Leitores podem receber manchetes e principais notícias do dia pelo aplicativo
O recente bloqueio de 24 horas ao WhatsApp não afetou a maioria dos leitores do Estadão que queriam receber notícias pelo seu celular. O jornal, que envia manchetes e principais notícias aos leitores por meio do app de comunicação mais popular, continuou a fazer isso pelo Telegram. O Estadão é o primeiro jornal brasileiro a usar o aplicativo para se comunicar com seus leitores.
Desde abril, o jornal seleciona as principais notícias do dia e envia por meio de três aplicativos de mensagens instantâneas: WhatsApp, Telegram e MyPush. No caso do Telegram, que teve um incremento de acessos em razão do bloqueio do concorrente, o Estadão já conta com mais de 1,3 mil membros na comunidade que organiza. Além de manchetes, os leitores recebem três vezes ao dia vídeos relevantes e áudios das entrevistas mais importantes veiculadas pela Rádio Estadão, além de breaking news.
No WathsApp já são mais de 6 mil pessoas cadastradas. As informações são enviadas em três horários fixos por dia: 8h, 12h e 18h. Notícias de última hora também são enviadas aos usuários. No MyPush (onde o Estadão também é pioneiro), são 370 assinantes que têm as informações em seus celulares durante todo o dia.
Saiba como se cadastrar:
– Telegram – baixe o aplicativo gratuito no celular (disponível para Android e IOS) e procure por @estadao e comece a receber as informações.
– WhatsApp – adicionar nos contatos do celular o número (11) 99406-2903 e pedir a inclusão no grupo. Os participantes farão parte de um núcleo de transmissão, ou seja, serão notificados apenas pelo ‘Estado’, que administra o grupo. Não é possível conversar entre si, apenas receber informações do jornal.
– MyPush – os serviços do Estado no MyPush estão disponíveis gratuitamente para IOS, Android e Windows Phone. O funcionamento do serviço é muito simples. Basta baixar o aplicativo do MyPush, procurar o canal Estadão e assiná-lo gratuitamente.
Jornal impresso nos smartphones – O Estadão não para de inovar. Agora, o leitor pode ter toda a edição impressa do jornal em versão digital direto no seu smartphone, seja iPhone ou com sistema operacional Android. Por meio do novo aplicativo Estadão – Edição Digital, que está disponível gratuitamente na AppStore e no GooglePlay, o usuário pode comprar e ler todas as edições, incrementadas com recursos interativos. O novo aplicativo para smartphones traz a mesma experiência da versão para tablets. Apostando na tendência de consumo de notícias em dispositivos móveis.
O recurso também dá acesso ao Estadão Noite, edição liberada às 20h de segunda a sexta, disponível gratuitamente por tempo limitado. Com o aplicativo Estadão – Edição Digital, o usuário é notificado sempre que uma nova edição fica disponível para leitura. Quem já é assinante pode baixar as edições digitais do jornal para ler quando estiver sem conexão com a internet. Quem não é assinante pode comprar edições avulsas por meio do aplicativo.
O Estado foi o primeiro jornal brasileiro a ter uma versão específica para tablets, lançada em abril de 2010, mesmo dia em que o iPad chegou às lojas dos EUA. “Com a oferta da edição digital para smartphones, o Estadão mostra mais uma vez que está alinhado com as principais tendências”, diz Luis Fernando Bovo, editor executivo de Conteúdos Digitais do Estado.
Fonte:Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone
“A internet é um grande amiga pra quem quer começar…”
Desta vez entrevistamos uma jovem profissional de comunicação que tem forte atuação em mídias sociais. Camila é Analista de Redes Sociais na Rede Vanguarda. O papo foi muito proveitoso. Confira:
Camila Carvalho
1 – Você é formada em jornalismo. Como chegou às mídias sociais?
Sim! Cursei Comunicação Institucional, seguido pelo Jornalismo na UBC (Universidade Braz Cubas). Fiz alguns cursos livres de Assessoria de Imprensa e Marketing Digital. De lá até a pós de mídias sociais que eu faço na UNITAU (Universidade de Taubaté) se passaram oito anos e muita coisa aconteceu nesse tempo. Passei pelo radiojornalismo, assessoria de imprensa, produção de conteúdo e organização de eventos. Foi quando de forma amadora eu comecei a administrar as primeiras páginas como freelancer, em 2010.
