Maria Fumaça abre vaga de estágio
A vaga é para atuação em social media. A Maria Fumaça está localizada em São José dos Campos.
Confira tudo sobre a vaga na arte abaixo.
Por R. Guerra Cruz
A internet é um terreno fértil para a criação e disseminação de memes, e o fenômeno do meme “calvo” de 2022 ( que completa 1 ano agora em agosto) é um exemplo vívido dessa capacidade de transformação e evolução. Tudo começou com a viralização de um print de uma conversa entre ex-namorados, na qual a namorada bloqueava e desbloqueava o ex-namorado, lançando insultos e, por fim, chamando-o de “calvo” como uma ofensa final. Por outro lado, a propaganda do Mc Donald’s de 2021 também gerou discussões lá fora, o que me leva a crer que, independente do país, esse sim é um assunto “cabeludo” e merece uma investigação decente.
A postagem original ganhou notoriedade e despertou o interesse das pessoas, tornando-se um ponto de partida para a criação do meme “calvo” e sua propagação nas redes sociais. A palavra, originalmente usada como um insulto na conversa, ganhou um novo significado e foi apropriada como um elemento de humor e ironia.
Um dos primeiros desdobramentos notáveis do meme foi a criação do “Messi calvo”. O meme se espalhou rapidamente, com diversas versões e paródias do jogador Lionel Messi retratado como calvo. Essa adaptação do meme ganhou popularidade e ampliou ainda mais sua disseminação nas redes sociais.
A diversidade de significados atribuídos ao meme “calvo” reflete a complexidade da cultura da internet. Diferentes grupos de usuários adotaram o meme e o adaptaram às suas próprias experiências e perspectivas, criando uma multiplicidade de interpretações. Essa pluralidade de usos e significados destaca a natureza dinâmica e criativa da cultura online. A discussão sobre a calvice não é nova, tendo em vista o ditado popular “é dos carecas que elas gostam mais”, sendo essa uma evidência pré-histórica do fenômeno memístico, que seria então apropriada pela rede de fast-food mais famosa do mundo para uma homenagem especial ao dia dos pais.
A propaganda do McDonald’s que usou o pão de hambúrguer como símbolo e o gergelim como elementos de comparação com a “careca” dos pais, reforça como esse imaginário é construído a partir de arquétipos imagéticos, que acabam sendo, em alguns casos, universais, fazendo a propaganda funcionar em qualquer país.
A semiótica é o estudo do processo de interpretação dos signos, que são qualquer atividade, conduta ou processo que envolva signos. Nesse caso, o conceito da “calvice” está associada diretamente ao homem (e ao pai, por consequência de associação). A propaganda em questão não foi 100% bem aceita, gerando debates e dicusssões sobre como isso poderia ser aceito por homens que não se sentiam bem com a calvice. Para o Mc Donald’s, me parece que o buzz valeu muito mais do que qualquer problema de imagem potencial. Por isso, a propaganda atual segue uma tendência, se utilizando de imagens fortes para que as mesmas se propaguem de forma rápida em diversos paises, como uma estratégia de adaptação para uma nova realidade hiperconectada mundialmente.
Por Josué Brazil
A chegada das tecnologias digitais, da internet e, por consequência, das redes sociais, mudou drasticamente o cenário da comunicação, do marketing e da propaganda.
A comunicação digital institui uma nova forma de comunicação afetando o conjunto das relações sociais, não apenas as estritamente comunicacionais, mas em todos os níveis, na comunicação relações pessoais, interpessoais, no trabalho, nas instituições, na indústria
Joseph Jaffe, autor do livro O declínio da mídia de massa, afirma que em apenas uma geração o poder saiu das mãos do marketing e foi para as mãos dos consumidores.
As marcas, que antes impunham um discurso, agora são praticamente obrigadas a dialogar com seus públicos. A comunicação passou a ser uma via de mão dupla. E os anunciantes, as empresas de modo geral, perceberam que, de uma vez por todas, o poder estava migrando para as mãos dos consumidores.
Com o digital, a internet, os buscadores e as redes sociais, o consumidor virou prossumidor. Ou seja, ele agora não só consome comunicação: ele a comenta, interage instantaneamente com ela, a ressignifica e, o mais complexo, ele produz sua própria comunicação. Sim, no cenário de comunicação digital cada pessoa passou a ser um canal.
As pessoas também deixaram de ser meras expectadoras e passaram a ser interatoras. Elas não mais recebem comunicação passivamente. Elas reagem, devolvem, dialogam. Elas interagem. E pobre da marca que não interagir com seus públicos.
Antonio B. Duarte Jr. afirma: “A tecnologia digital oferece todas as possibilidades já exploradas na imprensa escrita, no rádio e na televisão, com duas vantagens: a velocidade e a interação. O indivíduo não fica somente no papel de receptor passivo, há a possibilidade de escolha, há decisões a serem tomadas.”
