Taboola lança o Taboola High Impact

Taboola lança o Taboola High Impact, uma nova solução de Brand Awareness para agências e anunciantes

Nova ferramenta traz inovação em formatos de publicidade de alto impacto, controle completo de ad adjacency e dados únicos e exclusivos de leitura

A Taboola, líder global em recomendações e descoberta de conteúdo na open web, anunciou o lançamento do Taboola High Impact, uma nova solução de publicidade desenvolvida para publicitários e agências, para impulsionar ainda mais os esforços de brand awareness.

De acordo com dados da indústria, no ecossistema diverso de hoje e na batalha constante pela atenção do usuário, as marcas estão priorizando as campanhas de brand awareness, com 70% dessas empresas mundo afora, tendo os sites de notícias, como seu canal mais importante para alcançar esse objetivo.

Complementando as soluções de performance, o Taboola High Impact foi projetado especificamente para aprimorar as campanhas de brand awareness. Com ele, os anunciantes podem alcançar com eficácia mais de 500 milhões de usuários ativos diários nos principais publishers do mundo. Taboola High Impact inclui:

Inovação em formatos de anúncio de alto impacto: ads presentes em homepages, em mid-article (em breve disponível no Brasil) e no Taboola Feed. Os formatos incluem vídeos publicitários, rich-media ads e formatos similares aos de social, como Carrossel e Stories.

Adjacency e controle: os ads estarão apenas em meio a um conteúdo editorial de qualidade. Estes controles funcionam através de integrações e parcerias com IAS e Moat by Oracle Data Cloud, além de outras para aprimorar ainda mais a transparência e segurança do ecossistema.

Dados exclusivos de leitura em tempo real, que até agora, estavam disponíveis somente às equipes editoriais: Pela primeira vez, agências e marcas anunciantes que fizerem parte do Taboola High Impact terão acesso às informações de interesse e leitura online, baseadas em mais de 500 milhões de usuários ativos diariamente. Seja para auxiliar suas estratégias de conteúdo, entender mais sobre os interesses de consumo ou até mesmo para se preparar para um futuro, em um ambiente sem third -party cookies, o contexto dos usuários na open web, importa mais do que nunca.

Adam Singolda, founder e CEO da Taboola

Para os publishers, o Taboola High Impact possibilita uma série de novos benefícios, incluindo novas oportunidades de geração de receita. Permite um maior acesso a mais anunciantes premium com foco em brand awareness, permitindo que os publishers diversifiquem suas fontes de receita em publicidade, vindas tanto de brand awareness quanto de peformance. Além disso, o Taboola High Impact possibilita formatos inovadores e mais atraentes, que oferecem aos publishers formas mais ricas de engajamento com seus leitores e melhor experiência do usuário.

“Nós passamos a última década construindo uma solução incrível e, nos últimos dois anos, trabalhando com nossas marcas e agências parceiras de maneira muito próxima. Ouvimos e aprendemos sobre a necessidade de criar um pacote totalmente focado em brand awareness e que seja seguro, de alta visibilidade, impactante e impulsionado pela inteligência de dados”, apontou Adam Singolda, fundador e CEO da Taboola. “As pessoas passam 25% do tempo online na open web, tempo semelhante ao das redes sociais e plataformas de busca – a oportunidade de reinventar a open web e gerar ainda mais crescimento para agências, marcas e para o jornalismo de qualidade é enorme.”

Para mais informações sobre a Taboola High Impact e quais soluções estão disponíveis para você hoje, visite o site da Taboola e entre em contato com a equipe local.

Fonte: Sherlock Comunications

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Era Multidirecional e o consumo de mídia

por Josué Brazil

Estamos vivendo a chamada Era Multidirecional quando consideramos o cenário de comunicação, mídia e marketing. Iniciado no ano de 2003 (segundo especialistas) este período caracteriza-se por algumas características ou fatos:

  • Cada pessoa é um canal
  • Não importa o que a marca fale, o consumidor sempre sabe mais através dos seus contatos
  • Os filtros mais comuns são rede de amigos e/ou contatos via redes sociais e os buscadores
  • Embora tenha havido uma grande evolução, algumas marcas ainda tem medo de entrar neste mundo
  • Mas, querendo ou não, entrando ou não, as pessoas já estão falando sobre sua marca ou produto
  • Marcas precisam criar engajamento, para ganhar alcance. Maior engajamento, maior alcance. Marcas precisam dialogar com o consumidor.

