Essa dica veio da minha aluna Thaís de Araújo Rodrigues, que atua na criação da Arriba!. Trata-se do novo comercial da manteiga Cook’s Range da Lurpak, criado pela agência Wieden + Kennedy. No canal do Youtube da Lurpak, dá para sacar que eles sempre aprovam vídeos audaciosos e super bem produzidos.
O resultado final é incrível e é também uma homenagem à obra de Stanley Kubrick, o filme “2001 Uma Odisseia no Espaço”.
Outra coisa interessante é como podemos (digo isso sempre) encarar de forma absolutamente original e criativa um job que caia na nossa mesa. Resistir a tentação de fazer um comercial típico e chatinho de manteiga/margarina é algo notável e que faz o produto destacar-se em seu segmento.
A edição 2014 do já tradicional Bate Boca de Criação, evento realizado pelo Depto. de Comunicação Social da Unitau, reunirá no próximo dia 31 três feras da criação regional: Eduardo Spninelli; redator de origem e sócio da Molotov, Julio França; diretor de arte de origem e sócio da Atributo e o redator da Árvore, Thiago Luz.
O evento rola a partir das 19h30 no Anfiteatro do Depto. de Comunicação Social da Unitau.
Para fechar muito bem a nossa série de entrevistas convidei a Dani San Sebastian. Ela já foi redatora, agora atua no planejamento e está há mais tempo no mercado de São Paulo do que nossos entrevistados anteriores.
Vamos ver o que ela tem a nos dizer!
1 – Como você iniciou sua carreira aqui no Vale do Paraíba?
Comecei como estagiária de marketing na Mars, quando ainda estava no segundo ano de PP na Unitau. Foi uma experiência muito rica, pois me deu uma visão ampla da área. Também tive contato com grandes agências e descobri o que realmente queria: trabalhar com criação. Troquei o estágio por outro, na área de redação, na Jeter Design de São José. E depois de um ano lá fui contratada como redatora na Supera, onde fiquei por dois anos.
2 – Em que área atua atualmente e como chegou ao mercado de São Paulo?
Cheguei em São Paulo em 2008, depois de mostrar meu portfólio em muitas (muitas!) agências. Fui contratada pela Motivare, uma agência de promo, mas fiquei por pouco tempo. Logo me chamaram para trabalhar na Fracta, a agência de propaganda da Chilli Beans. E depois de dois anos lá fui para a TV1 RP, onde estou atualmente. Após três anos como redatora, recentemente fui convidada para ir para o planejamento, área em que atuo agora.
Dani San Sebastian fecha a série Os Exportados e fala de sua experiência no mercado paulistano
3 – Quais as maiores dificuldades? E o que tem de melhor em relação ao mercado do Vale?
Para mim, a maior dificuldade foi “entrar” no mercado de São Paulo sem ter uma indicação. Mas, depois que você está aqui, as oportunidades aparecem. E, no dia a dia, o trabalho é praticamento igual. O que São Paulo tem melhor que o Vale são os investimentos das empresas em comunicação, muito maiores, o que amplia as possibilidades da agência. Também acho que, em alguns casos, aqui em São Paulo a interface no cliente entende melhor a comunicação, o que deixa o trabalho mais desafiador e interessante. E acabamos conhecendo mais profissionais da área, o que faz diferença para o crescimento profissional.
4 – O mercado de São Paulo é mais exigente? Você tem que investir mais em você, em sua formação?
Acho que na realidade que a gente vive, conectado o tempo todo e com acesso a tudo que acontece no mundo, não há um lugar mais exigente que o outro. Você tem que investir no seu desenvolvimento sempre, seja com formação acadêmica ou atualizações em geral. Na minha opinião, o que acontece é que aqui em São Paulo, por ter muito mais gente, a concorrência é consequentemente maior. Mas isso não foi (e acho que não deve ser) a razão para eu investir no meu crescimento profissional, e sim a vontade de crescer na profissão. Como estou atuando em uma agência de RP, além de alguns cursos livres na área de redação e planejamento, também fiz uma pós-graduação em Comunicação Corporativa.
O quinto entrevistado da série Os Exportados é o redator Daniel Arai. Ele trabalha atualmente na TV Cultura.
Vamos ao que interessa. Fala, Daniel!
1 – Como você iniciou sua carreira aqui no Vale do Paraíba?
Durante o segundo ano na universidade, comecei a estagiar na agência de nome Publicarte. Durou pouco, mas o suficiente para aprender muito.
Logo depois, enquanto terceiranista, estagiei por um ano na Tríadaz, agência que me efetivou depois de formado. O que eu posso dizer sobre esse período se resume em: bons amigos e toneladas de aprendizado.
2 – Em que área atua atualmente e como chegou ao mercado de São Paulo?
Atualmente atuo como redator publicitário (que sempre foi meu foco).
Uma amiga de trabalho indicou essa vaga que recebeu por e-mail e três fases de um longo processo seletivo depois, cá estou.
Daniel Arai, redator na TV Cultura em São Paulo
3 – Quais as maiores dificuldades? E o que tem de melhor em relação ao mercado do Vale?
Na capital há um contingente muito maior de profissionais e eles já vêm de fábrica com aparatos intelectuais bastante intimidadores.
Quando comecei a trabalhar no mercado paulistano, demorei a conseguir demonstrar o meu trabalho e expressar as minhas opiniões, por essa falsa impressão de que todos lá eram muito mais capacitados do que eu.
Hoje eu acredito que um profissional de qualidade é bom aqui e é bom na Tasmânia, contanto que possua um pouco de adaptabilidade.
Já em relação ao que há de melhor, eu acredito que a proximidade com eventos, cursos e com manifestações culturais no geral, facilite a construção do profissional. Também, que a amplitude de bons concorrentes Gera uma constante necessidade de aprendizado, fazendo do publicitário um profissional ativo.
4 – O mercado de São Paulo é mais exigente? Você tem que investir mais em você, em sua formação?
Eu penso que existam casos e casos. Trabalhar com a publicidade de uma empresa, por exemplo, difere muito de trabalhar em uma agência. O fato é que em São Paulo há muitos profissionais buscando seu espaço, por isso, é preciso que o profissional invista pesado em sua formação.
Acredito que a morte para qualquer profissional da área seja a estagnação. Em minha opinião, se reciclar é mais do que importante; é vital.
Tanto em mercados pequenos quanto em mercados grandes, se você acha que já alcançou a excelência e não tem mais nada a aprender, talvez esteja na profissão errada. Posso sugerir jardinagem, talvez?