Reproduzo aqui excelente matéria da Meio&Mensagem. Confira!
Um olhar digital sobre o consumidor
Estudo da DM9DDB cria nova classificação do público a partir da relação com as inovações tecnológicas
FERNANDO MURAD| » 07 de Fevereiro de 2012 • 16:48
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Independentemente da geração a qual pertence, toda pessoa foi impactada de alguma maneira pelas mudanças trazidas pelo universo digital. Para entender como os diferentes grupos de consumidores estão se comportando neste novo cenário, é preciso fazer análises com critérios além dos convencionais como demográficos e, até mesmo, psicográficos. Pelo menos esta é a conclusão de um estudo feito pela DM9DDB sobre o comportamento digital que criou uma nova segmentação de consumidores batizada pela agência de perfis “digigráficos”.
O levantamento constatou que as mudanças no comportamento das pessoas¬ geradas pelas inovações digitais têm pouco ou nada a ver com sexo, idade ou classe social. Com isso, foram desenvolvidos três critérios que levam em conta quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em suas vidas, quais as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais e, principalmente, quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.
“O estudo é sobre perfis, mas trata de coisas mais profundas. Traz não só uma segmentação como um novo olhar sobre as mudanças importantes que ocorreram na vida das pessoas. Os perfis não são rígidos ou exclusivos. É mais um critério comportamental”, afirma Cynthia Horowicz, vice-presidente de planejamento da agência. “Será uma grande contribuição para que as marcas sofistiquem seu entendimento do consumidor na era digital”, complementa. O estudo etnográfico envolveu entrevistas em profundidade com 25 pessoas, de seis gerações, entre sete e 60 anos, conversas com especialistas de diversas áreas, e a aplicação de questionário em mais de 50 pessoas.
A proposta do trabalho não é substituir os critérios tradicionais, mas apresentar um olhar diferente que pode contribuir para melhorar as estratégias de marketing das empresas. “A cristalização dos insights para as marcas deve começar agora. Isso vai ajudar a redefinir o valor de cada mídia”, adianta Rodrigo Maroni, diretor de planejamento e estratégia digital da DM9DDB. O próximo passo do estudo será fazer um trabalho quantitativo para mensurar o tamanho de cada perfil dentro da população brasileira.
Cinco tipos
Após a conclusão das entrevistas com a amostra da pesquisa, realizada em parceria com a Vox Pesquisas, a equipe da agência elaborou cinco perfis que vão desde as pessoas que têm na tecnologia seu habitat natural e que formam suas personalidades a partir destas experiências, até aquelas que apenas recorrem a ela para ajudar a realizar de forma mais ágil suas tarefas cotidianas. Os cinco tipos foram denominados imersos, ferramentados, fascinados, emparelhados e evoluídos.
Na opinião de Maroni, a nova classificação permite aumentar a eficiência das ações digitais. “No início, a publicidade queria achar as pessoas geograficamente. Depois, em momentos, contextos. Agora está no ponto de falar com identidades diferentes”, conta. “Cada perfil exige uma comunicação diferente. Para falar com os imersos, por exemplo, é preciso saber conversar e dar valor para suas identidades virtuais, especialmente usando meios digitais, que é onde essas identidades ganham vida”, aponta.
“Acho que muitas empresas pecam no básico. Os sites não funcionam bem no iPad e no Blackberry, as lojas online também não. O bê-a-bá ainda precisa ser trabalhado. E poucas campanhas exploram a junção do online e do off-line. A integração ainda é a exceção”, conta Celeste Gonzalez, uma das pessoas ouvidas pela pesquisa. Nos últimos seis meses ela migrou do perfil emparelhado para o ferramentado. “Continuo muito plugada, mas perdi um pouco do desespero. A tecnologia vem para ajudar a nossa vida”, diz.
Os imersos são caracterizados por conseguirem definir melhor seus interesses e estabelecerem vínculos com o mundo por meio da tecnologia. Suas personalidades e identidades foram moldadas pela era digital e isso permitiu viver personagens diferentes. Já os ferramentados utilizam a tecnologia para ajudar nas tarefas cotidianas, mas eles não dependem dela e nem são definidos por ela. Os emparelhados vão um pouco além. Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira da jornada diária e consideram que a vida fica extremamente complicada sem ela.
No caso dos fascinados, computadores e gadgets são ícones da modernidade e comprá-los os ajudam a atestar que são antenados. Por fim, os evoluídos são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. “Este perfil tem um pouco de demográfico. Quanto mais jovem, maior a chance de ser evoluído. E todos um dia serão evoluídos”, projeta Cynthia.
