Sempre digo para os meus alunos que criativo não escolhe job. Mas que também é verdade que há jobs e briefings “legais” e outros “chatos”. Anunciar um zoológico não é tarefa das mais fáceis. Podemos cair na tentação de fazer um clip com imagens fofas e engraçadinhas dos animais e… pronto.
Não foi essa a solução encontrada pela agência que criou esse comercial de TV. Acho esse filme genial. Buscaram uma saída bastante criativa para um briefing que poderia ficar na categoria dos “chatos”.
Confira:
Nome do Comercial “Together”
Agência: Del Campo Nazca S&S
Anunciante: Buenos Aires Zoo
Criação: Herman Rebaldería e Santiago Dulce
Direção de criação: Gastón Bigio
RTVC: Cosme Angenich e Luli Dragon
Produtora: Lobo São Paulo
Diretor: Mateus de Paula Santos
Arranjo da trilha: Erik Korte
Categoria: Entretenimento
Promoção Bola na Rede movimenta shoppings de São Paulo
Durante o mês de março uma grande ação criada pela ClickNow aproveita o clima do ano do futebol para movimentar cinco shoppings de São Paulo: Central Plaza, União de Osasco, Interlagos, Novo Shopping (Ribeirão Preto) e Aricanduva – o maior da América Latina. É a promoção Bola na Rede, que oferece aos consumidores uma experiência de compra marcante pela gamificação – estratégia de interação que estimula o engajamento do público com as marcas de maneira lúdica. O público pode conferir e jogar o game exclusivo até 30 de março nos shoppings paulistanos e até 5 de abril em Ribeirão Preto.
Arena montada nas Praças de Eventos dos shoppingsArena montada nas Praças de Eventos dos shoppings atrai atenção do público e reúne as torcidas dos jogadores
Utilizando o sensor de movimento, o game Bola na Rede integra o real e o virtual em uma competição inovadora. Na arena para cobrança de pênaltis, o jogador está na marca do chute, mas não há uma bola para chutar. O chute é real e a bola é virtual. Os movimentos reais são captados pelo sensor e automaticamente transferidos na bola virtual, visível na tela do jogo.
O gol é dividido em boxes de valores correspondentes a pontuações diferentes, que variam a cada cobrança, ganhando maior dificuldade conforme o tempo se aproxima do limite. O participante deve fazer quantos chutes puder durante 30 segundos. Mais do que fazer gols, o objetivo do jogo é ter a melhor pontaria e acertar a bola na região que mais agrega pontos. O desempenho vai para um ranking geral e no final da temporada os três primeiros colocados de cada shopping ganham prêmios como Smart TV, Home Theater, Xbox One e Kinect.
Cada R$100,00 em compras nas lojas participantes dá direito a um cupom para jogar. Quanto mais cupons, maior a possibilidade de o jogador superar a si mesmo, mas as chances de ganhar são as mesmas para todos. A ideia é que o vencedor seja de fato o mais habilidoso e não o que gastou mais – apenas a maior pontuação entre todas as jogadas será considerada no ranking final. Assim, a competição é real para todos, sem nenhuma distinção, tornando a disputa ainda mais acirrada e emocionante.
Além do desenvolvimento do game e conceito criativo da campanha, a ClickNow cuidou da estratégia digital que conta com “pontos de encontro” online entre os shoppings e o público do jogo. O hotsite www.promocaobolanarede.com.br permite o acompanhamento do ranking geral, entre outras informações, e é página de destino conforme os planos de mídia em Adwords e Redes de Display do Google. Nas fanpages de cada shopping a divulgação foi intensificada com curiosidades sobre futebol, informações sobre a mecânica do jogo e chamadas de incentivo à competição.
Ação consolida ClickNow como agência de Live Marketing
O game Bola na Rede é resultado de um novo núcleo de pesquisa e desenvolvimento da agência, pioneiro em ações de Live Marketing que utilizam interação multimídia para que as pessoas vivenciem as marcas em experiências e sensações envolventes. Esse conceito, uma evolução do marketing promocional, ganha cada vez mais a simpatia de grandes marcas. “Queremos promover interlocução viva entre marcas e pessoas, provocando uma compreensão diferenciada de produtos e serviços por meio de experiências sensoriais”, explica Michele.
Para fechar muito bem a nossa série de entrevistas convidei a Dani San Sebastian. Ela já foi redatora, agora atua no planejamento e está há mais tempo no mercado de São Paulo do que nossos entrevistados anteriores.
Vamos ver o que ela tem a nos dizer!
1 – Como você iniciou sua carreira aqui no Vale do Paraíba?
