A Feira gratuita reúne empresas, instituições de ensino e especialistas em empregabilidade entre os dias 27 e 30 de julho. Serão ofertadas aproximadamente 1.000 vagas.
O Shopping Jardim Oriente, em São José dos Campos, recebe de 27 a 30 de julho, a feira Emprega Mais Vale, uma das maiores iniciativas de empregabilidade do Vale do Paraíba. O evento gratuito vai reunir empresas, instituições de ensino e entidades voltadas ao mercado de trabalho, oferecendo vagas de emprego, estágio, oportunidades para PCDs, orientação profissional e capacitação. São cerca de 1.000 vagas disponíveis. O horário de atendimento será:
Segunda- feira: 27/7 no feriado de aniversário da cidade: 12h às 20h.
Terça-feira: 28/07 e nos demais dias: 10h às 20h.
O evento estará localizado na Praça de Eventos. A programação contará com processos seletivos, palestras e atendimento ao público que busca recolocação profissional, o primeiro emprego ou qualificação para ampliar as chances no mercado de trabalho.
Entre os participantes confirmados estão empresas, instituições de ensino e entidades como CIEE, PAT, Sebrae, Fatec, UNITAU, Anhembi Morumbi, Anhanguera, C&A, CCR, ABRH, entre outras.
“Receber uma feira de empregos reforça o compromisso do Shopping Jardim Oriente com a comunidade. Mais do que um espaço de compras e lazer, queremos ser um ponto de encontro de oportunidades, aproximando empresas e profissionais e contribuindo para o desenvolvimento da nossa cidade e região”, destaca Gláucia Acciarito, gerente de marketing do Shopping Jardim Oriente.
Serviço – Feira “Emprega Mais Vale”
Data: 27 a 30 de julho de 2026
Local: Praça de Eventos do Shopping Jardim Oriente
O Ardagh Open Innovation visa conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de novas soluções no setor de embalagens de alumínio. As inscrições são gratuitas e seguem até 20 de julho.
A Ardagh Metal Packaging, em parceria com o PIT – Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (SP), anuncia a abertura das inscrições para o programa Ardagh Open Innovation. A iniciativa tem como objetivo prospectar, selecionar e apoiar o desenvolvimento de Provas de Conceito (PoCs) voltadas à solução de desafios estratégicos da indústria.
O programa busca conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, incentivando o desenvolvimento de soluções que contribuam para a eficiência operacional, a qualidade dos processos e a sustentabilidade na produção de embalagens de alumínio.
O PIT atua como articulador entre grandes empresas e o ecossistema de inovação. “Programas como este fortalecem a conexão entre demandas reais da indústria e soluções desenvolvidas por startups e centros de pesquisa”, ressalta o vice-presidente de Negócios do PIT, Marcelo Nunes.
Nesta edição, o Ardagh Open Innovation apresenta três desafios principais:
Desafio 1:Como aprimorar a inspeção de latas e paletes por meio de sistemas de visão, apoiando os operadores, aumentando a confiabilidade do processo e reduzindo riscos operacionais?
Desafio 2:Como desenvolver um sistema inteligente para monitorar, correlacionar e otimizar os processos de lubrificação e lavagem de latas, bem como seus impactos no tratamento de efluentes, visando reduzir o consumo de insumos, melhorar a performance e elevar a qualidade do produto?
Desafio 3: Como desenvolver um sistema inteligente para otimizar a secagem e a cura de verniz em fornos industriais, garantindo maior eficiência energética, redução de defeitos de qualidade e melhoria da produtividade?
Confira mais informações sobre cada desafio no site do programa.
O programa será conduzido em etapas que incluem seleção, entrevistas, Pitch Day, imersão e experimentação das soluções, culminando em um Demo Day, quando os participantes apresentarão os resultados das Provas de Conceito a um comitê formado por especialistas da Ardagh e do PIT.
As propostas selecionadas terão acesso à infraestrutura da Ardagh, mentorias técnicas e de negócios, além da possibilidade de futuras parcerias comerciais. O programa também prevê aporte financeiro de até US$ 27 mil por projeto, conforme o desafio e a proposta apresentados.
