Coluna Branding: a alma da marca

O medo venceu a esperança?

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Que o Brasil passa por uma das maiores crises políticas de sua história todos já sabem . Que a propaganda vive uma crise igualmente histórica, também já falei bastante sobre o assunto. Assim, a maior expectativa que tinha para este momento de campanha política era como seriam as campanhas dos candidatos que promovem a renovação. Quem apresentaria um pouco de esperança?

Mas, para a minha decepção, tenho visto pouca coisa válida de nota e, o medo que eu tinha se confirmou, esta faltando coragem até para quem faz marketing político.

Tenho assistido um show de horrores, é a massificação do modelo de campanha digno de paródia do Marcelo Adnet. São bandeiras tremulantes, música para elevar o astral, candidato na rua sem gostar e muito pouca originalidade e dignidade.

Existe uma coisa no marketing político que nunca concordei, é a técnica de definir o arquétipo que o povo quer ouvir e ajustar o candidato ao papel. É por isso que vivemos uma política cheia de atores de segunda classe!

Esperava que o tema “MUDANÇA”, tema que se repete para o marketing político desde a primeira eleição de Lula, tivesse uma nova conotação após sua principal referência ruir como imagem pública. Mas, isso não está acontecendo, o que vemos é mais um monte de candidatos inexperientes prometendo os mesmos comportamentos.

Para haver mudança é necessário ter um pouco mais de verdade aparecendo no marketing.

Dos poucos exemplos que conseguem sair do lugar comum, tenho algumas linhas de análises:

– Em Curitiba, vi o candidato à vereador Túlio, usar uma direção de arte de campanha mais plural e moderna. Não é por menos, ele é designer! ( tuliofilho.com.br ) Não foi uma grande revolução, mas pelo menos é um modelo do que é ser ele mesmo como candidato. É a primeira vez que vejo um candidato da nossa área sair dos bastidores, e isso é realmente interessante, pois, se tem algo que uma cidade precisa é ser estética, criativa e funcional. Mas, isso não é pedir voto pra ele OK!?

– Aqui em Taubaté também vi o vereador João Vidal inovar em sua campanha, além de ter um emoji particularizado (aqueles símbolos de comunicação em internet), aproveitou seu tempo de TV para sugerir uma conversa pelo whatsapp, um método de transmídia que potencía sua relação com os eleitores. ( https://www.facebook.com/joaovidaloficial/ ). Não é inovador como método, pois, o espectaculoso Rodson Lima já fazia isso com seu telefone celular a muitos anos atrás, mas é uma atualização deste marketing que prioriza a mobilização, digno de comentário positivo.

– Sem dúvida a campanha do Ortiz Junior aqui em Taubaté também, se destaca pela estratégia de construção de imagem pública. Cassado em terceira instância o atual prefeito se aproveita da brecha jurídica e usa o horário eleitoral gratuito para inverter a imagem de réu. Ele agora é a vítima, lutando pela justiça, um melodrama construído a minúcias, e de roteiro digno de minissérie da TV. Sua capacidade de atuação frente às câmeras e bons roteiristas deste marketing moderno, constroem uma imagem favorável para si e tende a conseguir o que quer, a não ser que a as cenas dos próximos capítulos reservem surpresas, mas, no mínimo deixará um sucessor. Vou acompanhar essa novela bem de perto!

– Para não deixar de levar pancada dos petistas também, tenho que o PT hoje é um cadáver que nos sorri, está colado em sua legenda o mal que destrói qualquer candidatura. Não adianta, trocar a cor ou não usar o símbolo, candidato do PT hoje entra na corrida sempre com muita rejeição. Reconstruir essa imagem pública dará muito trabalho e dificilmente se dará nas próximas eleições.

– Por fim, meu destaque vai para a campanha de Marcelo Freixo no Rio. Nitidamente inspirada na primeira campanha do Obama, traz uma versão carioca do “yes we can”, que em seu vídeo é traduzido como “sim é possível”. Se apoia no tripé: uso da internet como mídia principal , discurso franco e com linguagem acessível e uso de mobilizadores, sejam eles artistas ou pessoas comuns. Faz aquilo que eu imaginava, já estaria pulverizado nas campanhas dos novatos com pouco tempo de TV, chamando a militância a participar. Não sei se terá fôlego e dinheiro para vencer a máquina publicitária, mas, no mínimo lança o PSOL a outro patamar. Deixando de ser o partido dos candidatos café com leite, para mostrar que um pouco de trabalho de comunicação não faz mal a ninguém.

