Edição extra
O publicitário Victor Riolfi, com larga experiência como executivo de contas, passa a fazer parte do Grupo Mix 94.9 (Vale do Paraíba).
Jantar no Hotel Golden Tulip São José dos Campos com a presença de autoridades e conselheiros também celebrou os quatro anos do programa na TV TH+ SBT Vale
A noite de sexta (26) foi de celebração para o Desenvolve Vale, que promoveu um jantar no Golden Tulip São José dos Campos para comemorar os sete anos de atividade e os quatro anos do programa de entrevistas do grupo na TV TH+ SBT Vale.
O evento reuniu cerca de 150 conselheiros e autoridades, e começou com a exibição de um vídeo do vice-presidente Geraldo Alckmin parabenizando o trabalho do Desenvolve Vale.
Na sequência, o CEO e founder do grupo, Kiko Sawaya, entregou placas de homenagem ao vice-governador Felicio Ramuth e aos prefeitos Anderson Farias (São José dos Campos), Sérgio Victor (Taubaté), Celso Florêncio (Jacareí) e Mateus Veneziani da Silva (Caraguatatuba).
“Depois de sete anos, olhamos para trás e vemos as realizações desse grupo. Lembro que no evento do movimento ‘São José 2030’, que motivou a criação do DV, o Ozires Silva falou que os empreendedores são conhecidos como colecionadores de ‘não’. E é isso que estamos conseguindo mudar, com a união da iniciativa privada e poder público, trazendo menos burocracia, mais segurança jurídica e oportunidades para a nossa região”, afirmou.
Sawaya destacou o trabalho dos prefeitos de São José, Taubaté, Jacareí e Caraguá, que enfrentam desafios diferentes em casa município, mas estão comprometidos com o desenvolvimento integrado da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale.
O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, elogiou a iniciativa e a importância do setor privado para o crescimento do estado.
“Sete anos se passaram de uma jornada bonita de empreendedorismo. Uma jornada que inspira. Vocês, empresários, são quem gera emprego e renda, são quem paga os impostos, que devem ser investidos com eficiência pelo poder público. A nossa missão é ajudar, criando maneiras de estimular o empreendedorismo”, disse.
Para Eduardo Savarese, superintendente da FIA Business School, parceira do Desenvolve Vale Educação, o grupo exerce um papel fundamental para articulação de iniciativas para beneficiar as cidades da RMVale.
“O Desenvolve Vale é um parceiro estratégico da FIA, uma conexão importante para nós no Vale do Paraíba, com quem compartilhamos o propósito de desenvolvimento sustentável de todo o ecossistema da região. Uma iniciativa sólida, respeitada, que é referência na integração de lideranças públicas e privadas”, afirmou o representante da instituição, que hoje tem 150 projetos em andamento em mais de 20 estados do país.
Criado em 2019, o Desenvolve Vale se consolidou ao longo dos anos como um polo de debates sobre os desafios e oportunidades para desenvolvimento da RMVale.
Em seus encontros, já recebeu ministros, senadores, candidatos à Presidência da República, governadores, deputados, prefeitos e representantes de entidades, defendendo pautas como a desburocratização, diminuição de impostos e estímulo à cadeia produtiva e empreendedorismo.
Lideranças da política e economia como Maílson da Nóbrega, Geraldo Alckmin, Rubens Ricupero, Tarcísio Freitas, Ciro Gomes, Felipe D’Ávila, Ilan Goldfajn, Arnaldo Jardim, Marcos Pontes e Guilherme Derrite participaram de encontros do grupo, assim como o ex-presidente da Câmara Portuguesa, Nuno Rebelo de Sousa.
Em 2025, lançou o Desenvolve Vale Educação, em parceria com a FIA Business School, com o objetivo de formar líderes preparados para transformar organização, territórios e realidades.
O Desenvolve Vale também mantém um olhar para o que acontece no mundo, e promoveu missões empresariais para os Estados Unidos e Europa. Neste ano, organiza uma missão à China para conhecer empresas de tecnologia e instituições de pesquisa, com curadoria do Co-Chairman & CEO do LIDE China, José Ricardo dos Santos Luz Junior, que também é conselheiro estratégico do Laboratório dos BRICS, estabelecido pelo presidente da China, Xi Jinping.
No cenário atual da inteligência artificial, uma mudança sutil, porém profunda, tomou conta da identidade visual das Big Techs.
Se até pouco tempo atrás o design de tecnologia era pautado por uma estética futurista, fria, cromada e hiper-digital, hoje vivemos a era do “humanwashing”.
Assim como o greenwashing utiliza elementos visuais de sustentabilidade para maquiar práticas poluentes, o humanwashing é a estratégia onde empresas de IA utilizam elementos orgânicos para esconder a natureza algorítmica e fria de seus produtos.
O objetivo?
Reduzir a rejeição do público frente à crescente automatização e tornar a IA mais “aceitável” e “empática”.
Campanhas publicitárias, como as do Google Gemini, utilizam narrativas centradas no “orgânico”, focando em conexões humanas, sentimentos e cotidiano, enquanto o motor por trás de tudo permanece um processamento de dados massivo e muitas vezes opaco.
