Coluna “Discutindo a relação…”

Criatividade sob pressão: como produzir ideias relevantes em um mercado acelerado por IA

Por Josué Brazil (com apoio de IA)*

Imagem gerada pela IA do Canva

Durante décadas, a criatividade foi tratada como uma espécie de território protegido dos publicitários, designers, redatores e demais profissionais que trabalham com ideias. Hoje, esse território está sendo ocupado por uma nova e poderosa companhia: a inteligência artificial. Ela escreve, cria imagens, sugere conceitos, analisa tendências, produz variações e faz em segundos aquilo que antes poderia consumir horas ou dias. A questão, portanto, já não é se a IA vai participar do processo criativo. Ela já participa. A questão é outra: como continuar produzindo ideias realmente relevantes quando produzir ideias ficou tão fácil?

Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Segundo o Work Trend Index 2024, da Microsoft e do LinkedIn, 75% dos trabalhadores do conhecimento entrevistados em 31 países já utilizavam IA no trabalho, e muitos afirmavam que a tecnologia economizava tempo e aumentava a criatividade. A mesma pesquisa mostra, porém, que as organizações enfrentavam dificuldades para transformar esse uso individual em uma estratégia consistente. A velocidade da tecnologia, portanto, não elimina o problema criativo. Pelo contrário: ela aumenta a pressão para que profissionais produzam mais, mais rápido e, muitas vezes, com menos tempo para pensar.

E aqui aparece um paradoxo interessante. Se a IA consegue gerar dez, cem ou mil possibilidades em poucos minutos, o diferencial deixa de ser simplesmente ter ideias. Passa a ser saber qual ideia merece existir. Uma pesquisa publicada em 2025 por pesquisadores da Universidade de St. Gallen, que reuniu e analisou 28 estudos com mais de 8 mil participantes, encontrou um resultado revelador: pessoas trabalhando com IA tiveram desempenho criativo superior ao de pessoas trabalhando sem assistência. Mas a mesma pesquisa identificou uma redução significativa na diversidade das ideias produzidas. Em outras palavras, a IA pode ajudar a criar mais — mas existe o risco de ajudar todos a criar coisas parecidas.

Isso é especialmente preocupante para a publicidade. Afinal, criatividade não é simplesmente produzir algo bonito, engraçado ou diferente. Criatividade publicitária precisa resolver problemas de comunicação. Precisa compreender pessoas, contexto, cultura, comportamento, marca, mercado e momento. Uma ideia pode ser tecnicamente impecável e ainda assim ser completamente irrelevante. E talvez seja justamente aí que o repertório humano ganhe ainda mais valor: a máquina consegue combinar informações disponíveis, mas é o profissional que precisa perceber aquilo que ainda não está evidente.

O próprio Cannes Lions, no relatório The State of Creativity 2025, aponta um cenário preocupante: apenas 13% das empresas pesquisadas se consideram abertas ao risco criativo, enquanto 51% das marcas afirmam que seus insights são fracos demais para sustentar uma criatividade realmente ousada. Mais de metade também relata dificuldade para reagir rapidamente a momentos culturais. O problema, portanto, não parece ser apenas tecnológico. Estamos diante de uma crise de coragem, repertório e capacidade de transformar observação em insight.

Por isso, talvez o maior perigo da IA para a criatividade não seja substituir o profissional. Seja acomodá-lo. Se a primeira resposta da máquina parece boa, por que procurar uma segunda? Se o texto está bem escrito, por que questioná-lo? Se a imagem parece perfeita, por que investigar o que ela está dizendo? A criatividade humana passa a ter uma nova função: não apenas criar, mas questionar, selecionar, tensionar, contextualizar e dar sentido ao que a tecnologia produz. O profissional criativo do futuro talvez seja menos um executor de ideias e cada vez mais um editor rigoroso de possibilidades.

