Por Josué Brazil (com apoio de IA)
A publicidade nunca foi um campo estático. Pelo contrário: ela se reinventa a cada mudança cultural, tecnológica e comportamental. E, nos últimos anos, essa transformação ficou ainda mais acelerada. Novas plataformas, novos formatos e, principalmente, um novo consumidor estão redefinindo como marcas se comunicam.
Hoje, entender tendências de conteúdo não é apenas uma vantagem competitiva — é uma necessidade básica para quem estuda ou atua no mercado de comunicação.
Menos discurso de marca, mais conversa real
Uma das mudanças mais perceptíveis é a queda do discurso publicitário excessivamente institucional. O consumidor atual está mais crítico, informado e impaciente. Segundo estudos recorrentes divulgados pela Meta e pelo Google em seus relatórios de tendências de marketing, conteúdos que soam como propaganda explícita tendem a gerar menos engajamento do que aqueles que estabelecem diálogo.
As marcas que se destacam são aquelas que falam com as pessoas, e não para elas. Isso significa adotar uma linguagem mais humana, próxima e, muitas vezes, informal.
Conteúdo curto, direto e relevante
O sucesso de plataformas como TikTok, Reels e Shorts deixou um recado claro: a atenção é um ativo escasso. De acordo com análises da HubSpot sobre comportamento digital, conteúdos curtos, objetivos e visualmente atraentes têm mais chances de retenção, especialmente entre o público jovem.
Na prática, isso não significa superficialidade, mas sim clareza. A publicidade atual precisa ser capaz de transmitir uma ideia forte em poucos segundos — e esse é um grande desafio criativo.
Autenticidade virou estratégia
Outra tendência forte é a valorização da autenticidade. Bastidores, erros, processos criativos e histórias reais passaram a ter tanto valor quanto campanhas altamente produzidas. Segundo a consultoria Deloitte, consumidores confiam mais em marcas que se mostram transparentes e coerentes entre discurso e prática.
Isso explica o crescimento de conteúdos como:
- Bastidores de campanhas
- Relatos de processos criativos
- Depoimentos reais de clientes e colaboradores
Na publicidade contemporânea, parecer perfeito já não é tão eficaz quanto parecer verdadeiro.
Humor inteligente e repertório cultural
O humor continua sendo uma ferramenta poderosa, mas agora ele exige repertório. Memes, referências culturais e timing certo fazem parte da construção de marcas relevantes. De acordo com análises da própria Meta sobre engajamento em redes sociais, conteúdos bem-humorados tendem a ser mais compartilhados quando respeitam o contexto cultural e o público-alvo.
Aqui, o papel do profissional de comunicação é fundamental: entender o que faz sentido para determinada audiência e o que pode soar forçado ou oportunista.
Comunidades no lugar de seguidores
Por fim, uma das tendências mais estratégicas é a mudança de foco: menos obsessão por números e mais atenção à construção de comunidades. Segundo relatórios da Hootsuite sobre mídias sociais, marcas que investem em relacionamento contínuo conseguem maior fidelização e engajamento de longo prazo.
Isso se traduz em:
- Respostas reais nos comentários
- Conteúdos pensados para nichos específicos
- Valorização da troca, e não apenas da exposição
A publicidade deixa de ser um monólogo e passa a ser uma experiência coletiva.
O que isso tudo significa para quem está começando?
Para estudantes e jovens profissionais, essas tendências deixam um recado importante: não basta dominar ferramentas. É preciso entender comportamento, cultura, dados e pessoas. A publicidade do presente — e do futuro — exige profissionais curiosos, estratégicos e atentos às transformações do mundo ao redor.
Mais do que vender produtos, a publicidade atual busca criar conexões. E quem entende isso sai na frente.

