Coluna “Discutindo a relação…”

Cara a cara com os caras

Josué coluna correto

Na última quinta feira tive a oportunidade de participar do Meeting Universidade Empresa promovido pela Universidade de Taubaté, instituição em que, como muitos sabem, leciono comunicação há quase 25 anos.O evento teve como objetivo principal a aproximação do ambiente acadêmico com o mercado.

Além de ter sido uma ótima oportunidade para rever velhos amigos dos meus tempos de mercado, o evento foi muito proveitoso para que pudéssemos trocar algumas figurinhas importantes. O mercado colocou suas necessidades ao selecionar tanto estagiários como candidatos a cargos efetivos. Também indicou o que busca no aspirante à profissional. E nós, da academia, pudemos mostrar um pouco do que temos feito em termos de formação. Foi muito proveitoso!

Os professores do Depto.  de Comunicação Social da Uniatu que participaram do debate sobre o mercado de comunicação no Meeting Universidade Empresa Foto: Andréia Gomes

Os professores do Depto. de Comunicação Social da Uniatu que participaram do debate sobre o mercado de comunicação no Meeting Universidade Empresa
Foto: Andréia Gomes

Uma das coisas que ficou evidente é que hoje se busca um profissional de comunicação. O aluno pode se formar ou estudar jornalismo, relações públicas, propaganda, marketing, tanto faz. O mercado busca alguém com múltiplas qualificações e com capacidade para lidar com diferentes abordagens e desafios de comunicação.

Vamos voltar ao fato de rever velhos amigos. Estiveram presentes Marcelo Pulice e Jair Rodrigues Junior da Regional Marketing. Também participaram do debate Renato (GPM, produtora de audiovisual), Hélcio Costa (Matéria Consultoria & Mídia) e Nanci Contarini (Fibria Celulose S/A). Entre conversas, opiniões e papo furado pra matar saudades, apareceu a sensação de que quando podemos dialogar sobre o mercado de comunicação as coisas se animam. Faz falta o encontro, a discussão, a conversa. Faz tempo que o mercado não se fala. Não se encontra.

Pessoal do mercado, o Reitor da Unitau, Prof. José Rui, Edilena Maia, diretora do Departamento de Comunicação Social da Unitau.

Pessoal do mercado, o Reitor da Unitau, Prof. José Rui, Edilena Maia, diretora do Departamento de Comunicação Social da Unitau. 

Na mesma semana, só que na quarta feira e, portanto, no dia anterior ao Meeting Universidade Empresa da Unitau, houve o lançamento do Premio “Como Le Gusta”, uma iniciativa capitaneada por alguns dos mais importantes veículos de comunicação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Os comentários foram positivos pelo que pude detectar das várias conversas informais que tive após o lançamento do prêmio. Não pude comparecer ao lançamento pois lecionava no mesmo dia e horário. Uma pena. Soube que foi mais uma boa ocasião para o mercado voltar a se encontrar, discutir, opinar.

O prêmio sofre críticas (eu mesmo não o acho a oitava maravilha do mundo), mas iniciativas como estas dão uma chacoalhada no mercado e “forçam” as pessoas (podemos chamar também de players do mercado) a se reunir novamente. E isso obviamente é bastante positivo.

As “Chopada das Agências”, os “Whisky Amigo” e os “Gole do Galo” já foram acusados de ser só festa. Mas cumpriam com o papel fundamental de reunir gente do mercado de comunicação para trocar ideias e promover a atividade. Hoje nem isso temos mais. Faltam mais encontros, mais reuniões, mais bate papo. Falta o mercado se ver mais.

É sempre positivo ficar cara a cara com quem faz o mercado junto com a gente!

Coluna {De dentro pra fora}

O fim do corporativês na Comunicação Corporativa

Vitor 2016

Vai ter post de linguagem de novo. De linguagem, de formato, de brand persona.

Nos últimos meses, vários clientes quiseram trocar ideias sobre formato de veículos/canais e a abordagem que usam em seus conteúdos.

A gente tende a ter uma visão bem quadradinha de comunicação corporativa. Você já pode descontrui-la totalmente, pois tudo tem mudado rápido e consideravelmente.

Nessa discussão, acho importante considerarmos dois pontos: os canais e a linguagem.

• Os canais estão se aproximando do comportamento cotidiano do nosso público interno. Redes corporativas, grupos fechados no Facebook, Instagram, grupos no WhatsApp (com muitas ressalvas e atenção, ok? Polêmicos!) e até as queridinhas publicações estão ganhando formatos digitais, como revistas eletrônicas (cheias de interatividade) e aplicativos. Yes!

• A linguagem está cada dia mais leve. Os textos pesados e com estruturas “certinhas” estão perdendo espaço para os textos informais. Muito mais próximos e convidativos.
O conteúdo ganhou uma abordagem mais humanizada, ou seja, fala-se de estratégia, mas com foco nas pessoas, considera a opinião do leitor, busca pautas que sejam interessantes para o empregado e se estabelece um diálogo.

Antes a gente escrevia textos jornalísticos tradicionais. Hoje, a gente escreve memes!

Esses dois pontos me lembram uma técnica que eu gosto muito de aplicar em CI: Brand Persona. Uma Brand Persona corporativa não pode mais ser chatinha. A gente ainda tem segmentos bem tradicionais, mas em geral a Comunicação Corporativa acompanhou as necessidades de relacionamento de todos nós. Então, ao definir a personalidade de sua marca, os comportamentos dela, o modo de falar com os públicos, os atributos, características e interesses, lembre-se de que o mundo passa por discussões importantes sobre preconceito, empoderamento, democracia e muitos outros.

