Crise? Criatividade nela!

Um criativo na crise

Amaro Almeida Monteiro - Estudou Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na instituição de ensino Faculdade Anhanguera de Taubaté, atua como consultor em comunicação e colabora esporadicamente com o Publicitando

Amaro Almeida Monteiro – Estudou Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na instituição de ensino Faculdade Anhanguera de Taubaté, atua como consultor em comunicação e colabora esporadicamente com o Publicitando

Não tem jeito, a crise está na moda, só se fala dela, da televisão à internet, do jornal ao rádio. E aí nos perguntamos, o que fazer?

Claro que a pessoa que tivesse essa resposta estaria bilionária nesse exato momento, mas enquanto não temos uma bola de cristal ou uma viagem no tempo para saber o que irá acontecer daqui para frente, resta-nos dar foco em uma determinada palavra que há muito anda esquecida até mesmo para aqueles que vivem de tal ferramenta. A Criatividade.

O jeitinho brasileiro de se virar nunca esteve tão em alta. Criar novos caminhos para fazer dinheiro e empreender em algo que antigamente poderia ser visto simplesmente como um hobby é extremamente importante nos tempos em que vivemos.

O criativo não é diferente, e ao meu ver, ainda pode conseguir um bônus diante de todas essas dificuldades econômicas e políticas que vivemos.

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O profissional criativo precisa se realimentar constantemente de experiências novas que impulsionem ainda mais a sua criatividade. Por que não fazer um dinheiro extra também? E não existe momento melhor para isso do que em uma crise.

É hora de levantarmos e criarmos caminhos jamais explorados, dar valor ao que criamos e modificar o cenário atual. Para que isso aconteça, todos precisam contribuir de forma criativa.

Estamos em uma era de transformações, onde tudo acontece em um piscar de olhos. É arregaçando as mangas e trabalhando que veremos mudanças.

Coluna Branding: a alma da marca

O que importa em uma marca

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Nesse último mês fui bastante questionado sobre minha opinião a respeito da nova marca da operadora de telefonia Oi. Resolvi então deixar aqui a minha opinião a respeito, apresentando a vocês o que acho importante em uma marca.

Primeiramente, devo definir quais os princípios em que me baseio para analisar qualquer ação de comunicação e assim, parto da “construção simbólica” como pedra fundamental de uma análise. Devemos entender que construção simbólica é a capacidade de passar algum conteúdo a saber, através de alguma forma portadora, garantindo significado a todos os interlocutores.

Nisso muitos criadores de logotipos se perdem, quando tentam significar usando formas já reconhecidas com objetivo de facilitar a identificação, mas trazem em sua comunicação o que eu chamo de significados ocultos ao símbolo. É como se usássemos a jarra que estava cheia de leite para oferecer água aos convidados. Alguns sentiriam um gosto estranho de leite ao beber a água.

O segundo princípio que uso, vem da escola Bauhaus, “a forma é subordinada à função”. Aqui o problema está naquele que busca incansavelmente o inovador, pensando só na forma e não naquilo que quer transferir como conhecimento. É o erro comum dos amadores! É quando se deseja tanto ser diferente que se esquece da principal função da comunicação que é transmitir. Façamos o seguinte exemplo, use a panela de pressão para ferver o leite e ninguém irá bebê-lo pois não irão reconhecer que leite está dentro da panela de pressão.

Por fim, meu último princípio é o mais difícil de fazer acontecer e também o mais importante: “Um bom símbolo é aquele que porta a verdade.” Não se pode vender mentira em branding, pois mentira tem perna curta e a marca precisa fazer uma longa caminhada. Sua imagem deve ser sinônimo da verdade em sua identidade. É possível explicar até defeitos com verdades bem simbolizadas, mas nunca conseguiremos vender leite por água.

https://www.youtube.com/watch?v=qq5Ec_GCzGE

Quando aplicamos tais princípios à marca nova da Oi, vemos que o polêmico nessa marca está no querer usar mais de uma forma para conceituar sua identidade. Veja que essa técnica não é assim tão inovadora, pois já foi feito na identidade do Hopi Hari, que aos poucos foi cristalizando um símbolo principal, mas ainda hoje permite a flexibilidade da forma.