Um olhar digital sobre o consumidor
Estudo da DM9DDB cria nova classificação do público a partir da relação com as inovações tecnológicas
FERNANDO MURAD
Independentemente da geração a qual pertence, toda pessoa foi impactada de alguma maneira pelas mudanças trazidas pelo universo digital. Para entender como os diferentes grupos de consumidores estão se comportando neste novo cenário, é preciso fazer análises com critérios além dos convencionais como demográficos e, até mesmo, psicográficos. Pelo menos esta é a conclusão de um estudo feito pela DM9DDB sobre o comportamento digital que criou uma nova segmentação de consumidores batizada pela agência de perfis “digigráficos”.
O levantamento constatou que as mudanças no comportamento das pessoas¬ geradas pelas inovações digitais têm pouco ou nada a ver com sexo, idade ou classe social. Com isso, foram desenvolvidos três critérios que levam em conta quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em suas vidas, quais as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais e, principalmente, quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.
“O estudo é sobre perfis, mas trata de coisas mais profundas. Traz não só uma segmentação como um novo olhar sobre as mudanças importantes que ocorreram na vida das pessoas. Os perfis não são rígidos ou exclusivos. É mais um critério comportamental”, afirma Cynthia Horowicz, vice-presidente de planejamento da agência. “Será uma grande contribuição para que as marcas sofistiquem seu entendimento do consumidor na era digital”, complementa. O estudo etnográfico envolveu entrevistas em profundidade com 25 pessoas, de seis gerações, entre sete e 60 anos, conversas com especialistas de diversas áreas, e a aplicação de questionário em mais de 50 pessoas.
A proposta do trabalho não é substituir os critérios tradicionais, mas apresentar um olhar diferente que pode contribuir para melhorar as estratégias de marketing das empresas. “A cristalização dos insights para as marcas deve começar agora. Isso vai ajudar a redefinir o valor de cada mídia”, adianta Rodrigo Maroni, diretor de planejamento e estratégia digital da DM9DDB. O próximo passo do estudo será fazer um trabalho quantitativo para mensurar o tamanho de cada perfil dentro da população brasileira.
Cinco tipos
Após a conclusão das entrevistas com a amostra da pesquisa, realizada em parceria com a Vox Pesquisas, a equipe da agência elaborou cinco perfis que vão desde as pessoas que têm na tecnologia seu habitat natural e que formam suas personalidades a partir destas experiências, até aquelas que apenas recorrem a ela para ajudar a realizar de forma mais ágil suas tarefas cotidianas. Os cinco tipos foram denominados imersos, ferramentados, fascinados, emparelhados e evoluídos.
Na opinião de Maroni, a nova classificação permite aumentar a eficiência das ações digitais. “No início, a publicidade queria achar as pessoas geograficamente. Depois, em momentos, contextos. Agora está no ponto de falar com identidades diferentes”, conta. “Cada perfil exige uma comunicação diferente. Para falar com os imersos, por exemplo, é preciso saber conversar e dar valor para suas identidades virtuais, especialmente usando meios digitais, que é onde essas identidades ganham vida”, aponta.
“Acho que muitas empresas pecam no básico. Os sites não funcionam bem no iPad e no Blackberry, as lojas online também não. O bê-a-bá ainda precisa ser trabalhado. E poucas campanhas exploram a junção do online e do off-line. A integração ainda é a exceção”, conta Celeste Gonzalez, uma das pessoas ouvidas pela pesquisa. Nos últimos seis meses ela migrou do perfil emparelhado para o ferramentado. “Continuo muito plugada, mas perdi um pouco do desespero. A tecnologia vem para ajudar a nossa vida”, diz.
Os imersos são caracterizados por conseguirem definir melhor seus interesses e estabelecerem vínculos com o mundo por meio da tecnologia. Suas personalidades e identidades foram moldadas pela era digital e isso permitiu viver personagens diferentes. Já os ferramentados utilizam a tecnologia para ajudar nas tarefas cotidianas, mas eles não dependem dela e nem são definidos por ela. Os emparelhados vão um pouco além. Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira da jornada diária e consideram que a vida fica extremamente complicada sem ela.
No caso dos fascinados, computadores e gadgets são ícones da modernidade e comprá-los os ajudam a atestar que são antenados. Por fim, os evoluídos são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. “Este perfil tem um pouco de demográfico. Quanto mais jovem, maior a chance de ser evoluído. E todos um dia serão evoluídos”, projeta Cynthia.
