Por que o trabalho criativo nos deixa exaustos antes mesmo de começarmos a criar?

Por Matt Rouif*

Visto de fora, o trabalho criativo ainda é frequentemente associado à liberdade, ao fluxo de ideias e a rotinas flexíveis, com espaço para experimentação. No entanto, o que vejo na prática, ao trabalhar com designers, profissionais de marketing e equipes criativas, é bem diferente. A maior parte do tempo não é dedicada à criação, mas à gestão do processo que sustenta a criação.

Essa gestão envolve arquivos, versões, feedback, pequenos ajustes técnicos, alterações de última hora e validações intermináveis. Nada disso é particularmente complexo, mas tudo requer atenção constante, tomada de decisões e mudanças de contexto. É esse acúmulo que causa o cansaço.

Com o tempo, a soma dessas pequenas decisões cria um ruído mental permanente. A energia criativa não desaparece porque as pessoas deixam de se importar ou perdem o talento, mas porque a capacidade mental é consumida por tudo o que acontece em torno do ato criativo.

Quando esse esforço se prolonga, o pensamento tende a perder profundidade. As decisões tornam-se mais reativas e imediatas, não por falta de cuidado, mas como uma forma natural de lidar com a sobrecarga. O mais delicado é que esse desgaste raramente é percebido conscientemente. As pessoas continuam a produzir, entregar e decidir, sem perceber que a fadiga já está afetando a qualidade de seu raciocínio.

É nesse contexto que a inteligência artificial começa a fazer sentido além de ser uma ferramenta para a eficiência, mas também como uma possível aliada na redução da carga mental.

No entanto, apesar do avanço da IA na vida profissional cotidiana, em grande parte do tempo ela ainda é consumida por tarefas repetitivas e operacionais. Muitos profissionais já utilizam a inteligência artificial intencionalmente, mas continuam presos a ajustes, padronizações e retrabalhos, o que ajuda a explicar por que a fadiga persiste.

Uma pesquisa global realizada pela Universidade de Melbourne em parceria com a KPMG, envolvendo mais de 48 mil profissionais em dezenas de países, indica que cerca de 58% das pessoas já utilizam inteligência artificial no trabalho, sem que isso tenha eliminado a sobrecarga de atividades operacionais.

Em média, os profissionais passam cerca de 2,6 horas por dia lidando com ajustes, formatação, padronização e retrabalho. Esse volume afeta tanto a produtividade quanto os níveis de estresse e exaustão emocional. As organizações que adotaram a automação de forma mais estruturada relataram reduções de até 25% na exaustão emocional e avanços na identificação precoce de sinais de esgotamento.

No trabalho criativo, esse impacto se torna ainda mais concreto quando a IA assume ajustes repetitivos, variações visuais ou correções técnicas. Não se trata apenas de acelerar processos, mas de remover dezenas de microdecisões do dia a dia, o que libera espaço mental, clareza e energia para decisões que realmente exigem pensamento estratégico e sensibilidade humana.

Ao mesmo tempo, o uso da tecnologia também revela suas limitações. Quando a tecnologia é usada sem critérios claros, sempre conectada e acelerando o ritmo do trabalho, ela pode acabar reforçando a fadiga em vez de aliviá-la.

Esse paradoxo aparece em uma pesquisa da Quantum Workplace, que indica níveis mais altos de exaustão entre profissionais que usam inteligência artificial com muita frequência. Os dados ajudam a nos lembrar que a IA por si só não resolve o problema do esgotamento. Sem mudanças na forma como o trabalho é organizado, ela apenas transfere a pressão.

Esse ponto muda o foco da discussão, já que o desafio não é simplesmente adotar mais tecnologia, mas sim projetar melhor o trabalho. Para que a inteligência artificial contribua verdadeiramente para o bem-estar, ela precisa ser usada com intenção, limites claros e alinhamento com a cultura da organização. Sem isso, a pressão apenas muda de lugar, em vez de diminuir.

Cuidar da saúde mental no trabalho criativo envolve reconhecer sinais de fadiga, planejar o tempo de forma mais realista e distribuir as demandas considerando não apenas a produtividade, mas também o descanso e a vida pessoal. No contexto do trabalho remoto, isso inclui estabelecer horários claros e reduzir a sensação de disponibilidade permanente.

