Branding: quatro dicas para definir e interpretar os KPIs de campanhas com vídeo

Por Bruno Augusto*

Entender como os consumidores interagem com os vídeos e qual é a efetividade das campanhas de branding e awareness ainda é um desafio para muitos profissionais

Quando a missão do marketing é ampliar a consciência de marca no meio digital, o vídeo tem sido um formato cada vez mais utilizado, graças ao potencial de envolvimento capaz de despertar no usuário. Segundo dados da Invisia, as pessoas retêm 95% de uma mensagem quando assistem a um vídeo, em comparação com 10% quando lêem um texto.

Imagem por ar130405 de Pixabay

Os KPIs mais comuns nestas campanhas são o número de visualizações, o número de visualizações por usuário único, a Taxa de Conclusão das Exibições (VCR), a Taxa de Visualização (VTR) e o viewability, índices que auxiliam na compreensão de como o público-alvo foi exposto à marca, um primeiro passo para despertar sua atenção.

Com tantas métricas disponíveis é fundamental saber como priorizar esses dados para maximizar a qualidade dos resultados, permitindo assim escolhas cada vez mais inteligentes em sua estratégia. Sendo assim, indico abaixo cinco dicas para incrementar sua campanha de vídeo com foco em branding ou awareness:

Não avalie métricas isoladas, busque o equilíbrio:

Entender o significado de cada métrica não basta. No dia a dia, é necessário que os profissionais de mídia busquem o equilíbrio entre as principais métricas de vídeo.

Focar em VCR sem considerar simultaneamente a viewability, por exemplo, fornece uma imagem incompleta do sucesso da campanha. Se você não considerar o viewability, que afere o percentual da exposição da sua marca na tela do usuário, provavelmente estará desperdiçando seu budget em vídeos “concluídos” que nunca são realmente vistos pela audiência, resultando em uma falta de assertividade.

Neste cenário, tão importante quanto alcançar um bom custo de visualização de vídeo completo (CPCV), que garante o pagamento apenas das impressões que foram realmente assistidas, é monitorar a métrica de frequência, que determina a constância da exposição da marca para o público-alvo. Isso porque, se o vídeo está sendo exaustivamente exibido para garantir um resultado final expressivo, pode resultar no desgaste da marca.

Dito isso, analisar métricas isoladas de vídeo pode ser inefetivo ou até mesmo arriscado. A mágica realmente acontece quando aprendemos a dosar o quantitativo com o valor qualitativo, entregando relevância para o anúncio, consequentemente, uma maior escalabilidade para a campanha.

Vá além das métricas tradicionais e explore os detalhes:

Mensurar os principais KPIs de uma campanha de vídeo é fundamental, mas explorar os detalhes e dados menos óbvios será cada vez mais importante.

É crucial, por exemplo, investigar KPIs adicionais para endereçar possíveis problemas com o vídeo em si – afinal, vídeos mais interessantes tendem a naturalmente atrair mais atenção e gerar melhores resultados. Alguns aspectos interessantes de serem monitorados são: quantas pessoas ativaram o mudo? Quantas pessoas pularam o anúncio? Quantas assistiram em tela cheia ou reduziram a tela?

Em muitos casos, tais detalhes podem ser otimizados de forma autônoma enquanto a campanha está ativa pelos algoritmos de inteligência artificial, que hoje já são capazes de predizer os resultados de entrega da campanha e adequar as escolhas sobre usuários-alvo e até mesmo a mensagem que será exibida no vídeo. De qualquer forma, entender o que funcionou e o que não pode fornecer ótimos insights para melhorias nas peças futuras.

Lembre-se que tecnologia e contexto importam:

A análise de contexto vem ganhando protagonismo nas discussões sobre o futuro da publicidade online e impactando significativamente os resultados de mídia.

Mais do que nunca, estratégias que consideram brand safety e brand suitability são fundamentais para evitar que os anúncios sejam exibidos em contextos adversos (brand safety) e para garantir que o usuário terá uma experiência positiva e relevante com a marca (brand suitability).

Principalmente em campanhas de topo e meio de funil, quando o usuário ainda está construindo sua percepção sobre a marca, vincular anúncios em contextos impróprios pode não apenas prejudicar os resultados da campanha, como gerar danos reputacionais graves. Da mesma forma, um estudo conduzido pela agência GumGum mostrou que anúncios contextualmente relevantes geram em média 43% mais engajamento dos usuários, sendo 2,2 vezes mais lembrados por eles.

