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Os empresários, gestores e profissionais de São José dos Campos terão a oportunidade de conhecer ferramentas e estratégias para aumentar a competitividade de seus negócios durante mais uma edição do Café Empresarial da ASSECRE, que será no dia 29 de julho (quarta), às 8h30, na sede da entidade. As inscrições gratuitas estão abertas e podem ser feitas por este link.
Com o tema “Impulsionando Vendas e Marketing com Ferramentas Tecnológicas”, o encontro reunirá os especialistas Rodrigo Portes e Michele Lourenço, que apresentarão soluções práticas voltadas ao uso da tecnologia e da inteligência artificial para fortalecer vendas, marketing e relacionamento com clientes.
Além do conteúdo técnico, o evento também incentiva a troca de experiências e o networking entre empresários da região.
“Nosso propósito é levar conhecimento que possa ser aplicado na prática e contribuir para que os empresários estejam preparados para os desafios da transformação digital. O Café Empresarial, além de aprendizagem, fortalece as conexões”, destaca Wagner Siqueira, um dos diretores executivos da ASSECRE ao lado de Eduardo Piloto e Gabriel Araújo.
Para a participação, pede-se doação de 1 kg de alimento não perecível.
O evento terá a participação de Rodrigo Portes, engenheiro elétrico formado pela FEI, com MBA em Marketing pela ESPM e especializações em Gestão de Vendas e Negócios pela FGV e em Indústria 4.0 pela Fundação Vanzolini. Com mais de 26 anos de atuação em cargos de liderança comercial em empresas multinacionais como Rockwell Automation, Siemens, Parker Hannifin, GE, Cummins, Phoenix Contact e Norgren, atualmente atua como palestrante, mentor e consultor nas áreas de Vendas B2B Industriais e Indústria 4.0.
Também participará do encontro Michele Lourenço, consultora e gestora especialista em Marketing Estratégico Digital, fundadora e Head de Inovação em Marketing da ClickNow. Com 28 anos de experiência, desenvolve estratégias voltadas ao aumento de vendas e fortalecimento da presença digital de empresas, especialmente do segmento B2B de base tecnológica. É ainda Head do Programa de Transformação Digital do PIT – AnDi. A ClickNow, empresa fundada em 1998, é especializada em marketing estratégico e digital, performance, gestão de mídia e formação de equipes remotas de alta performance, sendo reconhecida com os selos Google Partner e Meta Business Partner.
Serviço: Café Empresarial ASSECRE – Gratuito – Vagas Limitadas
Data: 29 de julho
Horário: 8h30
Local: ASSECRE – Rua Loanda, 895 – Chácaras Reunidas – São José dos Campos
Entrada solidária: 1 kg de alimento não perecível.
Fonte: Solução Textual – Renata Vanzeli
Por R. Guerra Cruz
Há poucos dias, o calendário marcou mais um aniversário da Queda da Bastilha. O 14 de julho de 1789 não foi apenas o dia em que uma prisão medieval veio abaixo em Paris, foi o marco simbólico do colapso do Absolutismo e da emergência de uma nova ordem. Mas o que a ruína daquele símbolo de poder tem a ver com a sua reunião de planejamento ou com a sua métrica de conversão?
A resposta é: tudo.
A Revolução Francesa gestou a matriz da cultura ocidental moderna. Os grandes dilemas discutidos nos panfletos da época — o significado de liberdade, as divisões de classe, o triunfo do método empírico e a reação emocional do Romantismo — são rigorosamente os mesmos que enfrentamos hoje ao tentar conectar marcas e pessoas em um ecossistema digital saturado.
Se você precisa fazer publicidade que entende e dialoga com o seu tempo, vale a pena olhar para como o mundo moderno começou.
1. A Ilusão da Liberdade no Algoritmo
Para os pensadores iluministas e os revolucionários de 1789, o conceito de Liberdade (Liberté) pressupunha o fim das amarras absolutistas: a autonomia do indivíduo, a liberdade de imprensa e o direito de escolha sem a tutela de um poder central.
Hoje, a indústria vende a ideia de que o consumidor vive a era da liberdade irrestrita. Ele pode pular o anúncio em cinco segundos, trocar de aba, fechar o aplicativo ou seguir apenas o que lhe agrada. Mas até que ponto essa autonomia é real quando a atenção é mediada e direcionada por algoritmos de engajamento desenhados para retenção compulsiva?
A provocação para a publicidade é clara: o público percebe a diferença entre escolha e manipulação. Marcas que operam na lógica “absolutista” — tentando capturar o olhar com gatilhos apelativos e intrusivos — geram repulsa. A comunicação contemporânea que realmente constrói valor é aquela que respeita o tempo e a inteligência do usuário, entregando utilidade e relevância real. Promover autonomia autêntica virou um ativo de diferenciação.