A jornada terá início em julho, com a fase de avaliação das propostas, seguida por entrevistas e Pitch Day em agosto. As Provas de Conceito começam a partir de 15 de setembro, com apresentação dos resultados prevista para janeiro de 2027.
Quem pode participar
Podem se inscrever startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, nacionais ou internacionais, com pelo menos um ano de existência e estrutura técnico-operacional mínima. Também são aceitas propostas conjuntas entre organizações.
As inscrições seguem até 20 de julho e devem ser realizadas por meio da plataforma on-line disponível no site do programa. Confira o edital completo. A participação é gratuita.
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (12) 3878-9500 ou pelo e-mail inovacaoaberta@pitsjc.org.br.
Em um mundo hiperconectado, onde milhares de mensagens disputam nossa atenção a cada dia, a relevância tornou-se um dos ativos mais importantes para marcas, empresas e profissionais. Mais do que vender produtos ou serviços, o grande desafio contemporâneo é conquistar espaço na mente e na preferência das pessoas. Afinal, por que algumas organizações conseguem se destacar enquanto outras desaparecem, mesmo possuindo recursos semelhantes?
Segundo Philip Kotler, considerado um dos maiores estudiosos do marketing moderno, o sucesso das empresas depende cada vez mais da capacidade de gerar valor para seus públicos. Em outras palavras, não basta oferecer algo; é preciso oferecer algo que seja percebido como importante, útil e significativo. A relevância surge justamente desse encontro entre o que uma organização entrega e o que as pessoas realmente valorizam.
Essa lógica também se aplica às marcas. Em seu livro sobre posicionamento, Al Ries argumenta que a batalha do mercado ocorre dentro da mente do consumidor. Marcas relevantes conseguem ocupar um espaço claro e diferenciado nesse ambiente cada vez mais congestionado. Já aquelas que não comunicam uma proposta de valor consistente acabam sendo substituídas por concorrentes mais alinhados às expectativas do público.
O mesmo fenômeno pode ser observado entre profissionais. Em uma realidade marcada pela inteligência artificial, automação e rápidas transformações tecnológicas, o conhecimento técnico continua importante, mas já não é suficiente. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, competências como criatividade, pensamento analítico, capacidade de adaptação e resolução de problemas estão entre as habilidades mais valorizadas para os próximos anos. Em outras palavras, permanecem relevantes aqueles que conseguem gerar contribuições únicas em cenários de constante mudança.
Curiosamente, a busca pela relevância não significa estar presente em todos os lugares ou seguir todas as tendências. Pelo contrário. O autor Seth Godin defende que as organizações mais bem-sucedidas são aquelas que encontram um grupo específico de pessoas e criam valor de forma consistente para elas. Tentar agradar a todos pode ser o caminho mais rápido para se tornar irrelevante.
Outro aspecto importante é que a relevância não é permanente. Empresas que dominaram seus mercados durante décadas já perderam espaço por não perceberem mudanças no comportamento dos consumidores. O caso de empresas que ignoraram a transformação digital é um exemplo clássico de como o sucesso passado não garante a relevância futura. Em mercados dinâmicos, a capacidade de aprender, adaptar-se e inovar tornou-se tão importante quanto a eficiência operacional.
Nesse contexto, a tecnologia representa uma ferramenta poderosa, mas não um fim em si mesma. Inteligência artificial, análise de dados e automação podem ampliar a capacidade de compreender consumidores e personalizar experiências. No entanto, continuam sendo as pessoas que atribuem significado às marcas, aos produtos e às relações. A tecnologia pode aumentar a visibilidade, mas a relevância continua sendo construída por meio da entrega consistente de valor.
Talvez essa seja uma das principais lições para o século XXI: empresas, marcas e profissionais não competem apenas por mercado, audiência ou vendas. Eles competem por relevância. E, em um ambiente caracterizado pelo excesso de informação e pela escassez de atenção, ser relevante deixou de ser uma vantagem competitiva. Tornou-se uma condição indispensável para continuar existindo.
* Josué Brazil é professor, palestrante e pesquisador das transformações que impactam a relevância de marcas, profissionais e organizações.
Durante anos, o marketing B2B operou sob uma lógica relativamente previsível: marcas falando com pessoas, disputando atenção, construindo autoridade e, no melhor dos cenários, gerando demanda. Mas essa dinâmica acaba de mudar e de forma silenciosa.