Dentro deste cenário de mídias multidirecionais e multicanalidade, como fica o consumo de mídia? E mais! Como fica o consumo de mídia de acordo com as diferentes gerações?

Um estudo muito interessante da GWI colocou luz sobre estas questões e apresentou resultados bastante interessantes para a análise de anunciantes e agências. O estudo foi conduzido também para detectar o consumo de mídia no período pandêmico do Covid 19. Veja só:

Começando pelos Baby Boomers, pessoas nascida entre 1946 e 1964.

E a chamada Geração X, que agrupa os indivíduos nascidos entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980, como consome mídia? Olhe só:

A geração que sucedeu a X é chamada de Geração Y ou Millennials e é formada pelas pessoas nascidas entre 1980 e 1996. E elas se comportam assim em relação às mídias:

Para finalizar temos a Geração Z, que reúne aqueles que nasceram entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010. Portanto, é a geração totalmente nativa digital.

Fica evidente que as diferentes gerações consomem mídia de maneira diferenciada dentro deste universo de múltipla oferta de plataformas e veículos. O domínio de plataformas digitais é fator decisivo para as gerações Baby Boomers e X, assim como o desejo de consumir conteúdo sem interrupção é determinante para as gerações Y e Z.

O estudo traz insights interessantes para marcas e agências tomarem decisões estratégicas na condução da comunicação dentro da realidade multicanal e multidirecional.

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IAB Brasil lança campanha “Mulheres do digital”

IAB Brasil lança campanha “Mulheres do digital”, com conteúdos assinados por lideranças femininas

Ação acontece em alusão ao mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher. A cada semana, a Associação vai compartilhar artigos, vídeos, entrevistas e até podcasts com executivas e profissionais de destaque que colaboram para o desenvolvimento da publicidade digital no Brasil

O IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), associação que representa o mercado de publicidade digital no Brasil, promove durante todo o mês de março — período marcado pelo Dia Internacional da Mulher,— a campanha “Mulheres do digital”, com a divulgação semanal de diversos conteúdos assinados por lideranças femininas do setor.

Até o fim do mês, mais de 15 profissionais – que representam veículos, anunciantes, agências e empresas de tecnologia – dividirão com o público os obstáculos e os caminhos para mais equidade de gênero em todo o ecossistema publicitário.

A cada semana, será possível acompanhar no site do IAB Brasil e nas suas redes sociais um assunto pré-definido, sobre o qual serão destacados, por exemplo, o papel do RH na busca por mais representatividade feminina em posições de liderança, os reflexos da falta de representatividade feminina na Criação e nas campanhas, tecnologia, dados, além de estreitar um diálogo propositivo sobre líderes que inspiram e colaboram para o desenvolvimento da indústria.

Serão artigos, vídeos, bate-papos e até podcasts que podem ser consumidos gratuitamente e servir de alento para insights futuros.

“O IAB Brasil já busca enaltecer a importância da representatividade feminina definindo, por exemplo, a equidade de gênero nas lideranças dos nossos comitês. Além disso, temos um comitê voltado exclusivamente para a construção de uma publicidade mais heterogênea, igual e inclusiva. A campanha neste mês também é bastante relevante por destacar exemplos bem-sucedidos que são inspiração para novas mulheres de sucesso” , comenta Cris Camargo, CEO do IAB Brasil.

Para conferir os materiais, acesse o site e as redes sociais do IAB Brasil.

