Quando o clique vira luxo… por escassez

Por Cristian Gallegos*

A internet sem clique ainda não é sentença. Mas, para marketing, branding e vendas, já é sinal amarelo piscando no painel. É bom o motorista não esperar o motor fundir para descobrir se o seguro cobre… (spoiler: não cobre!). Por anos, marketing digital viveu uma religião simples: aparecer, atrair clique, levar para o site, converter. Só que Google, Meta e as plataformas de IA estão mexendo justamente no altar. A resposta aparece antes do clique, o agente resolve antes da visita e o usuário fica dentro do ecossistema como hóspede de hotel all inclusive (só que quem paga a diária é a sua estratégia de aquisição).

Na prática, o modelo “sem clique” funciona assim: você pergunta; a IA responde; o algoritmo resume; o agente executa; e o usuário resolve tudo sem sair da plataforma. Antes, pesquisar “melhor CRM para pequenas empresas” significava abrir cinco abas, comparar preços, ler reviews e visitar sites. Agora, cada vez mais, o Google Gemini entrega um resumo pronto com recomendações geradas por IA. O ChatGPT compara ferramentas. O Perplexity sintetiza análises. E agentes configurados no Claude começam a executar tarefas diretamente, sem precisar que você navegue pela internet inteira como um explorador perdido em 2009.

O clique deixa de ser o começo da jornada. Ele vira quase uma exceção premium (tipo aquele botão “falar com humano” que aparece escondido no suporte). A Bain & Company estimou em 2025 que 80% dos consumidores já usam resultados “sem clique” em pelo menos 40% das buscas, com impacto potencial de 15% a 25% no tráfego orgânico. A Semrush, também em 2025, mostrou que AI Overviews passaram de 6,49% das queries em janeiro para pico de 24,61% em julho, fechando novembro em 15,69%. O ponto mais sensível: cresceram também em buscas comerciais, transacionais e navegacionais. Traduzindo: não é só topo de funil tomando chuva. O meio e o fundo já estão olhando a previsão do tempo.

O erro seria achar que menos clique significa menos jornada. A jornada continua. Só que agora ela acontece em lugares onde a marca talvez não enxergue tão bem: resumos de IA, comparadores automáticos, feeds fechados, assistentes, grupos privados, comunidades e recomendações geradas por máquina. Para o marketing, isso muda a pergunta central. Antes era: “como levo tráfego para minha página?”. Agora passa a ser: “como viro a resposta e fonte confiável quando alguém nem chega à minha página?”. Isso exige conteúdo estruturado, autoridade real, reputação consistente, presença em fontes citáveis, dados proprietários, reviews fortes e sinais de confiança espalhados pela web. SEO não morre. Só deixa de ser caça ao clique e vira disputa para alimentar a resposta (menos glamour, mais bastidor, tipo fazer o roteiro inteiro para outro apresentar no palco).

Quanto mais a descoberta fica mediada por IA, mais perigoso é depender só de performance. Porque performance compra atenção no leilão. Marca cria lembrança antes do leilão começar. O Reuters Institute apontou em 2025 que publishers temem perda de tráfego com resumos de IA, mas também mostrou que marcas confiáveis seguem valorizadas em um ambiente cheio de conteúdo sintético e desinformação. Isso vale para mídia, mas vale ainda mais para empresas: quando o usuário pergunta “qual solução escolher?”, a IA tende a favorecer sinais de credibilidade, consistência e presença pública.

Marca fraca em internet assistida vira figurante de resumo. Marca forte vira referência. E referência, convenhamos, é o novo outdoor premium dentro da cabeça do algoritmo. No B2B, o impacto pode ser ainda mais profundo. A Forrester escreveu em 2026 que compradores usando IA têm muito menos chance de clicar no site da empresa, e que companhias B2B já sentem quedas de tráfego entre 10% e 40% no último ano. O mesmo texto aponta que compradores devem usar agentes para analisar demos, transcrições, materiais, prós, contras e inconsistências entre fornecedores.

Ou seja: seu vendedor pode entrar na call depois que o comprador já foi pré-convencido por um assistente. Ou pré-“desconvencido”. O drama é que o assistente não participa do café de relacionamento, não ri da piada do comercial e não se impressiona com slide bonito. Ele lê evidência. Isso pede materiais mais claros, comparativos honestos, páginas de produto melhores, provas públicas, estudos de caso objetivos, documentação comercial fácil de interpretar e mensagens consistentes entre marketing, vendas e customer success. Se a IA encontrar contradição, ela não chama de “reposicionamento estratégico”. Ela chama de inconsistência mesmo.

