Filme sensacional de Honda

Hands, um comercial espetacular de Honda

Esse filme foi enviado para mim por email por um amigo.  Ele é uma peça institucional que comemora os 65 anos da Honda através da representação do desenvolvimento de ideias e produtos como consequência da curiosidade e da capacidade de seus engenheiros.

Confira como é simples e genial!

http://youtu.be/Dxy4n0UT82o

Grupo de Planejamento lança prêmio de estratégia

Essa veio direto do Propmark

GP Big Think é o primeiro da categoria para o Brasil

O Grupo de Planejamento lançou o Prêmio GP Big Think, primeira premiação dedicada à estratégia no Brasil, que será entregue em agosto deste ano. Entre 2 de junho e 25 de julho, agências de todo o país poderão inscrever seus cases, com veiculação de janeiro de 2011 a abril de 2014, lembrando que apenas profissionais de planejamento serão premiados.

O GP Big Think não terá subdivisão por categorias ou mídias para Ouro, Prata e Bronze. Ganhará o Grand Prix apenas o trabalho considerado como melhor pensamento estratégico do ano. Além disso, alguns itens merecerão premiações especiais, como melhor insight, melhor estratégia digital, melhor estratégia de ativação, melhor estratégia para verba reduzida, melhor paper escrito e melhor uso de números, entre outros.

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Outro diferencial do Prêmio é a forma de avaliação. A comissão julgadora rejeitará os videocases, olhando apenas para as peças e o planejamento. “Há tempos o GP queria lançar um prêmio. Fizemos um esforço em equipe para fazer isso agora. Estratégia é o lema da nossa gestão. Já fizemos a Conferência, agora vamos lançar o primeiro prêmio de estratégia do Brasil. E o mais legal é que não concorrerão videocases, que acabaram desvirtuando muito o nosso mercado. Aqui quem ganha é o pensamento estratégico e não a defesa bonitinha do trabalho”, afirmou Marcio Beauclair, presidente do Grupo de Planejamento.

Fonte: http://propmark.uol.com.br/premios/48522:grupo-de-planejamento-lanca-premio-de-estrategia

Entrevista para marcar a data

Falamos com Arison sobre os 10 anos

Há pouco tempo divulgamos aqui que a Atributo Comunicação Estratégica estava completando 10 anos de atuação em 2014. A agência comandada pelos sócios Arison Sonagere e Julio França até lançou novo site, também publicado aqui.

Agora o Publicitando entrevista Arison Sonagere para saber um pouco mais da trajetória desta agência taubateana.

Confira:

1 – Você e Julio França, seu sócio na Atributo, deixaram aquela que era na época uma das mais importantes agências da região, A Página Comunicação, para fazerem a Atributo. O que motivou tal decisão?

Tanto eu quanto o Julio fomos para Página motivados pela filosofia que ela pregava mas que aos poucos foi sendo substituída por outra que já não nos encantava mais. Foi lá dentro que surgiu um embrião de resgate desses princípios. Quando eu deixei a sociedade da Página e comecei a colocar em prática chamei o Julio para me ajudar.

Na Atributo construímos um ambiente propício à pensar comunicação. Somos todos críticos e apaixonados pelo que fazemos e só fazemos o que acreditamos. Sejam marcas, projetos ou candidatos. Não importa o que tem pra vender desde que isso seja verdade, senão não vendemos.

Além disso consideramos nosso clima interno mais importante do que ganhar prêmios. Todo trabalho tem pressão e responsabilidade. Mas não se pode confundir isso com não se colocar no lugar do outro, principalmente para crescer a qualquer custo ou por vaidade.

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Arison, um dos sócios da Atributo Comunicação Estratégica

2 – Que análise você faz destes 10 anos de atuação da Atributo?

Tudo precisa de tempo para amadurecer, eu e o Júlio amadurecemos muito nesses 10 anos e com certeza nossa empresa também. Quem não conta com o tempo como aliado acaba desistindo, como aconteceu com muitas agências, foi isso que eu aprendi. Ford dizia que os que renunciam são, em maior número, àqueles que fracassam e nós acreditamos nisso.
Nossa via não foi muito fácil, mas acredito que conseguimos nos consolidar mantendo nossos princípios, como falei anteriormente.
De forma geral quando olhamos nossa empresa temos orgulho do montante de trabalho que realizamos, é difícil até fazer um portifólio, pois tudo faz parte dessa construção e tudo tem história. Temos orgulho de nossos “filhos”!
Acredito que esse tempo nos deixou um legado. Hoje temos experiência para reconhecer e resolver qualquer demanda que uma marca precise. Tudo é questão do cliente confiar nesse conhecimento que temos, do remédio e dose certa para o negócio dele, quando isso acontece normalmente o retorno é o mesmo …sucesso.

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Selo comemorativo dos dez anos da agência

3 – Vocês sempre tiveram um perfil bem discreto, uma atuação low profile. Pretendem mudar isso?