Fonte: XCOM

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Mídia programática e a exposição das marcas

“Na mídia programática, exposição indesejada da marca não é e nem nunca foi regra”

Durante algumas décadas em nosso país, quando uma empresa desejava comunicar os reais atributos de seus produtos ou serviços aos seus consumidores finais, os caminhos para fazer essa comunicação eram os mesmos. Além da TV aberta, meio de comunicação com mais de 90% de penetração junto aos brasileiros, as empresas e suas agências de publicidade encontravam, ainda, a mídia impressa e, claro, o forte e importante rádio.

Porém hoje, muitos anos mais tarde, ainda que com o máximo respeito aos veículos e aos profissionais que atuam nessas frentes, devemos entender que é tudo muito diferente de antes. As coisas mudaram e a possibilidade das marcas entenderem o que seus targets realmente querem, como eles querem e onde eles estão tornou-se absolutamente possível.

A exposição paga de marcas no ambiente online trouxe às empresas anunciantes características bastante vantajosas e nunca encontradas até então nas mídias tradicionais, como por exemplo a possibilidade de mensuração de resultados de campanha, a interatividade com seus públicos em real-time, além da importante e tão desejada segmentação de público.

Poderíamos aqui até tratar detalhadamente das questões de interatividade e da mensuração, enormemente importantes e que permitem às marcas serem mais assertivas, estabelecerem um diálogo com seus consumidores e, claro, atuar de forma mais otimizada e rentável. Porém, o que queremos aqui discutir é a característica da segmentação de público.

A mídia programática é uma das mais relevantes formas de atuação em mídia digital e tem atraído bastante a atenção de gestores de marketing não só no Brasil, mas em todo o mundo. É uma mídia inclusive bastante democrática e, por isso, tem levado empresas pequenas e médias a anunciar até pela primeira vez. O fato ainda de possibilitar às marcas anunciantes maior otimização na compra da mídia, na implementação e na mensuração dos resultados obtidos, a torna por consequência também mais assertiva, contribuindo rapidamente para os objetivos de negócio das empresas.

Mas talvez a maior das diferenças esteja no fato de que a mídia programática quebra uma lógica imposta por profissionais de propaganda e publicidade por muitos anos: o foco não está mais no veículo de comunicação e sim, no target. Desta forma, nesse tipo de mídia estuda-se o comportamento das pessoas no ambiente digital e então a marca aparecerá somente para aqueles que desejam e que tenham demonstrado interesse naquele conteúdo. A mensagem de marca surge então, de forma contextualizada, para quem deseja receber aquele conteúdo, no momento que deseja, na frequência ideal e onde esse público estiver. Pode ser num site de esportes, na mídia social preferida ou mesmo dentro de um aplicativo que utilize. Certeza de gol.

Ocorre que nas últimas semanas, acompanhamos pela mídia um verdadeiro massacre ao setor de mídia programática. O trabalho realizado pela chamada CPI das Fake News identificou e tornou público que o Governo Federal teria exibido ‘milhões de propagandas em sites maliciosos’ nos últimos meses e que isso ocorreu porque a veiculação se deu através de mídia programática.

“Na mídia programática, exposição indesejada de marca não é e nem nunca foi regra. O problema não está no uso da mídia programática. Está no uso inadequado da plataforma. Um planejamento bem feito cria filtros de brand safety, e a mensagem de marca aparece apenas em um ambiente seguro.”, diz Rodolfo Darakdjian, CEO da OPL Digital.

A OPL Digital é uma dessas empresas especializadas no tema. Com sede em São Paulo e também em Miami, nos Estados Unidos, a empresa investiu pesado na compra de tecnologia nos últimos anos, atua com uma DSP própria, e hoje tem como clientes governamentais, sendo alguns deles: Ministério da Saúde, Ministério do Turismo, Prefeitura de São Paulo, Eletrobrás, Caixa e Governo do Estado de São Paulo, além de clientes do setor privado como Schneider Electric, BRF, Seara, Unilever, Latam, Porsche, CCR, entre outras.

Para um anunciante que decida por comunicar seus produtos e serviços em mídia programática é extremamente importante que busque por empresas que sejam capacitadas e especializadas no tema. Prover cuidados básicos que impeçam as marcas de aparecerem em ambientes não seguros é essencial para quem trabalha com mídia programática.

