Coluna “Discutindo a relação…”

A importância e função dos fornecedores em propaganda

Embora ainda mantenham em suas estruturas profissionais responsáveis pela produção (produtores gráficos e de RTV), todo o trabalho de execução e finalização das peças publicitárias é realizado fora da agência. Neste cenário destacam-se os fornecedores especializados e as produtoras, empresas ou pessoas físicas que são terceirizados pela agência e, sob sua coordenação, executam as peças de uma campanha ou “jobs”.

Os fornecedores e produtoras ganharam vida quando as agências passaram a enxugar suas estruturas, passando a focar-se em sua atividade principal: desenvolver a estratégia de comunicação de seus clientes e, consequentemente, criar as peças. A execução, que em alguns casos exigia altos investimentos em equipamentos muito específicos, foi terceirizada.

Em função disso, podemos afirmar que esse mercado de produção decorre da sofisticação e especialização que o mercado publicitário atingiu nas últimas duas décadas e que serve como sinalizador da força de um mercado publicitário. Ou seja: se você quer avaliar se uma dada região possui um mercado publicitário com bom nível de investimentos, verifique a quantidade e a qualidade de produtoras e fornecedores especializados que nele atuam.

Vamos destacar agora alguns dos principais fornecedores e produtores que atuam no processo publicitário.

a) Produtoras de Áudio

São empresas que contam com recursos tecnológicos e humanos específicos para a criação e produção de som para peças publicitárias. As peças mais comumentes desenvolvidas são:

– “Spot” – Texto que pode ser interpretado por um ou mais locutores/autores e que normalmente é acompanhado de música de fundo ou efeitos sonoros. É uma peça específica para rádio ou sistemas de som;

– “Jingle” – Música que canta as qualidades dos produto. Pode ser totalmente original (letra e música) ou parodiar uma música conhecida alterando a letra para destacar determinado empresa/marca/produto. Pode ser utilizado em rádio, sistemas de som e na TV;

– Trilha sonora – Música que serve de pano de fundo em comerciais de rádio e/ou TV. Pode ajudar na descrição da ação ou simplesmente “criar um clima” adequado ao conteúdo da peça.

b) Produtoras de comerciais para TV
Empresas que reúnem pessoas e equipamentos necessários a execução dos comerciais que assistimos nas TVs e nos cinemas.

Os comerciais são produzidos basicamente em dois suportes: filme e VT. O filme (16 ou 32 mm) possui excelente qualidade mas seu processo de realização é honeroso e lento. Já o VT é rápido e mais barato, mas perde em qualidade final. Mais recentemente, as produtoras vêm fundindo os dois processos, fazendo a captação das imagens em película e a finalização (edição ou montagem) em VT, o que possibilita mais agilidade, menor custo e mais efeitos digitais.

c) Fotógrafos e ilustradores

Os diretores de arte criam imagens para anúncios impressos. Alguém deve dar conta da realização das imagens concebidas por eles. É aí que entra o trabalho dos fotógrafos e dos ilustradores. Partindo de um lay-out que pode conter apenas uma imagem indicativa, estes profissionais vão cuidar da produção e execução da imagem necessária à peça publicitária.

Os estúdios de fotografia devem ter equipamento para diversos tipos de produção, mas podem também dispor apenas do básico e locar estúdios e equipamentos complementares.

Os ilustradores são desenhistas que vão dar soluções que a fotografia não alcance ou resolver uma necessidade mais específica, ou seja, desde o início o pessoal da criação da agência já desejava uma ilustração original e não uma foto.

Ultimamente, tanto fotógrafos como ilustradores sofrem ameaças de produtos colocados a disposição das agências como soluções “prontas”. É o caso dos arquivos de fotos (locam fotos já realizadas e agrupadas por temas) e também dos cliparts (disponíveis tanto nos próprios programas de desktop,em CD’s e na internet). No caso das fotografia há ainda CD’s com fotos de uso irrestrito e bancos de imagens free na internet.

Apesar destas ameaças, o trabalho de fotógrafos e ilustradores segue sendo extremamente útil e importante para a propaganda.

d) Institutos de pesquisa

Ninguém no mercado publicitário e em marketing gosta de dar “tiros no escuro”. Os investimentos são altos e a comunicação deve primar pela eficácia. Daí a importância da pesquisa dentro do universo publicitário.

As pesquisas mais compradas pelas agências são:

– de mercado – busca informações sobre o produto e o seu mercado;

– de mídia – levanta informações capazes de aferir o potencial de penetração de cada veículo e de traçar o perfil do consumidor dos diferentes meios;

– de comunicação – como o consumidor reage à propaganda, quais os efeitos que a comunicação vem gerando sobre seu comportamento e que caminhos ou soluções seriam mais adequadas a determinado público-alvo.

e) Produção Gráfica

Depois que a informática adentrou ao mundo da propaganda, houve profundas modificações no trabalho de produção gráfica, tornando-o mais ágil e econômico. Basicamente, a grande alteração foi a eliminação de uma parte da pré-produção gráfica, relativa a preparação de originais (artes-finais) e de textos e títulos. O antigo past-up.

Atualmente, podemos dividir o trabalho de produção gráfica da seguinte maneira:

– elaboração das peças em computadores e programas específicos, que já permitem reunir e distribuir no layout a um só tempo, fotos, ilustrações, títulos e textos;

– elaboração, em empresas especializadas, de fotolitos a partir dos arquivos gerados nas agências e que podem até ser enviados pela internet;

– a impressão propriamente dita, realizada em gráficas.

Estes são os principais fornecedores e produtores. Há muitos outros que podem participar do processo publicitário em qualquer um de seus momentos. Há aquilo que podemos chamar de “fornecedores dos fornecedores”, o caso, por exemplo, das empresas de “casting” e das que locam equipamentos para produtoras de áudio, de VT’s e para fotógrafos.

