Coluna {De dentro pra fora}

O que aprendi com a crise

Vitor 2016

Em tempos de vacas magras, a verba de comunicação é uma das primeiras a ser cortada, certo? Errado. E, se é assim, a culpa é toda nossa. Reflita aí: como estamos acompanhando e entregando os resultados de ~comunicação~?

Mês passado, estava num dos principais congressos de Comunicação Interna do Brasil e achei muito curioso a abordagem que os temas foram ganhando. Meu Diretor de Estratégia fez um comentário que resume tudo: “discutimos muito menos sobre comunicação e muito mais sobre engajamento, transparência, reputação, gestão, liderança, temas fundamentais para a recuperação das organizações e das atribuições que envolvem os comunicadores” – José Luis Ovando/Supera Comunicação.
Esse é um dos primeiros pontos. Entender como a comunicação afeta outros temas dentro das organizações e, mais que isso, como ela pode colaborar para outros índices importantes.

E o segundo é como estamos mensurando tudo isso. Não estamos? Então, precisamos falar sobre isso. Nesse cenário instável, mensurar é ainda mais importante. (Aliás, sempre foi, né?).

credit-squeeze-522549_640

A Ligia Vannucci (Corporate Communications Manager da Braskem) também disse uma frase que parece simples, mas me deixou pensando por horas: “não existe área de comunicação sem números”. Sabe aquela história de que somos de humanas? Esquece. Precisamos encarar os números e trazê-los para a nossa realidade. Mais que isso, precisamos obter esses números, aprender a analisá-los e usá-los para decisões mais certeiras.

E, quando a gente fala em mensuração, ela vai desde indicadores básicos até os mais complexos. Se você ainda não faz nenhum, comece pelos básicos e vá aprimorando suas mensurações. Você pode começar analisando quais assuntos seus canais de comunicação interna mais abordam, quais assuntos têm mais audiência pelo seu público. Depois, analisar se esses assuntos são os temas mais relevantes para a sua empresa nesse momento. Lá na frente, você pode aprimorar essa análise e mensurar se os colaboradores realmente entenderam as mensagens. Mensurar é um pouco complexo, então chame uma agência que domina o assunto para ajudá-lo. O que não dá pra fazer mais é esperar. Se queremos mais verba, se buscamos reconhecimento, se acreditamos na comunicação como uma ferramenta de desenvolvimento das organizações, precisamos comprovar com dados.

Coluna “Discutindo a relação…”

Tudo junto, agora e ao vivo

Josué coluna correto

O tema da edição deste ano do Fest’up – Festival Universitário de Propaganda”, tradicional evento promovido pela APP e que chega a sua 36ª edição – é “Propaganda ao Vivo. Adapte-se”.

Ouvi semana passada uma entrevista do André Porto Alegre em uma web rádio, o nome da APP quando o assunto é Fest’up. E lá ele explicava um pouco sobre o tema e o evento. Sua fala me levou a refletir sobre como está o cenário de comunicação mercadológica no momento. Sobre o que está acontecendo.

E comecei a refletir sobre a velocidade com que temos e teremos que planejar, criar e produzir projetos de comunicação. A velocidade está num nível altíssimo. Quase insuportável. O advento das mídias sociais e, como decorrência, da pronta resposta do público aos nossos imputs de comunicação, fez tudo se tornar ainda mais instantâneo e imediato. Quase não dá para respirar.

Os tempos entre planejamento, criação e produção ficam cada vez menores.Há também de se antecipar possíveis retornos e diálogos e estar pronto para dar respostas consistentes. Gerir crises virou algo relativamente comum para as agências e marcas.Estamos, como o tema do Fest’up define, fazendo ‘propaganda ao vivo”. E sim, temos e teremeos todos que buscar a adaptação. Urgente!

13237766_1170738652978309_1270768075529592692_n

Bom senso, capacidade analítica, boa capacidade de diálogo, constante interpretação de cenários e públicos são elementos decisivos dentro desta nova realidade. O novo profissional de propaganda (de relações públicas, de jornalismo, o conteudista, o profissional de marketing) deve ter senso de urgência aliado à técnicas e fundamentos bastante sólidos.

O mais complicado de toda esta situação, o grande desafio que se apresenta é o da manutenção da qualidade da comunicação. Como entregar projetos consistentes, eficazes, diferenciados e impactantes para os clientes/anunciantes, viajando na velocidade da luz?