Não se pode generalizar, e as recentes notícias que trataram das ações do Governo Federal não podem ‘carimbar’ ou marginalizar todo um mercado, que é composto por empresas e profissionais sérios e comprometidos com os resultados dos clientes. Uma ou duas empresas que tiveram tais equívocos não podem ser vistas como representantes de todo um setor. É importante ressaltar que mídia programática não financia o crime e nem patrocina e nem compactua com nenhum tipo de fake news. Atualmente existem políticas de brand safety que, inclusive, são atualizadas constantemente e que eliminam os sites impróprios ou maliciosos. As chamadas passlists, de uso bastante comum em mídia programática, possibilitam que a marca anunc iante es colha exatamente os sites e aplicativos em que serão exibidos os anúncios, evitando destinos indesejados. Segurança na rede é preocupação número um de qualquer marca que esteja na rede.

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Coluna “Discutindo a relação…”

Pesquisa aponta caminhos na relação clientes-agências

A Meio&Mensagem trouxe uma excelente matéria sobre pesquisa desenvolvida pela agência The Heart em parceria com a Bistrô Estratégia que tenta desvendar como será a relação entre agências e anunciantes no mercado pós pandemia do Covid 19. Tentarei aqui repassar alguns pontos importantes.

A pesquisa misturou aspectos quantitativos e qualitativos e ouviu 30 líderes de marketing de grandes anunciantes nacionais

Um dos aspectos levantados nesta pesquisa diz respeito à remuneração dos trabalhos das agências. O que se extraiu é que deverá acontecer uma adequação em função dos impactos econômicos causados pela pandemia.

O levantamento aponta que 50% dos clientes que contratam agência por fee devem mudar essa forma de remunerar no período pós Covid 19. Um dos caminhos será a adoção de contratação por projetos ou jobs. Nesta linha, outras informações relevantes: para 26% dos entrevistados a relação custo-benefício é decisiva e 19% querem parceiros estratégicos bem preparados para vencer novos desafios e que tenham capacidade de adaptação ao novo cenário.

Modelo ideal

Um ponto importantíssimo detectado é o que mostra que a busca de um formato ideal de relação passa pela criação de um modelo de atuação das agências que equilibre os seguintes aspectos: custos, consistência, fluidez e inovação.

Image by Gleen Ferdinand from Pixabay

Um aspecto fundamental, em minha opinião, levantado pela pesquisa diz respeito ao fato dos anunciantes acreditarem em um modelo de agência “não departamentalizado”, em que possa acontecer integração de ideias e haja um time multifuncional resolvendo problemas de forma criativa.

Sinergia entre dados e criatividade

Importante destacar que o levantamento aponta que para os clientes “a relação é menos sobre estar presente em todos os canais e mais sobre estar onde a marca, o budget e o target estão, para gerar mais sinergia com o resultado esperado”. Também vale destacar que os clientes/anunciantes desejam agência que gerem sinergia entre dados e criatividade.

Creio que os dados levantados sejam de suma importância para que as agências possam encontrar o melhor caminho para prosseguirem fortes e saudáveis após o fim das dificuldades impostas pelo período de pandemia e isolamento social.

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Voltamos a falar do papel das agências

Retomamos o assunto

No nosso drops de rádio desta semana retomamos o assunto agências de propaganda, abordando de forma um pouco mais específica o papel que estas vêm desempenhando nos últimos anos.

Vale a pena ouvir

 

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O papo é sobre “content house”

Mais um programete de rádio

O nosso drops de rádio desta semana tratou do surgimento das “content houses”. Não sabe o que é?! Então dá o play e entenda o que está acontecendo.

O drops do Publicitando é exibido toda terça dentro do Panorama, programa de rádio exibido de segunda a sexta na rádio Unitau das 14h00 às 16h00.

 

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Novo programete

Mais um

Ontem foi ao ar pela Rádio Unitau, dentro do programa Panorama, mais um drops do Publicitando.

