Metade das startups brasileiras não sobrevivem aos desafios

O investidor anjo e mentor empresarial, Luis Namura*, acredita no potencial desse ecossistema e aponta caminhos para o sucesso.

O ecossistema de startups brasileiro cresce em visibilidade, mas ainda enfrenta um desafio estrutural preocupante: metade das startups não sobrevive nos primeiros anos de operação. Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, dentre 18.458 startups cadastradas na plataforma Sebrae Startups, 56,56% delas não possuem faturamento no Brasil.

Conhecido como “vale da morte”, esse é o período em que a startup enfrenta dificuldades financeiras, pois ainda não consegue gerar receita suficiente para atingir o ponto de equilíbrio. Ele é marcado por um fluxo de caixa negativo, onde a empresa gasta mais do que recebe, e é uma das principais causas de falha de startups, com dados indicando que 25% das empresas fecham no primeiro ano e 50% até o quarto ano. Esse momento crítico se inicia logo após a criação da empresa e se estende até que ela consiga atingir a lucratividade, ou seja, o ponto de equilíbrio em que as receitas cubram todos os custos operacionais.

O mentor empresarial Luis Namura, em sua participação no Explaining Brazil Podcast sobre Startups na América Latina, gravado durante sua participação no Brazil Summit, em Nova Iorque, destacou os principais desafios para manter de pé o ecossistema, que são a tecnologia, o treinamento de equipes e especialmente a força-tarefa que precisa ser feita para driblar a concorrência. Confira a entrevista na íntegra no link.

Namura é um investidor anjo desde 2015 e acredita que não basta apenas colocar dinheiro em uma startup “É preciso apostar em ideias inovadoras, acreditar nas pessoas certas e agregar valor com conhecimento e experiência. Minha jornada começou de um jeito criativo, mostrando que para entrar no mundo das startups, é preciso mais do que seguir o caminho óbvio. É pensar fora da caixa”, explica.

Pela Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups), no Brasil uma empresa pode ser formalmente considerada uma startup se:

● Tiver até 10 anos de inscrição no CNPJ.
● Ter faturamento anual de até R$16 milhões.
● Declarar em seus atos constitutivos a intenção de atuar com inovação.

As startups têm características bem particulares que as diferenciam das demais empresas, como inovação, modelo de negócio escalável, atuação em um ambiente de incertezas, uso intensivo de tecnologia, busca por conhecimento acelerado e financiamento externo.

Apesar dos inúmeros desafios, empresas brasileiras como Nubank e iFood, que começaram como startups, se transformaram em verdadeiras potências. A primeira criou um banco digital que oferece serviços financeiros sem burocracia, cartão de crédito sem anuidade, aplicativo fácil de usar e atendimento digital. Com o crescimento acelerado, tornou-se o maior banco digital independente do mundo e abriu capital na Bolsa de Nova Iorque. Já a outra criou uma plataforma de delivery de comida, que otimiza a logística e facilita os pedidos via app, alçando a liderança no setor em toda América Latina.

“Coincidentemente, o investimento em inovação e tecnologia, associado ao compromisso de atender as necessidades de uma grande parcela da população, foi fator determinante para que essas empresas conquistassem a liderança em seus segmentos de atuação. Novas possibilidades de negócios podem ser criadas a qualquer momento para quem tem um olhar atento às dores dos clientes. E, de repente, torna-se possível avistar uma lacuna aberta onde o concorrente não deu atenção”, finaliza o mentor Luis Namura.

*Sobre Luis Namura:

Luis Namura, CEO do grupo Vitae Brasil, holding com 1200 funcionários em 5 verticais: Educação, Saúde, Meio Ambiente & Energia, Marketplace e Startups. É formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais prestigiadas escolas de engenharia do país, especialista em Marketing e Administração de empresas, com MBA em franchising pela Louisiana State University, MBA em Vendas, Marketing e Geração de Valor pelo Grupo Primo e MBA Macroeconomia & Portfólio Management pelo Grupo Primo (cursando).

