Meu fim de semana no 28° Fest’up

Palavras chave

Neste último fim de semana estive em São paulo, mais precisamente na FAAP, para participar da 28ª edição do Fest’up. O tradicional evento promovido pelo setor estudantil da associação veio com algumas pequenas modificações este ano. Desde a grade de programação até o formato de inscrição e envio de certificado (tudo pela internet).

cartaz

Uma coisa interessante ao longo de dois dias foi notar que muitos palestrantes tentaram, cada um a seu modo, explicar o atual cenário do mercado de comunicação e os impactos do digital. Talvez por isso, achei que o evento deste ano começou um pouco devagar, com muita sobreposição de conteúdo. Mas aos poucos as coisas foram ficando melhores e o 28°Fest’up engrenou de vez. Algumas palavras e expressões, entretanto, foram repetidas do início ao fim. E resolvi batizá-las (e a esse artigo) de palavras chave. São elas: diferenciação, velocidade, inovação, conteúdo, engajar, humanidade e propósito.

Vou dar um pequeno, pequeno mesmo, resumo do que vi e ouvi por lá. Começando pelo sábado

Sabadão de Fest’up

Comecei os trabalhos com a palestra de Alexandre Grymberg da (até então desconhecida para mim) DOGSCANFLAY. O Alexandre veio da “propaganda tradicional” e, ao perceber o intricado cenário atual da comunicação, percebeu que havia mercado para investir em conteúdo. Percebeu que as marcas querem e precisam de branded content.

O trabalho da DOGSCNAFLY está calcado em quatro pilares: Brand solutions, Entertainment, Animation Tchnology e Licensing. E para exemplificar o que estava expondo mostrou cases como The Hire (BMW, considerado o case fundador do branded content), The Starter Wife (Pond’s) e Red Bull Media Center.

Sua palestra foi muito mais focada em branded content e foi muito interessante.

Alexandre Grymberg da Dogscanflay Foto: Divulgação APP Brasil

Alexandre Grymberg da Dogscanflay
Foto: Divulgação APP Brasil

Depois fui conferir a palestra da Beia Carvalho da 5Now. Ela começou a palestra destacando parte de um vídeo recente de Marcelo Serpa em que o publicitário afirma que as marcas têm medo, medo das críticas. E quando as marcas têm medo da crítica não fazem nada de novo. Ela centrou sua palestra no lado extremamente humano da comunicação, dizendo entre outras coisas que não adianta só falar para as pessoas, mas que as palavras realmente importam. É preciso buscar o discurso que afete as pessoas.

Beia disse que a comunicação deve gerar conexão, engajar, ter humanidade e ecoar. Uma frase marcou no final: “Nossos instintos querem o conforto das velhas certezas”.

Depois da Beia fui assistir à palestra do Vicente Carrari, do Google. Ele resolveu centrar sua palestra no YouTube e iniciou falando da característica de mídia pointcast desta plataforma. Também afirmou, logo de cara, que o YouTube foi e é a reinvenção do entretenimento e que na plataforma o público pode criar conteúdos, gerar conteúdos e colaborar em conteúdos. Além disso,como o YouTube já passa de um bilhão de pessoas conectadas, passou a influenciar culturas e comportamentos.

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Vicente Carrari, do Google Foto: Divulgação APP Brasil

Em relação ao conteúdo, Ferrari afirmou que o Google vê cinco características básicas no conteúdo do YouTube. Ele é Global, Diverse, Mobile, Social e On Demand. E, no que se refere aos conteúdos de e para marcas há quatro aspectos fundamentais: SEE (awareness), THINK (consideration), DO (purchase) e CARE (loyalt). Também em relação conteúdo desenvolvido por marcas, Ferrari disse que no YouTube as marcas podem obter cobertura, segmentação e contexto.

Ainda assisti às palestras de André Paes de Barros da Ampfy (e destaco o conceito de agência “always-on”), de Celso Forster da BRMídia (trabalho 100% focado em desenvolvimento de conteúdo e product placement) e de Márcio Oliveira da LewLara/TBWA, que falou da geração AGORACÊNTRICA, a geração que vive o agora intensamente.

Domingão de Fest’up

Abri o domingo acompanhando um interessante painel com Camilo Otto (Facebook), Thiago César (Itaú-Unibanco), Pedro Porto (Twitter) e Toni Ferreira mediados, da Ogilvy). Algumas coisas que destaco deste painel: o conceito de mercado “move fast” (no qual as coisas mudam muito rápido) e por isso se transformou num mundo de comunicação constantemente em beta (experimental).Falaram bastante de propósito, de ligar pessoas, de buscar comunicação simples e humana.

