No último dia 04 rolou em São Paulo mais um ótimo evento abordando o universo da comunicação e do marketing digital: o RD on the road. Promovido pela Resultados Digitais, o evento itinerante atraiu muita gente interessada em aprender um pouco mais e ficar antenado com as novidade e inovações.
Desta vez não pude acompanhar o evento in loco, mas fiquei atento a várias publicações sobre o que rolou por lá. Algumas agências da RM Vale do Paraíba marcaram presença no evento, casos, por exemplo, da Molotov e da Triadaz (ambas de Taubaté).
Ao todo foram 14 palestras simultâneas. Ficou curioso? Quer saber o que rolou? Então olha só que bacana, o pessoal da Resultados Digitais fez um baita resumo das palestras. E você pode conferir aqui.
Cube TV já conta com mais de 2 milhões de usuários ativos por mês
O Brasil acaba de ganhar um ambiente digital exclusivo que chegou para turbinar a atuação da comunidade de live streaming de jogos de PC e mobile. A novidade é o aplicativo Cube TV (www.cubetv.sg), voltado a digital influencers do segmento e seus fãs. Lançada pela BIGO LIVE, a rede oferece transmissão em Blue Ray e Full HD, uma loja virtual com itens específicos para games e informações sobre o universo de e-sports e jogos. A plataforma registra, atualmente, mais de 2 milhões de usuários ativos por mês.
Por meio do app, gamers podem realizar transmissões de jogos mobile e PC ao vivo em altíssima qualidade de som e imagem – no caso dos computadores, é preciso baixar um programa diretamente do site da Cube TV para que, a partir da leitura de um QR Code, inicie-se a live –, além de seguir e obter fãs, como em outras redes sociais. A plataforma viabiliza o streaming de alguns dos games mais famosos do mundo, tais como Fortnite, PUBG, League of Legends, Minecraft, Grand Theft Auto, FIFA, entre outros.
Outro fator que chama a atenção na Cube TV é a monetização. O aplicativo trabalha com três moedas: Beans, Diamantes e Moedas. Os Beans são angariados por meio da utilização das ferramentas – levando em consideração fatores como recorrência e tempo de lives realizadas, presentes virtuais recebidos e engajamento de seguidores – e os gamers podem trocá-los por dólares. As demais moedas não são monetizáveis.
Outra maneira de monetizar as lives é se inscrever no “Milhão de Fundo de Treinamento”, no próprio app . Nele, cumprindo um determinado número de horas de streaming por dia com uma frequência mensal, é possível obter recompensas de US$ 30,00 até US$ 1.000,00 – número que pode ser ainda maior caso o gamer já seja um digital influencer com expressiva audiência no segmento. “Além de beneficiar nossos usuários financeiramente, nosso objetivo é criar uma rede de streamers oficiais em nossa plataforma”, conta a Diretora Regional da Cube TV, Marta Chang.
Entre os principais influencers do setor presentes na Cube TV estão Hastad, aXt, Yetz, Leko e Pato Papão. O aplicativo da Cube TV é gratuito e está disponível para download na Apple Store e na Google Play.
Smartphone já é principal ferramenta de compra online para 33% dos internautas, aponta estudo do SPC Brasil e CNDL
74% dos internautas usam celular em ao menos uma etapa de compra online e 64% já desistiram de uma aquisição na internet na hora de realizar o pagamento, principalmente por causa do frete
Imagem: Pixabay
O consumidor digital brasileiro está mais maduro e familiarizado com as mudanças tecnológicas no mercado. Um estudo feito em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) descobriu que os smartphones já são a principal ferramenta de compra para 33% dos internautas que costumam adquirir produtos pela internet. O uso do dispositivo móvel para compras é ainda maior entre o público jovem (48%), pessoas das classes C, D e E (38%) e mulheres (37%). O computador, seja um desktop ou um notebook, ainda é o instrumento mais usado na hora de adquirir produtos na internet, com 66% de preferência.
Considerando o processo de compra pela internet como um todo, a pesquisa revela que o celular já é utilizado por 74% da amostra em ao menos uma de suas etapas, como pesquisa de produtos e serviços (32%), comparação de preços (28%) e pagamento (14%). Apenas 24% dos entrevistados admitem não contar com o auxílio do celular nas compras que faz online.
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o protagonismo dos dispositivos móveis para o comércio online tende a aumentar ainda mais nos próximos anos, principalmente, com a popularização de pacotes de dados de internet móvel e do alcance maior da banda larga. “Com a evolução constante dos meios de pagamento online, ficará cada vez mais rápido e seguro comprar pelo celular. Basta lembrar que ele é mais acessível à população, pois, no geral, é mais barato investir em um smartphone do que em um computador ou notebook”, explica o presidente.