Senac São José dos Campos recebe inscrições para pós-graduação em Comunicação Social e Design
São 3 cursos com inscrições abertas, dos quais 2 são novidades no portfólio educacional da unidade
Até 27 de fevereiro de 2012, estão abertas as inscrições para cursos de pós-graduação lato sensu do Centro Universitário Senac oferecidos pela instituição em São José dos Campos nas áreas de Comunicação Social e Design.
Alinhada às principais tendências do mercado, a unidade oferece um portfólio educacional completo aos alunos que, a partir deste ano, conta com o lançamento de dois cursos pioneiros na região: Gestão da Comunicação em Mídias Digitais e Design Gráfico.
Gestão da Comunicação em Mídias Digitais: Curso de pós-graduação (lato sensu) concebido para desenvolver as competências necessárias ao entendimento dos processos que envolvem a comunicação digital, no contexto de seus vários ambientes – empresas, agências digitais e veículos on-line. O objetivo é especializar profissionais para que tenham visão estratégica para analisar, desenvolver, gerenciar e implantar projetos de comunicação em mídias digitais.
Período: de 3/03/2012 a 31/07/2013, sábados
Horário: 9 às 17 horas
Design Gráfico: Curso de pós-graduação (lato sensu) que propõe aprendizagem na perspectiva interdisciplinar, investigativa, voltada para a reunião de conhecimentos específicos provenientes de diferentes campos do saber, na busca de solução para os problemas e na perspectiva transdisciplinar, que propicie a produção e aplicação de conhecimentos em contextos diversificados. Prepara, assim, profissionais diferenciados que possam transitar no campo artístico, tecnológico e científico com desenvoltura e arrojo para criar novas formas e produtos que se integrem e interajam entre si e aos ambientes, misturando-se com eles.
Período: de 03/03/2012 a 31/07/2013, sábados
Horário: das 9 às17 horas
Design de Interiores: Curso de pós-graduação (lato sensu) com o objetivo de preparar profissionais especializados para desenvolver projetos de ambientes interiores para usos residenciais, comerciais e de serviços.
O designer de interiores é o profissional que atua na criação e desenvolvimento de projetos de ambientes que contemplem acessibilidade, adequação e especificação de materiais e de tecnologias, para otimização da infraestrutura e da diversificação do uso do espaço, com capacidade crítica, criatividade e flexibilidade.
Período: de 3/03/2012 a 31/07/2013 (previsão), sábados
Horário: das 9 às 17 horas
Sobre o Centro Universitário Senac
O Centro Universitário Senac oferta cursos de pós-graduação lato sensu nos campi Santo Amaro, na capital, Águas de São Pedro e Campos do Jordão, ambos no interior do Estado, e em mais 19 unidades distribuídas pela capital, litoral e interior de São Paulo. Além dos cursos presenciais, os candidatos também têm à disposição a modalidade ensino a distância nas áreas de administração e negócios, educação e saúde e bem-estar.
Reconhecido por seu modelo educacional, o Senac São Paulo estimula o potencial empreendedor no aprendizado de todos os cursos e modalidades nas quais atua. O Centro Universitário Senac alia teoria à prática para preparar seus alunos para os desafios do mercado de trabalho, por meio do conhecimento da vivência profissional.
“Os cursos de pós-graduação do Centro Universitário Senac estão em sintonia com a realidade do mercado de trabalho”, declara Flávia Feitosa Santana, diretora de pós-graduação e pesquisa do Centro Universitário Senac. “Durante os cursos de especializações, os alunos são orientados tanto por profissionais com experiência no mercado de trabalho como acadêmicos renomados”, completa. Para se inscrever e encontrar informações sobre a oferta de cursos de pós-graduação, acesse o site: www.sp.senac.br/posgraduacao
O Centro Universitário Senac possui parcerias com empresas e instituições de ensino estrangeiras que envolvem a promoção de intercâmbios de alunos e docentes, visitas, pesquisas e desenvolvimento de tecnologias, materiais educacionais, disciplinas, programas acadêmicos e cessão de equipamentos.
Dentre elas destacam-se instituições de ensino como University of Bridgeport (EUA), Universidade de Québec (Canadá) e empresas e organizações de gerenciamento ambiental como Servmar, Clean Enviroment Brasil, Tecnohidro e Cetesb.