Isso muda também o significado de “repertório”. Em um mundo em que qualquer pessoa pode pedir à IA “10 ideias para uma campanha”, ter acesso às ideias deixou de ser vantagem competitiva. A vantagem está em enxergar o que os outros não enxergam. Observar comportamento. Entender cultura. Fazer conexões improváveis. Conhecer profundamente uma marca. Conversar com pessoas. Ler além do próprio algoritmo. Quanto mais fácil fica produzir conteúdo, mais valioso se torna ter algo interessante para dizer.

A inteligência artificial pode acelerar a criatividade, mas não deveria substituir o pensamento criativo. Pode ampliar repertórios, provocar caminhos e multiplicar possibilidades. Mas a ideia relevante continua dependendo de uma capacidade essencialmente humana: entender o mundo antes de tentar dizer alguma coisa sobre ele. Em uma época em que máquinas produzem respostas em velocidade impressionante, talvez o verdadeiro luxo criativo seja justamente aquele que sempre pareceu mais simples — parar, observar, pensar e fazer a pergunta certa. Porque, quando todo mundo pode produzir mais, quem souber pensar melhor continuará produzindo o que realmente importa.

* Josué Brazil é professor, palestrante e pesquisador das transformações que impactam a relevância de marcas, profissionais e organizações.

Marketing digital entra na era da operação de uma pessoa só, aponta levantamento

Foto de Austin Distel na Unsplash

Profissionais querem aumentar a renda sem ampliar equipes e passam a usar tecnologia para escalar produtividade

Levantamento realizado pelo Reportei, plataforma de dashboards e relatórios de marketing, revela que mais de 81% dos profissionais trabalham sozinhos ou em equipes de até três pessoas. Ao mesmo tempo, 58% afirmam que o principal objetivo para os próximos anos é aumentar a renda, enquanto apenas 3,5% pretendem expandir a equipe. Em vez de crescer contratando mais pessoas, profissionais e pequenas agências buscam escalar suas operações por meio da tecnologia.

O cenário é reforçado pelo perfil das operações. A maior parte dos respondentes da pesquisa atende poucos clientes e incorporou a inteligência artificial à rotina de trabalho, utilizando a tecnologia para acelerar tarefas como produção de conteúdo, análise de dados e planejamento.

Renan Caixeiro, co-fundador e CMO do Reportei, acredita que o marketing digital vive uma transição entre modelos tradicionais de operação e estruturas mais enxutas apoiadas por tecnologia. “Durante muito tempo, crescer significava contratar mais gente. Com inteligência artificial e ferramentas cada vez mais acessíveis, uma única pessoa consegue executar atividades que antes exigiam vários profissionais, então a escala passa a vir muito mais da tecnologia do que do aumento da equipe”.

Por consequência, isso também muda o perfil do profissional mais valorizado pelo mercado. Em vez de especialistas focados em uma única disciplina, cresce o espaço para profissionais capazes de integrar diferentes competências, utilizando tecnologia para ampliar produtividade e entregar mais valor aos clientes. “O profissional de marketing mais desejado no mercado será o gestor de uma operação apoiada por tecnologia, não um mero executor. Quem consegue conectar ferramentas, organizar processos e usar a IA de forma inteligente ganha tempo para pensar na estratégia e entregar mais valor para o cliente”, afirma.

Embora a inteligência artificial já faça parte da rotina da maioria dos profissionais, a pesquisa mostra que a automação ainda está longe de ser plenamente aproveitada. Quase 60% dos profissionais afirmam não utilizar nenhuma ferramenta de automação em seus processos, enquanto uma parcela menor adota integrações de forma mais estruturada. Para Caixeiro, esse é o próximo passo na evolução do mercado. “A IA resolve tarefas individuais, mas a automação conecta toda a operação. O profissional que conseguir combinar essas duas frentes vai produzir mais, reduzir atividades repetitivas e dedicar mais tempo ao pensamento estratégico. É esse modelo que deve definir o crescimento do marketing digital nos próximos anos”, garante o executivo.

RDC Construtora anuncia expansão para a zona leste de São José dos Campos

Quadria Vista Verde, empreendimento multifuncional que reunirá torres residenciais, salas comerciais e um shopping mall na região leste de São José dos Campos

Construtora reforça sua atuação no desenvolvimento urbano de São José dos Campos com o Quadria Vista Verde, novo empreendimento multifuncional que integra moradia, comércio e serviços.

