O papo é som

A produção de som no Vale do Paraíba

O Publicitando volta a fazer foco no importante segmento de fornecedores. E desta vez vamos falar com Jorge Neri sobre produção de áudio. Ele é o homem por trás do Studio Neri/SD.

Acompanhem o que o Jorge tem a dizer sobre esse importante segmento:

1 – O que o levou a abrir uma produtora de áudio?

Juntei o curso que fazia com minha paixão pela música. Enquanto cursava Publicidade em SP, meu principal hobby era produzir música. Como na época não haviam redes sociais, mandava para os amigos pelo ICQ ou MSN. A brincadeira ficou séria quando um amigo disse: “você deveria ganhar dinheiro com isso!” Foi dele o 1o orçamento que fiz na vida e desde então, nunca mais parei. Porém, para abrir a produtora oficialmente, me preparei como empreendedor com a ajuda do SEBRAE, estudei Áudio no IAV em SP (e muito, muito sozinho), aprendi a ser locutor no SENAC e tive ajuda de algumas figuras do mercado que me ajudaram muito.

2 – É um mercado difícil no Vale do Paraíba, já que as rádios, por exemplo, “dão” a produção de spots para clientes que compram o espaço. Como tem sido atuar neste mercado?

A tecnologia que me permitiu ter contato com áudio em casa, também permitiu que as rádios fizessem spots sozinhas e de graça. Ou seja, não posso reclamar disso. A verdade é que o mercado sabe que quando precisa de algo realmente personalizado e artesanal
, não tem jeito: vai precisar de uma produtora de áudio. Aliás, as próprias rádios nos procuram quando o cliente pede algo a mais. Já tive dezenas de indicações das principais rádios da região. Atuar nesse mercado é desafiador, pois precisamos entregar qualidade, agilidade e (muito) bom preço – três coisas que não combinam juntas. Quando comecei, haviam agências na região que não se importavam com a qualidade de áudio dos materiais que criavam. Hoje, isso é passado. O gargalo está no cliente. Nem sempre o cliente é um profissional de Marketing que sabe exatamente o que está fazendo. A tendência é de melhora, claro. E quanto mais gente preparada pede, melhor se cria e por conseguinte, melhor se produz.

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Jorge Neri comanda o Studio Neri, produtora de áudio localizada em SJCampos

3 – O que um bom produtor de áudio precisa ter? Ele tem que ser músico?

Não é preciso ser músico, mas ter musicalidade, é essencial. Noções de tempo, melodia, harmonia, são pré-requisitos para produções avançadas de um spot, por ex. Quanto mais musical o produtor for, melhor. Agora, quem produz jingle ou trilha sonora tem que saber se expressar musicalmente, saber se comunicar com os músicos que vão executar o que você ou o arranjador compôs pra aquele fonograma. Muitas vezes, por uma questão de custos, é você que vai tocar os instrumentos. Fora isso, outro fator fundamental é gostar de tecnologia. Sempre há novas ferramentas e elas nos fazem soar melhor, encurtam caminhos, cortam custos e nos deixam mais rápidos.

4 – Como tem sido as parcerias com as agências regionais? Há um bom relacionamento?

Em nossa região, áudio personalizado é um luxo que nem todas produções podem ter. E é algo que agências daqui valorizam bastante. Já tive algumas decepções aqui e ali, como todo mundo tem. Mas o saldo é positivo. Ser fornecedor no nosso mercado, que tem um número de players reduzido, é ter uma relação a longo prazo. É preciso confiança. Confiar que eu entrego o que você pedir no tempo que combinei. Confiança que seu cliente vai curtir essa produção cara que você tanto insistiu. E a confiança das agências e produtoras de vídeo é o maior bem que conquistei nesses anos de mercado.

5 – Além de trabalhar com spots e jingle você pensa em atuar na geração de conteúdo (programas, programetes e outros formatos)?

Hoje em dia, não tenho mais como abraçar a produção inteira de um programa ou podcast. A não ser que seja algo pontual. A demanda por spots, jingles e trilhas ainda é alta.

Bate Boca foi produtivo

Edição 2014 do evento rendeu boas discussões

Ocorreu ontem a noite no Depto. de Comunicação Social da Universidade de Taubaté a edição 2014 do já tradicional Bate Boca de Criação. O evento teve casa cheia e a presença dos debatedores Julio França da Atributo, Eduardo Spinelli da Molotov e Thiago Luz da Árvore.

Um dos primeiros temas tratados foi o dia a dia da criação nas respectivas agências. Como se estruturam os departamentos de criação e qual é a dinâmica do processo criativo. Deu para concluir que o modelo de duplas de criação ainda é o ideal e que brainstorms bem conduzidos são ferramenta essencial para se chegar a boas ideias.

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Foto dos profissionais que participaram do Bate Boca de Criação 2014 e o mediador. Foto de Carlos Santis

Falou-se bastante sobre os riscos e limitações que a criação publicitária vive nos tempos atuais. Da atuação “exagerada” do CONAR e do excesso de “politicamente correto”. A platéia participou bastante neste momento do debate trazendo exemplos e comentários sobre peças e campanhas que foram retiradas do ar.

Outro assunto que deu pano para a manga foi o fato de algumas empresas da região contratarem criativos para fazer parte do serviço criativo internamente. Um modelo que se aproxima bastante das house agencys. Thiago Luz , redator da Árvore, fez uma importante observação ao lembrar o fato de que um criativo que trabalha para uma única conta talvez tenha seus horizontes profissionais limitados e que a experiência de atuar em uma agência é mais rica pois possibilita lidar com vários jobs e campanhas simultaneamente. Já Eduardo, da Molotov, falou do excelente relacionamento de sua agência com o setor de comunicação de um de seus clientes, o Spani.

Passou-se rapidamente para a questão dos prêmios e depois discutiu-se a relação planejamento e criação. Todos foram unânimes em afirmar que uma boa criação está diretamente ancorada num bom planejamento. Thiago afirmou que a Árvore é “apaixonada” por planejamento e aposta sempre em novas ferramentas e métodos neste segmento.

Ainda havia assunto para mais discussão, mas a esta altura o painel já acontecia por mais de duas horas e a conversa teve que acabar. Fica para o ano que vem!

 

 

Criação em discussão

Bate Boca vai trazer feras da área

A edição 2014 do já tradicional Bate Boca de Criação, evento realizado pelo Depto. de Comunicação Social da Unitau, reunirá no próximo dia 31 três feras da criação regional: Eduardo Spninelli; redator de origem e sócio da Molotov, Julio França; diretor de arte de origem e sócio da Atributo e o redator da Árvore, Thiago Luz.

O evento rola a partir das 19h30 no Anfiteatro do Depto. de Comunicação Social da Unitau.

BATE BOCA

Molotov cria peça de oportunidade

Molotov Propaganda cria peça de oportunidade para o Capri Society e Sport Bar

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Ficha técnica:

Tipo: Outdoor
Título: Pronto pra Copa
Agência: Molotov Propaganda
Anunciante: Capri Society e Sport Bar
Criação: Mário Nunes e Fabiano César
Direção de Criação: Eduardo Spinelli e Fabiano César
Planejamento: Alice Monteiro Silva
Direção de Planejamento: Fernando Griskonis
Aprovação do cliente: Carmine Antônio Gaudioso Júnior
País: Brasil
Veiculação: 17/03/2014