A ascensão dos agentes de inteligência artificial inaugurou uma nova camada nas relações de mercado: a era do B2A, ou Business to Agent. Não se trata apenas de automação ou ganho de eficiência operacional. Estamos falando de sistemas que passam a intermediar decisões, filtrar informações, recomendar fornecedores e, em muitos casos, decidir antes mesmo que um humano entre em cena.
Isso muda tudo.
Se antes o desafio era ser relevante para quem decide, agora é preciso ser compreendido, interpretado e priorizado por quem recomenda: os algoritmos. E isso exige uma revisão profunda das estratégias de marketing e vendas, especialmente no universo B2B, onde o ciclo de decisão é mais complexo.
Hoje, agentes de IA já participam ativamente da jornada de compra. Eles resumem pesquisas, comparam soluções, analisam reputação digital e indicam caminhos com base em critérios objetivos. Nesse cenário, não basta mais ter um bom discurso. É preciso ter uma presença digital estruturada, consistente e, acima de tudo, legível para máquinas.
Isso começa por algo básico, mas negligenciado por muitas empresas: organização de dados. Sites confusos, conteúdos genéricos, informações desatualizadas, além da falta de clareza, dificultam não só a experiência humana, mas também a interpretação por sistemas de IA. Se o algoritmo não entende o que você faz ou não encontra evidências confiáveis, você simplesmente deixa de existir na nova lógica de recomendação.
Outro ponto crítico é a autoridade digital. Durante muito tempo, a autoridade foi associada à percepção humana: branding, reputação, presença em eventos. Agora, ela passa também por sinais objetivos: consistência de conteúdo, menções qualificadas, avaliações, tempo de resposta e coerência de informações em diferentes canais. Agentes de IA não “acreditam” em marcas, eles validam dados e apresentam fatos.
Isso impacta diretamente a geração de demanda. O funil tradicional, baseado em atração, nutrição e conversão, começa a ser redesenhado. Parte desse processo passa a ser mediado por sistemas que chegam ao lead já com uma pré-análise feita. Isso encurta ciclos, aumenta a exigência sobre a clareza da oferta e reduz o espaço para abordagens superficiais e exige transformar o relacionamento comercial.
Esse movimento já começa a se refletir no mercado de trabalho. Análises recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que a inteligência artificial não necessariamente substitui funções, mas reconfigura tarefas dentro das ocupações, ampliando o nível de exposição à tecnologia em diferentes setores. O impacto, portanto, não está apenas na eliminação de postos, mas na transformação do trabalho como um todo, exigindo novas competências e acelerando a necessidade de adaptação por parte de empresas e profissionais.
No Brasil, essa transformação tende a ser ainda mais desafiadora. Embora o país apareça entre os líderes globais em automação e adoção de IA, muitas empresas ainda convivem com sistemas legados, processos fragmentados e baixa maturidade digital. Na prática, isso revela um paradoxo: o Brasil avança rápido na adoção de IA, mas ainda lento na capacidade de transformar tecnologia em valor de negócio. Esse descompasso tende a se tornar um dos principais fatores de diferenciação competitiva nos próximos anos.
O resultado pode ser uma nova divisão de mercado. De um lado, empresas e profissionais que enxergam a inteligência artificial como estratégia de negócio e investem em governança, integração, capacitação e geração de valor. Do outro, organizações que seguem tratando IA apenas como ferramenta pontual, sem revisar processos, cultura ou modelo operacional.
Alguns setores B2B tendem a sair na frente nessa corrida. Tecnologia, serviços financeiros, saúde e indústrias com alto nível de digitalização já possuem uma base mais estruturada para incorporar agentes de IA em suas operações. Mas a oportunidade não está restrita a esses segmentos, ela está disponível para qualquer empresa disposta a reorganizar sua forma de comunicar, vender e se posicionar.
A grande mudança, no fim das contas, é de perspectiva.
Não estamos mais apenas competindo por atenção. Estamos competindo por interpretação.
E, na era do B2A, vence quem consegue ser compreendido primeiro pelas máquinas, depois pelas pessoas.
*Victor Paiva é fundador da HIP, agência especializada em storytelling e marketing B2B com atuação internacional, e organizador do TEDxFortaleza.