Assistente virtual cognitivo

Assistente virtual cognitivo: o próximo passo da colaboração homem-máquina nos negócios

* Por Edgar Lisboa

Segundo o estudo Empowering Digital Workplaces, da Ricoh, 86% dos tomadores de decisões empresariais empenham-se em melhorar a agilidade como um objetivo comercial em 2018. Isso porque os negócios da era digital pedem agilidade, com a soma de capacidades que relacionam pensamento, criatividade, intuição e execução.

Nesse aspecto, a inovação é uma busca permanente para alcançar novos e melhores resultados em um mercado cada vez mais amplo e em constante mudança. Mesmo porque, ao contrário das condições de anos atrás, a inteligência artificial está se tornando cada vez mais acessível, expressando um diferencial competitivo.

Um elemento-chave para melhorar a agilidade é investir em tecnologias que permitam às pessoas trabalhar de forma diferente. Essa foi uma descoberta da pesquisa The Tech Evolved, realizada pela Ricoh em parceria com a Coleman Research. Segundo o estudo, (52%) dos responsáveis pela tomada de decisões nas empresas acreditam que se as companhias não introduzirem novas tecnologias, fracassarão em cinco anos. Com relação à transformação dos locais de trabalho, a pesquisa assinala que os líderes confiam que automação (72%), análise de dados (64%), tecnologias de gestão de documentos (62%) e videoconferências (56%) serão as tecnologias de maior impacto. De acordo com o levantamento, a previsão é de que, em 2036, os funcionários serão capazes de enviar assistentes virtuais ou hologramas (59%) para assistir a reuniões em seu nome.

A era cognitiva, uma oportunidade para os negócios na América Latina

As máquinas estão cada vez mais preparadas para repetir as faculdades cognitivas humanas, inclusive no processamento de informações, pela compreensão da linguagem natural. Assim, são capazes de gerar hipóteses baseadas em evidências e de aprender o significado das palavras, considerando variáveis e circunstâncias. Já são realidade, por exemplo, os assistentes virtuais que leem milhões de páginas em segundos e conseguem entender, organizar e correlacionar os dados.

A base dessa nova realidade é a inteligência cognitiva, considerada a versão 2.0 da inteligência artificial. Ela melhora a experiência das organizações, colaboradores e clientes com interfaces amigáveis e compreensíveis, que possibilitam interação fácil por texto ou voz. Por outro lado, tem o papel de identificar e quantificar cada ação ou evento que esteja ocorrendo, seja com o apoio de sensores (IoT) ou exponencialmente, ao somar informações da internet.

Essa nova forma de colaboração entre o homem e a máquina acelera em grande escala o conhecimento humano. Também ajuda no processo de tomada de decisões, transformando o modelo de negócios das empresas. Além de ser parte da transformação digital, uma realidade irreversível.

Ou seja, a era da tecnologia cognitiva já chegou ao mundo empresarial. Por isso, as empresas da América Latina devem priorizar a otimização de seus modelos operacionais e comerciais em sintonia com a agilidade exigida pelos mercados.

Também devem levar em conta a melhoria da experiência dos funcionários e dos clientes e como as soluções tecnológicas serão essenciais para a competitividade de seus negócios.

* Edgar Lisboa é IT Services Solutions Manager na Ricoh Latin America.

Fonte: Grupo RMA

Revitalização do varejo

Experiências sensacionais de compra: a estratégia que vai revitalizar o varejo

*Por Maurício Trezub

Os consumidores estão cada vez mais empoderados digitalmente e mais exigentes. Hoje, existem inúmeras possibilidades de obter e colher informações, o que faz com que as pessoas aprimorem seus gostos e tenham certeza sobre o que desejam – principalmente, quando se trata de produtos e serviços. O varejo precisa avançar e correr para acompanhar essa mudança, procurando maneiras de atender a esse novo perfil de clientes. Embora as empresas estejam acostumadas a engajarem seus clientes diretamente no ambiente físico, já perceberam que o comportamento deles mudou. Resultado disso, é a intenção de investir em tecnologia para proporcionar experiências autênticas e impactantes aos consumidores, independentemente de quando e onde estiverem comprando.

Uma pesquisa da consultoria Provokers constatou que 96% dos entrevistados pesquisam online antes de decidirem em que loja física vão comprar. Além disso, 95% pesquisam online para escolher os produtos antes de compra-los em loja física; 92% gastam mais tempo pesquisando sobre uma marca ou produto online do que em uma loja física; 93% checam se podem comprar algo online para não precisarem ir a uma loja física; 87% checam online se a loja física possui o produto que querem comprar; e 66% já compraram online e retiraram na loja física.