Painel com Facebook, Twitter, Itaú-Unibanco e Ogilvy Foto: Divulgação APP Brasil

Painel com Facebook, Twitter, Itaú-Unibanco e Ogilvy
Foto: Divulgação APP Brasil

Logo em seguida acompanhei a palestra do Hamilton Leão da Isobar (agência do grupo DentsuAegis). Ele nomeou sua palestra assim: “De onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Uma conversa sobre a nossa profissão.”

Hamilton iniciou dizendo que toda mídia ficou social, não só as mídias sociais. E destacou que o que está rolando hoje é digital, mobile, protagonismo, speed e co-thinking. A partir disto questiona: E as agências neste cenário? Não poupou críticas ao papel atual das agências e disse que estão menos relevantes, têm menos repertório, enfrentam os chamados co-petiors (parceiros/fornecedores que acabam sendo/virando competidores) e o trabalho por jobs.

Hamilton Leão da Isobar Foto: Divulgação APP Brasil

Hamilton Leão da Isobar
Foto: Divulgação APP Brasil

Ele foi mais longe e disse que as agências devem sair do modelo em que focam em marcas para um focado em construir, criar e recriar negócios. Devem sair de um modelo focado em produzir, coordenar e vender mídia para um outro em que modelem negócios, criem soluções inovadoras, vendam e gerem receitas.

Fechei o domingo e o meu Fest’up (este ano não fiquei para a última rodada de palestras e nem o festival de jingles) acompanhando a excelente palestra do pessoal da Kantar (Dave Fiss, Kantar Worldpanel e Felipe Ramirez, Kantar Insights Hispanic Latan & Brasil). E destaco um ponto que eles trouxeram de seus painéis de pesquisa de comunicação e consumo: o que gera valor para as marcas é a bem planejada combinação de inovação, propósito e diferenciação.

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Dave Fiss e Felipe Ramires da Kantar Foto: Divulgação APP Brasil

Voltei para casa com a sensação (como escrevi em meu perfil pessoal do Facebook) de paixão renovada pela propaganda. Parabéns APP Brasil. Ano que vem tem mais e estaremos por lá!

Nosso enviado especial ao Festival do CCSP

The Hitchhiker’s Guide to the Clube de Criação

Estagiário da Agência de Comunicação Integrada na UNITAU, 6º semestre de publicidade e propaganda, 20 anos. Olá! Sou Renan Ávila, e como correspondente do Vale Publicitando no Clube de Criação e passageiro de primeira viagem em Sampa, devo dizer: primeiramente, NÃO ENTRE EM PÂNICO se você perdeu esta edição. Mas você publicitário que ainda não conhece o clube, converse com o embaixador da sua universidade!

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Como são 3 dias de evento, decidi ficar por São Paulo mesmo na casa de uma amiga, mas se você não tem nenhum conhecido por lá que possa te hospedar, o Airbnb tem quartos à oferta por até R$19 o pernoite dependendo da localização. Se ainda te assusta passar uns dias no quarto da casa de desconhecidos, Hostels também são uma opção.

Para começar, logo na abertura do festival tivemos Clarice Falcão e Adriana Falcão, mãe e filha correndo contra o tempo do painel pra contar sobre a trajetória de suas vidas. Correr também é outra atividade que se faz durante o festival, porque não há tempo pra descansar, comer, apreciar as exposições, mostrar a pasta, participar dos workshops, ir ao banheiro ou pegar todos os brindes que se vê pela frente. No fim das contas, algumas palestras terão de ser sacrificadas para que se possa aproveitar o evento como um todo, até porque o preço do ingresso é bem salgado, mas admito que valeu cada centavo.

No sábado logo depois da abertura, teve “Enquanto procuram o novo, o bom anda sumido” com Rynaldo Gondim (Diretor de Criação de Grupo de Contas da Almap BBDO) que comentou sobre a importância da ideia e da relação cliente/agência ressaltando que “Em algum momento, paramos de dizer o que pensamos e falamos apenas o que o cliente quer ouvir. Temos anunciantes querendo apenas ‘não errar’ e criativos querendo fazer campanha que faça sucesso na sala de reunião.”

Logo depois parti para “Produção de conteúdo audiovisual para um mundo multi tela”, onde foram abordados novos jeitos de produção de conteúdo transmídia e uma discussão sobre novos usos para a segunda tela.

Renan Ávila, nosso enviado especial ao Festival do CCSP

Renan Ávila, nosso enviado especial ao Festival do CCSP

Para participar dos workshops que acontecem durante o evento, é necessário se inscrever antecipadamente pois as vagas são limitadas, mas se você ficar por perto e atento caso a sala não lotar, dá pra entrar numa boa. Às 17h rolou o workshop “Tenha ideias. Fique rico. Seja Famoso. Agora.” Com Marcelo Costa e Christiano Abrahao que ensinaram um processo de brainstorm para lapidar ideias e fazer com que elas funcionem.

