O Cristo Redentor comemora o aniversário de 83 anos com site multiplataforma
O monumento desce do Corcovado para ficar pertinho de você.
Desde o dia 8 de novembro qualquer um já pode ter acesso e sentir a emoção de estar no alto do Corcovado, bem pertinho do Cristo. No conforto de sua casa ou nas ruas. A agência Move Digital, em parceria com a MaCost, desenvolveu o portal multiplataforma para o monumento que é administrado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro é considerado uma das 7 maravilhas do mundo.
O projeto foi desenvolvido para aproximar as pessoas do Cristo Redentor através de uma experiência única.
Será possível matar as saudades ou conhecer o Cristo Redentor através de uma linha do tempo interativa. A linha o tempo conta desde a concepção da ideia, construção e até curiosidades que poucos conhecem. Através do tour virtual será possível conhecer detalhes e contemplar a majestosa paisagem, além de obter informações sobre os pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro.
O portal também conta com horários das missas, informações para peregrinações e até pedidos de orações poderão ser realizados a partir do portal. Quem sonha em casar em meio a beleza indescritível do Cristo Redentor ou batizar seus filhos poderá solicitado agendamento direto pelo portal.
Quem quiser desejar um feliz aniversário ao Cristo poderá participar do movimento “Vamos demonstrar nosso amor pelo monumento”, que incentiva a postarem de fotos com uma placa com a hashtag #CristoAmorBrasileiro e o endereço do site www.cristoredentor.com.br
Para mais informações acesse: www.cristoredentor.com.br
Agência sediada em Taubaté completa três anos de atuação no mercado do Vale do Paraíba. Entrevistamos Rapha Scofano, um dos nomes por trás da Deze7, que nos conta um pouco sobre esta história e outras coisinhas mais.
Confira!
1 – Como surgiu a ideia ou a oportunidade de empreender e criar a Deze7?
A Deze7 nasceu da oportunidade com uma pitada de necessidade. Tinha acabado de me mudar de São Paulo para Taubaté, com o intuito de empreender em um novo negócio com plataforma web e constatei que nenhuma agência da região que tive contato tinha expertise em marketing digital. Partindo dessa carência/oportunidade de mercado e com a vontade de empreender minha e do Alexandre Louzada, em pouco tempo nascia a Deze7.
2 – Como foram estes primeiros três anos? Quais as principais dificuldades?
Estes primeiros três anos foram bem complicados, não é fácil começar um negócio novo numa área completamente nova. Foi necessário muito estudo, comprometimento, paciência e dedicação de todos os envolvidos.
As dificuldades foram muitas, mas muitas mesmo, tanto é que comecei a escrever essa parte umas 10 vezes e na minha cabeça passando um filme com tudo o que já aconteceu e superamos. É muito complicado não deixar que a empresa entre na cruel estatística de quase 40% das novas empresas que fecham com menos de 02 anos de existência. É preciso ter cabeça e acreditar muito no negócio para trabalhar o mês todo e no final dele não ver nem um real, sem contar nos inúmeros “nãos” que recebi. Cheguei até ouvir uma vez a seguinte frase: “Bom Raphael, gostei muito do que apresentou e do seu preço. Mas como não conheço você, sua família e muito menos sua agência, infelizmente não faremos nada.”
Enfim, não foi fácil. Mas estamos aqui, cada vez mais presentes e nos especializando cada vez mais no que fazemos.
Rapha Scofano, sócio fundador da Deze7
3 – Vocês começaram com foco em digital, certo? Estão evoluindo para um modelo de agência completa, que inclui campanhas tradicionais?
Exatamente, fomos reinventando e adaptando o negócio. No início era apenas digital e com o passar do tempo os clientes começaram a pedir para fazer uma arte para cartão, um anúncio para revista, desenvolver uma campanha e quando percebi já estava com mais colaboradores na parte de criação do que em web. Mas essa evolução começou a ser mais percebida e de forma mais profissional depois que o Gustavo Cabral, que era nosso diretor de criação e o Natan Miranda, programador, viraram sócios. Eles trouxeram todo o conhecimento adquirido, vontade de crescer e demonstraram que poderíamos ter ótimos resultados agregando campanhas on e off-line.
4 – Como vê a mão de obra regional de comunicação? Você tem dificuldade para montar equipe?
