Levará algum tempo, infelizmente. Mas quem tem times eficientes, com muita atitude e personalidade, quem tem líderes éticos e pró ativos e ambientes de trabalho que facilitam e induzem à produtividade vai atravessar esse duro campeonato e ficar bem colocado na tabela final.

Ahhh.. só uma coisinha antes de acabar e que também aprendi com meus melhores técnicos quando pratiquei esportes: a gente nunca pode parar de treinar e de aperfeiçoar nossa técnica, nossos fundamentos e nossa habilidades e deficiências.

Sacou?!

Coluna Antecedentes Verbais

Infância à venda

Isa correta

É notável que as marcas de brinquedos cada vez mais fabricam produtos com divisão de sexo e alegam que é pura segmentação de público. Que é para facilitar a vida do comprador. Afinal, é chato abrir um delicioso Kinder Ovo e se deparar com uma surpresa indigesta.

Por que é que bonequinhas e panelas são determinadas como “de menina”, enquanto carrinhos e jogos de raciocínio levam o selo masculino? Porque as garotas desde cedo devem aprender unicamente a ficar lindas para os homens, a cuidar da casa e a se preparar para a maternidade. E o lugar dos homens é na rua, na labuta, independentes. Prontos para sair de fininho a qualquer momento.

A dona de casa tem um valor de beleza única, e o homem pode, é claro, ter seu trabalho. Mas visto do lado avesso este quadro ainda é pouco considerado. Não se admite um papel diferente para nós. E caso alguém tente ultrapassar a barreira da normalidade, é tido como um enorme subversivo, causador de bagunça.

É por isso que encorajar diferentes tipos de jogos e brincadeiras é imprescindível. Eu diria que vital. Não estou dizendo que é proibido um garoto brincar de carrinho. Mas deixar que ele passe longe da “área restrita” só vai fazer com que jamais compreenda o que é igualdade de sexo.

Lembre-se: o que se faz aos 3 anos ensina muito sobre quem se é aos 30.