Para os consumidores conectados, as lojas online já ocupam a primeira posição dos canais mais utilizados para fazer compras no último ano: 93% de menções, ficando à frente das lojas de rua (62%) e dos shopping centers (58%).
Frete grátis é o que mais estimula compras online; 67% pesquisam índice de reclamações quando planejam comprar em um site pela primeira vez
De acordo com a pesquisa, os fatores que os internautas mais levam em consideração ao escolher um site ou aplicativo de compras é a possibilidade de frete grátis (58%), o preço dos produtos (51%) e a reputação da loja (37%). Em cada dez entrevistados, sete (68%) se sentem mais estimulados a comprarem pela internet quando não há cobrança de frete e 42% quando o tempo de entrega é reduzido.
Na opinião dos internautas que têm como hábito consumir pela internet, a principal vantagem percebida nesse tipo de compra é o preço mais baixo (53%), a comodidade de comprar sem sair de casa (43%) e a flexibilidade de poder realizar compras no momento em que quiser (33%). Em contrapartida, as desvantagens mais notadas são o pagamento de frete (64%) e o fato de não poder experimentar ou tocar o produto (58%).
Segundo o levantamento, 64% dos internautas admitem que já desistiram de uma compra pela internet no momento de concluir o pagamento e, nesses casos, o preço do frete, que encarece o valor final do produto (54%), é o principal empecilho. “O frete é um dos pontos mais sensíveis do comércio online. Muitas pessoas desistem da compra quando veem que a taxa pode encarecer o valor total a ser desembolsado, o que torna um desafio de custo e de logística para quem vende. Com o perfil cada vez mais exigente do consumidor digital, o frete grátis passa a ser um diferencial decisivo para os negócios dos varejistas na internet”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Outra informação observada na pesquisa é a fidelidade do cliente online. Quando a experiência de compra é positiva, o consumidor tende a visitar novamente a loja online para novas aquisições. Exemplo disso, é que 91% dos entrevistados já compraram mais de uma vez em um mesmo site ou aplicativo, sobretudo em virtude da confiança na marca (53%) e pelos melhores preços (43%). Outro dado é que quando querem comprar um produto em uma loja online desconhecida, 67% pesquisam o seu índice de reclamação em sites e aplicativos.
Na hora de ir às compras, os conteúdos que os clientes mais esperam encontrar na internet sobre o produto ou serviço desejado são a ficha técnica e especificações (60%), depoimentos de pessoas que já comparam (56%) e fotos dos detalhes e ângulos do produto (44%).
“No mundo digital, os protagonistas são os consumidores e não as marcas. São eles quem participam ativamente do processo de construção de reputação das empresas, que devem promover um relacionamento mais próximo e de confiança com seus clientes. É o compartilhamento de experiências que influencia a decisão de outras pessoas e não, meramente, a propaganda” explica Pellizzaro Junior.
85% dos internautas ficaram satisfeitos com sua última compra online; entrega fora do prazo e não recebimento do produto são principais queixas
De modo geral, os resultados da pesquisa apontam que o comércio online já conquistou a confiança de grande parte dos consumidores conectados. Levando em conta a última aquisição que fizeram pela internet, 85% dos internautas ficaram satisfeitos, contra apenas 10% de compradores que se dizem arrependidos.
Imagem: Pixabay
Além disso, em cada dez consumidores ouvidos, oito (78%) afirmam não ter enfrentado problemas em sua última compra feita pela internet. Outros 21% não passaram por uma experiência positiva, sendo que as queixas mais comuns foram a entrega fora do prazo (12%) e o não recebimento do produto (6%). Entre os que lidaram com algum contratempo, 44% conseguiram, de algum modo, solucionar o problema. Nesse caso, 16% receberam o produto com atraso, 14% tiveram o dinheiro devolvido e 7% ficaram com crédito na loja. Outros 45% não conseguiram resolver o problema, sendo que 19% até mesmo desistiram da situação.
Internauta fez, em média, quatro compras online no último trimestre; 57% receberam oferta de desconto caso pagassem à vista
A pesquisa revela que, nos últimos três meses, cada comprador online fez, em média, quatro aquisições na internet. Os itens mais adquiridos nesse período foram peças de vestuário, calçados e acessórios (40%), artigos para casa (26%), eletrodomésticos (26%), ingressos para atividades de lazer (25%), perfumes e cosméticos (25%) e também celulares (23%). E o valor desembolsado para levar os produtos para casa na última compra foi, em média, de R$ 323,84. Para o pagamento, 58% utilizam o cartão de crédito parcelado diretamente com a loja e 56% o boleto bancário.
