Marketing no metaverso: 4 benefícios desta relação para o mercado

Especialista aponta NFTs e a evolução de tecnologias de experiência imersiva como pontos fundamentais para o marketing de um futuro próximo

Realidade no mercado global, o metaverso é uma forma das pessoas se conectarem em mundos online imersivos. Essa tecnologia tem o potencial de se fortalecer cada vez mais no mundo corporativo – e os números não mentem: de acordo com dados da Crunchbase, somente no último trimestre de 2021, quase US$1,9 bilhão de capital de risco foram investidos em startups de software e hardware de realidade virtual e aumentada.

O crescimento exponencial desse mercado abre oportunidades para a construção de uma comunicação direta e efetiva com os mais diferentes públicos-alvo. Para o marketing e publicidade, o cenário não é diferente. À medida que o metaverso se torna mais significativo, os profissionais da área estão buscando meios e estratégias de crescimento. Sabendo disso, confira a seguir quatro benefícios que Paulo Martins, CEO da Arena.im, destaca sobre a influência desta tecnologia aos mercadólogos:

Aumento do envolvimento com experiências imersivas

O metaverso se concentra na criação de uma experiência digital por meio de áudio, vídeo e realidade aumentada e virtual. Com o tempo, os profissionais de marketing poderão criar experiências desse tipo para as empresas.

O executivo destaca que alguns adotantes iniciais já estão criando esse tipo de prática em conferências e eventos. “Um exemplo a ser mencionado é a convenção da CES (Consumer Eletronics Show) que apresenta experiências de realidade virtual desde 2017. Com isso, marcas e profissionais de marketing são capazes de criar experiências imersivas com sucesso para seus clientes e adquirir o potencial de gerar mais vendas e conversões”, destaca Martins.

Presença em mundos virtuais

O metaverso contará com mundos virtuais onde os usuários podem visitar, passear e construir propriedades, entre outras possibilidades. O Second Life foi um case – lançado em 2003 como um mundo virtual acessível por computador, em 2020, já contava com cerca de 900 mil clientes. No jogo, os usuários podem criar um avatar para interagir com o mundo cibernético e visitar empresas, bibliotecas e experiências educacionais.

“Os mundos virtuais são significativos para profissionais de marketing devido a sua escala. Para criar uma experiência única e imersiva para sua marca será necessário ter um apelo, principalmente se quer ter presença neste ambiente imersivo. Uma boa dica é criar um avatar para interagir com os usuários”, comenta o CEO.

Ganhe receita vendendo colecionáveis

Além de impulsionar o engajamento da marca, as empresas podem gerar receita no metaverso por meio dos tokens não fungíveis (NFTs) – uma espécie de colecionável digital com origem na rede blockchain. O atual boom das NFTs é impulsionado por taxas de juros baixas e uma mentalidade de corrida do ouro. No entanto, é provável que haja uma demanda contínua por colecionáveis digitais.

O potencial do marketing para colecionáveis e NFTs fica mais evidente quando o profissional os combina com outras tendências. Por exemplo: imagine consumidores comprando uma casa virtual, um cartão virtual feito por seu atleta favorito ou uma arte digital? A ideia é criar NFTs para praticamente qualquer coisa: arte (digital e física), fotos, vídeos, mensagens, posts em redes sociais, etc.

Integração do Metaverso e o Marketing Offline

Com a integração do metaverso e o marketing offline, é possível usar a tecnologia para levar os usuários a interagirem com a empresa além do mundo virtual – ou acessar o site, por exemplo. “O profissional pode criar uma presença temporária em um mundo de metaverso para promover sua empresa em um evento. É uma aposta de alavancar a marca de forma tecnológica e criativa”, finaliza.

Fonte: VCRP – Amanda Cássia

Vem aí o AdTech & Branding 2022

IAB Brasil discute o futuro da publicidade digital no AdTech & Branding

Evento presencial reunirá profissionais do setor em 28 de junho no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; além de insights e tendências, serão divulgados em primeira mão os resultados da pesquisa Digital AdSpend 2021, que traz dados de investimentos em publicidade digital no Brasil

O IAB Brasil, associação que representa a publicidade digital no País, realizará em 28 de junho o AdTech & Branding 2022, evento que reúne profissionais do mercado de publicidade digital brasileiro e traz as principais tendências e questões da atualidade para o setor. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos no site do evento.

O AdTech & Branding deste ano trará em seu tema central as questões mais urgentes para o setor e as oportunidades para marcas e negócios no digital, na visão do IAB Brasil. “Em meio a tanta informação disponível, está cada vez mais difícil identificar o que é hype e o que é real no universo digital. Mas uma coisa é certa, as respostas sobre novos caminhos dependem das perguntas que estamos fazendo hoje. Será que estamos fazendo os questionamentos que deveríamos? Nosso evento é um convite para refletir sobre as boas perguntas, que serão a base de um futuro real e sustentável”, comenta Cris Camargo, CEO do IAB Brasil.