Desta vez o tema foi o desgaste da propaganda tradicional e a necessidade das marcas buscarem novas saídas. Confira:

 

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Coluna “Discutindo a relação…”

As duas faces da moeda

Desta vez quero abordar um assunto que é controverso. E sobre o qual nem mesmo eu tenho um ponto de vista ou uma opinião definitiva.

Quero falar do modelo de agências de propaganda no Brasil no que se refere especificamente à manutenção, nas estruturas destas agências, do departamento de mídia.

Sim, pois não sei se todos sabem, mas o Brasil é um dos poucos países do mundo em que a mídia continua sendo uma área dentro da estrutura da agência de propaganda. Na maioria esmagadora dos países a mídia tornou-se empresa apartada, externa, especializada e independente.

Por aqui isso não ocorreu e não ocorre.

E por que a questão é difícil? Vamos lá!

Nos países em que a mídia deixou de ser um departamento ou área da agência houve a percepção – há umas três décadas – de que essa era uma área ténica, sofisticada e estratégica demais para permanecer apenas como mais um “pedaço” da estrutura maior. A evolução e o desenvolvimento da área de mídia acabou por levá-la para fora da agência. Surgiram empresas especializadas em planejamneto, estratégia e tática de mídia. Então, a partir do momento da cisão, o anunciante contratava planejamento de campanhas e criação em uma agência de propaganda e planejamento e estratégia de mídia em outra.

Parte importante desta saída da mídia de dentro da estrutura das agências se deve ao fato de que nos principais mercados de propaganda não ser tão fundamental (ou nem acontecer) o comissionamento pela compra de mídia.

Houve muita confusão conceitual, pois também mais ou menos na mesma época surgiram empresas especializadas apenas na compra de mídia. Ficaram conhecidas como “brokers”. Elas compravam espaços nas mais diferentes mídias em grande quantidade e negociando altos descontos e depois revendiam estes mesmos espaços para anunciantes e até mesmo para agências de propaganda. Foram danosas em muitos mercados. A Argentina, aqui em nossa região, é um exemplo de como as empresas que compravam mídia poderiam ser prejudiciais ao cenário de comunicação. O mercado de agências de propaganda quase foi extinto no nosso vizinho.

Aqui no Brasil a mídia segue até hoje sendo parte da estrutura das agências. Uma das principais razões para não termos acompanhado a mudança quase global é que aqui o comissionamento, o desconto concedido às agências de propaganda seguiu e segue existindo. E mais do que isso: segue sendo a maior forma de remuneração das agências brasileiras.

Tão pesada e importante é a comissão paga pelos veículos de comunicação às agências que muitas delas cobravam muito pouco ou, em casos mais radicais, nada pelos outros serviços – planejamento e criação, principalmente.

O fato é que hoje vemos muitas agências, redes e holdings multinacionais elogiando a decisão brasileira e pensando em rever a mudança de mais ou menos três décadas e… trazer a mídia de volta para casa. Os que defendem essa decisão dizem que o modelo brasileiro faz com que haja maior interação e envolvimento nas decisões estratégicas para os anunciantes. E isso é fato!

Fato também é que, infelizmente, ganhar pela compra de mídia fez com que as agências nacionais deixassem de saber cobrar por serviços pra lá de importantes. Conheci inúmeras casos de agências que abriam mão totalmente de cobrar pela criação para ter clientes, faturando apenas com o comissionamento. Daí minha indecisão a respeito do tema.

Por um lado é claro que ter o departamento de mídia integrado ao planejamento e à criação, principalmente, faz grande diferença em favor dos clientes. Por outro lado esse modelo existe muito em função de um certo “vício” pela receita da compra de mídia. Já faz muito, muito tempo que a figura de agenciar compra de espaços em veículos deixou de ser aquela que melhor representa e traduz o papel de uma agência de propaganda.

E mais! Em muitos aspectos pode significar certa distorção, uma vez que sabemos, embora muitos neguem até a morte, que coisas como BV e fome por gordas receitas pode levar a decisões não tão técnicas na hora de utilizar veículos em prol de uma anunciante.