Depois do evento que se prolongou até as 23h, é hora de voltar pra casa. Mas caso ache que não vai dar tempo de chegar até o metrô antes da meia noite, chama um Uber! O serviço passou a aceitar dinheiro desde julho e no Uber Pool sai por uns R$6 a viagem.

No domingo teve “Por que somos tão poucas na criação das agências?”, um debate com Joanna Monteiro (CCO – FCB Brasil – Mediadora); Juliana Constantino (Creative Strategist – Instagram); Laura Esteves (Diretora de Criação – Y&R);Andreia Barion (Diretora de Criação – WMcCann); Gabriella Marcatto (Assistente de Arte – JWT) que nos mostrou de relance a realidade delas nas agências e suas experiências.

Em seguida, acompanhei “O humor nos tempos de cólera”, um papo super descontraído e bem humorado com Carlão Busato (Diretor de Cena – Hungry Man – Mediador); Cláudio Manoel (Casseta e Planeta); Angela Dippe (Atriz e Comediante); Paulo Tiefenthaler (Larica Total, Terminadores); Marcelo Zorzanelli (Cocriador – Site Sensacionalista); Marcelo Marrom (Humorista – Multishow), neste painel, o roteiro foi literalmente jogado pelos ares, o que rendeu muitas piadas posteriormente.

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Um pouco depois era hora de “WTF R U GUYS DOING?” com Fernando Machado (Senior Vice President Global Brand Management – Burger King – EUA) em que entendemos como foi a remodelação da identidade visual da marca, contando inclusive com comentários de cases famosos como o polêmico McWhopper no Peace One Day.

No fim da noite, todos famintos querendo um Burger King, e nenhum por perto… Procuramos no Google um lugar que fosse bom e barato, mas parecia que todos os lugares que achamos ficavam no fim do universo. Estava junto com os embaixadores e fomos para um barzinho próximo à Cinemateca Brasileira, onde um espetinho era R$7,90. Ficamos por lá, com peso na consciência, dor no bolso, e tirando muito sarro daqueles preços. E quando o garçom chegou para perguntar o que iríamos pedir, ainda estávamos fazendo piada dizendo: “E se pedirmos dois espetinhos e uma água? Pode até ser da torneira que não ligo!”. Enfim, não passamos fome. Mas caso fique em dúvida de onde comer, é melhor checar o iFood antes ou até rachar uma pizza entre os amigos.

Enfim segunda-feira. Último dia de evento. Todos exaustos. Neste dia decidi adotar outra estratégia para acompanhar o máximo de palestras possíveis. Resolvi ficar na área aberta, onde havia pufes confortáveis e disputadíssimos para acompanhar os streamings de todas as palestras tanto da sala Facebook como da sala Globosat. Bem, minha estratégia não deu muito certo, porque consegui um puff no melhor lugar, mas de tão confortável e de tão exausto que estava, cai no sono. Mas a palestra de Stephan Moritz da Mokoh Music abordou “Como produzir som padrão internacional de forma colaborativa e bem resolvida”. Ele também mostrou alguns cases como o da Sony Bravia onde foi usado um acústico da música Firestone (Kygo) e comentou também o caso das músicas lançadas em campanhas acabarem caindo no gosto e bombando nas rádios.

Entre outras atrações, no fim do dia houve a premiação do 40º anuário. Em resumo, isso foi o que mais gostei no Festival do Clube de Criação. Foi sensacional. E parando pra fazer as contas aqui: Ingresso: R$195; Transporte: R$42; Alimentação: R$200; Ver seu amigo ganhar prata na categoria estudante do anuário: Não tem preço. Parabéns, Breno.

Ano que vem já quero ir de novo. Recomendo à todos criativos irem pelo menos uma vez. Agora é tarde. Esperem por 2017. Até lá, “Até mais, e obrigado pelos peixes!”.

Gente nova no time criativo

Supera reforça sua criação

Marcelo Inomata é o novo diretor de arte da Super

Marcelo Inomata é o novo diretor de arte da Super

Marcelo Inomata tem um emprego novo. Ele é o novo Diretor de Arte na Supera Comunicação, de SJcampos.

Marcelo é formado em publicidade e propaganda pela Unitau e estava atuando na Criação da Editora Santuário em Aparecida.

Redatora assume novo posto

Redatora passa a atuar na Focusnetworks

A redatora Pamela Ferreira passa a dar expediente na Focusnetworks – OnLife Business Group. A  publicitária já  teve passagem por Supera Comunicação e Tríadaz – Propaganda e Marketing.

Pamela Ferreira, nova redatora da Focusnetworks - OnLife Business Group

Pamela Ferreira, nova redatora da Focusnetworks – OnLife Business Group