Vaga para jornalista senior

Aorta busca jornalista

A Aorta busca pessoas curiosas, que amem escrever, se relacionar e aprender coisas novas todos os dias.

A vaga é para quem possui excelente capacidade de comunicação e com um bom relacionamento interpessoal. Gosto por liderar será o diferencial.

Vaga presencial em São José dos Campos/SP;
Remuneração a combinar;
Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Enviar currículo + portfólio para contato@aortacomunicacao.com.br

Agência abre vaga de estágio em criação

Interativa busca estagiário

A agência está com mais uma vaga de estágio em criação.

Requisitos da Vaga:
– Cursando 2º, 3º ou 4º ano de Publicidade e Propaganda
– Experiência com ferramentas de criação Adobe Photoshop e Illustrator

Estágio:
– Home Office
– Salário
– Ajuda de custo

Enviar currículo e portfólio:
contato@grupointerativa.com.br

Agência abre três vagas

Três vagas para três diferentes funções

Empresa, localizada em São Paulo e com escritório no Vale do Paraíba, abriu vagas de estágios nas áreas:

– publicidade e propaganda
– marketing
– design gráfico

O escritório da FederalMedia fica no bairro do Ipiranga, Cidade de São Paulo e a empresa tem escritórios avançados em Taubaté e São José dos Campos.

Oferece bolsa de R$ 1.200.00 + VT – e bonificação por performance, elevando o valor da bolsa estudo.

Os candidatos precisarão estar cursando a partir do 3º semestre.

Enviar curriculo para: reinaldo@federalmedia.com.br

Coluna Propaganda&Arte

“Todo criativo é preguiçoso!” Como quebrar estereótipos partindo do design?

Por R. Guerra Cruz

Ilustração do artista Ryot (https://twitter.com/ryot)

Sabe aquela ideia de que todo publicitário fica sem fazer nada dentro das agências, de pernas pro ar, bebendo seu whiskey enquanto procura uma grande ideia que irá fazer a agência ganhar um prêmio de criatividade? Quem já viu a série Mad Man sabe do que estou falando.

Neste artigo do mês, vamos falar sobre algo que pode parecer engraçado, mas é sério: estereótipos no design e como eles podem diminuir uma cultura.

Imperialismo cultural (americanização it’s too much)

Sabe aquela sensação de que tudo o que é feito em países como os Estados Unidos é considerado mais legal, mais moderno, mais tudo? Pois é, isso tem um nome: imperialismo cultural. A ideia é que, em um mundo globalizado, os países mais poderosos impõem sua cultura sobre os demais, criando um padrão que acaba sendo adotado até mesmo pelos que não querem.

E o que isso tem a ver com design? Tudo! Quando criamos um estereótipo, seja ele sobre um país, uma cultura ou uma pessoa, estamos perpetuando essa ideia de superioridade. Quem nunca viu uma ilustração de um chinês com olhos puxados e um chapéu de palha, por exemplo? Ou uma representação de um africano com um prato na cabeça e um sorriso no rosto? Não preciso nem falar dos estereótipos de nós, brasileiro, certo? Isso é tão comum que muitas vezes nem percebemos o quanto é ofensivo e simplista.

Recurso ou piada?

Alguns teóricos do design já apontaram isso, como David Harvey, que fala em “imaginação geográfica” e como ela pode reforçar ideias preconcebidas sobre um lugar ou um povo. Outro exemplo é Edward Said, que em seu livro “Orientalismo” mostra como o ocidente criou uma imagem estereotipada do oriente, que até hoje é reproduzida em filmes, livros e, sim, em designs.

Mas e aí, o que fazer? A resposta é simples: desconstruir. Precisamos questionar esses estereótipos, mostrando que eles são preconceituosos e limitantes. E é aí que entram os memes das redes sociais. Eles são um exemplo de como podemos subverter essas imagens e criar novas narrativas. Quem nunca viu uma montagem com a Mona Lisa usando óculos escuros ou um gato com uma fantasia de super-herói? Isso é um exemplo de como podemos usar a criatividade para questionar padrões estabelecidos.

Então, fica a dica: na hora de criar, pense além dos estereótipos. Não limite uma cultura ou um povo a um conjunto de características simplistas.

Vamos ser criativos, vamos ser inclusivos e, acima de tudo, vamos ser críticos. O design tem um poder enorme de influenciar a sociedade, e é nosso dever usar isso da forma mais consciente possível. Ou você quer viver aquele esteriótipo de que todo criativo é preguiçoso e não gosta de estudar? Cuidado para não se tornar uma grande piada (sem graça) ambulante.