Avanços tecnológicos como os algoritmos de deep learning, visão computacional e processamento de linguagem natural permitem decifrar o conteúdo da página de um publisher com extrema facilidade e precisão, e indicar por conta própria o contexto ideal para cada impressão de anúncio.

Vale lembrar que, no universo programático, quanto mais filtros se aplicam a uma campanha, menor o alcance potencial dela, de modo que tecnologias poderosas se tornam fundamentais para garantir precisão nas recomendações e gerar excelentes experiências de marca aliadas a altos níveis de performance.

Antes de tudo, alinhe as métricas com os objetivos de negócio:

Por fim, nunca é demais repetir o básico: o objetivo principal de uma campanha de branding com foco em awareness deve ser chamar a atenção das pessoas para a sua marca, e não concretizar uma conversão. É claro que é possível que uma campanha de awareness gere tráfego para o site, mas essa não é a regra.

Ter clareza sobre quais métricas utilizar em cada tipo de campanha, sempre em sintonia com os objetivos comerciais da companhia, assegura que o foco e o esforço de mídia estejam sendo colocados no lugar certo, resultando em uma melhor percepção do fluxo da campanha, maior visibilidade sobre oportunidades de otimização e alcançando resultados progressivos sólidos.

Dessa forma, tanto a estratégia, quanto os indicadores de desempenho da campanha de vídeo para branding são diferentes dos anúncios de vídeo focados em performance. Ter a definição clara dos objetivos de negócio é o passo número um para um bom planejamento de métricas, e deve refletir as necessidades específicas do consumidor em cada etapa do funil de vendas.

*Bruno Augusto é country manager da RTB House no Brasil

AMPRO lança Campanha “ESG – Estamos ESGotados”

Entidade expõe condutas equivocadas praticadas por anunciantes e propõe um mercado mais sustentável

A AMPRO – Associação de Marketing Promocional / Live Marketing lança, nesta semana, uma campanha de conscientização que pede mais respeito e empatia às empresas contratantes de serviços de Live Marketing. A campanha, criada por Dil Mota & The Thing Thinkers, traz uma analogia da palavra ESG (governança ambiental, social e corporativa) que tanto se busca no discurso, mas pouco se encontra na prática.

Desde o início da pandemia, o setor de Live Marketing – que até 2019 tinha faturamento estimado de cerca de R$ 50 bilhões anuais no país – vive momento delicado. Foram dois anos de paralisação, com projetos presenciais cancelados, o que gerou fechamento de agências e aumento do número de cortes e demissões.

“O lançamento dessa campanha é fundamental para o momento em que o Live Marketing está passando. Depois de dois anos massacrados pela pandemia, não podemos executar as atividades nas mesmas condições de antes, como processos equivocados de concorrência job a job, prazos extensos de pagamento e não sendo tratados como parceiros estratégicos ou com o respeito que merecemos. A importância do ESG também está no olhar sobre como está a relação entre anunciantes e seus parceiros, do contrário vira só discurso bonito. Precisamos buscar um maior diálogo para que possamos juntos construir um mercado sustentável e respeitoso”, afirma a presidente-executiva da AMPRO, Heloisa Santana.

As Melhores Práticas do Live Marketing tocam em quatro pontos fundamentais para tornar mais saudável o relacionamento entre agências e clientes: 1. a forma como devem ser conduzidas as concorrências, 2. os pagamentos, 3. os pedidos de exclusividade e 4. os feedbacks. Confira as recomendações do documento:

Concorrências:

Como já é praticado em outros serviços de marketing, como Publicidade, PR e Digital, sugerimos seguir o mesmo formato para Live Marketing:

– Concorrências por contas ou contratos longos, mínimo de 12 meses.

– Numa concorrência chame até três agências.

– Concorrências que necessitam de entrega estratégica e criativa têm que ser remuneradas.

– O prazo ideal para uma concorrência é de, no mínimo, 15 dias úteis.

– Elabore um briefing transparente, com todas as informações necessárias sobre o projeto e as formas de contratação.

Pagamentos:

Uma agência ou profissional que presta o serviço de marketing não tem condições econômicas para financiar uma empresa.

– Pagamentos no máximo 30 dias após a entrega final do projeto, em caso de projetos com entrega única.

