Estagiário(a) de Videomaker para Marketing Digital
Localização: São José dos Campos/SP
Interessados ser candidatar pelo link ou enviar CV para: administrativo@qgconcursos.net com título – Estágio Videomaker para Marketing Digital
Ø Trabalho PRESENCIAL em São José dos Campos/SP
Ø Empresa da área de educação (cursos preparatórios presencial e online)
Ø Horário: Flexível (foco vespertino/noturno), compatível com grade da faculdade
Ø Tipo de Contratação: Estágio (presencial)
Ø Bolsa-auxílio: R$ 1.500,00 + vale-transporte
Diferenciais:
Empresa EdTech, com foco em marketing digital
Ambiente criativo e colaborativo
Possibilidade de efetivação
Descrição da Vaga:
A empresa busca um(a) Estagiário(a) de Videomaker para apoiar sua equipe de Marketing Digital na produção de conteúdos audiovisuais para YouTube, Instagram e área de membros de cursos digitais, auxiliando no planejamento, captação, edição e finalização de vídeos institucionais.
Responsabilidades:
Auxiliar no planejamento e produção de conteúdos audiovisuais.
Colaborar na elaboração de roteiros para gravações.Apoiar a operação de equipamentos de vídeo, iluminação e áudio.
Editar vídeos para redes sociais e plataformas de aulas digitais.
Acompanhar tendências de vídeo e técnicas de edição.
Requisitos:
Cursando graduação em Audiovisual, Publicidade, Design, Radio TV ou áreas correlatas.
Flexibilidade para eventuais atividades noturnas (ex: lives).
Conhecimento básico/intermediário em Adobe Premiere, After Effects, Cap Cut ou similares.
Interesse em produção, captação e edição de vídeos para redes sociais.
Criatividade, atenção aos detalhes e proatividade.
1789 no Feed: O que a Revolução Francesa ensina sobre a publicidade atual
Por R. Guerra Cruz
Imagem gerada por IA
Há poucos dias, o calendário marcou mais um aniversário da Queda da Bastilha. O 14 de julho de 1789 não foi apenas o dia em que uma prisão medieval veio abaixo em Paris, foi o marco simbólico do colapso do Absolutismo e da emergência de uma nova ordem. Mas o que a ruína daquele símbolo de poder tem a ver com a sua reunião de planejamento ou com a sua métrica de conversão?
A resposta é: tudo.
A Revolução Francesa gestou a matriz da cultura ocidental moderna. Os grandes dilemas discutidos nos panfletos da época — o significado de liberdade, as divisões de classe, o triunfo do método empírico e a reação emocional do Romantismo — são rigorosamente os mesmos que enfrentamos hoje ao tentar conectar marcas e pessoas em um ecossistema digital saturado.
Se você precisa fazer publicidade que entende e dialoga com o seu tempo, vale a pena olhar para como o mundo moderno começou.
1. A Ilusão da Liberdade no Algoritmo
Para os pensadores iluministas e os revolucionários de 1789, o conceito de Liberdade (Liberté) pressupunha o fim das amarras absolutistas: a autonomia do indivíduo, a liberdade de imprensa e o direito de escolha sem a tutela de um poder central.
Hoje, a indústria vende a ideia de que o consumidor vive a era da liberdade irrestrita. Ele pode pular o anúncio em cinco segundos, trocar de aba, fechar o aplicativo ou seguir apenas o que lhe agrada. Mas até que ponto essa autonomia é real quando a atenção é mediada e direcionada por algoritmos de engajamento desenhados para retenção compulsiva?
A provocação para a publicidade é clara: o público percebe a diferença entre escolha e manipulação. Marcas que operam na lógica “absolutista” — tentando capturar o olhar com gatilhos apelativos e intrusivos — geram repulsa. A comunicação contemporânea que realmente constrói valor é aquela que respeita o tempo e a inteligência do usuário, entregando utilidade e relevância real. Promover autonomia autêntica virou um ativo de diferenciação.
2. Dos Três Estados aos Feudos do Segmento
A sociedade francesa do Antigo Regime era juridicamente dividida em Três Estados: o Primeiro (Clero), o Segundo (Nobreza) e o Terceiro Estado (que reunia desde camponeses até a alta burguesia, representando mais de 95% da população). A revolução explodiu justamente porque a estrutura política ignorava a complexidade e os anseios desse corpo social heterogêneo.
