Áudio Branding: como usar de forma eficiente na estratégia de marketing da sua empresa

Áudio Branding é uma ferramenta de neuromarketing altamente eficaz que utiliza música e sons para transformá-los em um tipo mantra da marca com o objetivo associar ideias e valores a ela

Áudio branding faz parte da imagem de um produto ou serviço e vai além da imagem visual em campanhas ou redes sociais. É sobre o uso de sons e música para se conectar de forma proativa e emocional com consumidores nos setores B2B (Business-to-Business) e B2C (Business-to-Consumer). Dessa forma, as empresas conseguem construir uma história sólida capaz de fazer com que os usuários se identifiquem com os valores de sua marca e, além disso, se diferenciem de seus concorrentes, proporcionando grande valor agregado.

Imagem de Daniel Friesenecker do Pixabay

Desde os tempos antigos os seres humanos foram capazes de conectar suas emoções e memórias com estímulos sonoros. Na verdade, considera-se que costumamos lembrar 80% mais do que ouvimos do que do que vemos. Os sons geram uma reação na mente das pessoas ao gerar dopamina, um hormônio responsável – entre muitas outras coisas – pela atenção e motivação. As pessoas percebem o mundo por meio de seus sentidos e a maioria das decisões que tomamos são feitas inconscientemente. Por isso, é necessário que as empresas pensem em estimular os sentidos de seus públicos ao longo da jornada do cliente.

Conheça os benefícios da ferramenta para sua marca

Você tem coragem de considerar a o Áudio Branding em sua estratégia de marketing digital? Aqui estão 5 benefícios que irão convencer você:

Desperta emoções: quem desenvolve estratégias de marketing sensorial sabe muito sobre isso. Se usado corretamente, o som pode ter um efeito poderoso em sua marca pelas sensações que provoca.

1. Maior poder de atenção: um logotipo visual requer um maior esforço de atenção. Por outro lado, um logotipo sonoro vai direto à mente, influencia as emoções e, além disso, o comportamento do consumidor.

2. Melhora a recordação da marca: Ouvir um som ativa a seção de memória do cérebro, gerando top of mind. Quem não naturalizou o “ta-dum” do Netflix antes de assistir a uma série, filme ou documentário na plataforma?

3. Define a personalidade da marca: ao humanizar as marcas e torná-las mais atraentes, as pessoas reagem mais rapidamente ao som do que a outros estímulos. É uma forma de aprofundar a sua personalidade online e mostrar-se como uma empresa próxima.

4. Constrói lealdade: o objetivo de investir tempo e recursos em sua estratégia de branding de áudio é gerar conversão e lealdade de longo prazo, e não ser viral e passageiro.

Áudio Branding no mercado B2B

Além dos usos óbvios da ferramenta em marcas do setor B2C, o que acontece no campo B2B? A realidade é que quase qualquer produto ou serviço neste nicho pode ser utilizado para melhor se conectar com seus públicos, portanto, as identidades sonoras em marcas B2B utilizadas de forma inovadora também têm um impacto significativo, permitindo que elas se diferenciem no mercado. Um exemplo claro é a identidade sonora da Intel. Por mais que seus produtos sejam componentes de dispositivos que todos nós usamos, podemos reconhecer rapidamente sua identidade sonora sempre que a ouvimos.

“As marcas B2B estão adotando cada vez mais o uso de identidades sonoras para se diferenciarem de seus concorrentes, visando gerar maior fidelidade em seus canais de distribuição, parceiros ou parceiros, por meio de suas ações promocionais, programas de incentivo e geração de leads”, explica Ari Lisjak, CEO da Isource Marketing.

Empresas que usam marcas de áudio que inspiram

São muitos os exemplos icônicos de Áudio Branding. Confira abaixo os mais famosos:

· Intel: Criado pelo músico austríaco Walter Werzowa nos anos 80, este áudio de apenas 3 segundos se tornou um dos mais reconhecíveis da história. Uma sequência simples de 5 notas.

· Apple: Basta ouvir esta série de sons do primeiro Mac de 1984 em diante para sentir quase um calafrio ao reconhecer com qual deles se identifica.

· Microsoft Windows 95: Embora a Apple tenha sido uma revolução em termos “criativos”, o Windows atingiu a marca com o lançamento do Windows 95 ao contratar o ícone pop Brian Eno para compor seu som de inicialização.