Esses números comprovam o que venho afirmando há alguns artigos: integrar o ambiente físico ao digital é essencial para revitalizar o varejo. Ao unir esses dois universos, as possibilidades são infinitas, tornando eficaz a eliminação de qualquer tipo de filtro ou limitação. Além disso, essa realidade mista cria novas formas de oferecer experiências de compras consistentes e eficientes, isto é, que instiguem e conquistem o público-alvo. Agora, como fazer isso? Priorizando uma experiência de compra sensacional, que trabalhe os sentidos e sensações e seja sem atritos. Por isso, alinhar a experiência de compra do consumidor pelo site, em dispositivos móveis, vídeos, redes sociais ou em outros canais à oferecida nas lojas é extremamente importante.

Uma situação comum de queixa entre os consumidores é a hora de comprar roupas. Ao observar os passos de algumas startups do comércio eletrônico, a Amazon lançou, nos Estados Unidos, um serviço chamado Prime Wardrobe, que permite aos clientes experimentarem roupas da moda masculina e feminina, bem como roupas para bebês, antes de comprá-las. Tudo funciona de um jeito bem simples: os clientes encomendam os itens que desejam, recebem no endereço cadastrado e, em seguida, decidem se querem ficar com as roupas ou não e, caso não queiram, podem devolvê-las à empresa. O frete é gratuito e os clientes são cobrados apenas pelos itens que comprarem efetivamente. Além disso, ganham um desconto conforme a quantidade de peças adquiridas.

Esse modelo try-before-you-buy, sem ter de se locomover à loja física ou enfrentar filas é uma tendência que o varejo deve – e acredito que irá – se inspirar instantaneamente. O setor está se transformando a cada dia e cabe aos gestores instigar ainda mais a mudança na maneira de pensar o seu negócio e em como interagir com seus clientes.

Nesse cenário, outra iniciativa interessante para as lojas virtuais é o clube de assinaturas. A opção permite a compra programada, ou seja, o consumidor se cadastra, escolhe os produtos que deseja assinar, define a periodicidade e a forma de pagamento e recebe as suas compras com comodidade conforme o que contratou. Isso já funciona bem com livros, vinhos, cafés, cervejas especiais, roupas, cosméticos, óculos, entre outros.

No Brasil, enxergo uma boa oportunidade para os varejistas obterem resultados estratégicos para os negócios, desde que saibam unir a ideia do produto à uma plataforma de e-commerce capaz de operar com alta performance para apoiar toda a operação. Iniciativa que se consolidará e se popularizará ainda mais no mercado brasileiro, trazendo grandes benefícios como a fidelização de clientes, uma melhor previsão do lucro e de planejamento, bem como a redução de alguns custos operacionais. Porém, é preciso saber explorar todas opções que o mercado de clubes de assinaturas apresenta.

Tudo está correlacionado. Para os consumidores não existe mais separação entre os canais. Isso significa que chegou a hora de tirar a inovação do papel e começar a conectar o mundo físico ao online. Aprimorar a experiência de compra no varejo e torná-la sensacional já devia ser uma meta das organizações do setor. Se colocar o cliente em primeiro lugar, você nunca ficará por último.

*Maurício Trezub é diretor de e-commerce da TOTVS

Fonte: RMA Comunicação – Natália Baggio

Adobe traz evento a São Paulo

Adobe reúne o mercado de marketing digital para evento de 3 dias, com mais de 60 workshops, em São Paulo

Adobe Experience House, que acontece entre os dias 31 de julho e 02 de agosto no EBAC, promoverá grande debate sobre as principais tendências, tecnologias e boas práticas para que as marcas usem a experiência de consumidores como triunfo.

Itaú, Carrefour, Microsoft, Digital House, HyperIsland e Nielsen estão entre os confirmados

Foto: Pixabay

“As pessoas não compram produtos, elas compram experiências”. Foi assim que Shantanu Narayen, CEO Global da Adobe, abriu neste ano o maior evento de Marketing Digital do mundo, o Adobe Summit, em Las Vegas. E, como para a empresa ‘o que acontece em Vegas, não deve se limitar a Vegas’, a Adobe Brasil anuncia o Experience House – que traz para São Paulo três dias inteiros (de 31 de julho a 02 de agosto, no EBAC São Paulo) de debate sobre o tema Marketing de Experiências.

E a Adobe não fará isso sozinha. Com uma programação de mais de 60 workshops, palestras, keynotes e briefing sessions, a empresa de tecnologia contará com a participação de seus clientes e parceiros: marcas como Itaú, Microsoft, Carrefour, Nielsen, além de quatro escolas de marketing – Digital House, ConvergeYou, Hyper Island e a Berlin School of Creative Leadership – compartilharão seu conhecimento e experiências. O Adobe Experience House é destinado a convidados de empresas e parceiros da Adobe de diferentes setores do mercado.