2. Dos Três Estados aos Feudos do Segmento
A sociedade francesa do Antigo Regime era juridicamente dividida em Três Estados: o Primeiro (Clero), o Segundo (Nobreza) e o Terceiro Estado (que reunia desde camponeses até a alta burguesia, representando mais de 95% da população). A revolução explodiu justamente porque a estrutura política ignorava a complexidade e os anseios desse corpo social heterogêneo.
A publicidade aboliu os títulos feudais, mas criou suas próprias cartografias: trocamos os “estados” por buyer personas, recortes demográficos, geolocalização e clusters de comportamento.
Segmentar é indispensável para a eficiência de mídia. Contudo, a hiper-segmentação levada ao extremo carrega um risco: o enclausuramento da comunicação em pequenos feudos. Quando uma marca se comunica apenas para bolhas ultraespecíficas, ela perde a capacidade de criar conversas de amplitude cultural. O grande desafio das marcas memoráveis é equilibrar a precisão da mensagem direcionada com narrativas universais, capazes de gerar identificação coletiva.
3. O Iluminismo e a Era do Empirismo Publicitário
A Revolução foi herdeira direta do Iluminismo, o movimento intelectual que colocou a Razão, o método científico e o empirismo no centro do progresso humano. A especulação teórica deu lugar à testagem, à evidência e à verificação prática dos fatos.
Na comunicação, vivemos o auge dessa mentalidade iluminista. Graças ao ambiente digital, saímos da era do “palpite de diretoria” para a era da testagem contínua. Colocamos variações de títulos no ar, rodamos testes A/B, monitoramos taxas de clique em tempo real e corrigimos a rota com base em evidências numéricas. Os dados nos libertam de dogmas ineficientes.
No entanto, o excesso de racionalismo traz o risco da pasteurização. Se a criação se submete cegamente apenas ao que a métrica imediata dita, o resultado é a homogeneização: campanhas que usam os mesmos formatos, os mesmos ganchos e as mesmas fórmulas. O dado mostra o que funcionou até ontem, ele não prevê o que irá surpreender amanhã.
4. A Reação Romântica na Era da Inteligência Artificial
Quando o projeto iluminista degenerou na frieza calculada do Período do Terror, a cultura reagiu através do Romantismo. Este movimento cultural não negava a razão, mas gritava que o ser humano não podia ser reduzido a uma equação mecânica: a intuição, a paixão, a contradição e o mistério eram partes inseparáveis da experiência humana.
É exatamente aqui que a Inteligência Artificial entra no debate. A IA representa o ápice da lógica iluminista: capacidade de processamento preditivo, otimização técnica e busca por padrões em escala inédita.
Mas a IA não sente angústia, não entende o humor sutil de uma piada local, não compreende a nostalgia e não experimenta o desejo irracional — elementos que movem a decisão humana.
As campanhas que realmente marcam a época não são aquelas que tentam simular um algoritmo perfeito, mas as que usam a precisão técnica da ferramenta como ponto de partida para entregar uma verdade emocional autêntica.
A publicidade contemporânea não precisa escolher entre a eficiência da inteligência artificial e a sensibilidade da intuição criativa. A chave está na integração.
Usar os dados e a ciência de mídia para entender o terreno é rigor metodológico. Usar a intuição e o repertório humano para saber o que dizer é arte. Se a razão iluminista nos dá a eficiência do alcance, é a emoção romântica que constrói o significado e o legado de uma marca. E nenhuma grande ideia transforma o mundo sem um pouco de paixão por trás.
Com a presença de grandes nomes do mercado, “CenpTalks Cannes Lions” é gratuito e vai aprofundar o debate sobre os destaques do festival
O Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário) realizará no próximo dia 06 de agosto, quinta-feira, das 11h às 12h, uma edição especial do CenpTalks. Online e gratuito, o “CenpTalks Cannes Lions” busca aprofundar o debate sobre os principais cases, tendências e aprendizados do festival, reunindo os diferentes olhares e pilares do mercado.
Os convidados desta edição são: Ana Gonzalez, superintendente de Marketing do Grupo Bradesco Seguros; Andrea Siqueira, sócia e CCO da Ampfy; Laura Chiavone, head de agências da Meta; e Stella Pirani, CSO da VML. A mediação do debate será conduzida por Regina Augusto, diretora executiva do Cenp.
O CenpTalks é a série de encontros on-line promovida pelo Cenp para debater temas relevantes da indústria da comunicação e festivais internacionais, reunindo especialistas e lideranças do mercado em conversas sobre temas como mídia, tecnologia e transformação do ecossistema publicitário. Para acompanhar o encontro, basta se inscrever diretamente pelo site.
O evento, com o apoio master de Adobe, Globo e Kallas Mídia, e terá a duração de uma hora.
Serviço
Data: 06 de agosto
Horário: das 11h às 12h
Formato: transmissão online gratuita
Inscrições: link oficial