Forma está sujeita a função que se for bem-feita carrega o conteúdo sem problemas. Quantos de nós já fervemos o leite na panela ou então servimos o mesmo naquela jarra de suco, mesmo assim conseguimos resultado do que buscávamos.

A Oi tem condições de construir um conteúdo simbólico que se encaixe em muitas formas. Mas para isso é preciso ter intimidade com o consumidor, pois flexibilidade parece ser a palavra chave desta marca. A Oi é uma empresa que tende a ser mais próxima de seus usuários, até porque não consegue concorrer em outros diferenciais como qualidade técnica de sinal ou mesmo só em preço.

Pelo que percebo a marca quer retratar está verdade da empresa na marca. Basta agora deixar claro que o leite está na jarra de suco.

Quanto às cores está tentando a quebra da moda monocromática (flat), para apostar em degrades também tem a ver com falar em diversidade, de meios tons como diferencial da marca. Mas é preciso se aprofundar. Pois cor sempre carregam consigo os significados ocultos e aí o bicho pode pegar. Vamos esperar para ver.

Por hora o rebranding da Oi, não me encomenda tanto quanto incomoda os críticos do “eu acho.”

Publicação da Abril conquista prêmio

Revista Mundo Estranho conquista prêmio internacional de design

No mês passado, a redação da MUNDO ESTRANHO comemorou a premiação do megainfográfico “A Revolução do Bicho”, publicado na edição de setembro de 2015. A publicação ganhou o prêmio Award of Excellence na 37ª edição do The Best of News Design, pela Society for News Design (SND), considerado o “Oscar” do design.

Entre mais de 9 mil inscritos, a revista foi uma das vencedoras na categoria Information Graphics [single]/Features/Non-deadline. “É um atestado da qualidade do nosso trabalho e do nosso empenho em produzir matérias surpreendentes e infográficos incríveis a cada mês. É tradição da Mundo Estranho produzir ilustrações incríveis. É nossa marca: o leitor abre a revista esperando isso e nós adoramos fazer!”, diz Victor Bianchin, editor do título.

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Desde a ideia até a finalização do infográfico, foram cerca de dois meses para o material ficar pronto. Ocupando dez páginas da revista, ele foi dividido em quatro partes: Comparações com Humanos, Cladograma, Infográfico do Corpo e Curiosidades. Thales Molina, designer da ME e um dos responsáveis pelo infográfico, comenta que o maior desafio em realizá-lo foi conseguir organizar os diversos assuntos da pauta que necessitavam de recursos gráficos diferentes. “O diferencial e o desafiador da matéria é a disparidade gráfica dos assuntos que tratamos. Foram diversas saídas para mostrar, da melhor forma, várias informações sobre um mesmo conteúdo”.

Para saber mais sobre o conteúdo do infográfico ganhador de 2016, acesse: acesse a matéria online da ME.

Design reconhecido

Em 2014, a revista SUPERINTERESSANTE, da Editora Abril, também ganhou três aclamados prêmios: Society of News Design – SND, o The Society of Publication Designers – SPD e o Malofiej Awards. As estatuetas foram dadas para uma única matéria, “Por trás do véu”, da edição de julho, a primeira da história da revista a conquistar os três ao mesmo tempo. A consagração final veio com o reconhecimento da casa, que concedeu o Prêmio Abril de Jornalismo – PAJ à mesma reportagem, na categoria Infografia e Gráficos. Neste mesmo ano, a MUNDO venceu três SNDs, por três matérias diferentes: “A História da Tatuagem”, “Mergulho nas Profundezas” e “Mistérios Milenares – Egito”, as duas primeiras também premiadas no PAJ 2015.

Fonte: Linhas Comunicação – Tayane Scott