Como a tecnologia pode ajudar no terceiro setor?
Alunos do Senac desenvolvem site de ONG que realiza trabalhos socioeducativos
Em um mundo totalmente conectado, a presença no ambiente online se tornou indispensável, não só para os grandes empresários, como também para aqueles que fazem parte do terceiro setor. Uma pesquisa recente, realizada pela Blackbaud, empresa norte-americana especializada em soluções para o terceiro setor, mostrou que a tecnologia está fazendo a diferença na adesão de novas gerações de doadores e se faz cada vez mais necessária.
Engajados e atualizados com novas propostas online, os alunos do curso Técnico em Informática, do Senac Guaratinguetá, desenvolveram um site para ajudar na divulgação dos trabalhos do Instituto Ensinares, de Cruzeiro, organização não governamental especializada em trabalhos socioeducativos voltados para a orientação, prevenção e ressocialização através de cursos, seminários e palestras. Comandados pelo docente Luís Gustavo Maruco Lins Leal, os alunos criaram, além do site, um novo logotipo para a instituição.
“A proposta surgiu da necessidade da instituição em estar presente no ambiente online, e não apenas através do Facebook. Desenvolvemos um site institucional e um novo logotipo para o instituto. Desse modo, eles puderam divulgar os trabalhos realizados, os eventos, a agenda, entre outros”, explicou o docente do Senac Guaratinguetá.
E os frutos das novas ações online vieram rápido. No ar há um mês, o site do Instituto Ensinares já aponta acessos que vão além dos limites do município de Cruzeiro. Segundo o presidente da ONG, Gilson Pereira Veloso, muitos internautas, principalmente das cidades vizinhas, passaram a conhecer as atividades do instituto. “O site veio em boa hora. Com ele pudemos divulgar nosso trabalho de forma mais rápida e clara, e passamos a ser conhecidos além das fronteiras da nossa cidade. A expectativa, ao longo do tempo, é despertar e atrair colaboradores para que possamos, juntos, ampliar cada vez mais nossos projetos”, conta.
Dica do especialista
A tecnologia e o ambiente online chegaram para fazer a diferença em todos os segmentos e áreas. “Uma empresa, organização ou pessoa que não está inserida na Internet possui menores chances de ser vista por grande parte do público uma vez que o próprio público pode propagar sua mensagem cada vez mais longe através das redes sociais”, finalizou o docente Luís Gustavo Leal.
Como ser um bom líder
Docente do Senac Taubaté traz dicas de como se tornar um bom chefe
Ser um bom líder, para algumas pessoas, pode parecer fácil. Mas para muitos, assumir uma equipe pode ser bastante assustador. Lidar com pessoas diferentes em um mesmo ambiente, a cobrança de ser chefe, ser muito duro ou muito fraco, motivar sua equipe, etc., são situações do dia a dia que um bom chefe deve lidar com maestria.
Se você tem dúvidas sobre sua liderança ou quer melhorar ainda mais o engajamento de sua equipe e sua postura como chefe, confira algumas dicas da docente da área de gestão e negócios do Senac Taubaté, Suélen de Carvalho Vieira.
1. O que caracteriza uma pessoa como um bom líder?
Um bom líder deve ter um discurso coerente com as suas atitudes praticadas na gestão. Se o líder fizer essa autoanálise, conseguirá perceber se suas atitudes são reflexos dos valores que acredita para ser um bom líder e isso servirá como um termômetro.
“É comum as pessoas terem objetivos e não terem um plano coerente para execução das ações a fim de alcançá-los, e muitas das vezes não priorizam estabelecer os valores e princípios que vão nortear essa conquista”, conta a docente.
2. Qual o primeiro passo para ser um bom líder?
Ao assumir um cargo de gestão, o primeiro passo é investir tempo em conhecer a equipe que irá trabalhar “com você” e não “para você”.
“O conhecer, não é saber somente aquelas informações básicas de apresentações, mas a especificidade e a individualidade de cada um. Saber sua trajetória profissional, seu perfil de trabalho, suas conquistas profissionais, as lições aprendidas, valores escolhidos e seus sonhos e ideais, para que, através desse conhecimento, o líder possa integrar as pessoas a um objetivo comum, e potencializar as qualidades individuais para desenvolver um bom trabalho e sinergia na equipe”, afirma Suélen.