Usada com responsabilidade, a inteligência artificial pode apoiar esse processo, simplificando fluxos de trabalho, redistribuindo cargas de trabalho e reduzindo o volume de decisões operacionais. O segredo é evitar que ela se torne apenas mais uma ferramenta para aceleração contínua. Na minha opinião, o verdadeiro valor dessas ferramentas está no que elas removem de nossa carga cognitiva, não no quão mais rápido elas nos levam a produzir.

Talvez seja hora de repensar os modelos de produtividade baseados exclusivamente em volume e velocidade. Nas esferas criativas, onde o pensamento é o principal ativo, proteger o espaço mental daqueles que criam se torna uma decisão estratégica.

Em última análise, a verdadeira inovação pode não estar em produzir mais, mas em criar melhor, com menos peso na mente e mais espaço para as decisões que realmente importam.

*Matt Rouif é co-fundador e CEO da Photoroom.

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IA para pequenos negócios: GoDaddy Airo revoluciona a gestão de pequenas empresas no Brasil

Com a experiência de Inteligência Artificial da GoDaddy, pequenos empreendedores podem criar um logotipo, site, e-mail e campanhas para mídias sociais em segundos

Em um mundo onde o tempo é essencial, o GoDaddy Airo® foi projetado para economizar o tempo dos proprietários de pequenas empresas e ajudá-los a ter sucesso

O GoDaddy Airo, agora disponível em português, combina a tecnologia de inteligência artificial (IA) com a facilidade de uso. Os pequenos empreendedores não precisam mais ser especialistas em tecnologia para aproveitar o poder da IA pois, a nova pesquisa Empreendedorismo Globo da GoDaddy de 2025 revelou que os donos de pequenas empresas no Brasil estimam que já economizam 9 horas por semana usando ferramentas de IA.

“O tempo é o recurso mais valioso de um empreendedor. Muitos deles sonham em ter mais tempo para se dedicar ao que realmente os apaixona: sua criatividade, seus negócios, sua família. O GoDaddy Airo lhes devolve esse tempo”, diz Luiz D’Elboux, Country Manager da GoDaddy no Brasil.

“O GoDaddy Airo é uma solução dinâmica que está constantemente evoluindo, aprendendo e melhorando para atender às necessidades em constante mudança das pequenas empresas”, acrescentou D’Elboux. “Acreditamos que a IA pode ajudar os empreendedores brasileiros a desbloquear uma jornada digital bem-sucedida.”

Essa experiência inovadora baseada em IA torna a tecnologia anteriormente disponível para grandes corporações acessível a todas as empresas, independentemente de seu tamanho. Além disso, 82% das pequenas empresas pesquisadas acreditam que a IA as ajudará a competir com empresas maiores nos próximos 12 meses.

O GoDaddy Airo facilita negócios on-line com IA

Com a compra de um domínio, o GoDaddy Airo aproveita o poder da IA para facilitar a vida de qualquer pessoa que queira abrir uma empresa e levar sua ideia para o próximo nível com uma interface on-line intuitiva e fácil de usar que não requer conhecimento técnico.

Os principais recursos incluem:

· Criação de logotipo – Criar uma identidade visual atraente é essencial para qualquer empresa, mas pode ser demorado e caro. Com o GoDaddy Airo, os empreendedores podem gerar logotipos exclusivos e profissionais em minutos, proporcionando uma imagem de marca sólida sem a necessidade de conhecimento especializado em design.

· Desenvolvimento instantâneo de sites – um dos recursos de destaque da plataforma é sua capacidade de gerar sites completos instantaneamente. Os empreendedores podem publicar um site funcional com conteúdo personalizado em questão de minutos, simplificando a criação de presença digital sem a necessidade de habilidades técnicas.

· Otimização automatizada de mecanismos de pesquisa – a GoDaddy ajuda as empresas a melhorar suas classificações de pesquisa fornecendo sugestões para otimizar seus sites com palavras-chave e descrições direcionadas. A IA analisa e recomenda melhorias, aumentando a visibilidade nos resultados dos mecanismos de pesquisa e ajudando as pequenas empresas a atrair mais clientes.

· Serviços de e-mail profissional – um e-mail baseado no domínio da empresa não apenas cria a confiança do cliente, mas também promove a marca em cada mensagem enviada. Além disso, ele conta com o apoio da segurança avançada de e-mail por meio do Microsoft 365, com recursos como proteção proativa, backup de e-mail, arquivamento e migração contínua.