Sempre fui apaixonada por contar histórias e descobri que fazia isso muito bem quando escrevia. Mas, com a maturidade descobri na verdade que o meu coração batia mais forte quando eu me relacionava com as pessoas. E mídias sociais nada mais é do que um jeito de conectar pessoas e estreitar esse contato. Tive iniciativa de seguir sites e portais internacionais segmentados, fazia leitura constantemente de artigos instrutivos e por conta própria aprendi boa parte do que eu sei. A internet é um grande amiga pra quem quer começar, existem bons profissionais que fomentam a produção de conteúdo de forma esplendorosa.
2 – Dos fundamentos e técnicas aprendidas em jornalismo, quais são em sua opinião as que mais lhe foram e são úteis em sua atuação profissional?
Primeiro, técnica de redação, sem dúvida alguma. Escrever bem é uma caracteristica que eu valorizo bastante e que acredito ser fundamental para gerenciar uam mídia. É preciso estabelecer um diálogo, abrir caminhos, construir relações e identificar sentimentos. Um bom jornalista também não terá dificuldade em identificar a voz, tom, persona de uma marca, ainda que não tenha estudado marketing. Além disso, com as mudanças constantes do Facebook, por exemplo, algumas páginas engajam menos com texto, é nessa hora que o jornalista que vive dentro de você precisa agir e fazer uma frase assertiva com poucas palavras. Os usuários são as melhores fontes de conteúdo para uma página, com o feeling jornalístico conseguimos boas histórias. Apurar os fatos é fundamental e indispensável, o compromisso com a verdade continua o mesmo. Acostumado com a imparcialidade, porém com o sentimento que move a notícia, o jornalista não vai permitir que a comunicação seja robótica.
Camila com os apresentadores do Vanguarda Mix, Kelly Maria e Jonas Almeida, e o repórter cinematográfico Eduardo de Paula na gravação de um programa especial com sugestões de pautas em tempo real das redes sociais
3 – Como é sua rotina de trabalho? Quais suas funções em seu cargo atual?
Faço o gerenciamento de todas as mídias oficiais da Rede Vanguarda e atualmente na grade da emissora, são três jornais diários (Bom Dia Vanguarda, Link Vanguarda e Jornal Vanguarda) que demandam uma atenção especial de postagens das reportagens e principalmente interação com os usuários. Os telespectadores adoram comentar sobre o que estão assistindo nas páginas e ser respondido pra elas é algo fantástico. O factual vale muito na internet e é preciso estar atento pra identificar as tendências de interesse por determinado conteúdo, para então oferece-lo na mídia adequada. Além disso, temos estratégias institucionais aplicada á página da Rede Vanguarda que precisam ter coerência com a identidade da afiliada e também da Rede Globo. Os programas de entretenimento (Vanguarda Mix e Madrugada Vanguarda) possuem um outro tipo de abordagem e de público, diferente do que consome apenas a informação. Eles gostam de sempre ter um conteúdo diferente, algo que não passe na TV, mas esteja disponível nas mídias sociais. Utilizo diversas ferramentas de apoio para que tudo saia perfeitamente conforme o planejamento, que é feito com as chefias, diretores e coordenadores dos departamentos envolvidos. É uma rotina bastante intensa, mas deliciosa. Estar do lado de dentro da TV é algo fascinante.
Aqui Camila ao lado do repórter Jonathan Morel e do repórter cinematográfico Carlinhos Brasil quando da gravação de uma entrevista para o Link Vanguarda sobre as redes sociais da Vanguarda
4 – Qual seu conselho para quem atuar como social media?
Estude! Jamais acredite que você sabe o suficiente. O segmento está mudando o tempo inteiro. O que dava resultado ontem, hoje não faz mais sentido. Acompanhe os profissionais que produzem e compartilham conteúdo, faça listas com as páginas do seu interesse, fique ligado nas tendências do mercado e aos memes do momento.
Seja organizado, atento e principalmente, um verdeiro entusiasta em mídias digitais.
Quem quiser trocar figurinhas, conversar sobre o segmento ou me conhecer:
Formação acadêmica: Cursando Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Marketing ou Relações Púbicas, com término previsto para Julho ou Dezembro de 2017.