3. Quero ser um líder
– Um bom líder ama não só o que faz, mas ama pessoas. “Sempre que inicio uma aula de gestão faço a seguinte afirmação: ‘Se você busca trabalhar gerindo pessoas e recursos humanos, você precisa amar o que é vital para o sucesso de um negócio, as pessoas’. O ser humano é subjetivo com características peculiares, não tem uma fórmula matemática para tratar todos da mesma maneira. Por isso a complexidade de gerir pessoas, mas se você partir deste princípio e lembrar que você também é um ser humano, ficará mais fácil ter algumas atitudes para ser um bom líder”, explica.
– O líder deve se ver como parte integrante da equipe. Buscar práticas como conhecer rotinas e processos, observar, ter macro visão, ter imparcialidade nas análises promovendo cultura de fatos e dados, saber ouvir (dar atenção às pessoas), paciência, respeito, ser acessível a sua equipe, ter inteligência emocional e como premissa ter ética na condução de suas ações.
4. Cuidado com os erros
Um dos principais erros cometidos é o líder não ter um planejamento para desenvolver na sua equipe autonomia e não preparar sucessores. Apesar de o comprometimento ser uma atitude esperada nos profissionais, há algo implícito quando se trata do comprometimento no papel de líder. A expectativa é de que ainda que aconteça mudanças e ocorra ausência do líder, a equipe esteja preparada para conduzir suas atividades com foco, domínio e autonomia atingindo as metas estabelecidas. E caso essa ausência seja definitiva, a alta administração deveria ter um plano de contingência e/ou de sucessão, sugerido previamente pelo líder, servindo como base para tomadas de decisão.
5. Não faça em hipótese alguma
Permitir falta de conduta ética na sua equipe de trabalho;
Ser ouvinte de comentários destrutivos dos seus colaboradores sobre seus colegas de trabalho. É preciso perceber quando essa prática se transforma em “fofoca” para não permitir que ela cresça, buscando conscientizar os colaboradores, que toda organização, ao deparar-se com problemas, precisa ter possibilidades de soluções;
Não administrar os conflitos. Se há conflito é porque houve divergência ou distorção no foco e objetivo proposto à equipe. Existem várias causas de conflitos, e o erro ou a falta de comunicação é uma das principais, todavia é importante ressaltar que o conflito bem gerido contribui para o crescimento pessoal e profissional do indivíduo tirando as pessoas da zona de conforto causando mudança e desenvolvimento.
6. Está inseguro em seu cargo?
Há várias ferramentas para fazer uma avaliação sobre o desempenho como líder e a sugestão é que sejam usadas concomitantemente:
Ter conhecimento de indicadores como: absenteísmo, acidentes de trabalho, índice de entrada, índice de saída, índice de rotatividade (turnover) e investimentos em treinamentos;
Pesquisa de Clima Organizacional: é possível verificar com a área de RH qual a projeção e viabilidade para realizar a pesquisa na empresa. Essa pesquisa mostrará qual o índice de satisfação do colaborador em vários âmbitos, inclusive liderança;
Avaliação de Desempenho: há métodos formais de avaliação de desempenho, entre elas a avaliação 180º, onde o gestor avalia o subordinado, o subordinado se auto avalia e também avalia seu superior e tudo através de um formulário padrão, que normalmente é estabelecido pela área de RH. A empresa, juntamente com o gestor, pode viabilizar essa prática contratando também serviços de consultoria que auxilia na elaboração da ferramenta adequando à realidade do negócio;
Prática de feedback: “Gosto muito da frase do Mario Sergio Cortella em A Arte de Liderar, onde ele fala: ‘Elogie em público e corrija em particular. Um líder corrige sem ofender e orienta sem humilhar’. Esse é um ponto importante a considerar, pois o feedback eficaz é aquele que é realizado individualmente, em um local adequado e reservado, tem frequência, manutenção e qualidade de tempo”, completa Suélen. O líder que faz isso constrói uma relação de confiança, fazendo com que seu colaborador tome conhecimento tanto de suas potencialidades como também de suas limitações, a fim de construir em conjunto um plano de desenvolvimento, podendo assim o colaborador expor suas percepções quanto ao desempenho. E nesta relação o líder alcançará a avaliação sobre o seu trabalho.