Aliás, a vaga de liderança da esquerda nacional está aberta e muitos concorrem a ela. Havia gostado do início da Rede que pleiteava a esta vaga, mas lhe falta capilaridade e acho que esta campanha do PSOL do Rio mostra que o SOL pode brilhar pra todos no mundo do marketing político… Que venha 2018!

Meu fim de semana no 28° Fest’up

Palavras chave

Neste último fim de semana estive em São paulo, mais precisamente na FAAP, para participar da 28ª edição do Fest’up. O tradicional evento promovido pelo setor estudantil da associação veio com algumas pequenas modificações este ano. Desde a grade de programação até o formato de inscrição e envio de certificado (tudo pela internet).

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Uma coisa interessante ao longo de dois dias foi notar que muitos palestrantes tentaram, cada um a seu modo, explicar o atual cenário do mercado de comunicação e os impactos do digital. Talvez por isso, achei que o evento deste ano começou um pouco devagar, com muita sobreposição de conteúdo. Mas aos poucos as coisas foram ficando melhores e o 28°Fest’up engrenou de vez. Algumas palavras e expressões, entretanto, foram repetidas do início ao fim. E resolvi batizá-las (e a esse artigo) de palavras chave. São elas: diferenciação, velocidade, inovação, conteúdo, engajar, humanidade e propósito.

Vou dar um pequeno, pequeno mesmo, resumo do que vi e ouvi por lá. Começando pelo sábado

Sabadão de Fest’up

Comecei os trabalhos com a palestra de Alexandre Grymberg da (até então desconhecida para mim) DOGSCANFLAY. O Alexandre veio da “propaganda tradicional” e, ao perceber o intricado cenário atual da comunicação, percebeu que havia mercado para investir em conteúdo. Percebeu que as marcas querem e precisam de branded content.

O trabalho da DOGSCNAFLY está calcado em quatro pilares: Brand solutions, Entertainment, Animation Tchnology e Licensing. E para exemplificar o que estava expondo mostrou cases como The Hire (BMW, considerado o case fundador do branded content), The Starter Wife (Pond’s) e Red Bull Media Center.

Sua palestra foi muito mais focada em branded content e foi muito interessante.

Alexandre Grymberg da Dogscanflay Foto: Divulgação APP Brasil

Alexandre Grymberg da Dogscanflay
Foto: Divulgação APP Brasil

Depois fui conferir a palestra da Beia Carvalho da 5Now. Ela começou a palestra destacando parte de um vídeo recente de Marcelo Serpa em que o publicitário afirma que as marcas têm medo, medo das críticas. E quando as marcas têm medo da crítica não fazem nada de novo. Ela centrou sua palestra no lado extremamente humano da comunicação, dizendo entre outras coisas que não adianta só falar para as pessoas, mas que as palavras realmente importam. É preciso buscar o discurso que afete as pessoas.

Beia disse que a comunicação deve gerar conexão, engajar, ter humanidade e ecoar. Uma frase marcou no final: “Nossos instintos querem o conforto das velhas certezas”.

Depois da Beia fui assistir à palestra do Vicente Carrari, do Google. Ele resolveu centrar sua palestra no YouTube e iniciou falando da característica de mídia pointcast desta plataforma. Também afirmou, logo de cara, que o YouTube foi e é a reinvenção do entretenimento e que na plataforma o público pode criar conteúdos, gerar conteúdos e colaborar em conteúdos. Além disso,como o YouTube já passa de um bilhão de pessoas conectadas, passou a influenciar culturas e comportamentos.

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Vicente Carrari, do Google Foto: Divulgação APP Brasil

Em relação ao conteúdo, Ferrari afirmou que o Google vê cinco características básicas no conteúdo do YouTube. Ele é Global, Diverse, Mobile, Social e On Demand. E, no que se refere aos conteúdos de e para marcas há quatro aspectos fundamentais: SEE (awareness), THINK (consideration), DO (purchase) e CARE (loyalt). Também em relação conteúdo desenvolvido por marcas, Ferrari disse que no YouTube as marcas podem obter cobertura, segmentação e contexto.

Ainda assisti às palestras de André Paes de Barros da Ampfy (e destaco o conceito de agência “always-on”), de Celso Forster da BRMídia (trabalho 100% focado em desenvolvimento de conteúdo e product placement) e de Márcio Oliveira da LewLara/TBWA, que falou da geração AGORACÊNTRICA, a geração que vive o agora intensamente.