Entre os palestrantes confirmados estão Denis Onishi (Paramount), Gabriela Comazzetto (TikTok), Hugo Rodrigues (WMcCann), José Melchert (Spotify), Marina Dolinsky (Mercado Livre), Milton Beck (LinkedIn América Latina), Paulo Arruda (Kantar IBOPE Media), Renata Minami (Gamned!) e Rodrigo Tigre (Entravision – Cisneros Interactive). E também Cris Camargo (IAB Brasil), Melissa Vogel (Kantar IBOPE Media do Brasil), Paulo Samia (UOL) e Paulo Schiavon (Performics Brasil).

No encontro, ainda serão divulgados em primeira mão os principais resultados da pesquisa Digital AdSpend 2021, realizada pelo IAB Brasil em parceria com a Kantar IBOPE Media, que traz a composição dos investimentos em publicidade digital no País em 2021.

Inscreva-se – As inscrições podem ser feitas por este link e estão disponíveis até 23h59 do dia 24 de junho, sexta-feira. Para não associados do IAB Brasil, o investimento é de R$ 850,00. Já os associados têm 20% de desconto e o voucher pode ser solicitado diretamente ao IAB Brasil.

Organizado pelo IAB Brasil, o AdTech & Branding 2022 tem como patrocinadores master a Globo, Google, Mercado Ads, Spotify Advertising; como patrocinadores ouro a Entravision (Cisneros Interactive), Grupo Record e Pluto TV; e apoio da Eventials, Kantar IBOPE Media e Leonardi ADV.

Fonte: COM Agência de Comunicação IAB Brasil

As habilidades que o novo profissional de marketing digital precisa ter – e servem para qualquer profissão

Por Bruno Campos de Oliveira*

Se você está considerando uma carreira em marketing, pode estar se perguntando se seu conjunto de habilidades e especializações profissionais são ideais para a área. O marketing digital hoje é diferente de apenas alguns anos atrás, o que significa que, embora certas habilidades (como criatividade e comunicação) ainda sejam importantes e aplicáveis, há uma série de outras competências mais recentes que os empregadores estão procurando na hora de contratar.

Bruno Campos de Oliveira

Uma coisa legal de se falar é sobre o conceito de profissionais ambidestros. No Vale do Silício, o autor e empreendedor Steve Blank, fala muito sobre “ambidextrous organizations”. Basicamente, ele diz que no mundo atual não existe mais espaço para empresas que só fazem inovação ou ainda, para empresas que só focam em melhorar eficiência operacional. Esse conceito diz que sempre devemos nos organizar em proporções que façam sentido, entre dois tipos de atividade: Explotation e Exploration.

Podemos entender que explotation é quando pegamos algo, testamos, aprendemos com aquilo, aprimoramos, testamos de novo e por aí vai. É a inovação e exploração de melhorias, mas focada sempre em algo existente como, por exemplo: “como podemos fazer melhor nosso trabalho?”. Já em exploration, o conceito considera que é preciso ir atrás de algo completamente novo, que vai mudar como as coisas são feitas. Então, é como se exploration pagasse nosso salário e explotation, a nossa aposentadoria.

No mundo do profissional é preciso mesclar os pensamentos: você pode ser a pessoa mais técnica do mundo, mas é importante pensar fora da caixa se quiser ser um profissional de ponta. Isso vale para quase tudo, ainda que seja do senso comum dizer que tal discurso faz mais sentido para a economia criativa do que para médicos, por exemplo. Mas vale observar: um médico pode ser o cirurgião mais técnico do mundo, não errar nada. E simplesmente travar diante de um problema inédito como uma doença ou vírus que não existia até ontem.

Outra coisa que acho essencial considerar atualmente, é o lifelong learning, que se trata da ideia de que o profissional do futuro tem que estar sempre aprendendo. Não faz mais sentido sair da faculdade e achar que acabou o estudo por aí. Os melhores profissionais nunca param de aprender e, além disso, são bons resolvedores de problemas, afinal, no fim do dia, independentemente de serem simples ou complexos, as pessoas são pagas para resolverem o problema de outras pessoas

Quando falamos em soft skills, a filosofia Ikigai cabe como uma luva. Em uma tradução livre, a palavra Ikigai em japonês significa “razão de ser”. A versão ocidental do Ikigai, diz que é possível encontrar o seu propósito e sua carreira dos sonhos analisando 4 fatores principais: o que eu amo fazer, o que faço bem feito, o que o mundo precisa e o que posso ser pago para fazer. É um desafio, mas quando se encontra algo que para abranger estes 4 aspectos, você encontra seu Ikigai e se torna não apenas um bom profissional, como uma pessoa completa.

*Bruno Campos de Oliveira é CMO da ADSPLAY. É formado em Marketing pela EACH-USP e se especializou em digital através de imersões diretamente no Vale do Silício – EUA. Também concluiu o xBA, Xponential Business Administration, ministrado pela StartSe University (EUA) e Nova SBE (Portugal). Há mais de dez anos trabalha com marketing digital, mídia de performance, e-commerce, tendo a oportunidade de trabalhar com diversas grandes marcas no Brasil e no exterior. É professor e embaixador de digital marketing da Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia no Brasil e co-autor do livro “Mídia Programática de A a Z”, o primeiro livro impresso sobre o tema no Brasil.