A internet sem clique reduz descoberta orgânica, mas aumenta a importância de canais diretos: newsletter, comunidade, eventos, conteúdo premium, relacionamento com creators, micro redes, CRM bem cuidado e base própria. Não porque todo mundo vai abandonar Google e Meta amanhã. Mas porque depender 100% deles vira construir casa alugada e reformar a cozinha com mármore italiano.

A preparação inteligente é montar um portfólio de atenção. Parte em plataformas, parte em canais próprios, parte em reputação pública, parte em comunidades. Não é pânico. É hedge. Ou, em português menos ‘faria-limer’: elaborar um seguro contra um futuro que tenta dar uma rasteira.

O sinal mais importante não é apenas queda de tráfego. É desacoplamento: impressões sobem, cliques caem, menções em IA aparecem, leads mudam de origem, buscas de marca oscilam, ciclo comercial chega mais informado e menos rastreável. Marketing precisa acompanhar novas métricas: presença em respostas de IA, citações de marca, share of search, tráfego direto, crescimento de base própria, qualidade dos leads, taxa de conversão por canal, menções em comunidades, reviews e influência de conteúdo sem clique.

A pergunta que fica é: se amanhã o usuário não precisar mais visitar seu site para decidir, sua marca ainda aparece na conversa?

*Cristian Gallegos é Diretor de Marketing da Skynova, empresa referência em soluções de cloud computing, segurança digital, e-mail corporativo e colaboração

Sua marca pulou nesse Carnaval ou ficou só assistindo o bloco passar?

Imagem gerada por IA

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

O Carnaval é uma das maiores plataformas de atenção do Brasil. Durante alguns dias, as ruas se enchem, os feeds aceleram, os stories se multiplicam e as conversas ganham ritmo próprio. É cultura, é entretenimento, é comportamento — e, para as marcas, é oportunidade estratégica. A pergunta que fica é simples e provocativa: sua marca entrou no bloco ou ficou olhando da calçada?

Muito além do glitter e dos trios elétricos, o Carnaval representa um pico de engajamento social. O consumo muda, a rotina muda, o humor muda. As pessoas estão mais abertas à experimentação, à descoberta e à interação. Isso significa que as marcas têm um terreno fértil para gerar conexão emocional, fortalecer posicionamento e ampliar visibilidade — especialmente quando conseguem dialogar com o contexto cultural do momento.

Oportunidades regionais

E não estamos falando apenas dos megapatrocínios que dominam avenidas como as do Sambódromo da Marquês de Sapucaí ou do Circuito Barra-Ondina. O Carnaval acontece também nas cidades médias, nos bairros, nos blocos independentes e nas programações regionais. É justamente nesse território que muitas marcas encontram uma chance poderosa de presença local, construindo relevância onde realmente importa: na comunidade.

Marcas inteligentes entendem que não se trata apenas de “surfar na onda”, mas de participar da conversa com autenticidade. Isso pode significar apoiar um bloco regional, criar uma campanha temática bem-humorada, desenvolver ações promocionais contextualizadas ou produzir conteúdo que dialogue com o espírito da festa. Timing e coerência são mais valiosos do que oportunismo vazio.

Há ainda um fator importante: o Carnaval não é só evento, é narrativa. Ele gera repertório cultural, memes, tendências visuais, músicas e debates que seguem reverberando mesmo depois da quarta-feira de cinzas. Marcas que sabem capturar esses códigos e transformá-los em comunicação relevante prolongam o impacto e mantêm a conversa ativa por mais tempo.

Uma reflexão estratégica

No fim, a reflexão estratégica permanece: enquanto milhões de pessoas estavam vivendo, postando e consumindo experiências, sua marca estava onde? No camarote da estratégia bem planejada ou esperando a poeira baixar para agir? No mercado da atenção, ficar parado também é uma escolha. E, muitas vezes, é a escolha de deixar a concorrência brilhar no desfile da lembrança de marca.

Marcas querem ser influencers e influencers querem ser marcas. A disputa não é por alcance e sim por confiança.

Ewerton Mokarzel, CEO e Sócio na FutureBrand São Paulo. Créditos: Ester Mendes

Por Ewerton Mokarzel*

Marcas tradicionais, com budgets bilionários, olham, com inveja mal disfarçada, para a autenticidade e o vínculo que os creators digitais constroem com suas audiências. O paradoxo é um tapa na cara da velha guarda do marketing: marcas querem ser influencers (ter a voz autêntica e a confiança do público) e influencers querem ser marcas (ter a estrutura, a perenidade e o valuation de um negócio). Alcance se compra, confiança se conquista no tempo das relações e com entregas consistentes.