Domingão de Fest’up

Abri o domingo acompanhando um interessante painel com Camilo Otto (Facebook), Thiago César (Itaú-Unibanco), Pedro Porto (Twitter) e Toni Ferreira mediados, da Ogilvy). Algumas coisas que destaco deste painel: o conceito de mercado “move fast” (no qual as coisas mudam muito rápido) e por isso se transformou num mundo de comunicação constantemente em beta (experimental).Falaram bastante de propósito, de ligar pessoas, de buscar comunicação simples e humana.

Painel com Facebook, Twitter, Itaú-Unibanco e Ogilvy Foto: Divulgação APP Brasil

Painel com Facebook, Twitter, Itaú-Unibanco e Ogilvy
Foto: Divulgação APP Brasil

Logo em seguida acompanhei a palestra do Hamilton Leão da Isobar (agência do grupo DentsuAegis). Ele nomeou sua palestra assim: “De onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Uma conversa sobre a nossa profissão.”

Hamilton iniciou dizendo que toda mídia ficou social, não só as mídias sociais. E destacou que o que está rolando hoje é digital, mobile, protagonismo, speed e co-thinking. A partir disto questiona: E as agências neste cenário? Não poupou críticas ao papel atual das agências e disse que estão menos relevantes, têm menos repertório, enfrentam os chamados co-petiors (parceiros/fornecedores que acabam sendo/virando competidores) e o trabalho por jobs.

Hamilton Leão da Isobar Foto: Divulgação APP Brasil

Hamilton Leão da Isobar
Foto: Divulgação APP Brasil

Ele foi mais longe e disse que as agências devem sair do modelo em que focam em marcas para um focado em construir, criar e recriar negócios. Devem sair de um modelo focado em produzir, coordenar e vender mídia para um outro em que modelem negócios, criem soluções inovadoras, vendam e gerem receitas.

Fechei o domingo e o meu Fest’up (este ano não fiquei para a última rodada de palestras e nem o festival de jingles) acompanhando a excelente palestra do pessoal da Kantar (Dave Fiss, Kantar Worldpanel e Felipe Ramirez, Kantar Insights Hispanic Latan & Brasil). E destaco um ponto que eles trouxeram de seus painéis de pesquisa de comunicação e consumo: o que gera valor para as marcas é a bem planejada combinação de inovação, propósito e diferenciação.

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Dave Fiss e Felipe Ramires da Kantar Foto: Divulgação APP Brasil

Voltei para casa com a sensação (como escrevi em meu perfil pessoal do Facebook) de paixão renovada pela propaganda. Parabéns APP Brasil. Ano que vem tem mais e estaremos por lá!

Nosso enviado especial ao Festival do CCSP

The Hitchhiker’s Guide to the Clube de Criação

Estagiário da Agência de Comunicação Integrada na UNITAU, 6º semestre de publicidade e propaganda, 20 anos. Olá! Sou Renan Ávila, e como correspondente do Vale Publicitando no Clube de Criação e passageiro de primeira viagem em Sampa, devo dizer: primeiramente, NÃO ENTRE EM PÂNICO se você perdeu esta edição. Mas você publicitário que ainda não conhece o clube, converse com o embaixador da sua universidade!

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Como são 3 dias de evento, decidi ficar por São Paulo mesmo na casa de uma amiga, mas se você não tem nenhum conhecido por lá que possa te hospedar, o Airbnb tem quartos à oferta por até R$19 o pernoite dependendo da localização. Se ainda te assusta passar uns dias no quarto da casa de desconhecidos, Hostels também são uma opção.

Para começar, logo na abertura do festival tivemos Clarice Falcão e Adriana Falcão, mãe e filha correndo contra o tempo do painel pra contar sobre a trajetória de suas vidas. Correr também é outra atividade que se faz durante o festival, porque não há tempo pra descansar, comer, apreciar as exposições, mostrar a pasta, participar dos workshops, ir ao banheiro ou pegar todos os brindes que se vê pela frente. No fim das contas, algumas palestras terão de ser sacrificadas para que se possa aproveitar o evento como um todo, até porque o preço do ingresso é bem salgado, mas admito que valeu cada centavo.