7. Ferramentas para melhorar a sua liderança
A leitura de livros e artigos sobre gestão, bem como os Tipos de Gerações (baby bommers, X, Y e Z), pesquisas de cases e fazer cursos são imprescindíveis para uma carreira de gestão. O Senac Taubaté oferece, por exemplo, cursos como Técnicas de Liderança, Desenvolvimento de Liderança e Administração de Conflitos.
8. Os tipos de líder. Qual deles é você?
Há vários tipos de líder, mas é importante se fazer uma pergunta: Qual tipo de líder eu quero ser? E o que falta em mim para ser esse líder? Existem muitas teorias sobre os estilos de liderança e ao compreender os estilos é possível nomear o tipo de líder. A teoria mais conhecida trata-se da divisão que se faz entre o líder democrático, autoritário, liberal e situacional.
Democrático: almeja a participação de todos na equipe, incentivando e orientando. Sabe ouvir as opiniões da equipe e define junto com ela os objetivos desejados e as tarefas a serem realizadas;
Autoritário: domina e determina o plano e o que será executado pela equipe, buscando a obediência por partes dos colaboradores. Esse comportamento se assemelha ao antigo “chefe”;
Liberal: o liberal participa minimamente do processo. A equipe possui total liberdade para definir diretrizes e formas da execução do plano, isso é bem aplicável em equipe com profissionais experientes e com comportamento autônomo;
Situacional: uma liderança que transita pelos três estilos anteriores, se ajusta ao perfil da equipe sob condições variadas, podendo ser determinado pelas circunstâncias, capacidade de comunicação e também os traços de personalidade, pois compreende-se que para cada perfil e situação é necessário adequar o tipo de liderança.
“É importante salientar um assunto muito discutido atualmente, que é a Gestão de Mudanças. Vivemos em um mundo globalizado que gera mudanças constantes, sendo necessário o líder saber lidar estrategicamente com as mudanças, bem como gerenciá-las. Há uma grande tendência do comportamental humano que é resistir às mudanças, porém elas sempre vão existir, por isso um grande diferencial é trabalhar adaptação ao cenário de mudança e a resiliência”, conclui a docente.
Cursos na área de gestão e negócios
O Senac Taubaté oferece em sua programação inúmeros cursos na área de gestão e negócios, entre eles:
Administração de Conflitos
Desenvolvimento de Liderança
Gerenciamento do Tempo
Gerência e Supervisão de Vendas
Planejamento de Carreira e Gestão de Talentos
Técnicas de Liderança
Para mais informações sobre os cursos, valores e inscrições, basta entrar em contato com a unidade pessoalmente, por meio do telefone (12) 2125-6099 ou acessando o Portal Senac (www.sp.senac.br/taubate).
Serviço:
Cursos livres na área de gestão e negócios
Senac Taubaté
Endereço: Rua Nelson Freire Campello, 202, Jardim Eulália
Informações: (12) 2125-6099 | www.sp.senac.br/taubate
Ricardo Boechat: A imprensa e a imagem da crise política no Brasil
Painel de ideias será realizado pela Band com convidado especial para comandar palestra
Em homenagem aos 20 anos da Band Vale FM e aos 10 anos do programa Falando Nisso, o Grupo Bandeirantes traz para a região o jornalista e âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, com a palestra “A imprensa e a imagem da crise política no Brasil”.
O evento acontecerá dia 30 de maio, a partir das 9h30, no Tangaroa Hall, em Taubaté, e é exclusivo para convidados.
9h30 – Recepção dos convidados
10h – Abertura do evento
10h15 – Início da palestra
11h – Abertura para perguntas
12h – Encerramento
Sobre o palestrante, Ricardo Boechat:
Jornalista, radialista e apresentador ganhador de três prêmios Esso. Atualmente, trabalha como âncora de dois jornais: nas redes de rádio da BandNews FM e de televisão, no Jornal da Band da TV Band.
