Mais uma vez no shortlist do Festvideo

A Outracena, produtora de SJCampos, está mais uma vez no shortlist do Festvideo, edição 2026, com o filme do natal de 2025 do Vale Sul Shopping.

Para a produção foi construída uma praça de 400m2, com árvores, bancos, playground, e um fundo cenográfico de 320m2, em um estúdio de 1.000 m2 em São Paulo, onde a produtora contou uma emocionante história sobre gentileza, que foi a mensagem escolhida pelo shopping no natal de 2025.

Foram mais de 97 profissionais envolvidos, uma equipe incrível, elenco, figurino, maquiagem, cenografia, canção original, montagem, color, tudo feito com muito detalhe.

Nesse link você assiste ao filme 
E quem quiser ver um pouco sobre o que rolou por traz das câmeras, tem o making of nesse link

De job pontual a conta fixa: um case fictício sobre construção de recorrência

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Esse é o terceiro e último texto da série que iniciamos na última terça feira. Você pode ler os textos anteriores aqui e aqui.

Quando se fala em transformar clientes pequenos em contas recorrentes, a teoria é clara — mas é na prática que as nuances aparecem. Para ilustrar esse processo, vale observar um case fictício, mas bastante próximo da realidade de muitas agências e profissionais independentes.

Tudo começa com a “Padaria Nova Estação”, um negócio de bairro que procura uma agência para criar uma campanha simples de inauguração. O pedido inicial é direto, com orçamento limitado e foco em panfletagem e redes sociais básicas. Um típico cliente pequeno, com demanda pontual e expectativa restrita.

A primeira virada acontece na entrega. Em vez de apenas executar o job, a agência apresenta não só as peças, mas uma leitura do posicionamento da marca, sugestões de linguagem e um pequeno direcionamento estratégico. Esse movimento amplia a percepção de valor. O cliente não vê apenas “posts”, mas começa a enxergar construção de marca.

Após a campanha inicial, a agência não encerra o contato. Pelo contrário: realiza um follow-up estruturado, apresentando resultados (mesmo que simples) e propondo ajustes. Pequenas melhorias são sugeridas — frequência de postagem, padronização visual, testes de promoções. Aqui, o cliente ainda não tem contrato, mas já percebe continuidade.

Com o tempo, a relação evolui para um modelo mensal básico. Nada sofisticado: gestão de redes sociais e apoio em ações promocionais. O ponto-chave é que o serviço passa a impactar diretamente o fluxo de clientes da padaria. Quando o dono percebe aumento no movimento em dias de campanha, a lógica muda — deixa de ser custo e passa a ser investimento.

A partir daí, novas frentes são incorporadas: campanhas sazonais, identidade para embalagens, parcerias locais. A agência passa a participar de decisões mais amplas, e não apenas da comunicação. Esse é o momento em que a dependência estratégica começa a se formar — no melhor sentido possível.

Esse tipo de evolução não é exceção. Segundo a Bain & Company, empresas que priorizam relacionamento com clientes têm crescimento de receita significativamente superior ao mercado. No caso da padaria, o que começou como um job pontual se transforma, ao longo de meses, em uma conta recorrente com previsibilidade de receita.

Aprendizado

O aprendizado aqui é claro: grandes contas não surgem prontas. Elas são construídas na soma de boas entregas, visão consultiva e relacionamento consistente. E, muitas vezes, estão escondidas exatamente onde poucos estão olhando — nos pequenos clientes que ainda não descobriram o próprio potencial.

Como estruturar um pós-venda que gera recorrência: um checklist prático

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Esse texto é um desdobramento do publicado ontem. Na verdade, estabeleci uma pequena série de três textos (o último será postado amanhã) em torno do tema de reter clientes e transformá-los em clientes recorrentes para sua agência de propaganda ou consultoria de marketing.

Então vamos lá: se a venda é o início da relação, o pós-venda é o que define sua longevidade. Ainda assim, muitas agências e profissionais tratam essa etapa como protocolo — quando, na verdade, ela é um dos principais motores de crescimento. Segundo a Harvard Business Review, aumentar a retenção de clientes em apenas 5% pode elevar os lucros em até 95%. Ou seja, não estamos falando de gentileza, mas de estratégia.

O primeiro ponto de um pós-venda eficiente é a formalização da transição entre entrega e continuidade. Isso significa não “sumir” após a entrega final, mas sinalizar claramente que aquele é um marco — não um encerramento. Um bom fechamento de projeto deve sempre vir acompanhado de uma leitura estratégica do que foi feito, o que funcionou e o que pode ser potencializado. É nesse momento que o cliente começa a enxergar valor no próximo passo.

O segundo item do checklist é a criação de rituais de acompanhamento. Reuniões periódicas, checkpoints rápidos ou até mensagens estruturadas mantêm a relação ativa e evitam que o cliente esfrie. A previsibilidade do contato gera confiança — e confiança sustenta recorrência. De acordo com a Salesforce, 88% dos clientes dizem que a experiência oferecida por uma empresa é tão importante quanto seus produtos ou serviços.

Outro elemento essencial é o relatório interpretativo. Mais do que apresentar números, é preciso traduzir o que eles significam para o negócio do cliente. Métricas sem contexto não constroem valor — interpretação sim. Esse tipo de material posiciona o profissional como alguém que pensa junto, e não apenas executa.

