Coluna “Discutindo a relação…”

Segure seu time

Josué coluna correto

Em tempos de crise, de diminuição de receitas, uma das primeiras medidas que vem a cabeça de boa parte dos empresários de todos os setores é a diminuição de suas equipes. Ou, em português claro, demitir parte da equipe.

Há tempos sabemos que o recurso mais importante para uma empresa de comunicação mercadológica (agência de propaganda, assessoria de imprensa, consultoria de relações públicas ou tudo isso junto e misturado) é o seu capital humano. Portanto, mesmo em tempos de crise é saudável pensar em manter sua equipe na totalidade.

Os gestores devem pensar, obviamente, em conter custos e manter a lucratividade. Mas dispensar (bom) capital humano nestes períodos pode ser um tiro no pé. Boas cabeças em seu time podem ajudá-lo a encontrar saídas criativas para superar momentos complicados e até mesmo gerar novas oportunidades de negócios com novos e “velhos” clientes.

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Trocar colaboradores experientes e competentes por estagiários e assistentes para manter a empresa no azul pode ser, em médio e até curto prazo, um tiro no pé.

Por outro lado, sigo ouvindo de alunos e ex alunos relatos de agências que esgotam a capacidade de suas equipes com jornadas intermináveis e ambientes de trabalho desgastantes e mal geridos. Por sorte também tenho ouvido (em menor quantidade, infelizmente) histórias de empresas de comunicação que EFETIVAMENTE oferecem condições boas de trabalho, com respeito à legislação vigente – trabalhista e de estágio – e incentivos que promovam melhoria de produtividade e crescimento profissional.

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A hora é de ter todos de um lado só. Torcendo e vibrando pelo mesmo time. O seu time. O “nosso” time! Equipes experientes, inovadoras, criativas e eficazes podem significar uma travessia do mar agora revolto com mais tranquilidade.

É hora de pensar em construir um modus operandi que realmente valorize e respeite os funcionários. Só discurso, só palestra de motivação não vai funcionar. Dar para receber nunca foi tão verdadeiro quanto agora. Partilhar sucessos, correr riscos juntos e motivar para a inovação serão elementos decisivos.

É hora de trabalhar com os melhores. De buscar os bons. Hora de segurar seu time.

Coluna {De dentro pra fora}

A Comunicação Interna da sua empresa é um investimento ou um custo?

Vitor coluna

Quando os orçamentos se apertam, a primeira área que sofre, na maioria das vezes, é a Comunicação. Por quê? Talvez a própria área não esteja se levando a sério.

Trabalho em agência, então tenho contato com diversos perfis (e tamanhos) de clientes. Ultimamente, percebi um movimento bem positivo para quem tem uma visão mais cuidadosa com Comunicação Interna. Em momentos de crise, as medidas tomadas são mais radicais. E, como a gente sabe, quando essas mudanças acontecem sem preparação e sem informação, o caos toma conta da situação. As áreas de Comunicação que têm compromisso com as estratégias das empresas já se atentaram a isso. E são as agências que sentem os reflexos.

Enquanto diversos setores reclamam da crise, a demanda de comunicação cresce. Com prazos cada vez mais curtos, claro. Mas é o que já disse: sem comunicação (estratégica), qualquer mudança vira um caos.

Leve a sério.
E, agora, você deve estar pensando: investimento ou custo? Então, responda para você mesmo: a Comunicação Interna da sua empresa colabora para a organização alcançar os objetivos estratégicos ou ela apenas faz comunicados sobre datas comemorativas? Essa resposta é o segredo.

Muitas vezes, o problema é ainda mais delicado: as áreas de Comunicação nem sabem quais são os objetivos estratégicos da empresa. Sem esse alinhamento, é impossível elaborar um planejamento de comunicação estratégico e coerente. Não que as datas comemorativas não sejam importantes, mas nós podemos investir tempo, dinheiro e energia em projetos bem mais impactantes para o resultado da empresa. Esse posicionamento vai determinar se a sua comunicação é um custo ou investimento. E, de coração, eu torço muito para que seja um investimento. Afinal, eu quero que nossas áreas de Comunicação sejam cada vez mais reconhecidas, mais estratégicas, mais profissionalizadas e fundamentais para o andamento da organização.

Vamos nessa? Não custa nada pensar diferente.

Coluna Antecedentes Verbais

Sonhos não envelhecem (mas você envelhece)

Isa correta

“Clube da Esquina Nº 2” é uma de minhas músicas preferidas. Até tatuei o trecho que dá nome a esse post. Algumas tatuagens vêm pra marcar fases boas ou ruins da vida. Meu caso, naquela vez, foi uma ruptura.

Eu estava na metade de 2014 e tinha vivido uma experiência péssima num emprego pior ainda. Eles insistiam que eu não me encaixava. Eu insistia que eram eles que não tinham vez no puzzle da minha vida. Veio a necessidade, fui lá e BAM: tatuei. Bota aí “sonhos não envelhecem”. Porque podem tirar tudo de você. A esperança. A vontade. O tesão. Os sonhos eles não apagam, companheiro.