Gabriela Viana, Diretora de Marketing para América Latina da Adobe afirma que o Adobe Experience House será uma oportunidade de reunir profissionais de marketing para tratar de transformação digital. “Os profissionais de tecnologia e marketing terão a chance de vivenciar aspectos práticos da transformação digital. Qual o mindset que os times devem ter, que habilidades e ferramentas devem desenvolver? O objetivo do evento é realmente criar um espaço de troca e aprendizado – trazendo o que há de mais avançado em tecnologias de marketing”.

E como marketing, conteúdo e criatividade são palavras-chave na Adobe, a Creative Cloud e a Document Cloud também estarão representadas no evento. Em parceria com a Nexus, o evento traz uma Tech Exhibition guiada pelo uso de Realidade Virtual e Realidade Aumentada. “O Adobe Experience está na sua terceira edição e estamos entusiasmados com todo o conteúdo que será compartilhado durante os 3 dias de evento. Acreditamos que combinar arte e tecnologia a serviço das melhores experiências é o caminho para marcas inovarem”, finaliza Gabriela Viana.

Serviço:

Adobe Experience House

Quando: de 31 de julho a 2 de agosto

Onde: EBAC: R. Mourato Coelho, 1404 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05417-002

Fonte: RMA Comunicação – Alisson Costa

Jornada de dados

Quanto mais dado melhor? – A importância da jornada de dados para sua empresa

Por Felipe Stutz*

Um trilhão de gigabytes ou 163 zettabytes. Você já pensou em quanta informação esse número representa? Apesar de ser uma quantia inimaginável, esse é o número de dados digitais que o mundo terá em 2025, de acordo com estudo do IDC. Esse valor é 10 vezes maior do que o que foi gerado em 2016, por exemplo.

Em teoria, empresas de diversos setores utilizam a análise de dados para tomar decisões de negócios, entender clientes e parceiros, ou ainda tomar decisões estratégicas e fazer diagnósticos de problemas internos. Para essas organizações, parte-se do princípio que essa quantia de dados que geraremos nos próximos anos seja excelente para a inteligência estratégica.

No entanto, na prática, é muito fácil ser rico em dados, mas pobre em insights para o negócio, caso tudo que for coletado não seja analisado de maneira eficiente. Para fazer uma análise inteligente dos dados gerados por uma empresa, e da relação com clientes e parceiros, é necessário saber separar o que é crucial para a tomada de decisões do que é menos relevante.

Apesar de faltar 7 anos para a previsão do IDC se cumprir, é fundamental começar desde já a se preocupar com isso, até porque, a quantidade de dados gerados atualmente pelas empresas já é bastante grande.

Para lidar com essa demanda, as empresas precisam adotar procedimentos e tecnologias que permitam que em poucos anos consigam utilizar as informações geradas para liderar boa parte de suas decisões de negócios.

A jornada de dados é um passo importante nesse sentido. As organizações necessitam pensar inicialmente na coleta de dados, em como transportá-los, protege-los, e armazená-los, mas também, no que farão a partir daí. Estes dados precisam ser encaminhados para plataformas que permitam seu processamento e posterior análise, para então se identificar o que é válido.

Ou seja, a partir de tecnologias de análise de dados e o estudo de uma equipe de cientistas da informação, é possível entender o que deve ser descartado ou mantido. A partir disso, a área encarregada poderá definir para quais setores da empresa as informações coletadas trazem maior inteligência e definir como serão utilizadas.

Para se ter uma ideia, isso é tão importante que, segundo a pesquisa Global Data and Analytics survey, da PWC, 39% das empresas se veem como altamente direcionadas por dados, sendo que 36% delas conseguem prever melhor do que as demais organizações os próximos passos a tomarem. Ao mesmo tempo, até as empresas que não se veem como data-driven, percebem essa necessidade crescente e têm a consciência que suas organizações poderiam confiar muito mais em análise de dados e menos na intuição de seus gestores.

Isso mostra que a urgência da jornada de dados existe e já é percebida inclusive por empresas que ainda não adotaram qualquer medida de transformação digital. Em um mundo altamente conectado, muitas informações continuarão sendo geradas, e isso não é necessariamente bom. É preciso cuidado para não cair na armadilha de que ter uma imensa quantidade de dados será um diferencial para os negócios. As empresas que já se preocupam em processar, analisar e tomar decisões inteligentes com base nos dados coletadas certamente terão vantagem nessa corrida.

*Felipe Stutz é Diretor de Soluções da Orange Business Services para América Latina

Fonte: aboutCOM – Natália Diogo