No sábado logo depois da abertura, teve “Enquanto procuram o novo, o bom anda sumido” com Rynaldo Gondim (Diretor de Criação de Grupo de Contas da Almap BBDO) que comentou sobre a importância da ideia e da relação cliente/agência ressaltando que “Em algum momento, paramos de dizer o que pensamos e falamos apenas o que o cliente quer ouvir. Temos anunciantes querendo apenas ‘não errar’ e criativos querendo fazer campanha que faça sucesso na sala de reunião.”

Logo depois parti para “Produção de conteúdo audiovisual para um mundo multi tela”, onde foram abordados novos jeitos de produção de conteúdo transmídia e uma discussão sobre novos usos para a segunda tela.

Renan Ávila, nosso enviado especial ao Festival do CCSP

Renan Ávila, nosso enviado especial ao Festival do CCSP

Para participar dos workshops que acontecem durante o evento, é necessário se inscrever antecipadamente pois as vagas são limitadas, mas se você ficar por perto e atento caso a sala não lotar, dá pra entrar numa boa. Às 17h rolou o workshop “Tenha ideias. Fique rico. Seja Famoso. Agora.” Com Marcelo Costa e Christiano Abrahao que ensinaram um processo de brainstorm para lapidar ideias e fazer com que elas funcionem.

Depois do evento que se prolongou até as 23h, é hora de voltar pra casa. Mas caso ache que não vai dar tempo de chegar até o metrô antes da meia noite, chama um Uber! O serviço passou a aceitar dinheiro desde julho e no Uber Pool sai por uns R$6 a viagem.

No domingo teve “Por que somos tão poucas na criação das agências?”, um debate com Joanna Monteiro (CCO – FCB Brasil – Mediadora); Juliana Constantino (Creative Strategist – Instagram); Laura Esteves (Diretora de Criação – Y&R);Andreia Barion (Diretora de Criação – WMcCann); Gabriella Marcatto (Assistente de Arte – JWT) que nos mostrou de relance a realidade delas nas agências e suas experiências.

Em seguida, acompanhei “O humor nos tempos de cólera”, um papo super descontraído e bem humorado com Carlão Busato (Diretor de Cena – Hungry Man – Mediador); Cláudio Manoel (Casseta e Planeta); Angela Dippe (Atriz e Comediante); Paulo Tiefenthaler (Larica Total, Terminadores); Marcelo Zorzanelli (Cocriador – Site Sensacionalista); Marcelo Marrom (Humorista – Multishow), neste painel, o roteiro foi literalmente jogado pelos ares, o que rendeu muitas piadas posteriormente.

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Um pouco depois era hora de “WTF R U GUYS DOING?” com Fernando Machado (Senior Vice President Global Brand Management – Burger King – EUA) em que entendemos como foi a remodelação da identidade visual da marca, contando inclusive com comentários de cases famosos como o polêmico McWhopper no Peace One Day.

No fim da noite, todos famintos querendo um Burger King, e nenhum por perto… Procuramos no Google um lugar que fosse bom e barato, mas parecia que todos os lugares que achamos ficavam no fim do universo. Estava junto com os embaixadores e fomos para um barzinho próximo à Cinemateca Brasileira, onde um espetinho era R$7,90. Ficamos por lá, com peso na consciência, dor no bolso, e tirando muito sarro daqueles preços. E quando o garçom chegou para perguntar o que iríamos pedir, ainda estávamos fazendo piada dizendo: “E se pedirmos dois espetinhos e uma água? Pode até ser da torneira que não ligo!”. Enfim, não passamos fome. Mas caso fique em dúvida de onde comer, é melhor checar o iFood antes ou até rachar uma pizza entre os amigos.

Enfim segunda-feira. Último dia de evento. Todos exaustos. Neste dia decidi adotar outra estratégia para acompanhar o máximo de palestras possíveis. Resolvi ficar na área aberta, onde havia pufes confortáveis e disputadíssimos para acompanhar os streamings de todas as palestras tanto da sala Facebook como da sala Globosat. Bem, minha estratégia não deu muito certo, porque consegui um puff no melhor lugar, mas de tão confortável e de tão exausto que estava, cai no sono. Mas a palestra de Stephan Moritz da Mokoh Music abordou “Como produzir som padrão internacional de forma colaborativa e bem resolvida”. Ele também mostrou alguns cases como o da Sony Bravia onde foi usado um acústico da música Firestone (Kygo) e comentou também o caso das músicas lançadas em campanhas acabarem caindo no gosto e bombando nas rádios.