Importante é destacar que, já há algum tempo, que estes “terceirizados” deixaram de ser simples executores do que as agências criam. Graças a seus conhecimentos específicos, técnica apurada, talento e criatividade, podemos afirmar que, em vários casos, passaram a ser “co-autores” das peças publicitárias.

Vaga aberta para redator

Agência de São José dos Campos busca redator

A agência Combo está a procura de um redator para ampliar e reforçar seu quadro criativo.

Interessados enviar curriculo, com assunto REDATOR para o e-mail:
mauricio@agenciacombo.com.br

Tem carnaval!

Carnaval 2017: seis dicas para vender mais e não ficar por fora da celebração

Saiba como aproveitar uma das festas mais importantes e tradicionais do pais ajeitando sua loja virtual com seis simples conselhos.

“Em fevereiro tem carnaval”, diz a popular canção de Jorge Ben Jor, considerada o hino do carnaval brasileiro. E apesar do carnaval deste ano ser no fim deste mês, do dia 25 ao dia 28, os comerciantes já estão otimistas com as vendas dos artigos típicos da festa. Afinal, os consumidores antecipam as compras pela internet para aproveitar melhor a maior festa do Brasil. Buscas vão desde pacotes para visitar atrações até paetês, fantasias e máscaras.

E embora o carnaval seja festejado em absolutamente todo o Brasil, os estados com maior movimento são Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Bahia. Cada um com sua particularidade, movendo milhares de pessoas em estilos diferentes de festas cheias de muita alegria. E pessoas! Por isso seria impossível ignorar a data comercialmente.

Consultados sobre como fazer para ajudar os lojistas virtuais a venderem mais, os especialistas da plataforma de e-commerce Nuvem Shop indicaram seis estratégias para fazer render o espírito de carnaval:

1. Atrair pelo visual: transformar todas as peças para captar a atenção dos visitantes. É importante que a loja virtual, os e-mails, as redes sociais, os banners, etc, reflitam a identidade da data.

2. Captar as buscas populares: nos dias anteriores ao carnaval, as pessoas estão procurando oportunidades. É fundamental acompanhar e analisar como elas buscam e quais são as palavras-chave para incluí-las em campanhas de anúncios, comunicações e lojas.

3. Impulsionar as vendas em redes sociais: para os que as utilizam assiduamente, em datas especiais é recomendado intensificar o uso do canal. Para quem as utiliza com pouca frequência, essa é uma excelente oportunidade para reativá-las e incentivar as vendas! Preste atenção às hashtags, que mudam a cada ano.

4. Oferecer suporte ao cliente: a chave é oferecer experiências de compra bem-sucedidas. Em datas como o carnaval, é crucial certificar-se de que o produto chegará a tempo, em bom estado, e estar disponível da melhor forma possível para dar respostas e soluções a consultas, pedidos ou até mesmo algum retorno.

5. Frete bônus e promoções: oferecer frete grátis pode ser uma efetiva estratégia para vender mais. Cupons de desconto e promoções especiais são bons para atrair novos clientes, recuperar aqueles que abandonaram alguma compra no passado e fidelizar os que compram frequentemente.

6. Embalagem especial: com pequenos detalhes, é possível agregar valor a cada compra. Preparar uma embalagem especial que reflita o sentido do carnaval pode ser uma ótima forma de surpreender os clientes.

Se é verdade que dizem que o ano só começa depois do carnaval, então que este seja o pontapé da sua temporada comercial de sucesso!

Fonte: Daniel Salman – Partner Press & RP

Coluna {De dentro pra fora}

Uma ideia incrível, executada mais ou menos ou uma ideia mais ou menos, executada incrivelmente?

Ok, já sei que você pensou: uma ideia incrível, executada incrivelmente. Eu também acho que esse é o mundo ideal, mas nem sempre o ideal é real. Com prazos quase sempre curtos, às vezes a gente precisa escolher um caminho. E eu sempre me pegava nessa pergunta aí de cima.

Não quero acreditar que estamos passando pela fase da valorização estética acima de tudo, mas talvez eu não tenha escolha. Como comunicação é reflexo de comportamento social, a gente acaba enfrentando esses dilemas. Mas não vou focar nisso.

A questão (muito pessoal, confesso) é que jamais uma excelente execução vai superar uma excelente ideia. E sempre que eu precisava escolher entre uma ou outra, eu escolhia pela ideia. Aquele anúncio maravilhoso, com um tratamento de foto impecável, uma composição de tirar o fôlego e… e… zero ideia. Qual a graça disso? Todo mundo está cansado de saber que a concorrência pela atenção do público é desumana. Se for uma peça linda, com certeza ele vai se encantar e observar.

Porém, será que só a estética tem a força necessária para que a mensagem fique registrada na cabeça do público? Na minha humilde opinião, não. Uma ideia forte, mesmo que executada com uma ou outra falha, tem muito mais chance de sobreviver nesse mar de informações e interações que é a mente do público.

Por trabalhar a vida toda com comunicação corporativa, esse costuma ser um desafio mais constante. As verbas para comunicação interna são diferentes das verbas de propaganda, logo, é preciso fazer mais com menos. E sai ganhando quem tem ideias melhores, não mais bonitas.

Com todo o momento econômico que a gente passa, essa realidade deixou de ser só pra dentro. Agora também é da comunicação pra fora. Pense nisso com carinho em seu próximo desafio. Mais que uma execução impecável, busque pela ideia que vai resolver seu problema e ser o foco da criação. Prove pra todo mundo que somos muito mais que uma peça bonitinha.

(Obs.: em momento algum eu disse que estética não é importante, eu só quero reforçar que ela precisa andar de mãos dadas com as ideias).