Requisitos obrigatórios:
Cursar o penúltimo ou último ano do curso de Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Marketing ou Relações Púbicas;
Inglês intermediário ou avançado;
Conhecimento do Pacote Office.
Benefícios:
Refeição;
Transporte;
Seguro de Vida;
Assistência Médica;
Assistência Odontológica.
Local de trabalho: São Paulo ou São José dos Campos
O nosso entrevistado desta semana é Gerson Monteiro. Ele é Gerente de Comunicação, Tecnologia e Eventos do Colégio Progressão. Também é correspondente do jornal O Estado de S.Paulo e Fotojornalista da Agência Estado, além de Gestor de Conteúdo Freelancer.
Acompanhe abaixo o que ele tem a nos dizer:
1 – Fale um pouco de sua formação e do início de sua carreira?
Iniciei meus trabalhos em comunicação mais precisamente em 1995, quando comecei a estudar sites e a sua estrutura (lembra do HTML, das tags <html><head><title>Meu primeiro job</title></head><body>Oi!</body></html>?). Naquela época as fontes eram muito restritas, quase não existia literatura sobre o assunto. Produzia os sites no bloco de notas, era bem trabalhoso. Aí com a evolução da própria internet o trabalho foi sendo conhecido e abrindo portas, fui trabalhar na sucursal de anúncios/classificados da Folha de S.Paulo em Taubaté. Um dia fui conhecer a redação da Folha em SJC e gostei do que vi – obrigado pela oportunidade, senhor L.E., você foi aquele anjo que todo mundo recebe na vida, gostaria que você soubesse. Mais adiante a coisa evoluiu até que me surgiu a oportunidade de permutar (sim! em comunicação muitas vezes precisamos nos submeter a isso) um curso pré-vestibular e na sequência já estava matriculado no curso de Jornalismo da Universidade de Taubaté (Unitau).
Gerson é Gerente de comunicação, repórter e fotojornalista.
O início do curso foi bem bacana e logo de cara cheguei com a ideia de “montar uma tv para internet”. O que hoje você faz com o celular e automaticamente, naquela época (2001) existiam pouquíssimas experiências na área e sempre me achei “inovador”, pois nos bancos da faculdade ninguém falava disso, nem mesmo os professores – que até hoje servem de muita inspiração aos calouros. Nisso abandonei um estágio/contrato em rádio para tocar um projeto pessoal que era um portal para estudantes de jornalismo e recém formados (pretendo retomar isso algum dia, hoje necessito de tempo para organizar) que me rendeu um Prêmio Expocom.
Depois de passagens por jornal diário, por assessorias de imprensa e rádio, terminei a faculdade trabalhando com edição de imagem numa emissora de TV local em um período e no outro era contratado do Colégio Progressão onde criei o site e segui na assessoria de comunicação. Formado, optei em ficar apenas no colégio.
Mais adiante (2009) fiz MBA em Gerência Empresarial, também na Unitau, que apurou meu olhar enquanto gestor. Nessa época acumulei a gerência administrativa do colégio onde implantei alguns processos organizacionais. Na sequência retomei a gerência de comunicação acumulando da área de tecnologia. Com os resultados, hoje tenho três departamentos sob a minha responsabilidade: comunicação, tecnologia e eventos. Costumo dizer que os três estão interligados, pois sempre atuei de forma direta ou indireta nessas três áreas – na época da faculdade eu organizava as viagens para o Intercom (congresso nacional de comunicação), ajudava na organização dos eventos do Departamento de Comunicação da Unitau… posso dizer que muito do que sei eu aprendi na Agência de Comunicação Integrada, que naquela época era comandada pela Renata, Karina, Aline, Lúcia, Expedito, sob o olhar próximo dos professores Eliane Freire, Robson Bastos, Ângela, entre outros.