Coluna Propaganda&Arte

Crowdfunding: a arte de fazer o impossível possível

Por R. Guerra Cruz

No mundo da propaganda e da arte, o crowdfunding é uma força imparável que impulsiona a criatividade e a mudança social. Mas não se engane, não é só chegar e pedir dinheiro para as pessoas. É preciso ter uma boa ideia, um bom planejamento e, claro, um pouco de sorte. Para explicar melhor esta grande potência que está em nossas mãos, gostaria de falar de 3 dimensões dessa ferramenta: inovação, causa social e arte.

Startups: a inovação do coletivo

Startups frequentemente enfrentam desafios financeiros. O crowdfunding, por sua vez, tem surgido como um aliado crucial para muitas delas. Nos dados mais recentes, o Catarse, uma plataforma de crowdfunding líder no Brasil, se destaca pela captação de recursos para projetos inovadores. Em 2020, o Catarse arrecadou impressionantes R$47.978.150 na plataforma, o que representa um aumento de 68% em relação ao volume transacionado em 2019. Além disso, 274.713 apoiadores únicos participaram, o que equivale a 45% a mais do que o número de apoiadores em 2019. Essa tendência de financiamento coletivo não apenas auxilia na superação de obstáculos financeiros, mas também cultiva uma comunidade em torno de ideias inovadoras.

Projetos sociais: a onda de solidariedade

A segunda dimensão do crowdfunding é a sua capacidade de impactar projetos sociais. Com o uso crescente de plataformas como o Catarse, as causas sociais podem alcançar um público mais amplo e diversificado. Em um mundo que valoriza a responsabilidade social corporativa, o financiamento coletivo se tornou uma ferramenta crucial. Projetos sociais têm arrecadado quantias significativas, ajudando a enfrentar desafios prementes e a criar impacto real.

O gráfico de 2020 apresenta um volume maior arrecadado em projetos de literatura, quadrinhos, música, jogos e socioambientais.

Arte: a expressão da coletividade

A terceira dimensão do crowdfunding é o seu papel na arte e cultura. Plataformas como o Catarse permitem que artistas compartilhem suas visões com um público global. Seja para financiar um filme independente, uma exposição de arte ou um álbum musical, o financiamento coletivo proporciona uma maneira única de dar vida a projetos artísticos. A arrecadação bem-sucedida nesse contexto não apenas apoia artistas, mas também conecta apoiadores a obras que fazem muito sentido para eles.

Um pouco do meu trabalho de Pós-Graduação

Eu tenho um exemplo bem interessante e pessoal. Em meu trabalho de pós-graduação, conduzi um estudo de caso detalhado de um projeto literário financiado pelo Catarse. Analisei as estratégias e elementos que levaram a esse projeto ao sucesso, destacando como a apresentação do projeto, a interação nas redes sociais e o engajamento do público desempenharam papéis fundamentais. Os dados revelaram que 82% dos apoiadores do projeto nunca haviam utilizado o Catarse, evidenciando a dimensão ampla e diversificada do público envolvido.

Quando o impossível é possível

À medida que exploramos os sucessos do Catarse e de outras plataformas de financiamento coletivo, é evidente que a força da colaboração coletiva é uma das maiores ferramentas de mudança que une tecnologia e pessoas. A ação conjunta pode transformar ideias em realidade, superar desafios e criar um impacto positivo na sociedade.

No contexto do financiamento coletivo, o futuro é coletivo, e as possibilidades são infinitas. Qual é o seu maior sonho? Criar um novo produto, ajudar um projeto social ou lançar um livro? Talvez sozinho você não consiga realizar, mas existe sim uma grande oportunidade a poucos cliques de nós. Como disse Helen Keller, renomada autora e ativista, “Sozinhos podemos fazer muito pouco; juntos podemos fazer muito”.

Parque Tecnológico abre inscrição para novas startups

Nexus – Hub de inovação do Parque Tecnológico abre inscrição para novas startups

O Batch#20 é o processo seletivo para novas startups, do Nexus – hub de inovação do Parque Tecnológico São José dos Campos, e busca startups de base tecnológica.

São aceitos ideias, projetos e startups de qualquer parte do Brasil e o processo será todo feito de forma remota. Um diferencial da seleção de startups do Nexus é a possibilidade do candidato se inscrever mesmo que ainda não tenha CNPJ constituído.

Encaminhe essa mensagem para quem precisa do apoio de um ambiente de inovação.