Comecei como estagiária de marketing na Mars, quando ainda estava no segundo ano de PP na Unitau. Foi uma experiência muito rica, pois me deu uma visão ampla da área. Também tive contato com grandes agências e descobri o que realmente queria: trabalhar com criação. Troquei o estágio por outro, na área de redação, na Jeter Design de São José. E depois de um ano lá fui contratada como redatora na Supera, onde fiquei por dois anos.
2 – Em que área atua atualmente e como chegou ao mercado de São Paulo?
Cheguei em São Paulo em 2008, depois de mostrar meu portfólio em muitas (muitas!) agências. Fui contratada pela Motivare, uma agência de promo, mas fiquei por pouco tempo. Logo me chamaram para trabalhar na Fracta, a agência de propaganda da Chilli Beans. E depois de dois anos lá fui para a TV1 RP, onde estou atualmente. Após três anos como redatora, recentemente fui convidada para ir para o planejamento, área em que atuo agora.
Dani San Sebastian fecha a série Os Exportados e fala de sua experiência no mercado paulistano
3 – Quais as maiores dificuldades? E o que tem de melhor em relação ao mercado do Vale?
Para mim, a maior dificuldade foi “entrar” no mercado de São Paulo sem ter uma indicação. Mas, depois que você está aqui, as oportunidades aparecem. E, no dia a dia, o trabalho é praticamento igual. O que São Paulo tem melhor que o Vale são os investimentos das empresas em comunicação, muito maiores, o que amplia as possibilidades da agência. Também acho que, em alguns casos, aqui em São Paulo a interface no cliente entende melhor a comunicação, o que deixa o trabalho mais desafiador e interessante. E acabamos conhecendo mais profissionais da área, o que faz diferença para o crescimento profissional.
4 – O mercado de São Paulo é mais exigente? Você tem que investir mais em você, em sua formação?
Acho que na realidade que a gente vive, conectado o tempo todo e com acesso a tudo que acontece no mundo, não há um lugar mais exigente que o outro. Você tem que investir no seu desenvolvimento sempre, seja com formação acadêmica ou atualizações em geral. Na minha opinião, o que acontece é que aqui em São Paulo, por ter muito mais gente, a concorrência é consequentemente maior. Mas isso não foi (e acho que não deve ser) a razão para eu investir no meu crescimento profissional, e sim a vontade de crescer na profissão. Como estou atuando em uma agência de RP, além de alguns cursos livres na área de redação e planejamento, também fiz uma pós-graduação em Comunicação Corporativa.
O quinto entrevistado da série Os Exportados é o redator Daniel Arai. Ele trabalha atualmente na TV Cultura.
Vamos ao que interessa. Fala, Daniel!
1 – Como você iniciou sua carreira aqui no Vale do Paraíba?
Durante o segundo ano na universidade, comecei a estagiar na agência de nome Publicarte. Durou pouco, mas o suficiente para aprender muito.
Logo depois, enquanto terceiranista, estagiei por um ano na Tríadaz, agência que me efetivou depois de formado. O que eu posso dizer sobre esse período se resume em: bons amigos e toneladas de aprendizado.
2 – Em que área atua atualmente e como chegou ao mercado de São Paulo?
Atualmente atuo como redator publicitário (que sempre foi meu foco).
Uma amiga de trabalho indicou essa vaga que recebeu por e-mail e três fases de um longo processo seletivo depois, cá estou.
Daniel Arai, redator na TV Cultura em São Paulo
3 – Quais as maiores dificuldades? E o que tem de melhor em relação ao mercado do Vale?
Na capital há um contingente muito maior de profissionais e eles já vêm de fábrica com aparatos intelectuais bastante intimidadores.
Quando comecei a trabalhar no mercado paulistano, demorei a conseguir demonstrar o meu trabalho e expressar as minhas opiniões, por essa falsa impressão de que todos lá eram muito mais capacitados do que eu.
Hoje eu acredito que um profissional de qualidade é bom aqui e é bom na Tasmânia, contanto que possua um pouco de adaptabilidade.
Já em relação ao que há de melhor, eu acredito que a proximidade com eventos, cursos e com manifestações culturais no geral, facilite a construção do profissional. Também, que a amplitude de bons concorrentes Gera uma constante necessidade de aprendizado, fazendo do publicitário um profissional ativo.
4 – O mercado de São Paulo é mais exigente? Você tem que investir mais em você, em sua formação?
Eu penso que existam casos e casos. Trabalhar com a publicidade de uma empresa, por exemplo, difere muito de trabalhar em uma agência. O fato é que em São Paulo há muitos profissionais buscando seu espaço, por isso, é preciso que o profissional invista pesado em sua formação.
Acredito que a morte para qualquer profissional da área seja a estagnação. Em minha opinião, se reciclar é mais do que importante; é vital.
Tanto em mercados pequenos quanto em mercados grandes, se você acha que já alcançou a excelência e não tem mais nada a aprender, talvez esteja na profissão errada. Posso sugerir jardinagem, talvez?