Senac São José dos Campos recebe inscrições para pós-graduação em Comunicação Social e Design
São 3 cursos com inscrições abertas, dos quais 2 são novidades no portfólio educacional da unidade
Até 27 de fevereiro de 2012, estão abertas as inscrições para cursos de pós-graduação lato sensu do Centro Universitário Senac oferecidos pela instituição em São José dos Campos nas áreas de Comunicação Social e Design.
Alinhada às principais tendências do mercado, a unidade oferece um portfólio educacional completo aos alunos que, a partir deste ano, conta com o lançamento de dois cursos pioneiros na região: Gestão da Comunicação em Mídias Digitais e Design Gráfico.
Gestão da Comunicação em Mídias Digitais: Curso de pós-graduação (lato sensu) concebido para desenvolver as competências necessárias ao entendimento dos processos que envolvem a comunicação digital, no contexto de seus vários ambientes – empresas, agências digitais e veículos on-line. O objetivo é especializar profissionais para que tenham visão estratégica para analisar, desenvolver, gerenciar e implantar projetos de comunicação em mídias digitais.
Período: de 3/03/2012 a 31/07/2013, sábados
Horário: 9 às 17 horas
Design Gráfico: Curso de pós-graduação (lato sensu) que propõe aprendizagem na perspectiva interdisciplinar, investigativa, voltada para a reunião de conhecimentos específicos provenientes de diferentes campos do saber, na busca de solução para os problemas e na perspectiva transdisciplinar, que propicie a produção e aplicação de conhecimentos em contextos diversificados. Prepara, assim, profissionais diferenciados que possam transitar no campo artístico, tecnológico e científico com desenvoltura e arrojo para criar novas formas e produtos que se integrem e interajam entre si e aos ambientes, misturando-se com eles.
Período: de 03/03/2012 a 31/07/2013, sábados
Horário: das 9 às17 horas
Design de Interiores: Curso de pós-graduação (lato sensu) com o objetivo de preparar profissionais especializados para desenvolver projetos de ambientes interiores para usos residenciais, comerciais e de serviços.
O designer de interiores é o profissional que atua na criação e desenvolvimento de projetos de ambientes que contemplem acessibilidade, adequação e especificação de materiais e de tecnologias, para otimização da infraestrutura e da diversificação do uso do espaço, com capacidade crítica, criatividade e flexibilidade.
Período: de 3/03/2012 a 31/07/2013 (previsão), sábados
Está em todo lugar. Nas publicações de negócios, nas de economia, nas de propaganda e até nos telejornais. A bola da vez é a classe C. Várias pessoas subiram de status financeiro e passaram da chamada classe D para a C. E isso, obviamente, significa um novo e grande contingente de consumidores ávidos por produtos e serviços.
Todo este movimento de mudança e crescimento de classes sociais está obrigando os profissionais de propaganda e marketing a tentar conhecer e entender melhor esse novo consumidor da classe C.. Pipocam estudos e pesquisas de várias e diferentes origens. E isso é salutar. Precisamos mesmo entender os anseios e necessidades destes consumidores. E rápido. Afinal de contas, eles já superam, em volume, o consumo da classe A brasileira.
Um aspecto importante desta mudança está relacionado a criação de mensagens publicitárias para este público. Como “falar” com esse pessoal? Quais ao seus ídolos ou refrências? Como não parecer “fake”? As regionalidades ficam ainda mais importantes? É claro que não temos todas as respostas, mas devemos trabalhar com urgência para consegui-las.
Devemos fazer o pessoal de criação ler mais pesquisas e acompanhar mais de perto essa nova classe C. Devemos fazê-los prestar atenção nos programas populares de TV, nas novas publicações (jornais e revistas) orientadas para as classes emergentes e, principalmente, incentivá-los a, como dizia Julio Ribeiro, colher as verdades de maneira direta, no dia a dia. Prestar atenção nas conversas na padaria, no supermercado, na feira. Bater papo com sua empregada doméstica, com seu officeboy (ainda existem, né?), com o zelador de seu condomínio também são ótimas dicas para buscar idéias criativas para gerar conversa com esses novos consumidores.
Uma coisa que me parece importante na comunicação para essa renovada classe C é a sinceridade, a transparência. Mais do que nunca as marcas e produtos tem que SER e não só PARECER. Outro aspecto é a informação. Esse público precisa ter mais e melhor informação. Precisa ser orientado, principalmente quanto a serviços e produtos com muita tecnologia embarcada. Como li na obra “O declínio da mídia de massa”, um dos novos papéis da propaganda é emancipar o consumidor.
É um bom desafio. E normalmente marketing e propaganda são movidos por novos desafios.