Colinas Shopping promove campanha de doação

No Mês da Mulheres, Colinas Shopping promove campanha de doação de absorventes

Ação em parceria com o projeto Doe Amor se estende até o fim de março, com o objetivo de combater a pobreza menstrual e ajudar entidades sociais de Jacareí, São José e Caraguatatuba

Mais do que acompanhar bate-papos e repensar a forma como lidamos com questões femininas e feministas, clientes do Colinas Shopping vão poder participar de uma ação transformadora ao longo do Mês das Mulheres. Neste ano, o centro de compras promove uma campanha de arrecadação de pacotes de absorventes íntimos, em parceria com o projeto Doe Amor.

A campanha será realizada durante o mês de março. Todos podem participar, doando pacotes de absorventes que serão repassados a famílias em vulnerabilidade social pelo projeto Doe Amor. As doações podem ser deixadas em uma caixa especial localizada no corredor do SAC, no Colinas Shopping.

Reconhecido por promover debates em março, com a realização do Colinas Talks, que busca revisitar conceitos e gerar questionamentos em bate-papos com mulheres influentes de abrangência nacional, o shopping busca em 2022 ampliar a discussão e transformar os encontros em ação.

“O Colinas Talks deste ano vai discutir os diferentes feminismos para entender como temos acompanhado essas discussões e como precisamos observar as dores de todas as mulheres, para além da nossa bolha. De pronto, sabemos que a pobreza menstrual é algo muito sério. Por isso, convidamos a Doe Amor para essa campanha, para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica”, explica Margarete Sato, gerente de Marketing do Colinas Shopping.

A Doe Amor é uma campanha contínua que há oito anos arrecada produtos de higiene pessoal. Atualmente, três instituições são contempladas pelo projeto: a ONG Guri na Roça, de Jacareí; o Asilo Santo Antônio, de São José dos Campos; e o Instituto Pró+Vida, de Caraguatatuba.

Todos os absorventes (todos os tipos são válidos!) recebidos pelo Colinas Shopping serão recolhidos pelo projeto Doe Amor e doados para as entidades parceiras, de acordo com a necessidade de cada instituição. Não há limites para as doações. Todos os pacotes serão doados.

“Quando um espaço como um shopping adere a uma campanha, ele dá credibilidade, certifica aquilo que a gente faz e ajuda a fazer o movimento do bem, que é doar amor ajudando o próximo. Assim, o Colinas Shopping consegue mostrar para o seu público que é possível fazer parte do movimento”, ressalta Maria Angélica Santos Santana, idealizadora do Doe Amor.

Campanha e ingresso solidário

Durante todo o mês, a caixa disponibilizada no corredor do SAC do Colinas Shopping receberá as doações de absorventes.

A arrecadação também acontecerá durante os eventos do Colinas Talks, quando o público presente receberá o convite para participar, como uma espécie de entrada solidária – a participação nos bate-papos dos Colinas Talks é gratuita.

“A proposta é gerar esse ciclo de apoio enquanto temos essas conversas importantes sobre a mulher e a sociedade. O Colinas Talks do Mês das Mulheres já faz parte do nosso calendário e, como é um evento gratuito, pensamos nessa ação que vai beneficiar outras mulheres”, explica Margarete Sato.

Colinas Talks 2022

Com convidadas ilustres, respeitadas e cujas vozes inspiram tantas e tantos, o Colinas Shopping promove uma série de bate-papos ao longo do mês de março em celebração ao Dia Internacional das Mulheres (8 de março). O primeiro deles, que recebe a atriz e escritora Elisa Lucinda, será no dia 15 de março, no Teatro Colinas.

Na data, será realizada a 4ª edição do “Colinas Talks – Especial Mês das Mulheres”, a partir das 19h, em evento gratuito. Ao lado de Elisa, estarão a cantora e atriz Letícia Soares e a bailarina Débora Veneziani. Mediadas pela crítica literária e editora Rita Palmeira, elas vão conversar sobre o tema “Que feminismos estamos construindo?”.

Na sequência do mês, o mesmo assunto será abordado em outras três mesas de bate-papo, conduzidas pela psicóloga e especialista em medicina sexual Cris Borges. Ela recebe convidadas nos dias 17, 24 e 31 de março, sempre às 19h, no Espaço Cultural Colinas (localizado dentro da Livraria Leitura).

Serviço

Campanha de doação de pacotes de absorventes

Quando: durante todo o mês de março

Onde: SAC do Colinas Shopping, durante o horário de funcionamento do shopping, e nos eventos do Colinas Talks

Fonte: CABANA – Ticiana Schvarcz

Coluna “Discutindo a relação…”

Não terminou. Apenas começou.

Lá pelos idos de 1990 e 2000 em minha agência de propaganda trabalhávamos duro para vender uma campanha ao cliente e depois colocá-la no ar. Era duro, era cansativo e não tínhamos tantos recursos computacionais e de automação como existem atualmente.

Entretanto, depois que a campanha ia para a rua o trabalho para aquela conta “terminava”, ou ganhávamos um fôlego até o desenvolvimento de uma nova campanha.

Os tempos definitivamente mudaram nos últimos anos. Colocar a campanha no ar está longe, hoje em dia, de significar o “fim do trabalho”. Ao contrário, o trabalho apenas começa.

Uma frase ou expressão que pode definir o trabalho de propaganda e comunicação atual é “End to End”. A propaganda agora acontece para além do plano de mídia e das peças veiculadas. Há de se monitorar, cuidar, dialogar, interagir, reagir, corrigir, rever e seguir.

Imagem de Gerd Altmann do Pixabay

As mídias digitais mudaram definitivamente as regras deste jogo. A ação de comunicação, a campanha, segue viva e passível de alterações de rota.

