Coluna Branding: a alma da marca

Um novo mercado para todos

arte arison coluna“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã”, já diria a música de Renato Russo. Desta forma, o nosso mercado da comunicação também irá renascer, refeito após o Big Bang. Esse foi o recado que encontramos na SCA 2016, semana de comunicação da Anhanguera, evento onde o tema “novos caminhos para o mercado da comunicação” foi discutido amplamente, com propriedade e principalmente juventude.

Digo juventude, porque é a juventude dos produtores de comunicação que encararam a chegada dos 40 anos, o que mais me surpreende! João Justi e Junior Guimarães, dupla que faz humor na internet com o Tapa Olho experimental, bem como, Pedro Rubim, um dos três mentores do Almanaque Urupês, projeto de valorização da Cultura Taubateana, mostraram que a geração Y amadureceu, e encontrou um jeito próprio de realizar seus sonhos.

É através daquilo que está sendo chamado de trabalho colaborativo que estes novos empreendedores vêm fazendo um caminho diferente do traçado até ontem. Pois, se antes tínhamos um mercado baseado na exploração da força de trabalho, e que buscava o acúmulo de riqueza, hoje temos o trabalho sendo reflexo das próprias pessoas como se ele adjetivasse o ser humano que são.

Certamente, não é a forma mais objetiva de ganhar dinheiro, mas sim, a fórmula de viver feliz com o que se faz, característica própria das novas gerações.

Os novos produtores de comunicação nascidos após a década de 90 podem e devem se espelhar nesses exemplos, pois, são a picada aberta por aqueles resilientes que conquistaram seu lugar ao sol.

Menores equipes e mérito pela qualificação, também são um assunto que chama atenção, pois, os novos projetos estão cada vez menores em colaboradores e está DESAPARECENDO a figura do APROVEITADOR, aquele que só participa na comercialização e fica com uma grande participação.

Há uma nova relação de comércio. Assim também há uma nova relação com a propaganda.

A tendência que mais foi comentada é chamada de coletivos, “ambientes” de comércio onde vários pequenos projetos se auxiliam mutuamente e se relacionam com os investidores, num processo de startups, um caminho bem interessante para os publicitários ou agências tradicionais.

startup-593304_640Gustavo Gobbato, representante da Leag, o coletivo Fábrica com seus inúmeros creators e Lucas Resende do co-working espaço Inove, já percebem essa tendência e falaram amplamente sobre o assunto com bons detalhes.

A relação com o digital não é mais uma via de comunicação como muitos pensavam. Ele não vem substituir a TV, nem muito menos ser mais uma opção de mídia. Ele se tornou algo mais amplo do que se previa. É uma extensão da própria personalidade das pessoas. Ter uma “persona digital” é ter convívio e relacionamento com o mundo, que se estende desde o contato profissional ao mais íntimo e pessoal possível.

É perigoso, sem dúvida! Por isso o exemplo de quem já formou seu “caráter digital” é tão importante.

Vejam o exemplo do trabalho que contempla comunicação on-line e off-line entre Taubaté Shopping e Almanaque Urupês, como os objetivos se estreitam e as personalidades estão amadurecidas naquilo que buscam, essa relação se torna quase simbiótica e assim todos ganham.

Contudo, nesta semana vi a youtuber Marcela Tavares tentando se reencontrar com o seu público após ter feito grandes criticas às olimpíadas, pegando carona em um momento modal de rebeldia à política. Porém, vimos tal evento se tornar um sucesso de emoção, construído por aqueles que não tinham nada a ver com a politica. Ela havia se esquecido que a Olimpíada é muito mais do que o prefeito e seus desvios.
Sua personagem engoliu sua própria personalidade, sentindo-se com a necessidade de se explicar.

Isso acontecerá sempre com as pessoas daqui para frente, não vejo mais como se isolar desse fator digital, ficamos cada dia mais expostos à opinião pública, que hoje não se restringe mais aos jornalistas.

O mundo dependerá de um comportamento mais moral. Quer ter sucesso!? Faça o que gosta! Trabalhe de verdade! Tenha coragem de se colocar e defender suas opiniões! Coloque um preço que as pessoas entendam justo e terá o reconhecido no seu tamanho!

Bem vindo mundo novo!