Analisando o ciclo 2024–2025 dos nossos clientes, três sinais ficam claros: as redes sociais viraram o principal canal publicitário do planeta; o investimento em creators cresceu mais rápido que a mídia como um todo; e as marcas que performaram melhor aprenderam a operar a influência como estratégia, não como mídia tática.

Pessoas influenciam pessoas

Em 2024, havia 144 milhões de usuários de redes sociais no país [DataReportal], 81% dos brasileiros afirmam ser influenciados por anúncios personalizados nas mídias sociais [A Voz do Consumidor 2024 PwC] e 69% dos brasileiros já compraram por indicação de influenciadores.

O país já figura entre os maiores ecossistemas de creators no Instagram, com cerca de 13 milhões de criadores. Isso cria abundância de nichos, formatos e comunidades onde recomendações circulam com intimidade e autenticidade social. É muita gente conversando, comparando e compartilhando experiências todos os dias.

Para o creator que sonha em ser uma marca, a influência é um canal, não o negócio. Creators precisam se profissionalizar e operar como empresas, investindo em qualidade, operação, métricas, logística e governança.

Os grandes casos de sucesso de creator brands que alcançaram valuations elevados operam em parceria com grandes empresas e investidores, unindo a força da influência à solidez da gestão.

Aqueles que apostaram tudo na audiência e negligenciaram o básico, como qualidade do produto e eficiência operacional, estão no cemitério das boas intenções. A influência sozinha não sustenta a valuation de um negócio no longo prazo. O caso da Prime Hydration (Logan Paul e KSI), que viu a receita cair cerca de 70% no Reino Unido em 2024, e o MrBeast Burger, que enfrentou litígios e controvérsia de qualidade, mostram o custo de uma execução irregular.

Marcas ainda influenciam pessoas

Marcas não perderam poder de persuasão, só mudaram a forma de exercê-lo. Evidências da Kantar mostram que marcas percebidas como significativamente diferentes por mais gente atingem até cinco vezes mais penetração, com efeito de preço e preferência. Influência de marca se acumula em experiência, não em picos isolados do “viral”.

Menos obsessão em “parecer influencer”, mais projeto para se tornar influência. Ir além da tática superficial e abraçar o trabalho duro de construir uma proposta de valor real. Creators precisam de liberdade criativa — eles entendem o próprio público e sabem o que funciona. Isso significa tratar creators como canal de distribuição de reputação e não apenas de cupom, e aceitar que parte do controle mora nas pessoas.

O dinheiro seguiu a influência

O mercado global de influencer marketing foi estimado em 24 bilhões de dólares em 2024 e projeta 32,55 bilhões em 2025. O mesmo estudo registra social como maior rubrica de mídia em 2024, com 247,3 bilhões de dólares, e nova alta prevista para 2025. O Brasil aparece como líder mundial em número de influenciadores no Instagram, com 15,8%, e segundo em posts patrocinados.

Essa migração de capital confirma os dados de que consumidores acreditam mais em um indivíduo que fala diretamente com eles do que em uma comunicação polida da marca. Nesse cenário, a relação Marcas X Influencers muda de eixo. As marcas ainda influenciam, mas o fazem de forma indireta, através da credibilidade emprestada dos creators.

Marcas X Influencers

Creators querem preservar voz, risco criativo e timing próprio, mas batem na parede de briefings que achatam estilo, humor e repertório até virar produto de agência. Marcas querem previsibilidade, performance e accountability. Desse choque nasce a frustração crônica do mercado, porque espontaneidade sem método parece vaidade e controle sem sensibilidade mata a faísca criativa que move a comunidade.

Marcas + Influencers

É a ponte estratégica que conecta a marca ao consumidor, ampliando a relevância e o valuation. SKIMS chegou a 5 bilhões de dólares em 2025 com capital sofisticado e logística de gente grande. Glossier atingiu 1,8 bilhão na Série E ao transformar comunidade em pipeline de produto. Rare Beauty circula com estimativa de 2,7 bilhões depois de pausar um processo de venda que mirava 2 bilhões no ano anterior. Kylie Cosmetics cravou valuation implícito de 1,2 bilhão na venda de 51%. Quando a audiência certa encontra a máquina certa, a marca deixa de pedir atenção e passa a ser desejada. Marcas buscam influencers para recuperar confiança e influencers que a conquistaram buscam a estrutura de marca para perenizá-la.

