Conversa com a Mind

Agência está comemorando 20 anos de atuação

Conversamos com a Mind, agência que tem sede em Cruzeiro, sobre os 20 anos de mercado que a agência comemora em 2013. A entrevista foi com o diretor da agência, Alexandre Correa Lima.

 

1 – Como vocês podem resumir esses 20 anos de trajetória?

Foram 20 anos que valeram a pena, mas não foram fáceis. O mais difícil foi a consolidação, que consumiu os primeiros 7 anos para acontecer. Adicionalmente, a economia brasileira ainda patinava, não tínhamos um mercado interno tão volumoso quanto o atual. A partir dos “anos 2000” aumentamos nossa carteira de projetos, e começamos a colher as muitas sementes que plantamos nos anos anteriores.

2 – Estar sediada no chamado Vale Histórico tem sido um fator dificultador? Como vocês encaram essa situação?

A princípio sim, porque estamos um pouco mais longe do eixo decisório das maioria das grandes empresas regionais. Mas por outro lado, essa dificuldade nos fez olhar, desde nossos primeiros anos de fundação, para o mercado de uma maneira mais regional do que local. Além disso, por estarmos muito próximos da “tríplice fronteira” (RJ/SP/MG), pudemos prospectar clientes simultaneamente nos eixos paulista, mineiro e carioca, todos relativamente próximos da agência. Se estivéssemos em São Paulo, levaríamos de 1 hora a 1 hora e meia para visitar em horário comercial qualquer cliente (por causa do trânsito). Nesse mesmo tempo, é possível chegar aos extremos dessas 3 regiões.

3 – Quais os principais clientes da carteira atualmente?

Nossa carteira sempre foi muito diversificada, como convém às características micro-regionais onde estamos sediados, mas tradicionalmente com forte concentração nos segmentos industriais, principalmente B2B e endomarketing. De 2008 para cá, motivados principalmente pela constrição de budgets das indústrias no pós-crise, pulverizamos mais a carteira de clientes, hoje composta não tão fortemente pelo segmento industrial, mas também segmento público, varejo e serviços.

4 – Como vocês definem o modelo de atuação da Mind?

Busca preliminar do entendimento das reais necessidades de marketing da marca, normalmente ancorada em pesquisas, da qual temos uma unidade autônoma, e somente então o planejamento de uma comunicação não apenas criativa, mas pragmática, orientada por uma lógica, pelos resultados esperados pelo cliente.

5 – E os próximos 20 anos?

A internet está mudando não apenas a forma como consumimos informação, mídia e entretenimento, mas até mesmo a maneira como nos relacionamos e enxergamos o mundo, e isso terá impacto brutal no modo como as marcas se relacionam com seus públicos. Um dos grandes desafios para os próximos anos será fazer as marcas serem notadas e admiradas num mundo marcado pela fragmentação e pela dificuldade cada vez maior de reter a atenção das pessoas. A publicidade se baseou, durante décadas, num pacto velado de troca: eu te dou informação e entretenimento, e em troca você me concede alguns segundos de sua atenção para os nossos anunciantes. Na medida em que a internet torna a informação e o entretenimento disponíveis numa escala antes impensável em termos de volume e velocidade, e a um custo quase desprezível, essa relação de troca se esvai. Hoje o ativo mais difícil do mercado é a atenção das pessoas. O grande desafio para as próximas décadas será a construção de um modelo de relacionamento com esses novos consumidores, bem como a construção de uma metodologia de comunicação para as novas plataformas digitais que surgem a toda hora, principalmente as redes sociais. Quando se descobre um modus operandi é sintoma claro de que ele já ficou defasado, num ciclo interminável de busca e ruptura, que tudo indica só irá se intensificar nos próximos anos.

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Graduação completa em Jornalismo, Comunicação Social e/ou áreas correlacionadas.
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Mobile em pauta

Há algum tempo não reproduzo um artigo de outro site ou blog na íntegra aqui no Publicitando. Mas esse é um artigo que achei bastante válido compartilhar aqui com vocês, leitores. Boa leitura!

5 razões para investir em campanhas de mobile marketing

Estamos em um momento de crescimento do mercado mobile no Brasil. O mais recente relatório divulgado pela Anatel mostra que já são mais de 264 milhões de acessos à telefonia móvel. Um número crescente e que movimenta o mercado de aparelhos e planos, mas que impulsiona também setores que circundam esse negócio, como é o caso da marketing mobile.