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Meses depois, a empresa que estou hoje me absorveu. E parece que está dando certo a cada dia. Certa vez, numa reunião com um cliente, decifrando os escritos no meu braço, ele perguntou “sonhos não envelhecem?”, e completou: “mas nós envelhecemos”.

Analisando aquela minha antiga experiência, as de amigos e as de amigos de amigos sinto que aceitamos nos encaixar e a forçar a barra em empregos que exigem bem mais do que oferecem. Claro, é a lógica capitalista. Patrão > funcionário. Mas a gente tá falando de abusar de horas extras (e não pagar nada por elas). Cortar horário de almoço. Não pagar vale-transporte ou alimentação. De não oferecer plano de saúde. Em compensação, o auxílio-pizza vai de vento em popa. Um pedacinho pra cada, senhores. Ou amanhã é brotinho.

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Aliás, amanhã não precisam mais de você. Muito velho para comer pizza, sabe como é o colesterol. E também já passou da fase camisa xadrez-tênis descolado. Ou, talvez, envelhecer tenha que ficar pra daqui a uns 120 anos. Tem tanto job que você vai sentir o cansaço da velhice, mas não vai ter o direito de vivê-la.

Falta qualidade de vida nesse dicionário cheio de vocábulos estrangeiros. Se a gente trocar pra well-being, será que podem reconsiderar?

Sim, isso é uma briga feroz. Não, a gente não quer envelhecer sem sonhar.

Coluna {De dentro pra fora}

O primeiro storytelling a gente nunca esquece

Vitor coluna

Sem dúvida, ele é o queridinho da vez. Eu me lembro de ter ouvido falar dele há uns 4 anos – pelo menos – em uma das aulas do Josué. E acho extremamente engraçado ver o mercado todo agitado e querendo fazer story hoje. Para mim, não parece ser algo tão novo. Mas tudo bem, um bom story ainda vale muito a pena. Então, eu sempre me empolgo quando surgem essas oportunidades. Abro parêntese para lembrar que aqui eu falo do mercado corporativo. E é exatamente nesse segmento que o desafio começou. O conceito de storytelling eu aprendi em sala de aula e até hoje me lembro dos diversos exemplos que a turma toda assistiu. Depois, o grupo de amigos ainda trocou mais alguns exemplos e, para fechar, eu e a Isa decidimos abordá-lo em nosso TCC. Então, fomos ouvir redatores que já tinham feito stories e entender um pouco mais sobre o processo de criação. Não existe uma fórmula, claro. Mas existem ingredientes. O ponto de partida, o ponto de virada, o clímax, o desfecho, são exemplos.

Com as entrevistas, eu entendi melhor como dar vida ao que estava dentro da cabeça. Mas tudo ainda continuava a ser teoria.

Agora é pra valer!
Muitos anos depois, finalmente, eu me deparei com o desafio de fazer um story. Foi uma mistura de medo com ansiedade. E tinha um agravante: era um storytelling corporativo. Minha primeira interrogação foi: Isso vai funcionar, gente? E, durante todo o processo, eu ainda me questionava muito. Foi uma oportunidade de colocar a teoria toda em prática, mas também de achar um novo jeito de se fazer story, já que os funcionários eram o público. Fui amarrando as mensagens com as histórias de vida que recebi e, então, tinha o roteiro do primeiro storytelling da minha vida. Bingo! Só que não. Estava fácil demais. O cliente retornou dizendo que não tinha verba para fazer vídeo. Gente, e agora? No meu limitado pensamento, story só ia funcionar em vídeo. Então, fui caçar um formato mais barato para adaptar o vídeo. Afinal, quem disse que só pode ser vídeo?

Quadro a quadro.
Depois de quebrar a cabeça um pouco, cheguei no formato de histórias em quadrinhos. E as barreiras cresciam: o cliente queria que a marca tivesse mais relevância na história. Ixi, para mim, a graça da coisa era exatamente deixar a marca em segundo plano. Fui ajustando até o ponto em que o cliente aprovou e eu achei que ficou interessante.

Nessa primeira experiência, eu já descobri que storytelling corporativo pedia uma narrativa um pouquinho diferente. O tempero da marca, infelizmente, precisava ser caprichado. Depois desse episódio, outros vieram. Assim, fui descobrindo diversos formatos para encaixar a técnica do storytelling. E é isso que eu gostaria de reforçar ao contar essa história toda: invente novos formatos para técnicas que já existem. Ultimamente, eu tive a oportunidade de fazer um storytelling que era corporativo, mas (até que enfim!) poderia ser um vídeo. Eu fiquei bem satisfeito com o resultado, mas, se eu não tivesse sambado tanto antes para aprender a moldar a técnica, tenho certeza de que não teria ficado tão legal.

Desde meu primeiro story (que precisava ser impresso, pra Vale Fertilizantes) até o último (que poderia ser um vídeo, pra 3M), eu me envolvi nas histórias e me diverti muito amarrando a mensagem corporativa aos acontecimentos da vida.

Antes de pensar que é impossível para o seu cliente ou para o segmento em que você atua, procure maneiras diferentes de fazer. Molde a técnica aos recursos que você tem, acredite, divirta-se e coloque vida.