O conceito ou ideia de campanha também vem ficando ultrapassado já há algum tempo e talvez o conceito que melhor traduza o trabalho de propaganda/marketing/comunicação seja o de construir plataformas de negócios. As plataformas não têm início-meio-fim. Elas são uma base de relacionamento constante. E nesta construção deve haver intensa participação da agência, do cliente e de parceiros com expertises muito específicas para a formatação da plataforma.

São tempos de agências líquidas, mutantes e antenadas o tempo todo.

Lá se foi o tempo em que por a campanha na rua significa alguns momentos de paz e certa tranquilidade. Agora é só o começo!

Vaga em marketing

Shopping busca assistente de marketing

O Via Vale Garden Shopping, em Taubaté, está buscando um assistente de marketing. Confira o detalhamento da vaga na arte abaixo.

E quando a campanha dá errado?

Por Heloísa Gonçalves*

A comunicação não é uma ciência exata, muito pelo contrário: é uma das tarefas mais líquidas que existem. Transmitir uma mensagem depende de uma infinidade de fatores tangíveis, como quem está falando com qual público em qual momento e com qual intenção, além dos intangíveis, como a história por trás de cada um dos indivíduos no processo e como isso pode afetar suas credenciais e interpretações. Os engenheiros que me desculpem, mas publicidade é trabalho árduo.

Uma campanha pode dar errado de um milhão de formas diferentes, indo desde o performar abaixo da média até as grandes catástrofes que viram notícia – e memes. Inclusive, cada vez mais devemos pensar em como algumas comunicações envelhecem mal, mas isso fica para outro artigo. Spoiler: o politicamente correto pode ajudar.

Até mesmo fórmulas de sucesso que parecem não ter margem de erro, acreditem: falham. Qual paulistano ainda não está perplexo com o mais novo touro de ouro da Wall Street brasileira? De símbolo de força e cartão postal lá fora, a infeliz versão tupiniquim chega em um momento totalmente inapropriado, com o país de volta ao mapa da fome e exportações de carne nacional barradas nos portos chineses, enquanto nossa população revira o lixo. Fonte inesgotável de memes e charges, as únicas matérias sobre o assunto tentam explicar qual o motivo para instalação da réplica de execução duvidosa, escorregando logo na primeira regra de qualquer curso de comunicação social: se o público não é capaz de entender sozinho, repense.

Os desacertos podem estar em diversas partes do processo e o que mais impressiona é a capacidade que eles têm de passar por muitas mãos até chegarem aos materiais finais que vão para o público. Uma referência icônica é a campanha de um certo papel higiênico que decidiu investir em folhas pretas, um luxo – eles pensaram. Uma espiadinha rápida nas redes sociais e descobriram que #blackisbeautiful estava vindo com tudo, então, partiu, vestir uma atriz global com (sic) rolos e mais rolos de papel para limpar suas partes íntimas e colocar na televisão. O investimento foi alto, a queda também.

Até hoje fica difícil entender como ninguém, em nenhum momento, olhou para o conteúdo da principal hashtag da campanha para notar que ela falava sobre empoderamento negro e que, talvez, não fosse a melhor ideia do mundo se apropriar de uma causa nobre como esta para enrolar uma mulher ruiva de olhos claros com papel preto de folha dupla. Mas será que ninguém percebeu ou será que as pessoas tiveram medo de apontar?

Pesquisando rapidamente pelo tema, fica claro que existe apenas um ângulo desta história e quase todo mundo já deve saber qual é. Inúmeros conteúdos dão dicas sobre formas de discordar dos seus superiores sem sofrer represálias ou ser demitido, enquanto os demais indicam aos ditos líderes como lidar com subordinados difíceis e outros até encorajam os chefes a elogiarem, além de criticar. Acho que já temos uma resposta, não é mesmo?

A cultura do medo, típica de estruturas hierárquicas, é muito clara na maioria dos ambientes de trabalho, de forma mais ou menos velada, incluindo as agências de comunicação que montaram essas campanhas. Segundo a pesquisa de Segurança Psicológica, realizada pela Pulses, diante da frase “se alguém errar, isso não será usado contra a pessoa”, 54% dos colaboradores discordaram, enquanto 40% não sentem que podem trazer questões para serem debatidas e isso não é bom para ninguém.

Segundo os especialistas em cultura organizacional, Adrian Gostick e Chester Elton, grupos em que não há contestação são menos inovadores e produtivos do que aqueles que discutem, e isso é tudo que uma agência de publicidade não quer ou pelo menos não deveria querer. “Pode parecer contraintuitivo: a maioria dos líderes acha que as pessoas com ideias radicais atrasam as coisas, pois desafiam os processos. Mas, em muitos casos, o radical leva à melhoria”, diz Gostick, que dedica aos conflitos um capítulo do livro “The Best Team Wins” e vejam, esses são os especialistas falando e não a autora, reconhecidamente do contra.

Em uma sociedade cada vez mais globalizada, já deveríamos estar cansados de saber que são os ingredientes heterogêneos que dão sabor à mistura e ajudam a sair da mesmice. E que atire a primeira pedra quem nunca viu um cliente trocando de fornecedor para “renovar os ares”. O fluxo livre de pensamento e deixar as ideias verdadeiramente choverem sem serem contidas no brainstorming é que nos levam para o futuro, principalmente, em profissões tão criativas e humanas como a comunicação. Isso não vai impedir que, de vez em quando, tenhamos algumas bolas fora, mas nos permitirá corrigir rotas antes de nos chocarmos contra a trave que outro membro da equipe já viu.

*Heloísa Gonçalves é Planejamento Estratégico da Repense