Embora seja algo novo, já podemos falar sobre a aceitação do público brasileiro. Segundo o site do Our Mobile Planet, os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso e o Distrito Federal já possuem um número de celulares maior que o número de habitantes. 70% dos brasileiros pretendem trocar de celular nos próximos seis meses e a conta mensal da telefonia móvel do brasileiro é em media R$107,00. Com isso a publicidade móvel só cresce. Segundo um estudo da eMarketer, e não por acaso, hoje no Brasil são investidos mais de US$ 41 milhões com publicidade móvel. A prova de que isso funciona está na efetividade das ações e nos resultados, claro.

Mas afinal, o que levaria agências de publicidade e de marketing a investirem em campanhas de mobile marketing? Conheça cinco razões para apostar nesse modalidade de comunicação empresarial, ainda em busca de crescimento do serviço no País.

Hipersegmentação: A segmentação no mundo mobile é uma realidade e potencializa os resultados dos anunciantes. Hoje é possível impactar o consumidor de acordo com o perfil de consumo nas diversas plataformas móveis, desde o consumidor que possui um smartphone que acaba de ser lançado até um “feature phone” – celulares que não são smartphones, porém possui diversas funções. Com inteligência mobile sabemos quem são os consumidores, o que acessam e onde estão, com isso conseguimos impactá-los de forma assertiva e com resultado. A hipersegmentação pode ser aplicada em diferentes meios, do SMS ao uso de aplicativos.

Agilidade: As campanhas mobile “off deck” – anúncios em portais que aparecem apenas quando acessados de aparelhos moveis e normalmente direcionaram o usuário para um site otimizado para o celular – seguem a agilidade das ações on line e em poucas horas o anunciante estará no ar, “conversando” diretamente com milhares de pessoas. É possível programar campanhas de advertising “Display Mobile” em portais e adnetworks de forma rápida e eficiente. Já as campanhas que necessitam de aprovação das operadoras, como por exemplo, uma ação de SMS Marketing demanda em média dois dias úteis para liberação.

Personalização: Mobile marketing não são mensagens publicitárias, são diálogos. O sucesso de cada campanha de mobile marketing depende da forma pessoal e individual como são tratados os públicos-alvos. Sem esquecer que os celulares são itens pessoais, sendo assim não podemos ser invasivos. A personalização é fundamental para se ter bons resultados.

Mensuração: Um dos maiores problemas que empresas e agências encontram ao investirem em uma nova mídia – como o mobile marketing – é de conseguir medir a efetividade das campanhas. Em mobile marketing isso já é possível, principalmente se comparado a outras mídias de marketing direto. Vamos usar como exemplo o envio de SMS.

Hoje, existem ferramentas específicas que ajudam a mensurar os resultados e entregar relatórios valiosos para os clientes e anunciantes, recebendo feedbacks sobre: quando houve o acesso, onde foi realizado, em que modelo de aparelho, quantas vezes o consumidor visualizou o conteúdo, além de outras importantes informações que ajudam na análise e mensuração das campanhas.

Mobile não é caro: Quanto custa para o anunciante atingir o público certo na hora certa e ainda ter 97% de taxa de visualização? Quanto custa para desenvolver um aplicativo? Pois bem, esse tipo custo pode ser muito mais barato do que se imagina. Comparado-se às tradicionais mídias de marketing direto, o mobile marketing chega a custar 300% menos, e tem taxas de retorno que podem ser 3 vezes maiores que outras mídias. O desenvolvimento de aplicativos podem variar de preço, dependendo da complexibilidade, porém podemos fazer um cálculo inverso. Quanto custa para a sua empresa estar presente no dia-a-dia dos clientes / consumidores e poder se relacionar o momento que desejar? Basta fazer essa análise e irá verificar que o custo para o desenvolvimento de um aplicativo não é tão caro como se pensava.

Por Gustavo Luveiro, sócio e diretor de Marketing da Kanamobi e professor da São Paulo Digital School.

Fonte: http://adnews.com.br/artigos/5-razoes-para-investir-em-campanhas-de-mobile-marketing