Serviço:
Palestra: A imprensa e a imagem da crise política no Brasil
Data: 30 de maio
Horário: das 9h30 às 12 horas
Local: Tangaroa Hall
Endereço: Avenida Dom Pedro I, 7727, Jardim Baroneza, Taubaté
– Favor confirmar presença até dia 27/05, às 12h, ligando para (12) 3925-7014 ou enviando email (nome, empresa e contato) para comercialbandvale@band.com.br
Tenho ministrado uma disciplina chamada aplicações de propaganda onde me deparei com um livro que faz parte da bibliografia e que relendo seu conteúdo me chamou muito a atenção. Propaganda de A a Z é o manual de inserção ao aluno desde que tive esta matéria, com o Josué Brazil, em 1997. Percebi então que o tempo passou para mim, para professores e alunos, mas que a nossa ciência chamada propaganda parece não ter evoluído em teorias da mesma forma que evoluiu em prática.
Não que o livro não seja bom. É sim, muito! Mas já se tornou história. Não se vive mais os ensinamentos escritos lá!
Em meus próximos artigos, nessa coluna, vou me dedicar a falar um pouco mais sobre os assuntos desse momento de transformação que vivemos no mercado. Cenário causado pela mudança dos paradigmas da era digital e que nós publicitários sentimos primeiro, porque vemos primeiro.
É o que estou chamando de Big Bang da propaganda! Vamos lá :
Devemos acabar com as agências de propaganda.
Um mal sempre morre pela raiz, e está no radical da palavra AGÊNCIA, o mau que vejo como desafio do mercado publicitário. A sua imagem de intermediador!
Em sua origem agenciar é um ato intermediador. Significa que publicitários nasceram como ”marchand”, desenvolvendo espaços que detinham talentos “guardados” sob seus tetos e disponibilizando o conteúdo dessas capacitações criativas para a comercialização em propaganda. De forma resumida o publicitário se originou como um profissional da intermediação de talentos, em um momento onde compreender e lidar com a genialidade artística era tão difícil quanto o artista conseguir se sustentar comercialmente.
Enfim, o publicitário se caracterizou por ser essa ponte entre a criatividade e o comércio, mas isso não se sustenta mais no novo mundo, onde tudo vira um simples wathsapp. E é ai que a imagem do publicitário tem virado a do profissional do OPORTUNISMO. É isso o fator preocupante!
As transformações da era digital estão criando um mundo onde produtores artísticos podem e serão consumidos sem o intermediador, portanto sem alguém que o agencie da maneira que conhecemos. É nesse momento, que os publicitários parecem estar perdendo o que faziam de melhor.
A reinvenção passa por aceitar essa transformação e por oferecer algo mais concreto. A Publicidade então, passa a fazer parte da ciência que estuda o consumidor e aplica técnicas criativas gerenciando resultados, o que Eduardo Simon, presidente da nova DPZ&T, chama de marketing em tempo real.
Para mim, também vejo que boa parte do mercado será incluído ao marketing ou a serviços de tecnologia, mas existem outros modelos mais criativos nessa fase, que estou chamando de “big bang” da propaganda, onde há uma pulverização das especialidades.
Vejo que no futuro breve todas as agências precisarão se posicionar sobre qual o serviço ela presta, com excelência, na realidade. Uma coisa é certa a prestação de serviço precisará oferecer conhecimento e vantagens reais ao mercado. Não haverá mais espaços para o achismo, para a falta de ciência, para o experimentalismo e principalmente para o oportunismo.
Deveremos nos consolidar como especialista e com isso deixar a agência para trás, passando a ter escritórios, consultórios ou estúdios. Esse caminho é irreversível, quem não se adaptar vai fechar.
Mas vejo uma luz nisso tudo. Como intermediadores vivíamos parasitando as verbas de comunicação. Se elas eram boas, ganhávamos bem, se não, mal! Como especialistas podemos determinar um novo modelo de negócio. Incluindo valor ao serviço prestado. É a chance que esperávamos de recomeçar.
Nos próximos artigos continuarei tratando do assunto o big bang da propaganda, com temas ainda mais específicos.