Direto da Criação!

Cuidado! Você pode estragar uma ideia que vale ouro

Não é de hoje que vemos publicitários da área de criação reclamar de clientes que insistem em modificar dali, “melhorar” daqui  suas ideias. Também não é de hoje que vemos ideias sendo estragadas por esta prática.

A ideia do “eu estou pagando!” já se tornou obsoleta há muito tempo. Será que alguém dúvida ai?

Acredito imensamente no talento e no profissionalismo de muitos publicitários criativos e creio que cada imagem, cor e fonte escolhidas foram pensadas de maneira estratégica para melhorar não só a imagem, mas também as vendas dos seus clientes.

A insegurança pode ser um fator determinante para que o cliente queira modificar uma campanha ou até mesmo um layout, mas é também nosso dever, como publicitários assegurar que cada ação feita terá resultados. Afinal, é pra isto que escolhemos a publicidade! Nosso trabalho não é apenas desenhar, pintar, montar layout, tirar fotos, “photoshopar” pessoas e etc..

Temos plena consciência, e esperamos que você também, de que a publicidade não é um jogo de azar, mas sim o único meio possível para sua marca chegar não só a mente, mas também aos corações das pessoas. É por isto que um bom criativo não faz apenas layout e textos, mas também consegue mexer com a imaginação e as emoções das pessoas em cada trabalho que realiza.

Infelizmente, como em cada profissão, também existem aqueles “criativos” que pensam que criatividade pode ser algo automatizado, utilizando de ferramentas não muito criativas para acelerar o processo do job e mostrar eficiência. Mas sabemos que boas ideias são raras e aparecem em momentos inesperados. Assim, acredito que todo criativo que se preze tem uma listinha no celular de inúmeras ideias a serem, ou não, executadas.

Gosto de dizer que o criativo nada mais é do que um consultor de ideias inovadoras, ideias que aos poucos vão se revoltando diante das chatices do dia-a-dia e mostrando cada vez mais às empresas que a melhor linguagem para se falar com seu público é a junção da simplicidade com a criatividade.

 

Este artigo é uma contribuição esporádica de Amaro Monteiro

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Coluna “Discutindo a relação…”

Era uma vez um mundo distante…

Josué coluna correto

Havia um reino muito, muito distante.

Neste reino a propaganda, por uma questão de pura magia, era perfeita.

Neste reino, as agências de propaganda tinham equipes grandes o suficiente para atender todos os seus clientes sem precisar virar noites trabalhando.Isso ocorria muito, muito raramente e em situações especiais. E quando acontecia ninguém se vangloriava de ficar trabalhando horas a fio.

Lá (no reino), os criativos não tinham egos super/mega/blaster inchados e, embora gostassem de ganhá-los, não viviam desesperados por prêmios. Como eram assim, não havia criativos egoístas/egocêntricos e o ambiente nos departamentos de criação era pra lá de legal.

Também não havia concorrências predatórias. Todos mantinham bons preços pelos serviços prestados e valorizavam seu mercado de atuação acima de tudo. Os clientes, por sua vez, entendiam suas agências e tinham departamentos de marketing bem estruturados e sabedores das coisas da comunicação.

Neste reino, não se pagava BV, nem havia bola ou comissão para escolha de fornecedores. Nem taxas embutidas e/ou escondidas nos preços dos fornecedores.

Os atendimentos eram bem preparados, escreviam briefings bem redigidos e completos e lideravam internamente os trabalhos com precisão e empatia. Havia planners inteligentes, com ótima capacidade analítica e estratégica. E os mídias tinham um arsenal de pesquisas e dados a sua disposição e faziam mídia estratégica e técnica, sem chutes.

Os estagiários e os jovens publicitários em começo de carreira recebiam gordas bolsas e ótimos salários. E tinham sempre um sênior acima deles lhes ensinando os caminhos das pedras.

Neste mesmo reino, as agências buscavam contratar pessoas com perfil bem delineado (as vagas eram bem definidas) e não pediam estagiários com experiência.

Por pura magia mesmo, neste reino os donos de agências eram amigos pra valer e defendiam o mercado como um todo. Faziam reuniões constantes, trocavam informações sobre fornecedores e veículos e organizavam frequentemente eventos em prol do crescimento do mercado publicitário.