O que se pode aprende com as Olimpíadas

O que os estudantes precisam aprender com as Olimpíadas e seus atletas?
Psicóloga e coach educacional fala sobre dicas para os estudantes se inspirarem nos atletas olímpicos e alcançarem seu lugar no pódio

swimming-78112_640Os atletas olímpicos são a bola da vez e além de representar seus países nas Olímpiadas são fonte de inspiração para muitos, inclusive, para os estudantes que diariamente superam obstáculos para alcançar o tão sonhado sucesso na carreira profissional, garantindo o diploma universitário. E foi pensando nesse cenário competitivo e cheio de oportunidades, que a psicóloga e coach educacional Mariana Marco preparou dicas para os estudantes se inspirarem nos atletas olímpicos para conquistar o seu lugar ao pódio. Confira:

▶ Ninguém torna-se medalhista treinando às vésperas da competição, por isso estudar diariamente é mais interessante que varar uma madrugada toda sobre os livros;

▶Fracassos públicos (como cair de bunda ou errar um pênalti) são superáveis e são o combustível para treinar ainda mais, portanto notas menores ou críticas severas de professores só te fazem mais forte;

▶ Ter um propósito pelo qual treinar forte. Provar à uma nação, agradecer à mãe, superar seus limites físicos, ensinar à alguém ou conquistar a fama. Não importa. Saiba qual é seu propósito!;

▶ É preciso abrir mão. Sim, os atletas abrem mão de horas de sono, alimentos pouco nutritivos e de vida social para conquistarem boas posições;

relay-race-655353_640▶ Ninguém vê, ninguém sente por eles, mas as lesões existem. Um estudante com dificuldades e limitações é como um atleta lesionado. É preciso tratamento, cuidado e esforço. É possível o alto rendimento apesar das limitações;

▶ Até que enfim verbalizaram publicamente que o aspecto emocional/psicológico conta tanto quanto a preparação física. Ou seja, estar seguro e preparado psicologicamente para a vida universitária é tão importante quanto suas leituras e exercícios;

▶ A medalha de ouro não dura para sempre. Quem deseja continuar no pódio deverá continuar treinando. Um semestre bem feito não é o suficiente para UMA VIDA de alta performance;

▶ Ter alguém que “chegou lá” como admiração e inspiração facilita o caminho. Estudantes, pensem comigo: se alguém já fez e deu muito certo, porque não seguir?

Fonte: Bruna Sales – Assessora de Imprensa

Coluna “Discutindo a relação…”

A comunicação puxada

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Houve um tempo em que a comunicação mercadológica era quase que 100% baseada na comunicação de massa. Era, portanto, totalmente unilateral. As marcas e/ou empresas falavam e os públicos apenas recebiam. Praticávamos a comunicação empurrada. E não só a comunicação comercial era assim. O entretenimento também. Colocava-se um conteúdo dentro de uma grade fixa de programação e o público que desse um jeito de acompanhá-lo.

Muita coisa mudou e hoje vivemos a época da comunicação multidirecional na qual cada pessoa é uma canal. Um produtor de conteúdo. Um player de comunicação. Neste novo cenário marcado fortemente pela web e pela comunicação digital, grade fixa não funciona mais. As pessoas querem o conteúdo quando estiverem dispostas a consumi-lo. E onde quiserem. Ah… tem mais: sem interrupções comerciais.

Diferente do que ocorria antes, como afirma Evan Schwartz em seu livro “Webonomics”, publicado em maio de 1997: “Na mídia tradicional, a publicidade é intrusiva. O anunciante compra espaço e tem controle total sobre o que acontece nesse espaço. O espectador ou leitor tem de ver o anúncio exatamente como o anunciante quer que ele veja”.

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As novas gerações de consumidores preferem o vídeo (Netflix) e o áudio (Spotfy) on demand. A TV e o rádio tradicionais vão perdendo espaço. Há também a questão da atenção. Ela se fragmentou terrivelmente nas duas últimas décadas. Há menos atenção aos meios tradicionais e a sua comunicação empurrada.

Na luta para conseguir atenção é necessário fazer comunicação comercial atraente e com cara de entretenimento. É preciso ser relevante e sedutora a ponto de ser puxada pelos consumidores. Falávamos em “Era da Atenção”.Depois em “Economia da Atração”. Entretanto, Cris Rother, Sócia-Diretora de Mídia da LOV em artigo publicado em 12 de Março de 2008, já falava de Era da Expectativa.

Ela afirmou: “Quando analisamos algumas informações, percebemos que os usuários mudaram, amadureceram e que eles não querem mais somente serem atraídos por uma campanha, site ou peça, mas sim colaborar, se entreter e opinar sobre tudo. Esperam que o escutem e preencham suas expectativas sobre um produto ou serviço, que lhe ofereçam muito mais, além daquilo que ele já esperava e do estava pronto para não esperar.”

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Neste contexto, estratégias como o branded content, o transmedia storytelling, o gamefication e o live marketing parecem ser mais eficazes. O apagamento das fronteiras entre comercial e entretenimento e a disponibilização de conteúdo que possa ser puxado em diferentes plataformas também são necessidades urgentes.