· Netflix: O som distinto da Netflix antes de cada série ou filme – como mencionamos acima – está sendo bastante repetida atualmente.

· MGM Estúdios: O áudio foi criado originalmente em 1916 pelo executivo Howard Dietz. O Leão ícone da marca deu seu primeiro rugido sonoro em julho de 1928 para a estreia do filme Sombras Brancas nos Mares do Sul.

Ouça com atenção

Este o momento ideal para as empresas do setor B2B e B2C refletirem sobre como apresentar ao mundo de forma consciente e eficaz o som de suas marcas. Seu uso ajuda a conectar holisticamente os esforços de branding e, por incrível que possa parecer, muitas empresas deixam de fazê-lo quando se trata de criar identidades de marca fortes. Por isto aproveite o momento e coloque em sua estratégia de Marketing o Áudio Branding – você irá se surpreender com os benefícios que trará para sua marca.

O papo é sobre “content house”

Mais um programete de rádio

O nosso drops de rádio desta semana tratou do surgimento das “content houses”. Não sabe o que é?! Então dá o play e entenda o que está acontecendo.

O drops do Publicitando é exibido toda terça dentro do Panorama, programa de rádio exibido de segunda a sexta na rádio Unitau das 14h00 às 16h00.

 

Coluna “Discutindo a relação…”

O poder das redes. O poder das pessoas

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Na coluna anterior falei sobre o fato do bem mais valioso para os profissionais de comunicação no cenário atual ser a ATENÇÃO. E de como o excesso de informação conduz à escassez de atenção.

Falei de comunicação puxada em detrimento da comunicação empurrada. E, sim, de fato saímos da comunicação de massa e saímos da polarização mídia de massa x mídia dirigida para entrar numa nova era e num novo cenário de comunicação mercadológica.

Agora quero falar um pouco sobre o poder das redes sociais. A digitalização da comunicação trouxe profundas mudanças. E o surgimento das redes sociais afetou e afeta o modo como as marcas devem se relacionar com seus públicos. Dave Gray e Thomas Vander Wal afirmaram que o equilíbrio de poder está se alterando:

“O equilíbrio do poder está mudando das empresas para as redes que as cercam. Mais do que nunca, clientes e funcionários conectados e que se comunicam têm mais opções e vozes mais amplificadas. Nunca tiveram tanto conhecimento quanto têm agora. Essas tendências estão apenas se acentuando com o passar do tempo. Isso significa que as redes – clientes, parceiros e funcionários – cada vez mais definirão a agenda, determinarão os parâmetros e tomarão as decisões sobre como será a interação com as empresas.”

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O consumidor definitivamente assumiu o controle do jogo a partir das redes sociais e das mídias sociais. O poder na está mais nas mãos das marcas. É como disse Joseph Jaffeem seu livro O declínio da mídia de massa : “Em menos de uma geração, todo o equilíbrio de poder parece ter oscilado do marketing para o consumidor.”

Jaffe também afirmou que formou-se uma “tempestade perfeita”que foi o ponto de virada para uma revolução. Segundo ele quatro elementos constituíram a tempestade:a banda larga (ou web 2.0), a tecnologia de conexão sem fio, os buscadores (em resumo, o Google) e as redes sociais.

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Obviamente esta oscilação de poder afetou o trabalho de comunicação das marcas. Os filtros institucionais e corporativos caíram. As marcas tiveram que se comunicar de maneira mais direta, praticamente pessoal.O diálogo passou a ser essencial.As pessoas agora são tão ou mais importantes que marcas, empresas e governos e a comunicação passou a ser em via dupla pra valer.

De acordo com Natanael Oliveira, as mídias sociais representam um espaço onde ocorre o compartilhamento de conteúdo, opiniões, experiências etc. Dentro das mídias sociais cada usuário se torna um produtor de conteúdo e atua como um meio de informação para todas as pessoas presentes em sua rede.Para ele, as mídias sociais reforçam o conceito da internet colaborativa, que é exatamente essa participação ativa dos usuários na internet, não mais apenas como observadores e sim como co-autores.

Podemos dizer que o modo tradicional de comunicar marcas e produtos foi afetado pelo poder das redes sociais e pelo empoderamento do consumidor. E dentro deste novo cenário os profissionais de comunicação mercadológica e as agências de comunicação devem entender que o valor está no consumidor. E que devemos ser relevantes em termos de comunicação. Caso contrário não receberemos nenhuma atenção.