Não!!! Nós somos discretos e vamos continuar sendo, porque é muito comum a gente ver o publicitário cair em descrédito porque tem gente falando mais do que realmente faz. Nosso mercado é difícil por culpa dos publicitários que aqui trabalham. É muito bi bi bi e pouco fom fom fom.

Comunicação pra gente não é arte, nem contação de história, é ciência. E se é ciência tem que ter profundidade, estudo.
Não é uma questão de desacreditar na propaganda, é questão de acreditar em vender verdade.

Hoje tem um monte de agência falando que faz branding, assim como haviam muitas que falavam de comunicação total, essas são as palavras da moda, mas na verdade continuam tirando pedido e construindo criações de banco de imagens.

Há 10 anos, chamávamos o que hoje é branding de Comunicação Estratégica. E continuamos chamando. Porque verdade é isso… aquilo que resiste ao tempo e não o que é modinha.

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4 – É duro deixar de ser criativo em tempo integral para passar a gerir o negócio?

É um pouco chato, mas não duro.

Podemos ter criatividade em todas as áreas de atuação. Fico tão feliz como quando criava quando conseguimos contratar um bom talento do mercado, por exemplo. Fizemos isso muitas vezes, grandes profissionais foram descobertos pela agência nestes 10 anos.
Cada vez que isso acontece mostramos a todos que é possível fazer o melhor mesmo com as restrições do mercado.

Quando é assim, gestão e criação não são muito diferentes.

Chato é ter que achar dinheiro em momentos de crise, pois isso dá um pouco mais de dor no estômago!

5 – Quais os planos daqui para frente?

Vamos continuar fazendo comunicação estratégica, pois os meios mudam mas a filosofia não. Pensamos antes de fazer, planejamos tudo para que as coisas se encaixem no dinheiro do cliente e também tenham uma continuidade, formando assim uma marca forte. Gestão de marca é o foco. Estamos alavancando várias marcas novas e outras não tão novas, e colocando elas no patamar que elas precisam ou que podem estar.

Fórmula desgastada… demais.

Um pode ser bom, dois é muito, três é demais (de ruim)

Josué Brazil

Dias destes estava vendo um pouco de TV aberta e como quase todo publicitário passei a prestar atenção no intervalo comercial.E em um deles uma coisa chamou – bastante – minha atenção: no mesmo break assisti à três comerciais que tinham o mesmo garoto propaganda, o Neymar. Nada contra o garoto, até simpatizo com ele e o acho um baita jogador. Mas, puxa vida, três comerciai com a mesma celebridade vendendo três produtos totalmente diferentes e num mesmo intervalo?! É demais! Demais de ruim.

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Neymar em uma de suas ações como garoto propaganda

Há algum tempo que muitas lideranças criativas do mercado brasileiro alertam para o excessivo uso de celebridades e semi celebridades na propaganda brasileira.Parece que qualquer campanha, qualquer problema de comunicação, qualquer produto ou serviço de qualquer segmento merece a mesma – e única – solução: o uso de uma celebridade.

O que pode explicar esse exagero? Anunciante com medo de arriscar? Agências com preguiça criativa? O modelo entrega resultados muito positivos? Pressa para obter resultados? Uma geração de publicitários e criativos menos preparada? O brasileiro precisa de ídolos e referências e a propaganda entrega isso?

Muitas perguntas, muitas possíveis respostas e explicações. Mas o fato é que a experiência e o histórico de todas as coisas mostra que tudo em doses exageradas causa desgaste, reações e efeitos colaterais indesejados e, acima de tudo, desinteresse.

Então, talvez, a pergunta que deva mesmo ser feita é: não dá para fazer de outro modo?

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O golfista Tiger Woods

Todos sabemos dos riscos que o uso contínuo de personalidades e celebridades em propaganda podem causar. Os exemplos se multiplicam mundo afora. Michael Jackson, Tiger Woods, O.J.Simpson, são exemplos de personalidades que acabaram se envolvendo em escândalos e situações embaraçosas e isso acabou arranhando (feio) marcas que estavam associadas a eles.

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O.J. Simpson

No caso do Neymar a super exposição é preocupante. O jovem jogador serve para recomendar de tudo. Será que serve mesmo? Até que ponto a atenção de quem está assistindo TV vai ser realmente atraída por mais um comercial usando o jogador? Eu mesmo não consigo lembrar as três marcas ou produtos anunciadas pelo Neymar naquele mesmo break.

A propaganda brasileira precisa abandonar este modelo surrado. Urgente. É celebridade demais e produto e marca de menos. É pouca construção de marca, de identidade, de busca de originalidade. Sempre digo que uma ideia deve ter sempre tem componentes fundamentais: originalidade, pertinência e adequação. E nem sempre um comercial de TV com celebridade atende a estes componentes (quase nunca).

Devo dizer, antes de encerrar, que há honrosas e brilhantes exceções.Mas devo dizer, para finalizar, que há muito de “mais do mesmo” em nossos intervalos comerciais.