Ouvimos o Roberto Rezende

Roberto e sua BR012

Desta vez o Publicitando foi ouvir o que o Roberto Rezende tem para dizer. Profissional de propaganda ainda jovem mas com bastante experiência acumulada, Roberto trocou algumas ideias com a gente.

Acompanhe o que ele tem pra dizer:

1 – Fale um pouco de sua trajetória profissional até abrir a BR012.

Comecei minha correria profissional na agência júnior da UNITAU, na época ainda era conhecida como ACI (Agência de Comunicação Integrada). Tive ótimas referências e professores que abriam as portas para mim. Me deram uma base muito boa. No ano seguinte, iniciei um estágio na Publicarte e antes de ir para São Paulo, também passei pela Tríadaz.

Como já tinha colocado em mente que gostaria de trabalhar nas maiores agências de São Paulo, comecei a buscar formas de conquistar esse objetivo. Foi então que o Henrique Barros, hoje sócio da Esgrima, me indicou o curso que estava fazendo: Direção de arte na Miami ad School/ESPM. Foi um divisor de águas para mim. Sempre tive que correr atrás desde o início, pois não conhecia ninguém da área, o que deixava a tarefa de chegar nos primeiros contatos ainda mais difícil. E foi a Miami que me deu a oportunidade de entrar no mercado publicitário de São Paulo já que, após o primeiro trimestre no curso de Direção de Arte com o meu portfólio todo refeito, consegui entrar na SUN/MRM do grupo Mccann. Adorava a agência, mas ainda tinha o sonho de trabalhar em uma grande agência e com advertising. E de lá fui para Salles Chemistri, da Publicis. Após esse período trabalhando com GM, fui para a Matos Grey quando ela estava em processo de se tornar apenas Grey Brasil.

Após um ano trabalhando na equipe do Guy Costa, fui para Almap BBDO, a disney para qualquer amante da direção de arte. Fiquei deslumbrado com a oportunidade de trabalhar em uma agência que tinha uma infraestrutura perfeita para exercer a profissão. E, uma vez inserido no mercado, você percebe que a propaganda em São Paulo é uma grande panela, onde indicações começam a aparecer de todos os lados, principalmente quando havia uma troca no comando criativo. Foi então que fui parar na JWT Brasil. No primeiro ano trabalhei com diversos clientes e, no meu último ano na agência, a Blue Hive assumiu o comando da Ford no Brasil e trabalhei exclusivamente para eles.

Posteriormente ainda trabalhei no Grupo Eugênio, participei de um projeto para Fiat pela Sunset até chegar na Ogilvy Brasil. Antes de me mudar para Blumenau, ainda fiz mais um projeto para o Santander, pela E/OU MRM. Como já estava com planos de voltar para Taubaté, durante o tempo que fiquei em Blumenau, trabalhei em uma agência local e pude conhecer melhor o processo de uma agência com poucos funcionários, o que me ajudou a direcionar melhor a forma de trabalhar na BR012.

2 – Por que voltar a Taubaté? Qual a proposta da BR012?

Primeiro porque após 10 anos em São Paulo a gente começou a buscar mais qualidade de vida além de conseguir ficar mais perto da família. Morar em São Paulo é muito bom, mas te consome bastante.

E depois, eu acho que sempre senti que havia muitas oportunidades se abrindo no mercado publicitário do Vale do Paraíba, só era necessário pensar em uma estrutura e um modelo mais enxuto, já pensando nos valores que são bem abaixo do mercado paulistano. Não dá pra pensar propaganda regional imitando os processos de lá. Tinha que pensar em como aproveitar as coisas boas de cada agência que passei, mas dentro da realidade local. Não adianta. É outro mundo!

E dessa forma foi idealizada a BR012. Uma agência enxuta, onde a equipe é moldada de acordo com as necessidades dos clientes, sem nunca permitir um inchaço na estrutura. Tanto é que nossa base operacional tem apenas 40m2, dividida em 3 ambientes seguindo o conceito de espaço aberto. Assim conseguimos conversar sem barreiras ou hierarquias.

Além disso, sempre gosto de estimular os criativos a não ficarem restritos ao local de trabalho. Sou contra Agência de segurança-máxima. Quero que as pessoas andem pelas ruas e adquiram conhecimento de vida, pois só assim poderão trazer insights verdadeiros e, por consequência, chegar a conceitos realmente impactantes, fazendo a diferença não só para o anunciante em questão mas para todas as pessoas impactadas pela mensagem.

Dessa forma, conseguimos nos manter pensando grande mesmo sendo pequenos. E mantendo o controle de tudo que entra e sai da agência sem deixar cair a qualidade, mesmo quando um freela é incorporado para algum projeto.

3 – Como analisa este início de atuação aqui no Vale do Paraíba?

Promissor. Hoje, estamos chegando a 2 anos de BR012. Temos ótimos clientes como Shibata Supermercados, Shibata Casa, Cooper, IOV, Taubaté Veículos, Autopinda e Natufibras, onde a maior parte deles está conosco desde o primeiro dia.

Mas também, por outro lado, posso definir que foi um aprendizado. Tive que rever meus conceitos e pensar como manter a qualidade do trabalho criativo com prazos menores, equipe enxuta e orçamentos bem apertados.

Agora não tenho mais assistentes, produtores gráficos, rtvs, finalizadores, retocadores, etc. Nossa equipe precisa ser multidisciplinar e aguerrida para saber cobrar o escanteio e correr na área pra cabecear. E tem que fazer o gol!

E isso é muito legal, porque mesmo com toda a experiência que adquiri todos esses anos em São Paulo, a publicidade no Vale do Paraíba está me ajudando a crescer em outros aspectos profissionais e renovando o meu gás. Espero retribuir ajudando a elevar cada vez mais o nível da publicidade de todo o nosso mercado.

Tem vaga para planejador digital

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