Não existe espaço para mais uma marquinha. É preciso ser uma grande marca. E grandes marcas ficam longe do café com leite.

Ficou interessado na história do Whats? Cadastre-se neste estudo: http://www.comunicacaocomempregados.com.br/#!whatsapp/cdec

Crise? Criatividade nela!

Um criativo na crise

Amaro Almeida Monteiro - Estudou Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na instituição de ensino Faculdade Anhanguera de Taubaté, atua como consultor em comunicação e colabora esporadicamente com o Publicitando

Amaro Almeida Monteiro – Estudou Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na instituição de ensino Faculdade Anhanguera de Taubaté, atua como consultor em comunicação e colabora esporadicamente com o Publicitando

Não tem jeito, a crise está na moda, só se fala dela, da televisão à internet, do jornal ao rádio. E aí nos perguntamos, o que fazer?

Claro que a pessoa que tivesse essa resposta estaria bilionária nesse exato momento, mas enquanto não temos uma bola de cristal ou uma viagem no tempo para saber o que irá acontecer daqui para frente, resta-nos dar foco em uma determinada palavra que há muito anda esquecida até mesmo para aqueles que vivem de tal ferramenta. A Criatividade.

O jeitinho brasileiro de se virar nunca esteve tão em alta. Criar novos caminhos para fazer dinheiro e empreender em algo que antigamente poderia ser visto simplesmente como um hobby é extremamente importante nos tempos em que vivemos.

O criativo não é diferente, e ao meu ver, ainda pode conseguir um bônus diante de todas essas dificuldades econômicas e políticas que vivemos.

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O profissional criativo precisa se realimentar constantemente de experiências novas que impulsionem ainda mais a sua criatividade. Por que não fazer um dinheiro extra também? E não existe momento melhor para isso do que em uma crise.

É hora de levantarmos e criarmos caminhos jamais explorados, dar valor ao que criamos e modificar o cenário atual. Para que isso aconteça, todos precisam contribuir de forma criativa.

Estamos em uma era de transformações, onde tudo acontece em um piscar de olhos. É arregaçando as mangas e trabalhando que veremos mudanças.

Coluna Branding: a alma da marca

O que importa em uma marca

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Nesse último mês fui bastante questionado sobre minha opinião a respeito da nova marca da operadora de telefonia Oi. Resolvi então deixar aqui a minha opinião a respeito, apresentando a vocês o que acho importante em uma marca.

Primeiramente, devo definir quais os princípios em que me baseio para analisar qualquer ação de comunicação e assim, parto da “construção simbólica” como pedra fundamental de uma análise. Devemos entender que construção simbólica é a capacidade de passar algum conteúdo a saber, através de alguma forma portadora, garantindo significado a todos os interlocutores.

Nisso muitos criadores de logotipos se perdem, quando tentam significar usando formas já reconhecidas com objetivo de facilitar a identificação, mas trazem em sua comunicação o que eu chamo de significados ocultos ao símbolo. É como se usássemos a jarra que estava cheia de leite para oferecer água aos convidados. Alguns sentiriam um gosto estranho de leite ao beber a água.

O segundo princípio que uso, vem da escola Bauhaus, “a forma é subordinada à função”. Aqui o problema está naquele que busca incansavelmente o inovador, pensando só na forma e não naquilo que quer transferir como conhecimento. É o erro comum dos amadores! É quando se deseja tanto ser diferente que se esquece da principal função da comunicação que é transmitir. Façamos o seguinte exemplo, use a panela de pressão para ferver o leite e ninguém irá bebê-lo pois não irão reconhecer que leite está dentro da panela de pressão.

Por fim, meu último princípio é o mais difícil de fazer acontecer e também o mais importante: “Um bom símbolo é aquele que porta a verdade.” Não se pode vender mentira em branding, pois mentira tem perna curta e a marca precisa fazer uma longa caminhada. Sua imagem deve ser sinônimo da verdade em sua identidade. É possível explicar até defeitos com verdades bem simbolizadas, mas nunca conseguiremos vender leite por água.

https://www.youtube.com/watch?v=qq5Ec_GCzGE

Quando aplicamos tais princípios à marca nova da Oi, vemos que o polêmico nessa marca está no querer usar mais de uma forma para conceituar sua identidade. Veja que essa técnica não é assim tão inovadora, pois já foi feito na identidade do Hopi Hari, que aos poucos foi cristalizando um símbolo principal, mas ainda hoje permite a flexibilidade da forma.

Forma está sujeita a função que se for bem-feita carrega o conteúdo sem problemas. Quantos de nós já fervemos o leite na panela ou então servimos o mesmo naquela jarra de suco, mesmo assim conseguimos resultado do que buscávamos.

A Oi tem condições de construir um conteúdo simbólico que se encaixe em muitas formas. Mas para isso é preciso ter intimidade com o consumidor, pois flexibilidade parece ser a palavra chave desta marca. A Oi é uma empresa que tende a ser mais próxima de seus usuários, até porque não consegue concorrer em outros diferenciais como qualidade técnica de sinal ou mesmo só em preço.

Pelo que percebo a marca quer retratar está verdade da empresa na marca. Basta agora deixar claro que o leite está na jarra de suco.

Quanto às cores está tentando a quebra da moda monocromática (flat), para apostar em degrades também tem a ver com falar em diversidade, de meios tons como diferencial da marca. Mas é preciso se aprofundar. Pois cor sempre carregam consigo os significados ocultos e aí o bicho pode pegar. Vamos esperar para ver.

Por hora o rebranding da Oi, não me encomenda tanto quanto incomoda os críticos do “eu acho.”