Coluna Propaganda&Arte

Precisamos falar de Abstract, a série documental da Netflix

Abstract – A arte do design, foi lançada pela Netflix em fevereiro de 2017, mas vai continuar moderna por um bom tempo. Afinal, boa arte e design estão sempre na moda, certo?

Independente de concordar ou não, se você é ligado a temas do universo criativo, deve assistir ao menos um episódio de Abstract, que basicamente apresenta 8 artistas e designers inovadores que estão na ativa atualmente e que possuem certo respeito no meio por seus trabalhos e formas de pensar.

Quer uma dica? Não vá com preconceito sobre os temas dos episódios. Hora você verá algo sobre design de calçados, outra hora de arquitetura urbanística, depois estará dentro de uma agência de artes visuais ou em um quartinho pequeno de um artista especializado em fazer capas para revistas. Não importa o tema, você vai se apaixonar pela paixão deles. Eu mesmo, nunca imaginei que desenvolver um Nike fosse tão difícil e interessante. Ou então, que a cenografia de grandes espetáculos e peças de teatros poderia ser muito criativa e moderna.

São séries como esta que nos faz pensar, inclusive no formato do documentário, que não deixa de ser uma outra maneira de fazer arte (e informar, claro).

Nesse quesito, alguns episódios são mais “animados”, no sentido de linguagem e transições de cena, talvez para se adequar ao tema abordado. Claro, não podemos falar de carros, tênis, tipografias, arquitetura e cenografia e achar que tudo é igual. Realmente, são mercados diversos, que necessitam de investimentos, treinamentos, aperfeiçoamentos e muito QI. Isso mesmo, o sucesso de alguns desses artistas, em partes, se deu devido terem feito trabalhos interessantes e relevantes para figuras conhecidas. Logo, com a exposição de seu trabalho em circuitos exclusivos, ganharam fama, prestígio, expectativas e muitas responsabilidades, sem dúvidas.

Quero deixar claro que não estou menosprezando o trabalho de nenhum dos artistas retratados na série, mas fica evidente que para se chegar ao posto de referências mundiais em suas áreas, são necessários dois ingredientes essenciais: muito trabalho e as indicações certas.

Encontramos perfis diversos no Abstract. De jovens inovadores, que estão criando e revolucionando suas respectivas áreas, a artistas mais “coroas”, que em algum momento da vida tiveram seu auge e hoje buscam se manterem, ao menos dentro das tendências, arriscando hora ou outra algo realmente novo. Nessa fase, vale muito a experiência e sabedoria para administrar e tocar os seus próprios negócios.

Se você quer ser um artista famoso, um arquiteto foda ou simplesmente alguém que mude a forma das pessoas de pensarem o mundo, vale a pena conhecer essa turma do Abstract. Você pode não se tornar o próximo Steve Jobs, mas essa série dará um ânimo extra para quem quer viver criando e inovando cada vez mais em sua profissão. Pelo jeito, o seu sucesso vai ser consequência disso e, quem sabe, você pode ser o tema da próxima temporada de Abstract.

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7 dicas definitivas para ser mais criativo (e feliz)

Somos cobrados todos os dias para termos ideias criativas, “diferentonas”, fora da caixa etc, mas com o estresse e tempo escasso no trabalho fica mais difícil, não é? Diante desse desafio, será que existe alguma fórmula mágica para ter grandes ideias?

Claro que sim. E que não. Depende muito de cada um. Porém, o que sabemos é que algumas medidas podem ser tomadas para facilitar o processo das ideias em nosso cérebro e, isso sim, funciona igual para todo mundo. Para dividir com vocês, selecionei algumas técnicas que funcionaram comigo de forma surpreendente e que eu considero as mais relevantes.

1 – Selecione uma lista com músicas que te fazem sentir algo indescritível.

Sabe aquelas músicas que te lembram de uma época antiga? Ou um estilo de música que te faz relaxar, cantar ou emocionar? Guarde-as. Crie uma sequência musical para estes momentos de bloqueio e solte o play somente em urgências, não “gaste o cartucho”, para ver os resultados. Não precisa ser Bach ou outros clássicos (apesar de funcionar bem), basta ser um estilo que te leve para longe por alguns minutos.

