Sócio-diretor da Supera mediará mesa-redonda de lançamento de livro de comunicação interna
No dia 3 de dezembro, às 20 horas, acontecerá no auditório da FAAP, no Higienópolis, em São Paulo, o lançamento do livro “Comunicação com empregados: A comunicação interna sem fronteiras”, dos autores Bruno Carramenha, Thatiana Cappellano e Viviane Mansi. O evento é gratuito e a confirmação de presença pode ser feita pelo link: http://www.comunicacaocomempregados.com.br/#!eventos/c1tsl
A convite de uma das autoras, Thatiana Cappelano, que também é uma das planejadoras da Supera Comunicaçãoo, o sócio-diretor da agência, José Luis Ovando, mediará a mesa-redonda de lançamento da obra, que ainda contará com a participação da diretora executiva da LVBA Comunicação e presidente do Conselho Diretivo da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação), Gisele Lorenzetti, e da coordenadora da habilitação em Relações Públicas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Simone Bambini.
Os principais temas abordados no livro serão discutidos durante o evento, dentre eles: fluxos formais, informais e o ruído na comunicação com empregados; imagem e reputação; cultura organizacional; a influência do líder e o engajamento; planejamento para a comunicação com empregados.
Sobre os autores
Bruno Carramenha é graduado em Relações Públicas e especialista em Gestão de Negócios e Marketing e em Design. Há dez anos, trabalha em comunicação corporativa, com foco em planejamento estratégico para comunicação interna, assessoria de imprensa e mídias sociais. Atualmente, é Gerente de Comunicação na Unilever.
Thatiana Cappellano é bacharel em Relações Públicas e especialista em Semiótica Psicanalítica e Comunicação Corporativa. Atua em parceria na Supera Comunicação e trabalha em sua própria consultoria de estratégias de comunicação para construção de marcas. Leciona na FAAP e na FGV e é coautora do livro “Comunicação Corporativa: imagem e reputação favorável”.
Viviane Mansi é Relações Públicas e pós-graduada em Liderança e Negócios. Seu mestrado disserta sobre o papel das narrativas de liderança para a construção de sentido nas organizações. Viviane também dedica sua carreira às atividades acadêmicas.
Já tive a oportunidade, como professor orientador, de trabalhar com dois diferentes alunos em dois TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) o tema Jingle. E ficou evidente em ambos os momentos a falta absurda de bibliografia nesta área. Agora este lançamento ajuda a preencher este espaço.
Veja matéria publicada no Meio&Mensagem:
Publicidade antes dos jingles ESPM lança livro e CD com músicas encomendadas por anunciantes e distribuídas como brindes no século 19
Instituto Cultural da ESPM está lançando o livro Partituras Publicitárias Antes do Rádio, que relata as primeiras formas de usar canções na publicidade brasileira, ainda no século 19, antes mesmo da chegada do rádio no País, o que ocorreu apenas em 1922. Além da edição impressa, o livro é acompanhado por um CD no qual o maestro Amilton Godoy, acompanhado por uma orquestra, regravou 15 das 40 partituras encontradas pelo pesquisador Paulo Goulart, da A9 Editora.
O material foi coletado em arquivos como os da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles. Entre os autores das partituras para piano estão grandes nomes da música nacional, como Ernesto Nazareth (1863–1934) e Chiquinha Gonzaga (1847–1935). “Eles eram contratados para escrever partituras que seriam entregues como forma de brinde aos consumidores”, explica Goulart. Naquela época, era comum a presença de pianos nas salas das famílias de classe média e alta.
A expectativa do comerciante era a de que, ao levar a partitura para casa, as pessoas tivessem a curiosidade de tocar a música ou deixar que um aprendiz o fizesse. “Esse era um dos muitos brindes oferecidos na época, além de mapas e leques”, ressalta Goulart.
O curioso é que essa ferramenta de marketing era uma demanda que partia dos próprios empresários e anunciantes. Eles encomendavam partituras e, às vezes até letras para as canções, diretamente aos músicos. Entre as raridades encontradas está uma composição de Ernesto Nazareth para o Odeon. Nazareth, aliás, foi quem mais compôs músicas publicitárias nessa época: 13 em quase 40 anos de atividade.
Também há uma composição de Chiquinha Gonzaga para o Café de São Paulo, de 1912. A maestrina utilizou-se de um tango instrumental de uma peça de teatro portuguesa, posteriormente acrescida de versos de Tito Martins. Nascia ali uma tática até hoje muito usada: a publicidade comparativa. A letra da música encomendada pelo Café de São Paulo desafiava explicitamente um concorrente: “Não há (café) Moka que me vença…”.
De acordo com Goulart, a primeira música publicitária tocada em uma rádio brasileira foi Sudan, em 1926 — composta por Canhoto para os cigarros Sudan. O primeiro jingle surgiu em 1932, mas, como só foi cantado ao vivo, como era prática nas emissoras da época, seu registro se perdeu. Os jingles gravados só começaram a aparecer a partir de 1935. O primeiro de que se tem notícia foi criado pela agência Bastos Tigre para o Chope da Brahma, com composição de Orlando Silva.
A maior parte da vagas que este blog publica é para a área de criação. A maior parte das indicações de nomes que me pedem é para a criação. E está cada vez mais complicado indicar bons nomes e preencher satisfatoriamente as vagas abertas.
Para tentar colaborar um pouco para o bom andamento da área de criação no mercado valeparaibano resolvemos ouvir um criativo. O escolhido foi Murilo Israel, jovem e competente redator da Arriba!.