Entre outras atrações, no fim do dia houve a premiação do 40º anuário. Em resumo, isso foi o que mais gostei no Festival do Clube de Criação. Foi sensacional. E parando pra fazer as contas aqui: Ingresso: R$195; Transporte: R$42; Alimentação: R$200; Ver seu amigo ganhar prata na categoria estudante do anuário: Não tem preço. Parabéns, Breno.

Ano que vem já quero ir de novo. Recomendo à todos criativos irem pelo menos uma vez. Agora é tarde. Esperem por 2017. Até lá, “Até mais, e obrigado pelos peixes!”.

O mercado de eventos

Mercado de eventos contribui para movimentar economia

Setor resiste à crise e já representa 4,32% do PIB brasileiro; capacitação é diferencial importante para quem deseja atuar na área

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Segundo pesquisa realizada recentemente pela ABEOC (Associação Brasileira de Empresas de Eventos), acontecem todo ano no país mais de 590 mil eventos envolvendo 202 milhões de participantes. Somando-se os gastos dos participantes e a receita das locações e das empresas organizadoras, chega-se a uma renda total de R$ 209 bilhões por ano, o que representa 4,32% do PIB brasileiro. A indústria de eventos responde anualmente por cerca de 7,5 milhões de empregos diretos, terceirizados e indiretos.

Outra constatação importante é que a área tem um desempenho significativo no estímulo para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Hoje, elas representam cerca de 90% do total de empresas brasileiras no panorama econômico nacional, com 94% de atuação no setor de serviços e exercendo relevante papel na área de terceirização, conforme dados da ABEOC.

Na região

Em Taubaté, por exemplo, o cenário de eventos atualmente é bastante satisfatório com o aumento de locais para realização de festas e eventos, em especial eventos sociais e infantis. “Outra área em franca expansão é o de feira de noivas, além das apresentações artísticas e culturais”, é o que afirma Maria Lúcia Paiva, docente da área de gestão e negócios do Senac Taubaté.

Outro ponto que tem contribuído para a expansão da área na cidade é o aumento da demanda turística, que atrai muitos eventos, principalmente exposições e festas regionais.

“Apesar da crise em outros setores, a área continua sendo uma das mais atrativas e oferece oportunidades para profissionais como garçons, decoradores, seguranças, assistentes de cozinha e chefes, organizadores, cerimonialistas e mestres de cerimônias”, destaca a docente.

Capacitação

A falta de qualificação de quem atua no setor ainda é um problema, já que muitas pessoas entram para a área na informalidade, sem a habilidade e experiência necessárias para atuar no setor.

“A formação é necessária pois dá base para o planejamento, levantamento e pesquisas sobre fatos e história, o temário a ser utilizado, produção de planilhas com o passo a passo das ações a serem realizadas, desenvolvimento de briefing, check list, cronograma, enfim, a definição de todos os itens necessários para o completo sucesso do evento”, afirma Maria Lúcia.

Ainda segundo ela, a atualização do profissional que atua com eventos é imprescindível, pois a área é dinâmica e oferece cada vez mais opções em serviços e equipamentos que além de suporte minimizam o tempo e o custo.

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Eventos pelo Brasil

A ABEOC, que realiza anualmente levantamento dos números sobre a área, indica que 52% dos eventos realizados no Brasil acontecem na região sudeste (cerca de 305 mil a cada ano), e a maioria nas grandes capitais.

“O Vale ainda necessita de um trabalho direcionado para grandes eventos, como feiras e exposições, pois não temos locais que as comportem, mas temos um grande número de buffets e casas de festas capazes de absorver todos os tipos de eventos sociais, além de infraestrutura e locação de todos os serviços necessários para sua realização”, finaliza a docente.

Outro fator que contribui para a realização de grandes eventos na região é a localização, já que o Vale do Paraíba é cortado pela Rodovia Presidente Dutra, está eixo Rio/São Paulo e próximo aos portos de Santos e São Sebastião, realidade que pode ser melhor explorada.

Cursos na área

O Senac Taubaté está com inscrições abertas para diversos cursos na área de eventos e lazer, entre eles A Arte de Fazer Festas, Cerimônias Especiais e Eventos Temáticos; Contador de Histórias; e Decoração e Recreação com Balões. Cursos de outras áreas também podem contribuir para o negócio, como Mestre de Cerimônias – Técnicas de Apresentação de Eventos e demais títulos em gastronomia, gestão e negócios e comunicação e artes.

Fonte: KMS Comunicação – Thaís Mazini/Elizânio Silva