2 – Desenhe e escreva com as duas mãos.

Isso é bem básico, mas ninguém faz. Escrever já é bom, com as duas mãos, é ainda melhor. O exercício faz com que você desenvolva o lado adormecido, afiando o cérebro por completo. Com mais conexões, você cria mais chances de novas ideias. Isso é comprovado pela ciência e faz muito bem à sua saúde. 5 minutos por dia, na hora do almoço, é o que eu indico. Já tem o seu caderno e lápis separados? Comece amanhã! Quem sabe você até descobre um talento para o desenho.

3 – Solte-se, esqueça os outros, relaxe e fique sozinho.

Se você trabalha com mais pessoas, não precisa ficar sozinho literalmente. Faça um isolamento mental, imagine-se em uma sala vasta e vazia, afinal a grande ideia precisa de espaço para nascer. Pense naqueles minutos que ninguém irá julgar a sua ideia. Comece pelas ideias mais “idiotas”, sem censuras internas. Faça piadas das primeiras soluções. Use-as para piorar ainda mais, comece a lapidar. Apague tudo e veja se algo diferente e interessante aparece na sala. Pode ser aquela solução que você nunca imaginou, porque estava se prendendo e pensando no que os outros diriam. Deixe o lixo nessa sala branca e saia apenas com o que realmente vale a pena para seu job.

4 – Descubra algo que não te interessa (toda a semana).

Você gosta de reggae? Ouça uma música clássica. Você curte MPB? Escute um funk. Você gosta de rock independente? Liga na rádio para saber o que toca na casa das pessoas. Isso vale também para leitura, filmes, canais no Youtube, desenhos, personalidades para seguir na internet, artigos, blogs etc. Ao buscar algo totalmente incomum para o seu perfil, você ganha repertório variado, amplia sua compreensão do mundo e recebe de bandeja novas ideias para criar conexões inesperadas. Qual vai ser o assunto que não te interessa que você vai descobrir essa semana?

5 – Saia do automático. Pare tudo!

Nosso corpo e mente funcionam no automático. As ideias e soluções mais comuns são sempre as mais fáceis. Se você quer realmente criar algo novo, verifique o que você tem feito. Pare uns minutos. Pesquise sobre o que o mercado tem feito. Pare de fazer sempre igual. Pare alguns instantes para tomar um café ou olhar para a rua. Apenas parar, já pode te ajudar a sair do redemoinho do dia, das tarefas comuns, para olhar de fora e tentar fazer algo novo. Se não der uma pisada bem forte no freio, o carro vai parar sempre na mesma vaga.

6 – Comece uma atividade física (pode ser qualquer coisa).

Eu sei que não é fácil. Praticar atividades físicas pode ser prazeroso para alguns e maçante para outros, mas faz um bem danado para sua saúde (e suas ideias). Essa dica precisa ser colocada aqui, pois vai muito além de ser criativo. Para ter grandes ideias é preciso estar bem com o cérebro. E ele precisa do corpo 100% também. Você quer uma ideia 100% ou 50%, 1%? Se você não está bem disposto, com saúde e feliz, do que adianta ter grandes ideias?

7 – Não siga nenhuma regra colocada aqui. Crie as suas!

Eu disse que funciona diferente para cada um, portanto nada mais justo do que deixar uma regra para você criar as suas próprias regras. Teste durante um mês e colha os resultados. Veja as técnicas que mais funcionam com você. Mande a sua técnica para mim. Quem sabe podemos unir nossas experiências e ter uma produtividade ainda melhor, mais original e prazerosa para todos.

Boa prática!