A mão de obra regional de comunicação é bem capacitada, mas sinto falta e é muito difícil achar profissionais que apresentem algo novo e que consigam enxergar o processo como um todo. Tento passar um pouco disso aqui dentro da Deze7, fazer com que as pessoas pensem “fora da caixinha” e entregar algo além do que o cliente espera. A equipe hoje está muito bem formada, com ótimos profissionais em cada setor da agência e só tenho que agradecer a eles por todo o trabalho e acreditarem no potencial da Deze7.
5 – O que projeta para os próximos anos?
Crescimento e inovação. Essa é a base para o sucesso. Vamos investir cada vez mais em novas ferramentas voltadas para web e desenvolvimento de aplicativos para smartphones e tablets. Em publicidade quero focar mais em projetos, trabalhar a fundo missão, visão e valores dos clientes e desenvolver estratégias para o sucesso.
Quando olhamos para a história da propaganda descobrimos que a força motriz de seu desenvolvimento foi a capacidade de diferenciar produtos e marcas muito semelhantes surgidos ao longo do grande crescimento da Revolução Industrial. A propaganda provou ser eficiente para gerar diferença de percepção entre produtos assemelhados e isso lhe garantiu papel de destaque na economia capitalista mundial.
Em algum momento de um passado recente a propaganda brasileira perdeu a motivação e a capacidade estratégica e criativa para gerar diferenciação. E, como disse muito bem Adriana Cury em uma palestra que vi há alguns anos no Festup e reapresentei esta semana aos meus alunos de Redação Publicitária, passou a gerar indiferenciação.
Adriana Cury
Agora a propaganda se vê quase obrigada, para voltar a evoluir, a voltar ao passado e às suas origens. Voltar a gerar diferenciação efetiva. O problema é que agora o cenário está bem mais complicado. A concorrência é muito, muito maior em todos os segmentos da economia e o cidadão comum é impactado por milhares de mensagens publicitárias todo santo dia. Além disso, o público mais jovem encara a propaganda de maneira muito mais cética, descarta a mensagem comercial interruptiva e quer conteúdo bacana, atraente, divertido e on demand. Para completar, o surgimento da interne e da mobilidade gerou e gera novos e imensos desafios.
Para conseguir ser efetiva novamente a propaganda vai ter que fazer a lição de casa muito bem feita. Investir em planejamento estratégico para valer. Com profundidade. Em entrevista a Meio&Mensagem desta semana, Julio Ribeiro, Chairman da Talent, além de comunicar sua aposentadoria (em 2015) da agência que criou em 1980 (triste notícia), fala que falta consistência à comunicação desenvolvida pelas agências brasileiras para seus anunciantes. Ele tem moral para falar. Construiu coisas absolutamente consistentes ao longo de sua vitoriosa carreira.
O grande Júlio Ribeiro, fundador e chairman da Talent
Exemplos de persistência na busca de aprofundamento e de qualidade de entrega como o da Talent e de Julio Ribeiro devem servir de base para que os profissionais de propaganda atuais e os que estão chegando ao mercado entendam que nossa atividade é extremamente seletiva e dá e dará cada vez menos espaço para o uso de fórmulas surradas e repetidas. Definitivamente, o que funcionou há dez anos não vai funcionar do mesmo modo agora. Não dá para fazer mais do mesmo.
Estratégias como branded content, storytelling, transmedia storytelling e gamefication devem ser estudadas a fundo e levadas muito a sério.Entender de tecnologia e descobrir o que motiva e motivará os novos consumidores é decisivo. Para atuar bem em propaganda os profissionais deverão ser totalmente multidisciplinares e beber em fontes de inspiração cada vez mais diferenciadas e muitas vezes distantes do universo publicitário.
Ao mesmo tempo é preciso investir em bons profissionais. As agências devem batalhar para voltar a ser um lugar legal, divertido, único e instigante para se trabalhar. Só assim descobriremos gente brilhante e as manteremos trabalhando em propaganda. Gente talentosa e culta (bem formada) é essencial em nossa atividade. Gente gostando de atuar em propaganda é fundamental para voltarmos a fazer diferença para marcas, produtos e serviços.
Bom ambiente de trabalho é aposta do Google
Já vemos estruturas mais ágeis e enxutas fazendo comunicação fresca, nova, atual e vibrante. Tanto em agências como em clientes. E esse papo aqui não serve apenas para os grandes mercados, as grandes agências e os grandes anunciantes. Serve para tudo. Inclusive para o mercado aqui do Vale do Paraíba.
Todos devemos nos focar em encontrar processos,estratégias, métodos e modos que nos possibiltm voltar a gerar diferenciação. Os clientes vão agradecer muito e nos darão mais crédito e confiança. Afinal, todo cliente quer mesmo é resultado.