A pesquisa ainda mostra que a internet ganha força quando o assunto é parcelar as compras. Entre os consumidores que realizaram compras nos últimos três meses, sete em cada dez (71%) dividiram alguma dessas aquisições, sendo que, em média, foram cinco prestações.
Apesar de a maioria ter optado pelo parcelamento nesse período, 57% dos internautas disseram ter recebido oferta de desconto caso o pagamento fosse à vista, principalmente no boleto bancário (40%) e no cartão de crédito em parcela única (21%). “O parcelamento é um mecanismo útil para o consumidor adquirir bens de maior valor, mas é comum varejistas oferecerem descontos para pagamento à vista nas compras online, especialmente via boleto bancário. Se a pessoa pesquisar, pode ser mais vantajoso optar por esse meio de pagamento, desde que o valor não ultrapasse os limites do orçamento pessoal. Mas se a opção for o parcelamento, vale ficar atento para não ceder às compras por impulso que desajustam as finanças”, alerta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.
Metodologia
A pesquisa ouviu 815 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais e acima de 18 anos que fizeram alguma compra online nos últimos 12 meses. A margem de erro é de no máximo 3,43 pp a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Evento gratuito promovido pela escola atraiu grande público
Neste último sábado, dia 30/07, participei do Digital Summit promoviso pela Digital House.
O evento foi gratuito e contou com muitas, mas muitas palestras simultâneas. O foco, claro, foi o marketing e a comunicação digital e também atrair atenção para os cursos ministrados pela escola. Vários professores da própria Digital House e vários convidados palestraram por uma hora. O evento começou às 09h00 e terminou às 17h00.
Contratempos a parte – havia excesso de inscritos o que fez com que se formassem filas enormes para cada sala/palestra e muita gente ficasse em pé ou sentada no chão – o conteúdo, a organização e a estrutura estavam muito bons.
Não pude acompanhar o evento todo. Mas vou falar – escrever – um pouquinho sobre o que presenciei por lá.
Comecei assistindo a palestra do Mauricio Sarmento sobre “Storytelling e geração de conteúdo”. Mauricio fez algumas colocações importantes sobre a produção audiovisual para plataformas digitais. Entre elas: o que vai realmente fazer diferença não é a plataforma e nem a quantidade de mensagens/conteúdos e sim o refino, a qualidade e importância das mensagens/conteúdos. As marcas e os publicitários devem fazer produção de bom nível, com qualidade realmente profissional. Isso faz e fará diferença. Outra: a importância do storytellig. A importância de saber contar boas histórias. Como a consequência a importância de boas ideias e bons roteiros.
Mauricio Sarmento
Como sou educador fui acompanhar depois a palestra “Aprender e ensinar após a revolução digital”, proferida pelo ótimo Cesar Michelin. Ele mostrou um histórico da educação para atestar o quanto a escola parou no tempo. Trouxe cases de países que estão buscando novos modelos de educação e de escola. Citou uma série de palavras-chave levantadas pelo Fórum Mundial de Davos acerca das novas demandas educacionais: relacionamento, solução de problemas, inovação, colaboração etc. E, claro, mostrou que a presença da tecnologia em sala de aula é e será fator fundamental para promover mudanças substanciais nos modelos educacionais.
Logo em seguida acompanhei a palestra da Vanessa Pontes sobre “Brand perfomance: o impacto da construção de marca na perfomance”. O tema é relamente relevante para um momento de mercado em que empresas e agências parecem muito focadas em resultados imediatos no digital, muitas vezes esquecendo do quanto a construção de marca é importante para a obtenção de resultados. Ela trouxe exemplos e um case para demonstrar sua linha de pensamento e mostrou como trabalhar com o conhecido funil de vendas dentro de uma ótica de marca, de branding. Muito útil!
Vanessa Pontes
Por último acompanhei “O mercado de big data analytics, data science e otimização, com Elmer Dotti. O Elmer é formado pelo ITA, de São José dos Campos, e sua empresa, a Otimizza, realiza e aplica projetos tailor made baseado em dados para otimizar resultados de empresas. Em outras palavras, a otimização busca melhorar rendimento, gerar mais lucro e crescimento. Uma área vasta e bastante técnica.
O que mais me impressionou foi a quantidade de público. Mesmo sabendo que o evento foi gratuito e tinha alto potencial de atração, a quantidade de jovens ligados à área de digital de agências e empresas presentes ao evento é admirável. Entre eles encontrei alguns poucos do Vale do Paraíba.
Parece mesmo que o marketing digital atrai muita gente.