– Pagamentos de fee mensal em caso de projetos com entregas recorrentes. Custos de execução são complementares ao custo da agência.

– Seguir a Tabela Referencial Ampro, como base de contratação.

Exclusividade:

Como já é praticado em outros serviços de marketing, como Publicidade, PR e Digital, sugerimos seguir o mesmo formato para Live Marketing:

– Exclusividade só é aceitável para contratos duradouros e com garantia de budget a ser pago ao contratado.

– Exclusividade é uma via de duas mãos, igualmente aplicada por contratante e contratado. Torne sua agência exclusiva também.

Relacionamento e Feedback:

– O prestador de serviço de marketing é muito mais que seu fornecedor, é seu parceiro estratégico, criativo e operacional.

– Feedbacks estruturados e transparentes são necessários e fundamentais na construção de relações sustentáveis, respeitosas e de longo prazo.

A campanha e as melhores práticas do Live Marketing na íntegra já estão no portal da AMPRO

A Associação de Marketing Promocional é a única que desenvolve nacionalmente a teoria e a prática do setor de Live Marketing de forma ampla. Com sede em São Paulo, completa 29 anos em 2022, com representação abrangente em todo o território nacional.

Colinas Shopping tem nova superintendente

Com nova superintendente, Colinas Shopping tem diretoria formada por maioria de mulheres

Elza da Mota assume a Superintendência do mall e Mariana Simonetti, a Gerência Administrativa Financeira; quadro de lideranças ainda tem Margarete Sato (gerente de Marketing) e Larissa Dantas (gerente de Novos Negócios)

O Colinas Shopping celebra março, o mês da mulher, com eventos inspiradores, ações sociais e também com um marco na gestão interna, que ampliou a participação das mulheres nas posições de gerência e hoje tem, em seu quadro de líderes, uma maioria de mulheres.

Com 28 anos de experiência no segmento de shoppings, Elza da Mota assumiu a Superintendência do Colinas Shopping.

Formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Contabilidade e Finanças pela FMU e MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV, Elza assume o desafio em plena retomada do setor e em meio à celebração dos 25 anos do Colinas Shopping.

“O Colinas Shopping é reconhecido por sua inovação, parceria e diálogos com os lojistas e a comunidade, o que está em seu DNA desde a inauguração. Transmitir esses pontos para implantação de mais melhorias a cada dia será uma experiência única”, conta a nova superintendente.

Além de Elza, Mariana Simonetti também foi promovida e assumiu a Gerência Administrativa e Financeira do centro de compras neste mês. Formada em Ciências Contábeis, ela está há 19 anos no Colinas.

A nova superintendente e a nova gerente reforçam o time de gestoras do mall, que também conta com Margarete Sato (gerente de Marketing) e Larissa Dantas (gerente de Novos Negócios).

Mês das mulheres

Durante março, o Colinas Shopping realizou a quarta edição do Colinas Talks – Especial Mês das Mulheres, com a participação de Elisa Lucinda, Letícia Soares e Débora Veneziani, que conversaram sobre “Que feminismos estamos construindo” em um teatro lotado.

O público do shopping também acompanha, às quintas, bate-papos com a psicóloga Cris Borges e convidadas sobre temas femininos e feministas.

E, além disso, o centro de compras promove uma campanha de arrecadação de pacotes de absorventes íntimos, em parceria com o projeto Doe Amor. Todos podem participar, doando pacotes de absorventes que serão repassados a famílias em vulnerabilidade social pelo projeto Doe Amor. As doações podem ser deixadas em uma caixa especial localizada no corredor do SAC, no Colinas Shopping.

A Doe Amor é uma campanha contínua que há oito anos arrecada produtos de higiene pessoal. Atualmente, três instituições são contempladas pelo projeto: a ONG Guri na Roça, de Jacareí; o Asilo Santo Antônio, de São José dos Campos; e o Instituto Pró+Vida, de Caraguatatuba.

Todos os absorventes (todos os tipos são válidos!) recebidos pelo Colinas Shopping serão recolhidos pelo projeto Doe Amor e doados para as entidades parceiras, de acordo com a necessidade de cada instituição. Não há limites para as doações. Todos os pacotes serão doados.

Durante todo o mês, a caixa disponibilizada no corredor do SAC do Colinas Shopping receberá as doações.

Fonte: CABANA – Suzane Rodrigues