Crescemos todos ouvindo o famoso dito popular: “a pressa é inimiga da perfeição”. Acho que teremos que nos esforçar muito para resolver esta antiga pendência. Vamos ter que fazer a pressa ficar mais amiguinha da perfeição. Não vai ser fácil. Mais é extremamente importante cuidar desta relação!

As fronteiras da comunicação, por outro lado, vem desmoronando já há algum tempo. O profissional deverá ser cada vez mais de comunicação. Como um todo. Sem barreiras entre diferentes habilitações. Faremos, então, tudo rápido, integrado e com qualidade.

É fácil? Não, de modo algum. Mas como costumo dizer aos meus alunos, se fosse fácil qualquer um faria.

Coluna “Discutindo a relação…”

“Sei que nada será como antes…”

Josué coluna correto

 

Todo mundo está cansado de saber que a comunicação digital e a mídia e o marketing digital causaram imensos impactos e mudanças no cenário da comunicação como um todo. Mudanças irreversíveis e desafiadoras.

Todos estão aprendendo a lidar (ainda) com esse cenário em que o antigo receptor passivo passou não só a interagir, mas também a produzir conteúdo e influenciar pessoas. Os “influenciadores” estão aí para provar o que eu digo e para ganhar uma grana preta das marcas(rsrs).

Uma contribuição enorme que vejo emergir deste crescimento rápido das mídias digitais é a mensuração. O uso de métricas cada vez mais sofisticadas e complexas – muitas delas gratuitas – têm fornecido dados em quantidade e qualidade nunca antes vistos na indústria da comunicação.

Zeff e Aronson, lá em 1997, já listavam o rastreamento como uma das principais características e vantagens da internet.Desde o início, quando o que predominava na internet eram os sites, já era possível “rastrear o modo como os usuários interagem com suas marcas e localizar o que é do interesse dos consumidores e prospects”.

tape-measure-609741_640

 

Para agências regionais sempre foi um martírio não poder contar com dados de pesquisa de público consumidor e de mídia. Detectar hábitos, costumes, tendências e comportamentos do público de sua marca/empresa/serviço/produto custava e custa caro para empresas regionais sem muita verba de investimento em marketing e comunicação. A restrição de verbas também afeta a compra de pesquisas de mídia.É quase como se mover na escuridão…

Com a presença dos anunciantes na internet (em suas diversas possibilidades), o rastreamento, a mensuração de seus contatos e interações com o público passou a ser um trunfo. De maneira gratuita e/ou com baixo investimento é possível, a partir da fanpage da marca no Facebook, por exemplo, começar a entender bem melhor o que o público pensa, sente, quer e como reage a temas propostos na comunicação.

Mesmo para os grandes anunciantes esse novo volume de dados tem sido decisivo. Eles ajudam a fomentar não só a estratégia de comunicação digital da empresa, mas também toda sua comunicação, on e off.

Esses novos e promissores dados ajudam a criação a produzir conteúdos de comunicação mais relevantes e pertinentes. Ajudam o planejamento a ajustar ainda mais as estratégias e escolhas, ajudam a mídia a tomar decisões mais acertadas em relação a espaços (mídias, veículos) mais valorizados pelos públicos da marca.

Com a chegada e estabelecimento da internet e de todo seu universo digital de informações, métricas e mensuração, definitivamente, nada será como antes.

Empresa abre vaga em marketing

Empresa abre vaga em Marketing

12920392_1139863869379398_5503699341780571868_n

Perfil: saber mexer com softwares de edição tipo Photoshop, Corel ou Illustrator, entender de mídias sociais, email marketing, e publicações em sites, organizado(a), gostar de planejamento, boa vibe, pró-ativo(a), atencioso(a), disposto(a), curioso(a), saber escrever um bom português, saber fuçar na internet para encontrar soluções para as coisas, e de quebra se a pessoa curtir autoconhecimento melhor ainda!

Parte do tempo do trabalho será no escritório, parte home office.

Faixa Salarial: Entre R$1000 a R$2000

A empresa não tem restrição quanto a idade, nem pré-requisitos de experiência e nem preferência de sexo. O mais importante é a pessoa ser do bem, com boa energia, disposto(a), positivo(a) e se encaixar nas descrições acima.

Quem se interessar por favor envie um email com CV para: vagas@portalbhavana.com.br  com o assunto: “VAGA 2”