A RDC Construtora e Incorporadora amplia sua atuação em São José dos Campos (SP) com a chegada à zona leste da cidade. Desde sua fundação, em 2005, a empresa já lançou 18 empreendimentos voltados à qualidade construtiva, ao planejamento urbano e ao desenvolvimento de soluções alinhadas à evolução das cidades.

A expansão acontece com o lançamento do Quadria Vista Verde, empreendimento multifuncional que reunirá torres residenciais, salas comerciais e um shopping mall em um único endereço. O projeto foi concebido para integrar moradia, comércio e serviços, contribuindo para a criação de uma nova centralidade urbana e acompanhando o crescimento de uma das regiões com maior potencial de valorização de São José dos Campos.

QUALIDADE DE VIDA – Localizado no Vista Verde, um dos bairros mais tradicionais da cidade, o empreendimento reforça o compromisso da RDC em investir em regiões com infraestrutura consolidada, mobilidade e potencial de desenvolvimento. A zona leste se destaca pelo crescimento urbano, expansão imobiliária e ampla oferta de comércio, serviços, escolas, saúde e lazer, fatores que impulsionam a valorização dos imóveis e a qualidade de vida dos moradores.

Outro diferencial da região é sua localização privilegiada. O Vista Verde possui fácil acesso à Rodovia Presidente Dutra e às principais avenidas, além de estar próximo ao Aeroporto de São José dos Campos, importante eixo de mobilidade e logística. A proximidade com polos industriais, tecnológicos e empresariais reforça o potencial de valorização da região, tornando-a atrativa para morar e investir.

Ao longo de mais de duas décadas, a RDC acompanhou o crescimento de São José dos Campos com empreendimentos em bairros como Jardim Aquarius, na região oeste, e Jardim das Colinas, na região centro-oeste, onde estão localizados os projetos Quadria Aquarius, Órizon Park e Évory Park. Agora, a empresa amplia sua atuação para a região leste com um empreendimento alinhado à nova dinâmica de expansão da cidade.

MERCADO AQUECIDO – O lançamento ocorre em um cenário favorável para o mercado imobiliário local. Dados do Secovi-SP apontam São José dos Campos como um dos principais polos imobiliários do Vale do Paraíba, impulsionado pelo desenvolvimento econômico, infraestrutura e qualidade de vida. O Índice FipeZAP registrou valorização de 9,89% nos preços dos imóveis residenciais da cidade nos 12 meses encerrados em maio de 2026, reforçando o potencial de investimentos no setor.

Segundo o diretor comercial da RDC, Daniel Drummond, a expansão para novas regiões acompanha o crescimento da cidade e reforça a importância da escolha de bairros com potencial de valorização. “Acompanhamos a evolução de São José dos Campos e buscamos atuar em locais que reúnem infraestrutura, mobilidade, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. O Vista Verde representa esse novo momento da cidade e reúne atributos que tornam a zona leste uma excelente opção para morar e investir.”

VISÃO DE FUTURO – A RDC Construtora reafirma seu compromisso com uma construção civil conectada ao desenvolvimento urbano, à sustentabilidade e às necessidades das futuras gerações, ampliando sua atuação em São José dos Campos com um novo investimento na região leste da cidade.

Para o sócio proprietário da RDC, Rodrigo Mioni, o novo lançamento reforça a trajetória da empresa e seu compromisso com o desenvolvimento das cidades. “Cada projeto tem o propósito de contribuir para a evolução das cidades, valorizar as pessoas e deixar um legado positivo para as próximas gerações”, ressalta.

Serviço

Plantão de Vendas – Quadria Vista Verde
Endereço: Rua Gustavo Rico Toro – Vista Verde, São José dos Campos (SP).
O plantão de vendas já está em funcionamento e atende os interessados em conhecer o novo empreendimento multifuncional da RDC Construtora e Incorporadora.
Instagram: @rdcconstrutora

Fonte: Ana Mattos – Texteria Imprensa