A presidente internacional da GoDaddy, Laura Messerschmitt, comentou: “A GoDaddy tem tudo a ver com o apoio à incrível motivação dos empreendedores, incluindo os do Brasil, que está repleto de talentos e criatividade. O GoDaddy Airo foi projetado para equipá-los com as ferramentas necessárias para criar presenças digitais fortes e alcançar públicos mais amplos, ajudando a transformar suas visões de sucesso comercial em realidade.”

Coluna Branding: a alma da marca

É noite de Natal

Não existe nada mais mágico que a noite de Natal. E já que esta coluna deu a sorte de frequentar as redes sociais justamente no dia 25, fecho o assunto sobre o “conhecimento mágico”, justamente hoje, neste dia 25 de Dezembro.

Estamos vivendo o “Dividir para conquistar.” Esta máxima da arte da guerra, nos serve bem para explicar nossos dias de empobrecido do mundo sem cultura.

Não digo que não tem nascido boas ideias aqui e ali. Mas perceberam como estas descobertas são vasos bem cuidados que dão bonitas flores bem restringidas em seus habitates artificiais?

Quando penso em cultura de verdade, me vem à cabeça a imagem daquele jardim gigantesco, cujas plantas, quando florescem, surpreendem até quem as plantou, pois nem mesmo ele imaginaria tamanha beleza.

Sabe aquela experiência que encontramos nos muitos pintores renascentistas, nos designers que surgiram em uma Bauhaus ou até mesmo na música surgida no Brasil do movimento tropicalista. Cadê estas ideias brilhantes?

O homem não perdeu sua capacidade de criar, mas enquanto acreditarmos que o conhecimento humano pode ser partido em ciência, religião, arte, política ou em assuntos ainda mais stricto senso, ou pior, odiarmos aquele que pensa diferente de nós, sem questionar, discutir e refletir o que o outro tem dito, estamos fadados a estar isolados em nossas certezas egoístas e distante das pontes que atravessam estas áreas e conectam os ensinamentos críticos e criativos, que chamo aqui de conhecimento mágico.

Então, enquanto não buscarmos uma formação que prima pelos princípios válidos e testados pelo tempo, e pela comparação investigativa entre assuntos distintos, estaremos formando jovens “copy and past”, talvez aptos para o trabalho repetitivo, mas menos capaz de conectar informações que uma inteligência artificial da IBM.

O cenário futuro, nesse exemplo atual é catastrófico e desagrada a toda humanidade, digno de filme de ficção científica. E isso não é pessimismo. É um manifesto!

Nós podemos desenvolver um futuro onde a evolução da nossa inteligência (que significa eleger internamente o melhor caminho) pode ser congruente ao desenvolvimento tecnológico, mas é preciso agora educar as pessoas pensando em:

•Que tenham contato com conteúdos de comunicação de melhor qualidade e que vendam mais valores do que só o consumo material.
•Que comparem estes conteúdos e discutam os assuntos sem se colocarem em torcidas diferentes.
•Que busquem os motivos de cada um desses valores apresentados e vejam isso aplicáveis a suas vidas descartando o inútil.

Pode parecer uma utopia (projeção ideal), mas vejo isso como fácil de se conquistar.

Basta que cada um que me lê mude 3 atitudes e convença outros dessa mesma mudança.

•Quando forem observar alguma comunicação se perguntem por que consumo isso. O que me traz de bom e de ruim?
•Quando tenham visto alguma comunicação até o fim se perguntem o que isso me ensinou? E com o que posso comparar?
•Quando forem fazer as suas comunicações, compartilhar um conteúdo, se perguntem: Por que compartilho isso? O que trago de bom para o mundo com essa atitude?

Pronto, está aí um mundo mais mágico e digno do espírito de Natal. Pode até ser utopia, mas nunca foi tão fácil de resolver.

Realmente estamos vivendo a quarta etapa do mundo de Kottler, onde a realidade se constrói daquilo que comunicamos.

Dessa forma o problema não está em criarmos a realidade a partir de um imaginário, afinal isso sempre existiu, o problema está em não conseguirmos imaginar um cenário melhor, porque nossos sonhos estão acorrentados a este pobre jardim controlável.

Boas festas a todos e estaremos juntos em 2018.