A publicidade aboliu os títulos feudais, mas criou suas próprias cartografias: trocamos os “estados” por buyer personas, recortes demográficos, geolocalização e clusters de comportamento.
Segmentar é indispensável para a eficiência de mídia. Contudo, a hiper-segmentação levada ao extremo carrega um risco: o enclausuramento da comunicação em pequenos feudos. Quando uma marca se comunica apenas para bolhas ultraespecíficas, ela perde a capacidade de criar conversas de amplitude cultural. O grande desafio das marcas memoráveis é equilibrar a precisão da mensagem direcionada com narrativas universais, capazes de gerar identificação coletiva.
3. O Iluminismo e a Era do Empirismo Publicitário
A Revolução foi herdeira direta do Iluminismo, o movimento intelectual que colocou a Razão, o método científico e o empirismo no centro do progresso humano. A especulação teórica deu lugar à testagem, à evidência e à verificação prática dos fatos.
Na comunicação, vivemos o auge dessa mentalidade iluminista. Graças ao ambiente digital, saímos da era do “palpite de diretoria” para a era da testagem contínua. Colocamos variações de títulos no ar, rodamos testes A/B, monitoramos taxas de clique em tempo real e corrigimos a rota com base em evidências numéricas. Os dados nos libertam de dogmas ineficientes.
No entanto, o excesso de racionalismo traz o risco da pasteurização. Se a criação se submete cegamente apenas ao que a métrica imediata dita, o resultado é a homogeneização: campanhas que usam os mesmos formatos, os mesmos ganchos e as mesmas fórmulas. O dado mostra o que funcionou até ontem, ele não prevê o que irá surpreender amanhã.
4. A Reação Romântica na Era da Inteligência Artificial
Quando o projeto iluminista degenerou na frieza calculada do Período do Terror, a cultura reagiu através do Romantismo. Este movimento cultural não negava a razão, mas gritava que o ser humano não podia ser reduzido a uma equação mecânica: a intuição, a paixão, a contradição e o mistério eram partes inseparáveis da experiência humana.
É exatamente aqui que a Inteligência Artificial entra no debate. A IA representa o ápice da lógica iluminista: capacidade de processamento preditivo, otimização técnica e busca por padrões em escala inédita.
Mas a IA não sente angústia, não entende o humor sutil de uma piada local, não compreende a nostalgia e não experimenta o desejo irracional — elementos que movem a decisão humana.
As campanhas que realmente marcam a época não são aquelas que tentam simular um algoritmo perfeito, mas as que usam a precisão técnica da ferramenta como ponto de partida para entregar uma verdade emocional autêntica.
Razão ou Emoção?
A publicidade contemporânea não precisa escolher entre a eficiência da inteligência artificial e a sensibilidade da intuição criativa. A chave está na integração.
Usar os dados e a ciência de mídia para entender o terreno é rigor metodológico. Usar a intuição e o repertório humano para saber o que dizer é arte. Se a razão iluminista nos dá a eficiência do alcance, é a emoção romântica que constrói o significado e o legado de uma marca. E nenhuma grande ideia transforma o mundo sem um pouco de paixão por trás.
Com a presença de grandes nomes do mercado, “CenpTalks Cannes Lions” é gratuito e vai aprofundar o debate sobre os destaques do festival
O Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário) realizará no próximo dia 06 de agosto, quinta-feira, das 11h às 12h, uma edição especial do CenpTalks. Online e gratuito, o “CenpTalks Cannes Lions” busca aprofundar o debate sobre os principais cases, tendências e aprendizados do festival, reunindo os diferentes olhares e pilares do mercado.
Os convidados desta edição são: Ana Gonzalez, superintendente de Marketing do Grupo Bradesco Seguros; Andrea Siqueira, sócia e CCO da Ampfy; Laura Chiavone, head de agências da Meta; e Stella Pirani, CSO da VML. A mediação do debate será conduzida por Regina Augusto, diretora executiva do Cenp.
O CenpTalks é a série de encontros on-line promovida pelo Cenp para debater temas relevantes da indústria da comunicação e festivais internacionais, reunindo especialistas e lideranças do mercado em conversas sobre temas como mídia, tecnologia e transformação do ecossistema publicitário. Para acompanhar o encontro, basta se inscrever diretamente pelo site.
O evento, com o apoio master de Adobe, Globo e Kallas Mídia, e terá a duração de uma hora.