O perigo mora no fato de que muitas pessoas ainda não possuem o letramento visual necessário para distinguir o que é um valor real da empresa e o que é uma construção de marketing para manipular a percepção.
Para navegar por essa ilusão, é preciso desenvolver um olhar crítico: desconfie do excesso de “ternura” visual, questione a intenção da marca e exija transparência de dados.
O futuro sem a onipresença da IA exigiria uma mudança comportamental radical, uma revalorização da presença humana real.
No entanto, se o caminho depender exclusivamente das gerações mais velhas, que muitas vezes enxergam a tecnologia como um sinônimo inquestionável de progresso, a
IA veio para ficar.
A relação com a inteligência artificial é atravessada por vieses distintos.
Enquanto o senso comum sugere que os mais jovens seriam os maiores entusiastas da tecnologia, minha experiência em sala de aula na universidade tem revelado o contrário: tenho sido surpreendido por alunos que questionam ativamente materiais produzidos com IA e demonstram uma resistência notável a essa evolução, resgatando o valor de trabalhos artesanais, da fotografia digital com olhar autoral e até do retorno às técnicas analógicas.
Por outro lado, enquanto essas novas gerações buscam refúgio no que é palpável, o debate aponta para desafios crescentes em termos de profundidade cognitiva.
Paralelamente, gerações mais velhas, em muitos casos, tendem a ver a IA através de uma lente de progresso inquestionável, ignorando as camadas de manipulação invisíveis que o humanwashing impõe.
Cabe a nós, então, desenvolver esse olhar crítico — inspirado pela resistência criativa dos meus alunos — para não sermos meros espectadores da nossa própria automatização.
As redes sociais e plataformas de vídeo se tornaram, pela primeira vez, a principal fonte de acesso a notícias no mundo. Segundo o Digital News Report 2026, do Reuters Institute, 54% dos entrevistados afirmam usar esses canais para se informar, superando a televisão (52%) e os sites ou aplicativos de veículos jornalísticos (51%).
O dado reforça que ambientes antes associados principalmente ao entretenimento, à interação social e ao consumo passaram a ocupar papel central na formação da opinião pública. Devido a essa transformação no comportamento de consumo de informação, criadores de conteúdo e influenciadores deixam de ser apenas amplificadores de tendências e passam a ter influência direta sobre a forma como milhões de pessoas interpretam acontecimentos, marcas, temas sociais e debates públicos. É o que explica Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, com mais de dez anos de atuação como agente.
“O influenciador trabalha hoje no mesmo ambiente em que grande parte da população se informa. Isso claramente vai mudar o peso daquilo que ele publica. Não digo que todo influenciador agora tem que se portar como jornalista, mas significa que, ao comentar fatos, repercutir notícias ou traduzir assuntos complexos para sua comunidade, ele precisa ter mais critério e checar fontes de maneira extremamente criteriosa. Querendo ou não, ele precisa se responsabilizar ainda mais por tudo que divulga”, afirma.
O relatório reforça a dimensão desse fenômeno. Globalmente, 27% dos entrevistados afirmam receber notícias semanalmente de criadores ou influenciadores focados em notícias, enquanto 46% dizem obter algum tipo de notícia a partir de criadores em geral. O recorte é ainda mais relevante para o mercado de comunicação no Brasil, onde 33% da população consome conteúdo de criadores ou influenciadores focados principalmente em notícias. Os entrevistados veem esses criadores como mais fáceis de entender, mais próximos e mais interessantes do que veículos tradicionais, mas também menos confiáveis e menos imparciais.
Até por isso, segundo Gonçalves, a velocidade das redes sociais não pode se sobrepor à responsabilidade. Em um ecossistema movido por algoritmos, vídeos curtos e conteúdos altamente compartilháveis, uma informação descontextualizada pode ganhar escala rapidamente e influenciar percepções antes mesmo que o público tenha contato com a fonte original.
“Um story já pode moldar opiniões em poucos minutos. Por isso, separar fato de opinião, contextualizar dados e ter cuidado com temas sensíveis deixa de ser apenas uma boa prática. Passa a fazer parte da maturidade profissional de quem vive da sua própria influência”, complementa.
A mudança também impacta a maneira como marcas e agências estruturam campanhas de marketing de influência. O alcance continua relevante, mas passa a dividir espaço com critérios como reputação, coerência no discurso, transparência comercial, histórico de posicionamentos e capacidade do criador de construir confiança com sua audiência.
“Para as marcas, influência não pode ser jamais tratada apenas como mídia. Quando uma empresa se associa a um creator, ela também se aproxima da forma como ele interpreta o mundo e conversa com sua comunidade. Não se trata mais de quantas pessoas aquele influenciador alcança e sim como ele constrói credibilidade. As agências precisam se preparar para uma realidade em que creators também são portas de entrada para informação. Na Viral Nation, olhamos para esse movimento com foco em profissionalização, tendo uma curadoria mais criteriosa, análise de histórico, transparência nas parcerias e orientação para que a velocidade das redes não venha antes da responsabilidade. É nesse sentido que enxergamos a importância de um agente para orientar o criador de conteúdo”, conclui.
Na prática, o avanço das redes sociais como fonte de notícia tende a acelerar a profissionalização do mercado de influência. E as agências terão papel fundamental nessa nova etapa da Creator Economy.