Fica o impasse. Eu tendo a achar que há mais vantagens no modelo brasileiro. E que se as agências deixarem de ser dependentes da remuneração do agenciamento e passarem a cobrar melhor por outros serviços a coisa fica toda melhor resolvida. As chamadas agências digitais estão aí para provar que é possível e viável atuar de modo sustentável e rentável no mercado de comunicação sem ganhar comissionamento.

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Coluna “Discutindo a relação…”

Caminhos e modelos

É fato que o mercado de agências de propaganda e/ou de comunicação têm sido fortemente afetado nos últimos anos pelas mudanças econômicas, tecnológicas e pelas novas exigências dos clientes/anunciantes. As agências e seus modelos de funcionamento têm sido colocados em cheque.

Como consequência natural, o mercado publicitário reage e tenta encontrar novas possibilidades de atuação e caminhos para dar conta das novas demandas e fazer frente à nova realidade.

Surgimento de coletivos, consultorias e modelos “in house” ligados a agências tradicionais são alguns exemplos. O Omnicom lançou recentemente a We Are United, agência “in house” desenvolvida para atender exclusivamente ao McDonald’s, via DDB nos EUA. Aplicaram este modelo no Brasil com a criação da Tamboré, “in house” ligada à DM9 que atende unicamente ao Walmart.

Aqui em nossa região, a RM Vale do Paraíba, já temos claros indícios e exemplos desta busca. Embora as agências de comunicação daqui tradicionalmente já operem estruturas mais enxutas e ofereçam amplo cardápio de serviços, também no nosso mercado já percebemos a existência de novos modelos de atuação. Afinal de contas, a forte pressão para manter o negócio lucrativo, mesmo com estruturas menores, também ocorre.

Vou apresentar três cases que acredito serem significativos deste cenário. Vamos lá!

Recentemente chegou ao Vale do Paraíba uma nova agência de comunicação, a BR012. Estive lá batendo papo com eles logo no início da operação. E o que ouvi foi muito interessante. A BR012 tem sede física, um charmoso e pequeno escritório em um prédio comercial novo de Taubaté. Mas neste escritório atua uma equipe muito reduzida. Basicamente os dois sócios e um redator (pelo menos era isso quando os conheci). Mesmo assim, a agência atende diversas contas, inclusive em outros estados. E isso só é possível porque a cada cliente atendido uma equipe é montada. Uma equipe de freelancers cuidadosamente escolhida de acordo com as demandas de cada cliente. O nível e a quantidade de profissionais envolvidos varia de acordo com cada projeto.

Um pouco mais “antigo” mas igualmente interessante é o modelo de rede de agências independentes ao qual a Avalanche de SJCampos está ligada. O LEAG ( Local Expert Agency Group) reúne agências num formato de colaboração e contribuição de expertises, sem que haja fusões e aquisições. Ou seja, as agências seguem sendo independentes mas se reúnem em torno do atendimento e da conquista de clientes, apoiando-se através de suas expertises e portfólios. E todos os envolvidos naquele atendimento são remunerados. Uma baita ideia, sem dúvida! Permite que a Avalanche atenda, por exemplo, clientes em outros estados.

E, bem mais recente, conheci no ano passado o Papo na Nuvem. Trata-se de uma iniciativa de coletivo de profissionais de comunicação, com foco maior em digital e sem nenhuma estrutura física. Não existe um escritório ou sede. Cada um dos profissionais é um CNPJ. De acordo com a demanda do cliente/anunciante alguns dos profissionais participantes do coletivo são acionados, trocam figurinhas (presencialmente ou não) e entregam as melhores soluções de comunicação digital. Um projeto bem diferenciado e que já vêm colhendo bons frutos e que deve evoluir nos próximos meses e anos.

Certamente outros bons exemplos devem já existir em nossa região. E outras iniciativas com outras formulações e métodos de trabalho deverão surgir. E, com o tempo, veremos quais delas serão vencedoras. O que podemos afirmar é que dificilmente veremos daqui para frente a prevalência de um único modelo.

Vale a pena ficar atento ao que virá!

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