*Ewerton Mokarzel é designer e executivo com mais de 25 anos de experiência em branding. CEO e sócio da FutureBrand, lidera projetos de transformação para grandes empresas no Brasil e no exterior, com passagens pela Austrália e Singapura. Reconhecido por unir estratégia e execução criativa, conquistou mais de 250 prêmios nacionais e internacionais, incluindo os mais importantes do setor, e consolidou a FutureBrand como a maior consultoria de marcas do país e uma das líderes globais. Ao longo da carreira, já trabalhou com empresas como Grupo Boticário, Santander, Nestlé, Hering, BTG Pactual, Track&Field, Localiza, Banco do Brasil, Porto Seguro, JBS, Nespresso, entre outras.

Com Outback e novas marcas, Taubaté Shopping reforça estratégia de crescimento em 2025

Centro de compras, lazer e serviços terá 16 novas operações até o fim de 2025, fortalecendo seu mix e atraindo novos empreendimentos

Mais do que acompanhar tendências, o Taubaté Shopping, administrado pelo Grupo AD, vem se destacando ao criar espaços que vão além do consumo, entregando vivências completas que transformam o centro de compras, lazer e serviços em um verdadeiro destino de experiências. Essa estratégia também impulsiona a atração de novos empreendimentos: só no primeiro semestre de 2025, 13 operações foram inauguradas, e até dezembro outras grandes marcas chegam para fortalecer ainda mais o mix.

Com 35 anos de história, o Taubaté Shopping é referência em oferecer variedade. Entre os destaques do ano esteve a aguardada chegada do Outback, tradicional steakhouse inspirada na cultura australiana, famosa pelos cortes de carne especiais e pelo icônico aperitivo Bloomin’ Onion. O segmento gastronômico também foi reforçado com a chegada do Cheirin Bão, empório mineiro de cafés e produtos típicos; o My Best Choice, focado em lanches saudáveis (zero açúcar, zero trigo e zero lactose); e o Pasterello, conhecido pelos salgados generosamente recheados.

No setor de moda, acessórios e saúde, os clientes ganharam opções como: Blend, moda para mulheres modernas; Vila Adulte, alfaiataria feminina com sofisticação; Wepink, perfumaria e beleza; Miró, malas e bolsas; Amie Kids, acessórios infantis; The Candle Store, perfumaria de ambiente; e Óticas Diniz, especializada em óculos de grau e sol. Já em conveniência e serviços, as novidades incluem máquinas de autoatendimento, como a Box Mania, com surpresas premiadas; e a Photo Now, para impressão instantânea de fotos.

“Essas inaugurações refletem o posicionamento do Taubaté Shopping como um espaço plural, onde as pessoas encontram não apenas produtos e serviços, mas também experiências que fazem parte do dia a dia delas”, afirma Ana Cristina Ribeiro, Gerente Geral do Taubaté Shopping.

Até novembro, mais novidades chegam para diversificar ainda mais o mix: a Gold Games, eletrônicos e diversão; a Sunset, moda feminina; e a Palmeiras Store, que traz a tradição e a paixão do clube em camisas e artigos oficiais.

“O Taubaté Shopping vive um ciclo de expansão sólido e estratégico, que fortalece o relacionamento com a comunidade e amplia as oportunidades para os empreendedores da região. Essa dinâmica nos permite crescer junto com nossos clientes, parceiros e a cidade”, reforça João Martinelli, Coordenador Geral do Grupo AD.

Taubaté Shopping e a comunidade

Compreender as transformações do segmento e investir em experiências é um dos compromissos do Taubaté Shopping. “O consumidor de hoje busca mais do que compras: ele deseja vivências que encantem e criem memórias. Por isso, trazemos eventos e ações que dialogam com esse novo momento e geram conexão com diferentes públicos”, destaca Lilian Giacomini, Coordenadora de Marketing do Taubaté Shopping.

Nos últimos meses, o centro de compras realizou eventos que marcaram a agenda cultural da cidade e da região. Entre eles, o retorno do Taubaté Shopping Jazz & Blues Festival, que trouxe nomes nacionais e internacionais da música em uma estrutura completa, com palco concha e opções exclusivas de vinhos e chope para uma experiência especial. Outro sucesso foi a Festa do Morango, que conquistou os visitantes com pratos doces e salgados ligados à fruta, além de programação musical diversificada.

A semana Silver Week chama atenção ao unir solidariedade e bem-estar. O público pôde participar de ações como doação de fraldas geriátricas em troca de tatuagens, aferição de pressão e glicemia, apresentações de dança com grupos de idosos e shows musicais, reforçando o compromisso do shopping com a valorização do público 50+.

Fonte: Communicare