Veja os cursos do Senac em junho

Confira os cursos do Senac Taubaté com início em junho

Selecionamos os cursos do Senac que têm relação com comunicação, marketing e negócios

Marketing: Criatividade e Inovação
Capacitar o profissional para a utilização de técnicas para geração de novas ideias no trabalho individual ou em equipes multidisciplinares, por meio de ferramentas que estimulam a criatividade e a busca por inovação, objetivando a solução de problemas, o desenvolvimento de novas formas de atuação e o atendimento às necessidades dos projetos e desafios da empresa.
Data: 3/6 a 15/7
Horário: das 9h30 às 13h30; sábado

Excel 2016 – criando planilhas interativas e dashboard
Este curso tem como objetivo capacitar e preparar o aluno a criar planilhas e gráficos avançados utilizando as ferramentas do Excel, assim como, criar planilhas específicas com gráficos dashboard.
Data: 5/6 a 28/6
Horário: das 19 às 22 horas; segunda, quarta e sexta-feira

30% de desconto
O Senac São Paulo oferece 30% de desconto em todos os seus cursos livres, de idiomas e técnicos presenciais que iniciam as aulas em janeiro de 2017 – para cursos oferecidos nos períodos da manhã e da tarde, no litoral e no interior, o desconto pode chegar a 40%. São diversas opções de cursos nas áreas de arquitetura e urbanismo; beleza e estética; certificações em tecnologia; comunicação e artes; design; educação; eventos e lazer; gastronomia; gestão e negócios; gestão executiva; hotelaria e turismo; idiomas; limpeza, conservação e zeladoria; moda; saúde e bem-estar; e tecnologia da informação.

A instituição oferece infraestrutura moderna, com laboratórios que simulam situações reais de trabalho em suas 60 unidades distribuídas em todo o Estado. Conheça a programação completa de cursos oferecidos na instituição de excelência e tradição de 70 anos em educação profissional, por meio do Portal Senac – www.sp.senac.br.

Local: Senac Taubaté
Endereço: Rua Nelson Freire Campello, 202, Jardim Eulália
Informações e inscrições: (12) 2125-6099 ou www.sp.senac.br/taubate

Fonte: KMS Comunicação – Thaís Mazini

Coluna “Discutindo as relação…”

O adeus do Z

Os três sempre foram uma referência para mim e, acredito, para mais de meio mundo publicitário. O D, o P e o Z mudaram totalmente a propaganda brasileira. Trouxeram inteligência, brasilidade, charme e elegância. Acrescentaram excelência criativa, rigor estético e ética profissional. Trouxeram leões e muitos outros prêmios para o Brasil.

O P e o Z eram catalães. E, como eu descobri através de um vídeo comemorativo aos 50 anos da carreira do Z, conheceram-se no primeiro dia de cada um deles no primeiro emprego no Brasil (ou algo parecido com isso). É muito boa armação do destino, né?!

O Z era artista plástico. E um BAITA diretor de arte. Era divertido, bem humorado e talentosíssimo! Ajudou a formar uma montanha de profissionais de criação nos longos e fantásticos anos de DPZ. Aliás, a DPZ era uma agência tão original à época, que tinha dois andares e duas equipes completas de criação: uma comandada pelo P e outra pelo Z.

O Z se foi ontem. Tomei um enorme baque, confesso! Era fã de carteirinha. Infelizmente nunca tive a oportunidade de vê-lo em carne e osso. Nem uma única palestrazinha sequer…Mas admirava e muito mesmo à distância.

Escrevi no meu perfil de Facebook que a propaganda brasileira acabava de ficar um tanto menos rica. Perder o Z é como perder um Pelé, um Rivelino, um Zico, um Ademir da Guia… É como perder um Ademar Ferreira da Silva, um João do Pulo. É perder um W… e um P (que infelizmente já tinha ido também). É perder alguém insubstituível. Sim!

Acredito que a propaganda brasileira siga sendo competente, criativa, forte e que continuem surgindo profissionais que sejam referência para outros futuros profissionais. Mas, para os que são da minha geração, a despedida do Z faz calar, faz pensar, faz a alma ficar triste…

O Z vai deixar o céu ainda mais interessante, divertido e, claro, criativo e prazeroso. Não tenho dúvidas.

Um grande abraço, mesmo que ainda mais de longe agora, Zaragoza!