Abertura de empresas em São Paulo bate recorde no início de 2026 e supera média de 2025

Estado registra 36,3 mil novos negócios em janeiro e alcança melhor resultado da série histórica para o período

O ambiente favorável aos negócios em São Paulo, observado ao longo de 2025, refletiu-se nos números do início de 2026. O Estado registrou um recorde na abertura de empresas, com 36.373 novos negócios em janeiro, superando a média mensal de 33.744 constituições registrada no ano passado, segundo dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

O resultado é o maior já registrado para o mês em toda a série histórica. Na comparação com janeiro de 2025, quando foram abertas 32.816 empresas, o crescimento foi de 10,8%, levemente acima da alta observada ao longo de 2025, que foi de 9,9%.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, o crescimento na abertura de empresas é resultado de um trabalho contínuo para fortalecer a economia paulista. “Estamos estimulando a formalização, apoiando o pequeno empreendedor e atraindo novos investimentos para todas as regiões. Esse recorde é reflexo direto da confiança dos empresários e do compromisso do Governo de São Paulo em gerar emprego, renda e desenvolvimento regional”, afirma.

Desde 2022, o Estado vem registrando sucessivos aumentos na abertura de empresas no primeiro mês do ano. Na comparação com janeiro de 2022, quando foram constituídas 19.752 empresas, o crescimento acumulado chega a 84,1%, evidenciando o fortalecimento contínuo do ambiente empreendedor.

“Os consecutivos crescimentos refletem as políticas públicas voltadas à desburocratização, à modernização dos serviços e ao fortalecimento do ambiente empresarial, criando condições favoráveis para quem deseja empreender. São números que demonstram a confiança dos empresários no ambiente de negócios em São Paulo”, afirma o presidente da JUCESP, Márcio Massao Shimomoto.

Saldo líquido de empresa

Outro destaque foi o saldo líquido de empresas — diferença entre constituições e baixas —, que também apresentou desempenho histórico. Em janeiro de 2026, o saldo foi de 22.105 empresas, frente a 20.705 no mesmo período de 2025, um aumento de 6,7%. Na comparação com janeiro de 2023, quando o saldo foi de 11.356 empresas, o crescimento acumulado atinge 94,6%.

O desempenho reforça o papel estratégico da JUCESP no apoio à formalização de negócios e evidencia a solidez do ambiente econômico do Estado, estimulando a geração de oportunidades, o desenvolvimento regional e o fortalecimento da atividade produtiva. Ressalta-se que os dados divulgados referem-se exclusivamente às empresas registradas na JUCESP e não incluem os Microempreendedores Individuais (MEIs), que integram a base de dados da Receita Federal do Brasil.

SP na Direção Certa

O SP na Direção Certa é um programa do Governo de São Paulo que reúne ações voltadas à modernização da máquina pública estadual. São medidas que visam dar maior eficiência ao gasto público, com redução de despesas e aumento da arrecadação, gerando maior capacidade de investimento ao Estado.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico – Gov. Estado de SP

Cresce o número de lojas on line no Brasil

Ritmo de expansão do total de lojas online no Brasil é superior a 40% ao ano

Em 2020, total de e-commerces já supera 1,3 milhão de sites; aceleração é a maior já registrada na série de pesquisas publicadas pela parceria entre PayPal e BigDataCorp; boa parte dos comércios eletrônicos adota recursos profissionais, como pagamento eletrônico, SSL e reforço de marketing via mídias sociais.

Thoran Rodrigues

A expansão do e-commerce no País bateu um importante recorde em 2020, totalizando mais de 1,3 milhão de lojas online, com um ritmo de crescimento de 40,7% ao ano. Essa forte expansão é um indicador do grande esforço que negócios de todos os portes têm feito para alcançar o seu consumidor em plena Covid-19, como revela a 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”.

Reflexo direto da pandemia e da necessidade de digitalização das empresas, a migração em massa de pequenos negócios para o comércio eletrônico impressiona. Se, em 2019, 26,93% dos e-commerces eram de pequeno porte e faturavam até R$ 250 mil por ano, hoje eles passaram a representar perto da metade das lojas online (48,06%).

Além da expansão acelerada, o e-commerce no Brasil segue amadurecendo: 55,68% já adotam meios eletrônicos de pagamento, o que representa um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação ao estudo de 2019. Da mesma forma, mais de 3/4 das lojas online (76,55%) se encontram em uma das 211 plataformas de e-commerce mapeadas, aumento de 2,52 pontos percentuais sobre o resultado de 2019.

A série Perfil do E-Commerce Brasileiro é uma parceria entre BigDataCorp. e PayPal Brasil e, desde 2014, monitora os movimentos e tendências do setor. Confira, a seguir, os principais destaques do estudo deste ano.

Descobertas:

O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira. Essa fatia não passava de 2,65% há cinco anos.

88,77% dos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 2,5% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês.

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Perto de 3/4 dos e-commerces (76,55%) oferecem até dez produtos em seus sites; 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos; enquanto 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos.

São Paulo segue sendo o estado que concentra a grande maioria dos e-commerces no Brasil: 58,95% deles. Em segundo lugar, mas muito atrás, está o Rio de Janeiro, com 6,93%, e Minas Gerais, com 6,2%.

Mais de três quartos (76,67%) das ofertas de produtos nos e-commerces brasileiros custam menos de R$ 100; 10,31% delas situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500; em seguida há a faixa dos produtos acima de R$ 1 mil, com participação de 10,07%. Vale notar que a faixa de preços com a menor participação, 2,95%, é a das ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1 mil (*).

As mídias sociais já são adotadas por cerca de 70% (68,63%) das lojas online.

O YouTube cresceu em importância no e-commerce brasileiro: entre as lojas online que se utilizam de mídias sociais, ele está presente em 39,87%, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 30,45% de participação; Instagram, com 21,16%; e Pinterest, com 4,81%.

Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (63,41%), que vêm conquistando participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido por quase um quarto dos e-commerces (23,45%). Plataformas abertas respondem por apenas 13,14% do total de e-commerces.

A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), uma camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje se encontra em 88,43%. Essa adesão só foi maior em 2017, quando chegou a 91,27%.

81,96% dos e-commerces no País já são responsivos, ou seja, já estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular. Este é mais um recorde desta edição da pesquisa.

Já a presença de analytics caiu 6,4 pontos percentuais entre as lojas online este ano, para uma participação de 48,55%.

Metodologia

A série Perfil do E-Commerce Brasileiro usa o processo de captura de dados da internet da BigData Corp., o qual prevê o processamento de mais de 10 petabytes semanalmente, extraídos de visitas a mais de 28 milhões de sites brasileiros, dos quais são obtidos informações estruturadas e seus links. Os dados apresentados foram colhidos na primeira semana de agosto de 2020.

Fonte: Evocar Comunicação e Conteúdo – Ana Cecília Americano