Luck abre vaga de estágio
A agência sediada em Taubaté abre vaga para estágio:
Um criativo na crise

Amaro Almeida Monteiro – Estudou Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na instituição de ensino Faculdade Anhanguera de Taubaté, atua como consultor em comunicação e colabora esporadicamente com o Publicitando
Não tem jeito, a crise está na moda, só se fala dela, da televisão à internet, do jornal ao rádio. E aí nos perguntamos, o que fazer?
Claro que a pessoa que tivesse essa resposta estaria bilionária nesse exato momento, mas enquanto não temos uma bola de cristal ou uma viagem no tempo para saber o que irá acontecer daqui para frente, resta-nos dar foco em uma determinada palavra que há muito anda esquecida até mesmo para aqueles que vivem de tal ferramenta. A Criatividade.
O jeitinho brasileiro de se virar nunca esteve tão em alta. Criar novos caminhos para fazer dinheiro e empreender em algo que antigamente poderia ser visto simplesmente como um hobby é extremamente importante nos tempos em que vivemos.
O criativo não é diferente, e ao meu ver, ainda pode conseguir um bônus diante de todas essas dificuldades econômicas e políticas que vivemos.
O profissional criativo precisa se realimentar constantemente de experiências novas que impulsionem ainda mais a sua criatividade. Por que não fazer um dinheiro extra também? E não existe momento melhor para isso do que em uma crise.
É hora de levantarmos e criarmos caminhos jamais explorados, dar valor ao que criamos e modificar o cenário atual. Para que isso aconteça, todos precisam contribuir de forma criativa.
Estamos em uma era de transformações, onde tudo acontece em um piscar de olhos. É arregaçando as mangas e trabalhando que veremos mudanças.
Agência envolveu-se na gravação de DVD
A Criative Comunicação participou, na última terça-feira, da gravação do DVD da dupla sertaneja André e Kadu.
A dupla é cliente da agência há 1 ano e desde então desenvolve todos os materiais promocionais, além da realização da gestão das redes sociais (Facebook, Instagram, Youtube, Snpachat).
A dupla já tem vários anos de carreira, mas foi a partir da participação no The Voice 2013, através da qual são lembrados até hoje como uma das mais emocionantes apresentações no programa, que a carreira decolou.
No último dia 19/04 a dupla gravou seu primeiro DVD no Studio Na Cena, em São Paulo, quando contaram com as participações especiais de Munhoz e Mariano, Loubet, Paula Mattos e Jeff Villalva.
Nesse projeto a participação da Criative deu-se através do desenvolvimento de material para divulgação do DVD nas redes sociais, o convite para os convidados, além de todo suporte e consultoria para a dupla.
O que importa em uma marca
Nesse último mês fui bastante questionado sobre minha opinião a respeito da nova marca da operadora de telefonia Oi. Resolvi então deixar aqui a minha opinião a respeito, apresentando a vocês o que acho importante em uma marca.
Primeiramente, devo definir quais os princípios em que me baseio para analisar qualquer ação de comunicação e assim, parto da “construção simbólica” como pedra fundamental de uma análise. Devemos entender que construção simbólica é a capacidade de passar algum conteúdo a saber, através de alguma forma portadora, garantindo significado a todos os interlocutores.
Nisso muitos criadores de logotipos se perdem, quando tentam significar usando formas já reconhecidas com objetivo de facilitar a identificação, mas trazem em sua comunicação o que eu chamo de significados ocultos ao símbolo. É como se usássemos a jarra que estava cheia de leite para oferecer água aos convidados. Alguns sentiriam um gosto estranho de leite ao beber a água.
O segundo princípio que uso, vem da escola Bauhaus, “a forma é subordinada à função”. Aqui o problema está naquele que busca incansavelmente o inovador, pensando só na forma e não naquilo que quer transferir como conhecimento. É o erro comum dos amadores! É quando se deseja tanto ser diferente que se esquece da principal função da comunicação que é transmitir. Façamos o seguinte exemplo, use a panela de pressão para ferver o leite e ninguém irá bebê-lo pois não irão reconhecer que leite está dentro da panela de pressão.
Por fim, meu último princípio é o mais difícil de fazer acontecer e também o mais importante: “Um bom símbolo é aquele que porta a verdade.” Não se pode vender mentira em branding, pois mentira tem perna curta e a marca precisa fazer uma longa caminhada. Sua imagem deve ser sinônimo da verdade em sua identidade. É possível explicar até defeitos com verdades bem simbolizadas, mas nunca conseguiremos vender leite por água.
https://www.youtube.com/watch?v=qq5Ec_GCzGE
Quando aplicamos tais princípios à marca nova da Oi, vemos que o polêmico nessa marca está no querer usar mais de uma forma para conceituar sua identidade. Veja que essa técnica não é assim tão inovadora, pois já foi feito na identidade do Hopi Hari, que aos poucos foi cristalizando um símbolo principal, mas ainda hoje permite a flexibilidade da forma.
Forma está sujeita a função que se for bem-feita carrega o conteúdo sem problemas. Quantos de nós já fervemos o leite na panela ou então servimos o mesmo naquela jarra de suco, mesmo assim conseguimos resultado do que buscávamos.
A Oi tem condições de construir um conteúdo simbólico que se encaixe em muitas formas. Mas para isso é preciso ter intimidade com o consumidor, pois flexibilidade parece ser a palavra chave desta marca. A Oi é uma empresa que tende a ser mais próxima de seus usuários, até porque não consegue concorrer em outros diferenciais como qualidade técnica de sinal ou mesmo só em preço.
Pelo que percebo a marca quer retratar está verdade da empresa na marca. Basta agora deixar claro que o leite está na jarra de suco.
Quanto às cores está tentando a quebra da moda monocromática (flat), para apostar em degrades também tem a ver com falar em diversidade, de meios tons como diferencial da marca. Mas é preciso se aprofundar. Pois cor sempre carregam consigo os significados ocultos e aí o bicho pode pegar. Vamos esperar para ver.
Por hora o rebranding da Oi, não me encomenda tanto quanto incomoda os críticos do “eu acho.”