Quando alguém tinha uma nova ideia ou iniciativa para promover a propaganda os demais elogiavam, apoiavam, participavam e até ajudavam.

A magia era tão forte e a propaganda tão perfeita que um publicitário jamais falou mal do outro pelas costas ou mandou indiretas pelas mídias sociais.

De tão, tão perfeito, este mundo da propaganda era até chato…E ficava muito, muito distante do Vale do Paraíba.

Coluna {De dentro pra fora}

Qual história sua marca conta?

Vitor coluna

Está aí uma coisa que une homens e mulheres, crianças e adultos, matemáticos e filósofos. Uma boa história. Quem não gosta?

Isso não é segredo para ninguém. Um dos reflexos é a onda de storytelling em campanhas e embalagens que circulam por aí. O mais curioso é identificar marcas que transformaram a técnica em um processo de comunicação. Opa, como assim? O story deixou de ser uma técnica para se transformar numa plataforma de comunicação. É ele quem comanda a narrativa da marca. Ou seja, todas as ações e produtos de comunicação contam a mesma história. E a narrativa da marca fica cada vez mais forte.

Um exemplo bem superficial, mas que ajuda a entender isso é o Trivago. Em um comercial o casal se esbarra no elevador; no outro, eles vão viajar juntos. Existe uma narrativa da marca que não acaba apenas naquele comercial. (Transmedia entra aqui? Sim, entra. Mas estamos falando de algo ainda maior. Não é um momento, é o jeito da marca se expressar).

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Até aqui, tudo lindo. Agora eu afirmo: se a marca conta uma história externamente, essa mesma história precisa ser contada internamente. Certo? E alinhar a Comunicação Interna ao discurso externo da marca é um grande desafio. Afinal, o teor das informações internas é bem específico e diferente. Ainda assim, a marca é a mesma. A narrativa precisa ser coerente, fazer sentido. Antes de tudo, ela precisa ser crível, claro! Até porque nada se esconde do empregado. Ele faz parte dessa história. Logo, ele não pode ter uma percepção da comunicação fora e outra totalmente diferente dentro. Dá mais trabalho? Sem dúvidas. Você precisa contornar todas as barreiras (verbas, clientes internos, estrutura de Comunicação Interna, insegurança) e inventar um jeito de transmitir as mensagens-chave dentro da mesma narrativa. Não existem regras, tudo depende da história que sua marca conta. Aqui, outro ponto curioso aparece: cada vez mais, Comunicação Interna e Marketing precisam estar alinhados. Não tem como uma marca contar uma história que não faça sentido dentro de sua cultura, para seu público interno, para sua realidade. Se antes CI precisava se alinhar ao Marketing, arrisco dizer que hoje o Marketing também precisa se alinhar à CI. Afinal, a gente sabe que se conhece bem melhor uma “pessoa” quando se convive com ela.

Pense:

  • Sua marca tem uma narrativa?
  • A Comunicação Interna segue essa narrativa?
  • A narrativa é coerente para a realidade da empresa?
  • Existe um alinhamento que permite usar essa narrativa para todos os públicos?

Coluna Antecedentes Verbais

Em dois dias perdi 48 horas

Isa correta

Esse negócio de fazer dieta é um saco. Vontade de atirar todas as coisas pela janela e mascar todos os chicletes do mundo.

Uma ideia perigosamente vendida pelas marcas como saúde. Desleixadamente receitada pelos ~instagramers~ como oásis. Nutricelebridades estão aí distribuindo receita de detox na mesma velocidade que cresce uma erva daninha. Parece fetiche.

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Mas a tara maior é reproduzir o que as revistas de moda e comportamento dizem há tanto tempo, especialmente para o meu gênero. Que o meu corpo não tá franzino o suficiente. Que o número 40 é demais. “Atenção! Essa receita é a última moda pra secar 18 quilos em 3 dias, ficar linda e aumentar a libido.” (A última moda. Que veio do ano 1498.) E nessa ditadura da magreza vêm os distúrbios alimentares e a depressão.

renascimento1

Boicote ao detox e à mídia machista. Sim à vida boa. Com aroma de almoço de vó.

Afinal, saúde é ter paz de espírito. Mesmo que ele não seja tão levinho.