Na sequência, entra um dos pontos mais negligenciados: a proposição ativa de novos movimentos. Muitos profissionais esperam que o cliente peça novas demandas, quando o correto é antecipar oportunidades. Um bom pós-venda sempre termina com sugestões claras de continuidade — seja uma otimização, uma nova campanha ou um desdobramento estratégico.

Também é fundamental investir na personalização da relação. Isso passa por conhecer o momento do cliente, seu ciclo de vendas, suas limitações e ambições. Quanto mais contextualizada for a abordagem, maior a chance de adesão. Clientes não compram apenas serviços — compram segurança e aderência à sua realidade.

Por fim, o checklist se fecha com um ponto decisivo: registro e organização do histórico do cliente. Ter clareza sobre interações, resultados e preferências permite construir uma jornada consistente e evolutiva. Sistemas de CRM ou mesmo rotinas bem estruturadas fazem diferença aqui. A retenção não é fruto de esforço isolado, mas de um processo contínuo e bem gerido.

No fim, estruturar um pós-venda eficiente é transformar relacionamento em método. E quando isso acontece, a recorrência deixa de ser sorte — passa a ser consequência.

Ação que transforma rede wi-fi em defesa ao meio-ambiente vira Lei em cidade do Litoral Paulista

Criada pela agência Felicidade Collective, “Wi-Fi Consciente” busca novos destinos para ampliar programa de conscientização e preservação ambiental

Um projeto que nasceu como uma forma simples e efetiva de levar maior conscientização sobre importantes causas do meio ambiente acaba de virar Lei na cidade de Ubatuba, litoral norte do estado de São Paulo. Intitulada “Wi-Fi Consciente e criada no início de 2025 pela agência Felicidade Collective para a Associação Amigos de Itamambuca, a iniciativa foi aplicada primeiramente no bairro de Itamambuca, tendo ampla adesão do comércio e estabelecimentos de serviços locais para, na sequência, evoluir para uma proposta de legislação – que foi rapidamente aceita e, agora, promulgada.

A Lei N.º 132/2025, em vigor desde fevereiro de 2026, leva o nome da campanha “Wi-Fi Consciente” e estabelece a divulgação de mensagens ambientais no nome das redes de wi-fi. Aprovada por unanimidade, ela já começa a ser adaptada pelos estabelecimentos da região. Em vez de “Pousada_da_Maria”, por exemplo, o público começa a se deparar com mensagens de incentivo e conscientização ambiental como “não_deixe_lixo_na_praia”, “mantenha_a_praia_limpa”, “proteja_o_sarue” e “preserve_o_jundu” ao buscar o acesso ao wi-fi.

Com isso, instituições públicas da cidade são obrigadas, enquanto estabelecimentos privados são convidados, a trocar o nome de suas redes de internet sem fio oferecidas à população por dicas e direcionamentos de preservação, ampliando conscientização e engajamento da população e, principalmente, dos turistas e visitantes sobre o cuidado com o meio ambiente. Além dos nomes das redes, os estabelecimentos também são orientados a colocar uma senha que dê continuidade às mensagens de boas práticas.

“Foi uma ideia simples, que dependia apenas do engajamento dos comerciantes para funcionar e ser amplamente divulgada entre a população. Em alguns meses de projeto rolando, a aceitação foi tão boa que logo levaram para discussão na Câmara Municipal com objetivo de estabelecer uma lei. É um projeto com custo zero para quem adere, que usa um elemento que todos querem como ponto de contato para educar e gerar consciência”, conta Tomás Correa, cofundador e CCO (Chief Creative Officer) da Felicidade Collective.

Para ampliar ainda mais a participação de comércios e instituições privadas, o projeto prevê que as empresas que aderirem ao programa recebam o selo de Empresa Amiga do Meio Ambiente, concedido pela Prefeitura de Ubatuba e que precisa ser renovado anualmente, estabelecendo uma chancela para quem cuida e ajuda a disseminar a educação e boas práticas ambientais. Além dos adesivos que sinalizam “Aqui tem wi-fi com educação ambiental”, a agência está trabalhando em novos materiais de comunicação como displays e banners que vão ampliar o conhecimento do projeto, convidando o público a acessar via QR Code uma cartilha que ensina como aproveitar as praias preservando a natureza. Com a mensagem distribuída por toda a cidade, a campanha deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte da cultura local, e os turistas entendem o contexto e, naturalmente, passam a fazer parte do movimento.

Criada em formato “open source”, em que qualquer comunidade ou município pode replicar, a Felicidade busca agora ampliar a iniciativa para outras cidades brasileiras, transformando os nomes das redes de wi-fi em veículos de conscientização. O programa conta com um site que permite aos estabelecimentos solicitar o selo participante, baixar materiais de comunicação do programa e guias de capacitação para empresas.

“Estamos falando de uma ação que não tem fronteiras ou barreiras de língua. Uma vez que a conscientização ambiental é importante e necessária em qualquer lugar do mundo, sobretudo em pontos turísticos, essa iniciativa pode em breve se tornar um padrão global com zero investimento e baixíssima complexidade, mas com um enorme impacto positivo.”, complementa Correa.