No Estadão iniciei em 2010 fazendo uma cobertura fotográfica da enchente em São Luiz do Paraitinga, sendo o primeiro fotojornalista a entrar na área atingida pela cheia do Rio Paraitinga – que apesar da tragédia histórica e prejuízos financeiros, não teve sequer a perda de um vida graças aos heróis dos grupos de rafting. Fiz a última matéria nacional antes da queda do ministro dos esportes Orlando Silva – uma denúncia sobre gastos para a construção de um centro esportivo que nunca existiu, o ministro já era investigado por desvios de dinheiro público, e a apuração me rendeu a manchete do jornal, sendo a última reportagem sobre o então ministro que foi substituído por Aldo Rebelo. Outra cobertura importante que fiz foi sobre um obra milionária em área de proteção ambiental que me rendeu uma “fuga” do cenário por uns tempos – é o famoso coronelismo, donos de grandes fortunas e capazes de fazer o que for necessário para garantir seus lucros, deixando sempre em segundo plano a sociedade, os recursos naturais, etc. Depois trabalhei na cobertura da reintegração de posse do Pinheirinho em São José dos Campos – nunca vivi experiência maior de adrenalina, as famílias que resistiam sendo retiradas das casas e eu ali, acompanhando tudo de dentro do acampamento, eu ainda inexperiente na situação (aliás, ainda me acho inexperiente), reportando ao vivo para todo o Grupo Estado (rádio, site, jornal, agência)… uma experiência incrível!
Costumo brincar que não sou exemplo, pois não sei descansar. Basta uma folga para eu cutucar algum assunto e escrever sobre ele para o jornal. Basta ler algo bacana para buscar a solução de algum problema no colégio. Vivo ligado 24 horas, não sei e não consigo me desligar – acho que nem quero, pois vivo bem assim, é o que me faz feliz. Lembro até hoje de uma frase que li na entrada do Senai (ah, sou Ajustador Mecânico formado… se algum dia a Comunicação não me atender mais, posso trabalhar com mecânica, ferramentaria e afins… rsrs) que era algo como “faça do seu trabalho a sua diversão”, eu faço de tudo isso a minha diversão.
Em 2015, passados 15 anos da faculdade e a ideia inicial de TV na internet, conquistei (junto com minha equipe) um prêmio nacional realizado pelo Sistema de Ensino Poliedro, o Prêmio Excelência por Iniciativa Inovadora, que foi a TV Progressão (www.progressao.tv). Fazemos TV com nosso próprio conteúdo diário produzido em sala de aula por professores e alunos. Viramos uma verdadeira redação. Essa conquista me confirmou a importância de não desistir dos projetos. O que em 2001 foi uma “simples viagem” da minha cabeça, hoje é uma realidade a pleno vapor e com resultados muito positivos.
2 – Que habilidades são mais exigidas no dia a dia de um coordenador de comunicação?
As habilidades necessárias para um gestor de comunicação penso que começa na disposição pela busca de coisas novas, não parar, não esperar acontecer, mas estar adiante sempre. Habilidades técnicas, pois não adianta querer cobrar de algum colaborador uma tarefa que sequer sei realizar. É importante o gestor ter a noção técnica e de espaço para as funções desempenhadas pela equipe, pois na ausência de um integrante é hora de sair da sua cadeira e pular para a cadeira do lado que é da produção. A mais importante acho mesmo que é a capacidade de inovação, inovar sempre.
3 – Você também atua como correspondente de um grande jornal. Como consegue lidar com as duas atividades?
Acredito que o profissional de Comunicação hoje em dia não pode pensar em apenas ser o especialista, ele deve dominar tanto a emissão quanto a recepção da informação. Atuar na gestão de comunicação de uma empresa e na reportagem de outra empresa é um desafio que não me vejo mais fora dele. A mim deu a experiência do refino do tratamento das informações, pois se de um lado eu dependo da informação para escrever bem, de outro preciso ser o mais eficiente possível para dar a oportunidade de um retorno bacana quando trato bem um colega da imprensa. Sempre encontro com amigos e colegas que me agradecem por ajuda-los na produção de alguma pauta – se não posso atender os colegas, sempre indico quem possa atende-los, sei bem o “desespero” por ter que fazer a pauta virar e não ter o personagem. Embora quem está de fora da situação possa ver como atividades concorrentes, seja pelo tempo ou pela dedicação, eu vejo que para mim elas me completam, pois vivo a pressão de resultados o tempo todo, mas ao mesmo tempo tenho a “fuga” do outro lado da informação – isso que me fascina, me faz bem, me realiza.
4 – Que dicas daria para quem está buscando espaço no mercado de comunicação no Vale do Paraíba?
Para quem está começando eu diria que, embora o mundo seja capitalista e a gente precise da grana, não pense na grana agora. Ela é a consequência da gestão de seu investimento. Investir hoje pode ser mais importante que tudo o que você investiu ontem ou pretende investir amanhã.