Primeiro ele fala de sua trajetória e depois responde às nossas perguntas.
Trajetória:
Estudei publicidade na PUC-SP e desde sempre quis trabalhar com criação. Mas por gostar de desenhar, pintar e ler quadrinhos, quase virei ilustrador. Durante o meu TCC, uma campanha para o Museu da Língua Portuguesa, comecei a mudar de ideia. Bateu uma vontade de fazer o que o André Kassu, o Alexandre Peralta e o Edu Lima faziam.
Vim trabalhar em São José quando a Arriba me contratou para ser assistente de arte. Entre um layout e outro, eu me arriscava na redação. Uns meses depois, meu TCC venceu o EXPOCOM Sudeste e, mais tarde, o EXPOCOM Brasil na categoria campanha. Foi minha deixa para virar redator de vez. A direção de arte agradece.
Murilo Israel, redator da Arriba! fala um pouco sobre criação
1 – Há muita procura por profissionais de criação por parte das agências regionais. Mas não é fácil achar bons estagiários e profissionais. O que é preciso para ser um bom criativo e ser desejado pelas agências?
Precisa ter muita vontade, algum talento e pouquíssimo respeito pela publicidade. Quem a respeita demais nunca a desafia. Coisa que os publicitários que admiramos fizeram à exaustão. Mas você só consegue fazer isso se entende a publicidade a fundo. Os melhores criativos costumam se interessar também por atendimento, planejamento, internet, mídia. Eles conhecem o negócio como um todo! Isso vale para o mercado daqui, de São Paulo ou mesmo na gringa.
Outras dicas que acho legal: Pense no seu público, pois ele também pensa; Use as referências que só você tem; Aprenda a defender as suas ideias; Se mate de aprender a teoria agora, você tem o resto da vida para melhorar a técnica; E nunca, nunca pare de refinar seu critério.
Esse último é o seu bom gosto, sua intuição. Criar critério é afiar o seu olhar para saber o que é bom e por que é bom. Isso vem com a experiência, mas você pode treinar estudando o que as grandes agências fizeram e estão fazendo. Só tome cuidado. Alguns criativos esquecem que as melhores referências para a publicidade estão fora da publicidade. Como no cinema, nos clipes de banda, na poesia, no noticiário, nas piadas da internet, nas piadas do seu tio etc.
2 – As agências buscam mais por assistentes de arte e diretores de arte. Você é redator. Como avalia a baixa procura e contratação de redatores?
Acho normal. Muitas agências começaram com pequenos trabalhos que poderiam ser feitos sem um redator. Como logotipos, cartões de visita e folhetos. A maioria das grandes agências adota o modelo com duplas de criação. Mas a realidade nas agências do Vale é outra. Nossos prazos são outros, nossas verbas são outras e, por isso, nossas equipes bem mais enxutas. Há quem pense que isso é simples ganância dos donos de agência: “Pra que colocar dois funcionários fazendo um único job?”. Mas não é bem por aí. Você não pode contratar um monte de redatores do dia para a noite, a equipe ficaria inflada.
Além disso, ao contrário das agências na capital, não é todo dia que contratamos fotógrafos ou estúdios de retoque, ilustração e 3D. O que, querendo ou não, deixa o trabalho dos nossos DA’s mais complicado. Os caras precisam fazer um pouco de tudo e ainda fechar arquivos. É uma correria. Talvez isso colabore para a proporção DA/redator ser menor.
Sobre a procura por redatores, posso dizer que ela não é mais tão baixa assim. Os últimos meses foram agitados e isso tende a aumentar. Eu só gostaria que os profissionais por aqui, não só os redatores, pensassem um pouco mais no negócio e nas suas carreiras. É mais fácil contratar um profissional para uma vaga específica, quando ele conhece ou se importa em conhecer como funciona a agência, a publicidade e o mercado.
3 – Você vê evolução no nível criativo da propaganda do Vale do Paraíba?
Sim, por uma série de fatores. Nossos clientes regionais estão crescendo e ficando mais profissionais, começamos a atender clientes em outros estados, há agências fazendo parcerias com agências maiores e profissionais de São Paulo vindo trabalhar aqui. Acho que tudo isso colabora ou é sinal de que estamos evoluindo. Mas a gente pode fazer melhor. Ainda vejo pouco compromisso dos profissionais com a criatividade. Nos outros departamentos, mas na criação também.
De quebra, desejo que todos parem de confundir criação, direção de arte e redação. É constrangedor ver publicitários que acreditam que redação e criação, ou redator e criativo, são coisas opostas. Deviam pesquisar como funcionava uma agência antes da DDB colocar um redator e um diretor de arte para criarem juntos.
4 – O que não pode faltar no portfolio de um bom redator?
A resposta fácil seria “boas ideias”. Mas acho que fico com “sinceridade”. Seu portfolio é um espaço que representa a sua opinião. Então, se você coloca algo lá que não considera criativo de verdade, você está se prejudicando. Na dúvida, jogue fora as ideias que você não gosta muito ou que não têm nada de mais.
Tente pensar o seguinte: seu primeiro portfolio é o único lugar em que nenhum cliente, atendimento ou diretor de criação pode te cortar. É você quem aprova tudo. Então, aproveite. Mostre os títulos que ninguém aprovaria, mostre os roteiros que ficariam caros demais e as ideias para rádio que subvertem o próprio rádio. As possibilidades são infinitas. Hoje em dia dá para mostrar ideias em formatos como ações, aplicativos e mídias sociais. Só não vá esquecer que você é um redator. Então, guarde um espacinho para aqueles títulos que causarão inveja.