Dentro deste cenário surge o marketing digital. Ele pode ser enetndido como o conjunto de ações de comunicação que as empresas podem se utilizar por meio da Internet e da telefonia celular e outros meios digitais para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar a sua rede de relacionamentos.
Ou seja, o marketing digital traduz-se em ações de Marketing adaptadas aos meios digitais, de forma a obter, nestes canais, a mesma eficiência e eficácia do marketing tradicional e em simultâneo potenciar os efeitos do marketing tradicional. Na sua operacionalização são, normalmente, utilizados canais, meios e ferramentas digitais.
Do ponto de vista da indústria da comunicação, o cenário digital trouxe novos desafios, mas também novas oportunidades. E claro, novas funções, cargos e profissões.
Estudos de tendências, como o feito pela plataforma Influencer Marketing Hub, e pesquisas, como a realizada pela agência Gombo, apontam que os influenciadores especialistas em nichos restritos ganharão cada vez mais atenção dos internautas e espaço nas marcas alinhadas em uma mesma vertical
Recentemente, a Gombo – primeira agência brasileira especializada em influência, engajamento e projetos especiais para business influencers no LinkedIn – divulgou os resultados de um estudo inédito que realizou, a “Pesquisa de Comportamento do Usuário do LinkedIn”, feita em parceria com a Lumen Academy. Assim como mostram plataformas internacionais que antecipam tendências do setor, os influenciadores especialistas estão cada vez mais na mira dos investimentos em publicidade das marcas.
“A Gombo já nasceu com essa percepção de transformação do setor e, por isso, decidimos priorizar nossas atividades em projetos com business influencers. O que percebemos é que, antes, esse perfil era um grupo mais presente no LinkedIn, pelo próprio perfil da rede. No entanto, o fenômeno tem chegado rápido a outras plataformas e influenciadores que queiram manter sua relevância precisam estar atentos a isso”, conta Dimitri Vieira, Diretor de Conteúdo e cofundador da Gombo.
Uma publicação da plataforma Influencer Marketing Hub comprova que a Gombo acertou em cheio ao definir seu modelo de negócio, que figura na lista de 16 tendências para o futuro do marketing de influência. Segundo esse texto, a transformação rápida de comportamento das marcas no ambiente digital é um pouco do reflexo da pandemia, quando influenciadores tiveram que aprender na marra a reverberar os conteúdos aos consumidores que estavam em isolamento dentro de casa. E na lista do Influencer Marketing Hub do que deve ser observado de perto estão os business influencers.
“É como se um novo padrão de comportamento estivesse sendo moldado, ainda que de forma tímida, dando um novo direcionamento para o futuro da influência. Na nossa visão, e na era da Creator Economy, influência vazia não terá lugar na sociedade. É preciso ir além da influência e parece que muita gente entendeu e tem se reposicionado nesse sentido”, conta Erih Carneiro, COO e confundador da Gombo.
A categoria de business influencer ainda é algo novo, não apenas no Brasil, mas mundialmente. Afinal, a internet sempre foi mais receptiva aos generalistas que compartilhavam conteúdos sobre o seu estilo de vida e navegando por diversas áreas.
Uma imagem que costumamos ter de um influenciador é uma pessoa que engaja sua audiência contando sobre sua visita a um novo restaurante, uma viagem, destaca ou cria tendências de moda ao se vestir e recomenda séries nas plataformas de streaming, por exemplo.
Um business influencer traz uma visão mais orientada para negócios em seu posicionamento. Essa categoria de influenciadores é altamente especializada em uma área, a ponto de eles serem vistos como autoridades, por conta de seu alto nível de conhecimento. Também mantêm um portfólio de produtos e serviços que atendem empresas, facilitando a realização de negócios com pessoas (B2C), marcas (B2B) e fazendo com que não sejam dependentes de publiposts para monetizar. É exatamente como costuma ocorrer com influenciadores no LinkedIn.
E quem tem começado com esse perfil cresce rapidamente. Um exemplo disso é Dalva Corrêa, que entrou no LinkedIn apenas em 2019 compartilhando conteúdos de comunicação verbal e escrita com foco na língua portuguesa e não imaginava que esse tipo de conteúdo pudesse reverberar tanto. Atualmente, ela é LinkedIn Top Voice, uma referência para muitas pessoas na rede e atua como business influencer nas três frentes: B2C, B2B e publiposts.
Ela se apresenta como “uma professora de língua portuguesa que decidiu encorajar as pessoas a escreverem e mostrar que é possível aprender regras gramaticais de forma simples, leve e direta, sem nomenclaturas rebuscadas”.
“O LinkedIn é uma das redes onde mais nasceram os business influencers, pois é uma plataforma que sempre estimulou o compartilhamento de conhecimento especializado e, por isso, é lá onde estão os projetos que buscam esse público que é mais fiel, engajado e segmentado”, diz Erih Carneiro.
Fonte: vetor.am – Everaldo Fioravante