Com o tema “COMO SERÁ A GESTÃO DAS AGÊNCIAS DE PROPAGANDA EM 2020?”, o diretor Financeiro da Nova/SB, Antônio Calil Cury, mostrará qual será o cenário vivido pelos profissionais de propaganda no futuro.
Antônio Calil Cury – Economista formado pela Universidade Federal de Uberlândia, com especialização em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, e em finanças pela mesma.
Iniciou em propaganda em 1971, trabalhando na CBBA- Castelo Branco e Associados de Propaganda, de 1988 a 2003. Também foi Diretor da ABAP – Associação Brasileira de Propaganda, do Sindicato das Agências de Propaganda de São Paulo e da APP.
Atualmente, Calil ocupa o cargo de Diretor Financeiro da Nova/SB desde 2008 e de Membro do conselho Fiscal do CEMP – Conselho Executivo das Normas Padrão. Também atua como Conselheiro Fiscal da APP.
Em novembro de 2012, foi agraciado com o Prêmio Garra do Galo, como Dirigente de Agência, pela APP.
Associados APP: Gratuito Não Associados: R$ 120,00 Estudante: R$ 60,00
Neste último fim de semana participei da 25ª edição do Festival Universitário de Propaganda promovido pela APP. O conhecido Fest’up. Quem me acompanha pelas redes sociais percebeu que sempre dou muita importância a este evento anual, seja pela excelente possibilidade de ampliar os conhecimentos dos meus alunos quanto para perceber quais são as tendências do mercado de comunicação.
E foi nesta questão, de para onde caminha nossa atividade, que fiquei de olho no sábado e no domingo ao longo de todas as palestras. Algumas coisas se destacaram. E bastante.
A que mais me chamou atenção foi a tendência da propaganda, a comunicação como um todo ser VERDADEIRA. A propaganda deve estar ligada às verdades de seu público. Não adianta mais dourar a pilula. As pessoas não engolem mais. Uma peça publicitária bonita, bem feita e adequada não basta. Ela tem que ser bastante verdadeira. Deve encerrar um compromisso da marca/produto ou serviço com seu público e com a sociedade.
Outra coisa que me chamou a atenção é o conceito de comunicação líquida. Aquela que preenche todos os pontos de contato com o público, se mistura e se molda. Ao mesmo tempo, por ser líquida, flui por todos os pontos de contato e permite respostas e interatividade. A comunicação é envolvente, mas não no sentindo da sedução, e sim no que se refere a ser fluída e maleável.
É impressionante perceber como grandes marcas têm se arriscado em projetos de comunicação ousados e verdadeiros. A maioria destes cases, é claro, são internacionais. Mas pode ter certeza que estes ventos já começam a soprar por aqui.
Está na hora das agências e anunciantes nacionais e regionais (nossos anunciantes) perceberem de vez este novo cenário. O cenário de um consumidor absolutamente cético em relação a projetos e peças tradicionais de comunicação mercadológica. Perceber que os consumidores atuais querem ser vistos como pessoas de verdade. E que querem posicionamentos verdadeiros das marcas, produtos e serviços.
Uma das coisas que ouvi lá, fruto de uma extensa pesquisa internacional, me chamou demais a atenção: “As pessoas acham que as marcas é que vão mudar o mundo”.