Inscrições gratuitas
Link de inscrição: https://pqtec.org.br/batch
Prazo: inscreva-se até o dia 9 de setembro

Educação: Congresso reúne educadores, estudantes e startups para debater tecnologia e empregabilidade

IV Congresso de Educação Invoz inova ao trazer jovens empreendedores de empresas digitais para debaterem com professores e alunos os desafios para formar as novas gerações de profissionais que vão trabalhar num mercado intensivo em tecnologia

O universo das startups também será contemplado no IV Congresso de Educação INVOZ, com o tema “Educação em Debate: Inspirações e Provocações”, a ser realizado no dia 30 de agosto, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico, em São José dos Campos (SP). As startups estão em evidência e o Congresso quer estimular a reflexão sobre como esse modelo de negócio promove transformações no mercado de trabalho e exige cada vez mais o desenvolvimento do pensamento lógico, da criatividade e do senso crítico pelos estudantes. E também como desenvolver nos alunos uma cultura empreendedora.

Participam desse debate os jovens empreendedores digitais Rui Arle (Napp Solutions), Thiago Scaff (Xperience), Rodrigo Dib (Galena) e Micaele Cavalcante Gomes (Driven Education).

Inicialmente, vale lembrar que startups são empresas que fazem uso intensivo do conhecimento para criar soluções e produtos tecnológicos ​que causem impacto na vida de mais pessoas, ganhando escala e gerando valor rapidamente.

Rui Arle, por exemplo, irá abordar como a Napp Solutions, startup do interior de São Paulo, se aproximou de escolas, universidades e do poder público para formar programadores e suprir a falta de pessoas qualificadas para a função. A empresa precisou tomar tal iniciativa para continuar crescendo. Com 300 funcionários, o negócio da Napp Solutions é digitalizar lojas físicas, dando visibilidade online a seus produtos e conectando pequenos comerciantes às grandes corporações.

“O investimento em educação em programação e metodologias de criação de startups poderá impactar diversas áreas, como: suprir a falta de mão de obra, gerar mais empresas do segmento, desenvolver regiões pelo interior do país, aumentar a arrecadação e a renda per capita de municípios”, esclareceu Rui Arle.

Já Thiago Scaff irá falar sobre os impactos das startups para o mundo da educação. Com mais de 10 anos de experiência no mercado de educação, ele atua em empresas como: Pearson Education, Abril Educação e Elsevier. Nos últimos 3 anos, se dedica a edtech especializada em Realidade Aumentada para a educação.

“No congresso queremos ampliar a mentalidade do jovem, abordar o empreendedorismo. Mostrar como funciona este mundo das startups que está definindo profissões e mercado de trabalho”, pontuou Scaff.

Rodrigo Dib é cofundador da Galena, tem mais de 20 anos de experiência na construção de projetos voltados a criar oportunidades para que talentos ingressem no mercado de trabalho. Foi CEO/Diretor Executivo do Instituto PROA, onde foi o responsável pela revolução cultural, digital e o crescimento exponencial da organização e executivo por mais de 12 anos do Grupo Ayrton Senna. No congresso, a conversa será sobre empregabilidade e inovação.

Startup também é interesse do universo feminino, Micaele Cavalcante Gomes, da Driven Education, e fundadora do Instituto Sciety Lab, voltado para olimpíadas e competições científicas nacionais e internacionais. Ela estudou em escolas públicas, ganhou uma bolsa integral em escolar particular após descobrir um asteroide não catalogado. No congresso, trará para o debate como a ciência e a tecnologia podem ser revolucionárias na educação e trazer oportunidades para os jovens.

Últimos dias para as Inscrições gratuitas para o Congresso

Neste ano, o IV Congresso de Educação, cujo tema será “Educação em Debate: Inspirações e Provocações”, terá formato híbrido, com inscrições abertas para participação presencial (oitocentas vagas) e online (quatro mil), que devem ser feitas acessando: https://invoz.org/congresso/

Serviço:
Dia: 30 de agosto
Horário: 08h30 às 18h
Local: Auditório do Parque Tecnológico
Inscrição – acesse: https://invoz.org/congresso/
Ingresso solidário (doação de um quilo de arroz, feijão ou açúcar)
Informações: (12) 98148 -1440 Whatsapp ou pelo email: congresso@invoz.org

Fonte: Solução Textual Assessoria – Renata Vanzeli