Walter Longo já disse que o novo marketing se baseará no tripé informação, interatividade e entretenimento. Ele afirmou em uma matéria publicada na HSM Management (n°70, setembro/outubro de 2008): “Acontece que nós estamos inundados por dados e famintos por informação. Por isso, várias coisas vão ter de acontecer: primeiro, a propaganda, de alguma forma, vai ter que se integrar ao conteúdo. A segunda é o crescimento dos documercials e advertorials, respectivamente programas e artigos feitos por empresas para dar todas as informações sobre seus produtos. E a terceira coisa é a inclusão de conteúdo nos intervalos de TV, rádio, revista, financiada por anunciantes. A sinergia entre publicidade e conteúdo deve crescer muito. Mas é importante dizer isso com todas as letras, jamais enganando o consumidor. Não é propaganda disfarçada de conteúdo; tem de deixar claro o emissor da mensagem. O que importa é a integração com o ambiente editorial em que o material será inserido.Nesse caso, o meio também é a mensagem”.

Walter Longo

Walter Longo

É fundamental que as agências de comunicação e os novos profissionais de comunicação mercadológica estejam amplamente preparados e inseridos nesta realidade. Não haverá volta. Os jovens e as crianças não abandonarão a música streaming e nem as séries vistas na Netflix sem a interferência de comerciais de 30 segundos. O jogo será cada vez mais da comunicação puxada em detrimento da empurrada.

Puxar gera mais atenção. Comunicação empurrada é cada vez menos atraente. Fato! E irreversível.

Coluna Branding: a alma da marca

Vai implodir, mas vai se reconstruir

arte arison colunaAinda sobre o assunto Big Bang da propaganda (os dois últimos artigos também falam sobre o assunto), a pergunta que precisa ser respondida é: O mercado publicitário vai acabar?

Meu entendimento é que NÃO, mas suas bases mudarão de tal maneira que teremos um outro modelo de profissão. Como já disse nos textos anteriores, o modelo de agenciamento que é vigente hoje será cambiado por algo mais colaborativo e fragmentado. Teremos uma pulverização de empresas de comunicação oferecendo uma cartela muito mais diversificada de serviços e produtos, mas essencialmente segmentado e especializado.

Sendo assim, o que nós professores devemos ensinar aos alunos, daqui para a frente quando se trata de propaganda?
Entendo que o principal tema a ser abordado é como ser EMPREENDEDOR.

Vejamos um fenômeno que já acontece nas agências de publicidade:

Entre na criação de qualquer agência e pergunte aos profissionais que trabalham lá, quais deles tem um projeto paralelo, além da agência. Se todos não responderem que tem, é porque o dono da agência é um péssimo chefe e ninguém confia nele! Pois isso está acontecendo para todos os criativos, em todo o mundo e já há muito tempo, tirando raríssimas exceções.

Vejo diariamente meus alunos que trabalham no mercado sofrendo da falta de tempo para atualizar seus blogs, seu podcast, seu canal do YouTube, seus pequenos comércios on-line, seu desenvolvimento do CD da banda, suas fotos newborn, seu portfólio com mostras de esculturas em bisqui ou qualquer assunto no qual sua verdadeira arte possa ser exposta.

O talento já não pode mais ser represado dentro da agência e o “marchand” não pode mais levar os louros sozinho. Quem não percebeu isso continua financiando novos negócios através do salário vindo da agência.

Há mais ou menos 2 anos inventamos um projeto chamado campus atributo, nos últimos meses o Google trouxe para o Brasil seu campus também, ambos os projetos veem nesses novos talentos a oportunidade de um novo mercado dos pequenos empreendedores. No caso do Campus atributo, financiado pela tutoria aos novos empreendedores, já no Campus Google na locação dos espaços em coworking e no investimento em StartUPs. Ou seja, investir no que o criativo faz de melhor!

entrepreneur-593361_640E qual será o papel da agência nesse futuro?

Já disse que precisa mudar esse nome “agência” pois o fato de agenciar pressupõe intermediar o que não cabe mais. Talvez seja um caminho o modelo “campus” espaços voltados ao empreendedorismo criativo e ao comércio de muitos talentos, mas fundamentalmente um espaço do talentoso colaborativo e não mais o do empregado movido a pizza e café!

Aproveito para convidar todo o mercado a participar de dois eventos que acontecerão em agosto

De 16 a 19 – 2º SCA – Semana de Comunicação Anhanguera e de 22 a 26 – 36ª SECOM – Semana de comunicação da Unitau

Especificamente sobre a SCA, evento do qual faço parte do grupo de professores que supervisiona o evento dos alunos, teremos como tema a ser discutido: “BIG BANG”- Qual no nosso futuro?

Pessoas desse novo mercado, estarão discutindo essas novas características aplicadas ao mercado regional, onde destaco a presença de:

• Júnior Guimarães e João Justi – Tapa Olho experimental – Canal do Youtube
• Pedro Rubim – Almanaque Urupês – Blog de Cultura
• Gustavo Gobbato – LEAG – Rede Global de agências

No próximo mês a última coluna sobre o assunto repercutindo a discussão do tema na SCA.